sábado, outubro 25, 2008

Súmula da intervenção do Arquitecto Becerra Vitorino na Universidade de Outono

UMA NOVA GESTÃO AUTÁRQUICA PARA TOMAR

O concelho de Tomar possui um potencial único que deveria, pela ordem natural das coisas, colocá-lo em posição de destaque, pelo menos, a nível nacional
Deveria constituir um caso referencial nos domínios do turismo, cultura e património, de entre outros.
Deveria, em consequência, desfrutar de confortável solidez económica

Que razões me levam a dizê-lo?
Tomar possui uma cidade histórica com um traçado ímpar e de particular importância que é apontado como modelo utilizado para a baixa Pombalina.
Possui um rio que, sem desprezo pela sua beleza natural em toda a extensão, apresenta no seu atravessamento na cidade, um dos mais belos trabalhos de engenharia hidráulica, cuja importância é potenciada por estarem relacionados com o Infante D. Henrique, figura maior da História de Portugal.
Possui uma riqueza patrimonial ímpar marcada por elementos relevantes desde a pré-história até à revolução industrial.
No domínio do património construído, é difícil encontrar uma corrente artística que não esteja condignamente representada nesta cidade ou neste concelho.
No que respeita ao legado arqueológico industrial, de uma riqueza e diversidade imensas, os domínios de estudo e valorização ainda se encontram por explorar.
Tem uma história multicultural, onde marca presença a Sinagoga, segundo monumento mais visitado.
A galeria de figuras históricas e culturais ligadas a Tomar é de uma riqueza invejável.
E, claro, acima de tudo, tem o legado patrimonial e cultural da Ordem do Templo que hoje, nem é preciso dizê-lo, vem adquirindo grande relevância em todo o mundo.

Poderia desenvolver muito mais a exposição das nossas riquezas.

Mas, para o caso presente basta o que foi exposto para que repita a pergunta que todos fazem:
O que é que tem falhado?

Porque é que em Tomar não se tirou partido do nosso potencial, quando outros concelhos o fizeram partindo de uma posição menos favorável?

O Partido Socialista tem como propósito central recuperar desta situação injusta e angustiante para os cidadãos.
Promover de forma eficaz e consequente o conceito Templário.
Promover o sector turístico orientado para diferentes mercados com particular incidência no turismo cultural.
Recuperar uma vivência urbana de qualidade para residentes e visitantes.
Aumentar os níveis de serviço e qualidade do ordenamento do território e a mobilidade.

Afirmar-se como pólo cultural em diversos domínios. Sendo a relevância óbvia “A Ordem do Templo”, dar também especial incremento à cultura musical de entre outros domínios a explorar.

A disponibilidade de espaços recuperáveis para funções culturais existe, bem como existe a necessidade urgente de promover a recuperação de um património construído a caminho da ruína.

Território, Cultura, Economia e Sociedade, são os grandes temas em que é necessário intervir.
Em todos estes domínios, intimamente interdependentes, o Partido Socialista quer e deve intervir para bem dos cidadãos e do Concelho de Tomar.


Quanto a ideias e projectos, devo dizê-lo sem entrar em modéstias falsas, que ao longo dos últimos anos, os representantes autárquicos do Partido Socialista têm produzido ideias e propostas em todos os domínios de acção.

A terem sido consideradas, o que não aconteceu, estaríamos, em Tomar a dar passos seguros com vista a uma melhor qualidade de vida para os cidadãos.
Quanto a oposição construtiva, temos desempenhado o nosso papel com determinação e entrega.


De entre as diversas razões para o insucesso da actual gestão PSD da autarquia tomarense, destacarei hoje uma para analisar mais em detalhe.

A minha partilha convosco vai centrar-se numa breve reflexão sobre a forma de objectivar uma gestão autárquica que procure níveis de articulação satisfatórios com a sociedade civil.
Ocupar-me-ei do domínio das relações do poder local com a população, bem como da participação da mesma nas decisões que lhe dizem respeito.
Não caberá nesta simples exposição uma solução exacta para o problema, irei, contudo, apoiar-me em casos práticos e experimentados pelo Partido Socialista em Tomar.

Todos nós, cidadãos comuns, ao entregarmo-nos à actividade política enfrentamos um paradoxo:
Constituindo-se o exercício político num forte sentido de cidadania e entrega à coisa pública, na prática, somos confrontados com alguma perda de prestígio perante os nossos pares, pois ficamos sujeitos a um estereótipo estabelecido por grande parte da população em relação à chamada “classe política”.

Sobranceria, cinzentismo, falta de imaginação ou até de cultura, etc.
Não vem a propósito esboçar em mais detalhe este retrato, mas creio que a confrontação que a tal “classe política” experimenta, periodicamente, com uma atitude abstencionista muito expressiva em toda a sorte de eleições, não nos permite ignorar a extensão deste fenómeno
Claro que não é a perda de qualidade aparente que nos deve preocupar, mas antes as consequências que tal facto encerra na busca de uma gestão, no caso, autárquica, verdadeiramente eficaz porque alicerçada num construtivismo social em constante interacção
Uma acção política que, em lugar de impor ideias, muitas vezes destinadas ao insucesso, saiba fazer a síntese de um sentimento colectivo em relação ao meio em que se insere, às suas necessidades à sua história e aos seus objectivos.

Mesmo que, numa primeira análise, este propósito possa parecer utópico.
Mesmo que não haja soluções claras para este problema, aborda-lo não será certamente tempo perdido.
Parece-nos uma reflexão urgente e necessária numa sociedade moderna, não no sentido estético que configura o modernismo, conceito já ultrapassado.
Mas numa sociedade em que o arquétipo do desenvolvimento pelo desenvolvimento há muito deu lugar à busca de uma modernidade menos expansionista, mas pelo contrário, mais inclusiva e mais sustentável.
Mais baseada no potencial humano que no esgotar de recursos.

As supostas grandes visões, de que falei atrás, quando alheadas da realidade circundante estão condenadas ao insucesso e caem, deixando, no processo, muito para recuperar.
O poder local é aquele que deve ser mais reactivo em função das circunstâncias que em cada momento configuram e caracterizam uma sociedade no lugar e no tempo.

Por deformação técnica posso afirmar que não se cria a partir do nada, não se consegue erguer uma obra coerente a partir de um qualquer devaneio imaginativo individual, bem pelo contrário, os melhores projectos são aqueles que conseguem descobrir a riqueza de um contexto difícil, de um conjunto de condicionantes, são aqueles que conseguem tirar partido das limitações para encontrar a solução.
A verdadeira imaginação não se confunde com a fantasia, surge do real e acrescenta-o, valoriza-o, sem o negar.

Deverá ser assim, também, na gestão de uma autarquia

Tomar sofre hoje as consequências da falta deste princípio.
Apesar das supostas grandes ideias, temos hoje um concelho envelhecido, deprimido e empobrecido.
Tudo isto apenas pelo afastamento que o poder autárquico demonstrou em relação à realidade envolvente.
Perdoem-me por não me poder alhear da realidade do concelho de Tomar.

O que deve fazer o poder local para contrariar este estado de coisas?

Portugal, fazendo jus a uma democracia consolidada, tem um quadro legislativo favorável a este propósito.
Toda legislação que tem vindo a ser produzida no domínio da regulação entre os órgãos autárquicos e a população apontam num caminho de aprofundamento da acção participativa, ou seja da democracia directa em sentido lato.
Orçamento participativo
Ordenamento do território participativo
etc.
Tudo está previsto e ao dispor

Apontando para o tema que desenvolverei, o ordenamento do território, basta analisar o esquema a que deve obedecer o processo de execução e aprovação de um PDM para concluir que a gestão participada do assunto pode ser conseguida se assim se desejar.
Neste esquema, existem:
Sete indicações relativas a actos de divulgação pública
Três momentos dedicados à participação directa
Obrigações acrescidas no caso de se verificarem observações da população que apontem no mesmo sentido, em número superior a vinte
Trabalho de comissões legalmente constituídas – Comissão Mista de Coordenação


Então porque não funciona, como tem acontecido em Tomar?
Vejamos dois exemplos, como disse, do domínio do ordenamento do território

Flecheiro
O Partido Socialista, ao tomar consciência de um desmesurado volume de construção que a Câmara previa para a margem do rio, promoveu debates, esclarecimentos, em suma, divulgou um documento que apesar de se encontrar em discussão pública, se encontrava encerrado nos gabinetes, pois nem havia cartas actualizadas para consulta da população.
A participação dos cidadãos, em fase legal de discussão pública foi muito significativa, tendo-se levantado uma forte contestação ao projecto. - Mais de Mil pessoas assinaram individualmente a nossa proposta de alteração.

O resultado foi nulo, a resposta da autarquia foi inexistente
Não foi alterada uma linha do que estava proposto em consequência da intervenção popular
Ou seja, a população manifestou as suas ideias e convicções e o poder ignorou-as.


Quanto ao PDM
O Plano Director Municipal de Tomar encontra-se em fase de revisão (há vários anos).
A Câmara Municipal inclui um pequeno capítulo na sua incipiente página da internet dedicado ao PDM, cumpre, pelos mínimos, o dever de informar, não sobre as linhas orientadoras do plano, como acontece em muitos outros concelhos por esse país, mas tão-somente sobre o facto de o estar a rever.
E qual é o resultado agora?
A população não participa!


A equipa técnica que tem desenvolvido o projecto elaborou um inquérito de perfil à população, amplamente distribuído com a factura da água
Resultado: menos de 3% da população respondeu e devolveu
Uma indiferença de 97%, e ninguém dá sinais de preocupação

Desta vez, o respeito que a população do concelho nos merece, levou-nos a empreender uma acção pedagógica.
Tal acção competiria a quem detém a condução da autarquia, mas não o fez nem creio que pense fazê-lo.

Pode concluir-se que os órgãos autárquicos, quando mal geridos, rejeitam esta participação popular, quer de forma activa, quer de forma passiva.

Continuamos, em Tomar, a viver num ambiente em que o acesso à informação é dificultado por todos os meios e com o auxílio de cumplicidades que não escondem o desejo de partilhar uma fatia do poder.

A uma Câmara Municipal compete ter uma atitude clara, uma acção pedagógica e uma real sensibilidade ao meio envolvente.
Deve incluir seriamente nas suas decisões a síntese opinativa da população.
Tomar é um caso paradigmático de mau servir e que é urgente alterar.

É necessária uma acção empenhada neste domínio
Essa acção deve assentar em dois pilares
Pedagogia
Participação

A Pedagogia
Deve promover uma cultura de defesa do interesse colectivo
Deve demonstrar que esse interesse colectivo é uma parte do interesse individual entendido numa perspectiva de solidariedade intergeracional
Deve demonstrar a justeza e necessidade dos seus projectos
Deve respeitar culturas e singularidades locais
Deve respeitar a memória colectiva

A Participação
Deve ser encarada sem restrições ao acesso ou à opinião
Deve ser promovida com a mesma visibilidade utilizada para a promoção do poder instalado
Deve ser consequente

É com esta forma de actuar que pretendemos num futuro próximo vir a dar voz às iniciativas privadas.
Criar condições para a melhoria da qualidade de vida dos Tomarenses.
Numa palavra: Recuperar o prestígio do Concelho de Tomar
Disse

quarta-feira, outubro 22, 2008

Universidade de Outono

Decorrida em Tomar, a 3ª edição da Universidade de Outono, uma organização da Federação Distrital do Partido Socialista em parceira com a concelhia de Tomar foi um sucesso. Este é o resumo do segundo dia de trabalhos.

A actividade iniciou-se logo pela manhã sob o mote da “Exigência da Gestão Municipal Financeira e o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), com a intervenção de Nelson de Carvalho, Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, falando da gestão de proximidade e planeamento, alertando para a necessidade de repensar as funções do Estado, falando ainda de como as cidades devem ser promotoras de desenvolvimento económico e social.
Em seguida Fonseca Ferreira, presidente da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo falou dos desafios do QREN, das dificuldades e oportunidades a ele associadas, da necessidade em delegar em mais entidades, fazendo referência à necessária regionalização. Afirmou ainda, que com as recentes decisões, nenhuma Câmara tem a partir de agora desculpa que não sejam os próprios erros, para não aprovar o seu PDM.
Ao fim da manhã, Vasco Franco, deputado e ex-Vice Presidente da Câmara Municipal de Lisboa falou dos novos modelos e desafios de gestão de cidades, dos exemplos globais às aplicações locais, focando o essencial da sua intervenção na necessidade de desenvolver um plano estratégico, capaz de envolver as diversas forças vivas num objectivo comum que leve ao desenvolvimento, ao invés da prática usual de encomendar planos a empresas que os produzem em série, e que raramente depois saiem do papel. Deu diversos exemplos de cidades mundiais com casos de sucesso e também alguns exemplos portugueses.

Já à tarde, agora sob o tema da participação popular, Rui Barreiro, vereador e ex-Presidente da Câmara de Santarém falou de diversas experiências de Orçamento Participativo em alguns concelhos do país, método que apela a maior participação de cidadãos e entidades na elaboração dos Orçamentos municipais e que agora ganha maior notoriedade, por ser este ano aplicado na Câmara de Lisboa. Não deixou de ser referido com ironia, o desconhecimento da matéria por parte do Presidente da Câmara de Tomar que em Assembleia Municipal última, e em resposta a proposta do PS de aplicação deste método em Tomar, afirmou que esse método é ilegal.
Paulo Caldas, Presidente da Câmara do Cartaxo e membro do Comité Europeu das Regiões, fechou o tema, falando do planeamento financeiro municipal noutros países, em especial da América Latina e Europa de Leste. Alertou para a necessidade de economia de escala e da intermunicipalidade quer em projectos de desenvolvimento quer em infra-estruturação, falando também da necessidade de regionalização do país.

José Becerra Vitorino, candidato do PS à Câmara de Tomar, iniciou o segundo painel da tarde, focando exactamente a necessidade de uma nova gestão autárquica em Tomar, capaz de criar uma visão de futuro possibilitadora de maior desenvolvimento e qualidade de vida. Focou diversas necessidades do concelho, tal como a revisão do PDM para o desbloquear de situações injustas, promover progresso e resolver situações individuais relacionadas com a habitação. Falou ainda da necessidade de verdadeiro aproveitamento das capacidades instaladas como o Convento de Cristo, a Sinagoga e variado outro património como forma de afirmação de identidade e promoção diferenciadora do concelho, capaz de criar atractivos que levem a uma maior capacidade de criação de riqueza e emprego.
Paulo Fonseca, Governador Civil de Santarém começou por felicitar a concelhia do PS de Tomar pela escolha de Becerra Vitorino para candidato à Câmara de Tomar, elogiando-o pela sua intervenção. Falou das diversas conquistas recentes do PS em investimento para o distrito de Santarém, e do trabalhoso ano eleitoral que se aproxima, onde o PS se vai mostrar com argumentos fortes e sólidos, fruto do trabalho realizado.
Encerrando a tarde de trabalhos e partindo do mesmo tema, Pedro Silva Pereira, Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, falou do trabalho do Governo, das linhas de força do Orçamento, além do mérito desta iniciativa local do PS, apontando-a como exemplo de bom trabalho e discussão e política que aos socialistas enobrece. Falou naturalmente dos desafios eleitorais que se aproximam, das incoerências da oposição, e do facto do PS ser o único partido que, ainda que tomando medidas difíceis, é capaz de liderar o país pelas dificuldades da crise conjectural que o mundo atravessa.

No encerramento da Universidade, já ao jantar, Paulo Campos, Secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e Comunicações, falou da importância das acessibilidades e de como o distrito de Santarém está no centro dessas acessibilidades, e na injustiça proporcionada a Tomar nos últimos anos pela sua perca de centralidade, salientado que só agora e com grande determinação essa injustiça está a ser reparada, evidenciando o empenho do Governo, através da conclusão do IC3 e do IC9, o que recolocará Tomar no centro das acessibilidades, com forte capacidade de mobilidade e ligação a outras áreas de potenciação económica, por exemplo no turismo com a ligação via IC9 a Alcobaça, Batalha e às praias, bem como da futura ligação ao novo aeroporto com a continuação do IC3 para sul, sendo o mesmo um enorme potencial económico, além de facilitar a vida aos cidadãos.
Felicitou o PS concelhio, desejando ao candidato socialista energia e trabalho, disponibilizando-se para toda a ajuda necessária uma vez reconquistada a Câmara, para a prossecução dessa visão de futuro capaz de liderar a reabilitação de Tomar, a uma cidade de referência no mínimo no contexto regional e nacional.

quinta-feira, outubro 16, 2008

UNIVERSIDADE DE OUTONO

3ª Edição - TOMAR - 17 e 18 de Outubro de 2008
Nova Gestão Municipal num Mundo de desafios


17 de Outubro, Sexta-Feira – Biblioteca Municipal de Tomar
21h 00m Sessão de Abertura
21h 15m 1ª AULA – OS MUNICIPIOS E SEUS DESAFIOS NA UNIÃO EUROPEIA – António Vitorino, Presidente da Fundacao ResPública


18 de Outubro, Sábado – Estalagem de Santa Iria (Mouchão de Tomar)
1º Painel: A EXIGÊNCIA DA GESTÃO MUNICIPAL FINANCEIRA E O QREN
10h 00m 1ª AULA – A GESTÃO DE PROXIMIDADE, O PLANEAMENTO E O QREN – Nelson Carvalho, Presidente da Câmara Municipal do Abrantes

10h 45m 2ª AULA – O PROT E O QREN, DOIS NOVOS DESAFIOS DE LISBOA E VALE DO TEJO – Engº. Fonseca Ferreira
11h 30m Intervalo para café

11h 45m 3ª AULA – A GESTÃO DAS CIDADES HOJE, SEUS MODELOS E DESAFIOS –Vasco Franco, Deputado e ex-Vereador responsável pela Habitação na Câmara Municipal de Lisboa
12h 45m Pausa para Almoço


2º Painel: DA PARTICIPAÇÃO POPULAR AO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO
14h 30m 1ª AULA – QUEM TEM MEDO DO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO? – Rui Barreiro, Vereador da Câmara Municipal de Santarém

15h 15m 2ª AULA – O PLANEAMENTO FINANCEIRO MUNICIPAL NOUTROS PAISES E REGIÕES - Paulo Caldas, Presidente da Câmara do Cartaxo e membro do Comité das Regiões.
16h 15m – Intervalo para café


3º Painel: NUM ANO DE ELEICOES, UMA ESTRATEGIA ABRANGENTE!
16h 30m 1ª AULA – UMA NOVA GESTÃO AUTARQUICA PARA TOMAR – José Becerra Vitorino, Arquitecto e Coordenador do Gabinete de Estudos do PS/Tomar

17h 00m 2ª AULA – UMA ESTRATEGIA INTERMUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO E UMA POLITICA COERENTE DE AFIRMACAO DO RIBATEJO – Paulo Fonseca, Governador Civil de Santarém

17h 30m 3ª AULA – O AUTARCA NUMA ESTRATEGIA DE PROXIMIDADE POLITICA – António Rodrigues, Presidente da Federacao Distrital do PS de Santarem

18h 00m 4ª AULA – 2009: UM ANO DE DESAFIOS – AS ELEIÇÕES EUROPEIAS, LEGISLATIVAS E AUTÁRQUICAS – Pedro Silva Pereira, Ministro da Presidência

20h 00m JANTAR DE ENCERRAMENTO - O DISTRITO DE SANTARÉM NO CENTRO DA POLÍTICA PÚBLICA DAS ACESSIBILIDADES– Engº Mário Lino, Ministro das Obras Públicas

Inscrições: 15€ (inclui Jantar de Sábado) pssantaremfed@clix.pt ou 912580539. Consulte psdigital.org

terça-feira, outubro 14, 2008

PS APRESENTA PROPOSTA PARA ATRIBUIR NOME À NOVA PONTE

Foi apresentada hoje a seguinte proposta pelo Vereador Carlos Silva, no sentido de atribuir um nome à nova Ponte sobre o Rio Nabão.

PROPOSTA
Atribuição de nome à Nova Ponte sobre o Rio Nabão no Flecheiro


Encontrando-se na última fase de arranjos a nova Ponte sobre o rio Nabão, localizada no Flecheiro, enquadrado pelo respectivo Plano de Pormenor, do Flecheiro e Mercado, aprovado e tornado eficaz por deliberação da Assembleia Municipal de Julho de 2007, apesar de o concurso para esta obra ter sido adjudicado em Junho do mesmo ano, podendo por isso constituir um acto nulo.

Não obstante tal facto, como também não obstante a quase unanimidade na sociedade tomarense da absoluta necessidade de vários atravessamentos do Rio, a começar pelo atravessamento Sul em S.Lourenço e pelo atravessamento Norte na Arrascada, e nunca por este entretanto concretizado.

Não obstante sempre o PS ter sido a favor da concretização prioritária dos já referidos atravessamentos e nunca deste, é um facto que o mesmo se encontra terminado, vindo a constituir mais uma passagem sobre o rio, pelo que deverá ter um nome que perpetue dois factos indiscutíveis:

1 – Ser resultado do mais longo braço de ferro entre a sociedade civil de uma terra e o seu Presidente de Câmara, maioritariamente eleito por essa mesma população, durante cerca de 10 anos;

2 – Ser marca objectiva de uma lógica de intervenção desrespeitadora da memória colectiva e visão de modernidade, que deveria constituir marca identitária da evolução desejada de uma Cidade como Tomar;

Neste contexto faria todo o sentido propor agora que esta Ponte se denominasse “Ponte António Paiva”.

Contudo, como a memória destas tristes circunstâncias se apagará naturalmente em duas ou três décadas, pelo que restará apenas o objecto da polémica, propomos que o mesmo seja recuperado pela sua inclusão na nossa memória simbólica colectiva.

Propomos assim chamar-lhe “Ponte dos Templários”, uma vez que poderá vir a simbolizar o elo virtual que sempre existiu entre o Castelo Templário e a Igreja Matriz da Ordem, onde aliás se encontra o túmulo do seu Grão Mestre Gualdim-Pais.

Declarações de Voto na Reunião de Câmara

Foram apresentadas as seguintes Declarções de voto, por parte do vereador Carlos Silva, na reunião de hoje na Câmara Municipal de Tomar:

DECLARAÇÃO de VOTO
Transportes Urbanos de Tomar – Paragens da 3ªFase


Verifica-se que seria possível colocar abrigos em muitos locais onde os mesmos não estão previstos, nomeadamente alguns que já foram propostos pelo Partido Socialista, como por exemplo na Alameda 1 de Março no circuito descendente junto ao lugar de estacionamento reservado para a PSP.
A questão dos abrigos deve ser considerada da maior importância, pois nos tempos de espera os utentes são levados a procurar abrigo precário em vãos de portas ou outros lugares de segurança e conforto inexistentes.
Dever-se-á levar em linha de conta que a colocação de abrigos deve obedecer a claras regras de enquadramento urbano, de forma a valorizar a respectiva zona e não a constituírem mais um elemento descaracterizador da paisagem urbana.


DECLARAÇÃO de VOTO
Sinalização de aviso na ponte do Carril


Este assunto surge na sequência de diversas propostas do Partido Socialista, como seja a presente a reunião de Câmara de 25 de Março de 2008, que relembramos:
“Relativamente à ‘proposta de aplicação de bandas cromáticas na E.M.531 junto à ponte do Carril’, é forçoso que se diga que esta é apenas solução provisória para atenuar o risco existente no local, mas que urge, tal como de há muito tem sido afirmado pelo PS em particular pelos seus vereadores, concretizar a solução definitiva, ou seja, a construção de uma nova ponte naquele lugar, esta sim, ao contrário de outras, prioritária, e permitindo assim, eliminar um dos mais perigosos pontos da rede rodoviária do nosso concelho. O PS ficará não só à espera da concretização deste projecto, como promete que continuará a insistir no mesmo. Sobre o projecto de bandas cromáticas apresentado, com a instalação apenas na faixa da direita, ou de quem vai ainda cruzar a ponte, parece evidente que se assim executado, o que pretende criar segurança poderá ao invés diminui-la ainda mais, uma vez que se poderá potenciar o facto noutros locais verificado, dos condutores saírem da sua faixa afim de evitar as ditas lombas, pelo que sou a propor que as mesmas ao contrário do projectado, ocupem toda a extensão da via” .
Em 20 de Maio de 2008, nova tomada de posição, que relembramos também:
“Considerando que houve recentemente mais um acidente, junto à Ponte sobre a Ribeira da Lousã, o que demonstra à exaustão, a absoluta necessidade de intervir neste verdadeiro ‘ponto negro’ da segurança rodoviária do Concelho.Se Declara:- Que a Câmara deve optar pela solução que melhor defende a segurança rodoviária futura, que neste caso é a solução proposta inicialmente pelo GITAP;Se Propõe:- Que a Câmara delibere de imediato dar instruções aos Serviços Municipais de Protecção Civil, em articulação com a respectiva autoridade policial, para a colocação junto a essa ponte de semaforização provisória e em funcionamento permanente;- Que seja reforçada a sinalética nas imediações do local, afim de evitar a todo o custo mais acidentes.”
Não existe nos documentos qualquer referência a estes factos. Vamos esperar que este critério seja, doravante, pois não tem sido, o que se vai adoptar em todas as situações e em relação a todas as forças políticas.Nesse sentido o PS reafirma a absoluta necessidade de construção de uma nova Ponte, solução única para o problema, desde há várias décadas detectado. No entretanto deverão ser instalados semáforos provisórios, sistema, esse sim, que permitirá poupar em bens e vidas e não o actualmente proposto. Por isso votamos CONTRA.


DECLARAÇÃO e REQUERIMENTO
Parque de estacionamento subterrâneo – Alteração do valor do IVA

Sobre este assunto a Câmara só é chamada a tomar conhecimento, mercê da polémica pública, bastante difundida pela comunicação social, de vários meses após a alteração do valor do IVA sobre este tipo de serviço, de 21% para 20%.
Nesse sentido o PS só pode propor, tomando conhecimento oficial em Outubro, de uma alteração que está em vigor no País desde 1 de Julho, que a todos os cidadãos que se apresentem na Tesouraria deste Município com prova de pagamento deste serviço taxado a 21%, lhes seja devolvido o diferencial.
Mais propõe o PS que desta deliberação seja dado amplo conhecimento público através dos órgãos de comunicação social local e regional, com o objectivo de demonstrar que a Câmara de Tomar apenas agiu com negligência e não com dolo.
Requer ainda o PS relatório detalhado com as taxas de ocupação deste estacionamento.


DECLARAÇÃO de VOTO
Alienação de fracções municipais na Alameda Um de Março

Quanto a este assunto, cabe perguntar:
- Todos os serviços da Câmara se encontram em boas condições de funcionamento no que respeita a acessibilidade dos munícipes e espaço de atendimento?
- Todos se encontram em boa localização e visibilidade para o público?
- Todos oferecem boas condições de trabalho aos funcionários? (chamo a atenção para a proposta que o Partido Socialista apresentou sobre este assunto)

Respondidas estas questões, cabe ainda perguntar:
- A Câmara já encontrou um espaço condigno para o MUSEU DA FESTA DOS TABULEIROS? Ou ainda não pensou nisso?
- Todo o espólio artístico na posse da Autarquia se encontra exposto nas condições compatíveis com a sua importância patrimonial?

Ou então:
- A Câmara já tem uma Loja do Cidadão, conforme o Partido Socialista propôs?
- A Câmara esta a pensar aprovar a proposta que apresentámos e que o Sr. Presidente agendou para a reunião de hoje, que visa a criação de uma Loja Social em Tomar?

Muitas outras questões se poderiam colocar, contudo, parece óbvio que a pretensão de vender estes espaços, na pior altura do mercado imobiliário de que há memória, é totalmente despropositada perante as prementes necessidades a que responsavelmente se deve dar resposta. São questões elementares de interesse para o Concelho e para os Cidadãos.Voto contra a presente intenção de venda.


DECLARAÇÃO de VOTO
Aplicação do pagamento de uma Compensação ao Município
pela impossibilidade da criação de lugares de estacionamento

Tendo consciência que os regulamentos, mesmo mal feitos e sem visão de futuro, uma vez aprovados vigoram perante a população e seriam nulas quaisquer deliberações que os contrariassem.
Por ser contra a minha consciência de cidadão e tomarense, não poderei nunca votar a partir de hoje favoravelmente, em circunstâncias equivalentes, a aplicação da compensação prevista no nº4.1 a) do Artº52º do Regulamento Municipal de Edificação e de Urbanização e Taxas do Concelho de Tomar, por duas ordens fundamentais de razões:
1- Por entender ser absolutamente necessário facilitar a instalação de comércio, serviços e industrias no nosso Concelho;
2- Por objectivamente considerar que a instalação do novas empresas é sempre geradora de emprego, podendo a médio prazo resultar na criação efectiva de riqueza para todos nós, inclusive para os cofres do Município.
Nesse sentido, proponho que seja aprovada a compensação prevista, que ao abrigo do Artº64º, apenas seja executada passados três anos.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Sessão de apresentação de Paulo Fonseca

Aspecto da sala que no passado Sábado recebeu Paulo Fonseca, na sua sessão de apresentação da candidatura aos militantes.



Paulo Fonseca usando da palavra, ladeado pelo Presidente da Concelhia, Hugo Cristóvão e da Presidente do Departamento das Mulheres Socialistas do Distrito e do cabeça da Lista de Delegados ao Congresso, Zeca Pereira e do candidato do PS à Câmara José Becerra Vitorino.

domingo, outubro 05, 2008

Arq.José Becerra Vitorino indigitado candidato socialista

Na Comissão Política Concelhia de hoje, tendo como ponto único a votação do cabeça de lista à Câmara Municipal de Tomar e com a participação de todos os dirigentes eleitos, o Arquitecto José Becerra Vitorino foi o escolhido, com os seguintes resultados:

Becerra Vitorino - 66%
António Rebelo - 16%
José Pereira - 10%
António Mourão - 8%

O Arquitecto José Becerra Vitorino, 53 anos, professor e tomarense, será assim o candidato socialista à presidência da Câmara Municipal de Tomar às eleições autárquicas do próximo ano.
A 52 semanas do acto eleitoral, é assim o PS a marcar a agenda política, obrigando a que as decisões de outros tenham como referência as decisões do PS.
Excelente sinal dado aos Tomarenses, num momento conturbado no País e no Mundo. Confiança, integridade e carácter serão uma, das poucas, garantias que Tomar terá no decurso deste ano através do PS.

O minuto seguinte

Primeira intervenção após a contagem dos votos e os muitos telefonemas seguintes a parabenizar o Arq. Vitorino pela indigitação da candidatura à Câmara Municipal de Tomar.

MOMENTOS DO DIA DA ESCOLHA

sábado, outubro 04, 2008

Um dia histórico no PS: A FESTA DA DEMOCRACIA

O Histórico momento da assinatura, por todos, do "Compromisso de Honra".

Presidente do Partido jantou antes com os quatro pré-candidatos, num Restaurante da Cidade.

Momentos de conversa amena antes do início dos trabalhos...
A boa disposição, ultrapassando gerações, uma das marcas da noite histórica.


















Prof. Hugo Cristóvão, Presidente do PS Tomar, lê para todos o "Compromisso de Honra".Mesa Coordenadora composta ainda pelo Presidente da Mesa Eleitoral, Joaquim Segorbe e pela Dra. Anabela Freitas, Presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas.

Dr.António Mourão usando da palavra.




Prof. José Pereira usando da palavra.


Prof. António Rebelo usando da palavra.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Comissão Política para escolha do candidato à Câmara

Realiza-se no próximo Domingo, dia 5 de Outubro, pelas 18H00, na Sede do PS, uma Comissão Política Concelhia à qual podem assistir todos os militantes que o desejam, com o ponto único de: Votação do cabeça de Lista do PS à Câmara Municipal de Tomar, para o mandato de 2009-2013.

A votação secreta será exercida pelos membros com direito a voto, em urna, durante 30 minutos, findo os quais será anunciado o resultado e dada a palavra ao candidato escolhido.

Apresentam-se hoje à Comissão Política, em reunião reservada aos membros, os quatro cidadãos que se disponibilizaram para tal: O independente António Rebelo e os militantes António Mourão, José Pereira e José Vitorino.