domingo, outubro 08, 2006
APOIO PARA A CONSTITUIÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES FLORESTAIS APROVADA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL
PROPOSTA
Tendo em conta a importância que a Floresta tem para o desenvolvimento do Concelho de Tomar;
Tendo em conta que a existência de uma Associação de Produtores Florestais é decisiva para a implementação de uma política de aproveitamento dessa riqueza no nosso Concelho;
Tendo sido constituído um núcleo de Produtores Florestais disposto a criar uma Associação de Produtores Florestais, com os quais já reuniu por diversas vezes a Comissão desta Assembleia Municipal e à qual o referido núcleo apresentou uma proposta de trabalho, por solicitação desta Comissão;
Analisada proposta que o referido núcleo apresentou, a Comissão propõe que a Assembleia Municipal:
1. Reafirme a importância estratégica que a Floresta assume no desenvolvimento social e económico do Concelho de Tomar;
2. Reafirme a necessidade de ser criada uma Associação de Produtores Florestais no Concelho de Tomar;
3. Que o Município de Tomar assuma um papel de parceria com o referido núcleo, garantindo na fase de arranque as condições financeiras, dadas as condicionantes actuais para a sua implementação, em virtude da transição de quadros de financiamento comunitários;
4. Que o executivo Municipal reúna com o núcleo promotor da Associação de Produtores Florestais e com a Comissão da Assembleia Municipal, afim de serem definidas as acções concretas que levem à concretização deste importante Projecto para o Concelho de Tomar.
Tomar, aos 22 de Junho de 2006
A Comissão
Luís Ferreira(PS), António Jorge(PSD), José Vasconcelos(IpT),Bruno Graça (CDU), Carlos Trincão(BE) e Tomé Esgueira(Representante da AM na Comissão de Defesa da Floresta
Constituição de uma Associação de Produtores Florestais para o Concelho de Tomar - Proposta apreciada e aceite pela Comissão da Assembleia Municipal
1.Considerandos
Considerando que é vital e urgente a criação de uma Organização de Produtores Florestais. neste concelho, por forma a dinamizar o potencial produtivo florestal bem como a sua defesa e valorização e coexistindo interessados na fileira florestal (produtores florestais, industria e entidades púbicas) com este propósito, propõem-se a presente proposta de constituição de uma Associação de Produtores Florestais.
Considerando ainda que no actual quadro comunitário de apoio não existe dotação orçamental para financiar/apoiar a constituição de organizações de produtores florestais (AGRIS Acção 3, Subacção 3.1 Instalação de Organizações de Produtores Florestais.) e que se prevê que no próximo quadro comunitário de apoio (2007/2013) esta medida/acção não seja contemplada, torna-se necessário recorrer ao apoio de outros organismos, nomeadamente à autarquia de Tomar com vista à constituição da mesma, pois a iniciativa privada só por si é insuficiente, dado os encargos e custos financeiros que importam à sua instalação e sustentabilidade nos primeiros anos de funcionamento.
Desta forma só com a conjugação de esforços iniciativa privada/sector público será possível promover e tornar realidade a existência de uma associação de produtores florestais neste concelho.
Por outro lado, o sector florestal foi objecto de uma reforma legislativa, verificando-se que muitas competências/atribuições do domínio floresta estão neste momento atribuídas aos municípios, associações de produtores florestais produtores florestais e outras entidades. Podendo estas em parceria recorrer a inúmeras acções a desenvolver em prol da defesa e promoção da floresta, nomeadamente:
- Participação na elaboração do Plano Municipal de Defesa da Floresta contra incêndios;
- Apresentação de candidaturas a projectos de investimento florestal ao fundo florestal permanente, AGRIS, AGRO, e a apoios nacionais e comunitários;
- Constituição de equipas de sapadores florestais;
- Contribuir para a actualização do Cadastro Rústico do Concelho.
De salientar ainda, para alem de contribuir de forma sustentada para o bem estar da comunidade em geral, tendo em conta o conjunto de acções e medidas que se propõem desenvolver, contribui para o desenvolvimento da região prevendo-se a criação de sete postos de trabalho directos (5 sapadores florestais, 1 técnico florestal e um técnico administrativo).
2- Proposta de constituição
A criação da associação de produtores florestais tem como objectivo principal a defesa e promoção dos interesses dos produtores florestais e o desenvolvimento de acções de prevenção e valorização das florestas, dos espaços agrícolas, dos espaços naturais, da fauna e da flora, bem como de uma maneira geral a valorização do património fundiário e cultural dos seus associados .
A Associação não tem fins lucrativos, podendo desenvolver acções tendo como finalidade a melhoria da qualidade de vida dos seus associados, pelo desenvolvimento das actividades de produção agrícola e florestal.
3- Objectivos
3.1.1 Apoio aos produtores/Associados
A associação através do seu gabinete técnico poderá dar um contributo significativo aos produtores florestais, apoiando, incentivando, esclarecendo, prestando-lhes informação variada, quer ao nível de apoios, legislação regulamentar, métodos de produção, etc.
3.1.2 Sessões de Esclarecimento/Acções de divulgação
A mobilização dos produtores florestais/proprietários poderá ser realizada através de estratégias diversificadas uma vez que o universo dos produtores florestais/proprietário é também ele diversificado quanto ao seu perfil sócio - económico. Adoptam-se as seguintes acções
a) Reuniões de sensibilização em juntas de freguesia
b) Criação de pagina web com conteúdos informativos
c) Elaboração e distribuição de panfletos de divulgação da associação.
As acções de divulgação têm como propósito a apresentação e divulgação das acções que poderão ser desenvolvidas pela associação, sobretudo as mais actuais e pertinentes, utilizando o conhecimento técnico para a gestão dos espaços florestais prestando informação ao nível dos apoios disponíveis, legislação regulamentar, métodos de gestão e produção.
Pretende-se que os proprietários reconheçam as vantagens da adesão à associação nomeadamente as vantagens relativas à defesa das áreas florestais contra incêndios da melhoria da gestão florestal e condução de povoamentos promovendo ganhos de produtividade e rentabilidade e em simultâneo promover a certificação florestada dessas áreas contribuindo assim para uma gestão sustentável.
Os panfletos e a página web constituem um meio de divulgação complementar às acções acima referidas e neles constarão, de uma forma simplificada e com o auxílio de infogramas, os objectivos e acções preconizadas pela Associação de produtores Florestais.
3.1.3 Criação de Zonas de Intervenção Florestal (ZIFs).
A promoção da gestão do património florestal, nomeadamente através do ordenamento das explorações florestais da dinamização e apoio ao associativismo é um dos objectivos da politica florestal nacional consagrada na Lei de Bases da Politica Florestal, Lei nº 33/96 de 17 de Agosto.
O decreto lei nº 127/2005 de 5 de Agosto veio estabelecer o enquadramento legal para a criação de zonas de intervenção florestal (ZIFs), permitindo-se uma intervenção especifica em matéria do ordenamento e da gestão florestal.
De acordo com o citado decreto lei a localização e delimitação das ZIF deverá atender, para além de outros critérios, às normas estabelecidas nos Planos Regionais de Ordenamento do Território (PROF), nos planos especiais de ordenamento do território e nos planos de defesa da florestal de âmbito municipal ou intermunicipal, bem como às orientações produzidas pelas comissões regionais de reflorestação.
A implementação de zif’s conforme resulta do Plano de Ordenamento Florestal do Ribatejo (PROF) prevê que o concelho de Tomar é prioritário para a constituição de ZIF´s em todas as suas freguesias.
Em face do supra exposto, a associação de produtores florestais terá neste domínio um papel preponderante pois poderá contribuir de forma decisiva para a criação de ZIF´s como entidade gestora e promoção junto dos produtores florestais para a necessidade da criação das mesmas, na medida em que a ZIF assume no futuro a única forma de gestão florestal sustentável.
Por outro lado a associação de produtores florestais enquanto entidade gestora encontra nas ZIF´s uma importante fonte de receita que lhe garante a sua subsistência.
3.1.4 Celebração de protocolos de colaboração
Sendo certo que associação de produtores florestais é uma entidade de interesse público, colocando-se ao serviço dos interesses superiores da comunidade estará apta a desenvolver protocolos de colaboração com outras entidades nomeadamente:
-Direcção Geral dos Recursos Florestais
-Autarquias locais
-Federação de Produtores Florestais.
-Outras Associações de Produtores Florestais.
-Bombeiros.
-Industria da Fileira Florestal.
Dos possíveis protocolos de colaboração destaca-se os que tem em vista a protecção da floresta contra incêndios nomeadamente na criação de equipas de sapadores florestais, devido à importância que assumem para os munícipes nas acções que executam em termos de silvicultura preventiva e ainda os protocolos com entidades receptoras de madeiras/resíduos florestais para aproveitamento energético.
4- Acção a desenvolver
A Associação de Produtores Florestais para a prossecução dos seus objectivos dos seus objectivos, propõem-se desenvolver nos dois primeiros anos, no âmbito do seu plano de acção, diversas acções, considerando como principais as que seguidamente se discriminam:
Acção a Desenvolver
1-Constituição da APFT
2-Aquisição de Equipamento e Contratação de Recursos Humanos
3-Instalação-Sede
4-Acções de divulgação/Apresentação da APFT
5-Apresentação de candidatura à constituição equipa de sapadores florestais
6-Celebração de protocolos de colaboração
7-Sessões de esclarecimento nas juntas de freguesia
8-Elaboração de Brochura com Informação para os associados
9-Criação de Pagina Web
10-Fomentar a Criação de ZIFs
11-Apresentação de candidatura a ZIFs como entidade gestora.
12-Elaboração e acompanhamento de projectos de investimento para associados e outras entidades
13-Gestão de ZIF´s
5- Previsão de Actividade
Tendo em conta o tipo de actividade e as acções que a Associação de Produtores Florestais se propõem desenvolver e o mercado em que se vai inserir e sem descorar a conjuntura económica e financeira em geral e dado nos dois primeiros anos de vida não dispor de receitas que permitam o seu auto-financiamento, a sua existência bem como subsistência durante este período só será possível com a conjugação de esforços dos seus fundadores e outras entidades nomeadamente a Autarquia de Tomar.
quarta-feira, setembro 27, 2006
CONTRIBUTO DO PS PARA A DISCUSSÃO SOBRE A CULTURA
A. Pressupostos de origem:
1. No decurso da nova abordagem e responsabilização, assumida por todos os Grupos Municipais, no contexto da Assembleia Municipal (AM), no mandato de 2005-2009, quer no que concerne às suas missões estritamente legais, quer às que consensualizadas entre todos os agrupamentos políticos, foi possível propor uma primeira abordagem a este tema no seio de uma reunião ordinária da Assembleia Municipal, que se realiza no dia 29 de Setembro de 2006.
2. Na percepção empírica de que é esta a área onde a diferenciação de Tomar se faz no contexto sub-regional (Médio Tejo), regional (Oeste e Vale do Tejo) e Nacional/Ibérico (Portugal), foram em diversos momentos os órgãos do Município propondo “visões” e “abordagens” capazes de optimizar quer os recursos endógenos, quer a assimilação dos contributos externos ao território Municipal.
3. Foi assim que o Plano Estratégico de Cidade, aprovada por esta mesma AM em 1997, hierarquizou pela primeira vez, de forma clara, quer os conceitos, quer os projectos que, ao tempo, eram objecto de análise pelos “actores” envolvidos.
4. Durante vários anos pouco ou nada se fez nesse sentido, fosse porque as prioridades do Município se direccionassem para outros sectores, fosse porque a “visão” da sociedade nabantina do futuro se alterasse, até que no decurso da preparação das anteriores eleições autárquicas o PS voltou a abordar o tema no contexto da sua “Agenda para o Desenvolvimento do Concelho de Tomar”, publicitada na página oficial do Partido, avaliada, reformulada e finalmente completada, entre Agosto de 2004 e Julho de 2005.
5. Ao assumir que o Desenvolvimento do Concelho assentava em 4 vectores estratégicos, o Económico, o Físico e Ambiente Urbano, o Turístico e Cultural e o Social, mais não fez o PS que sistematizar o seu pensamento, coincidente em parte com o, ainda eficaz, Plano Estratégico de Tomar, mas que carecendo sempre de actualização e reformulação, ou não vivêssemos numa sociedade de mutação rápida e profunda, sendo nesse sentido que agora “repisamos” o nosso conceito, a seguir vertido.
B. Abordagem da “Cultura versus Turismo” como factor de desenvolvimento (Agenda do PS, Julho de 2005, http://tomar.psdigital.org)
A aposta no turismo cultural, como vector estratégico de desenvolvimento do Concelho de Tomar, decorre do reconhecimento da especificidade única que, é o facto de Tomar ser o ponto de contacto entre 3 filosofias/religiões (cristã, islâmica e judaica), a par com a cultura templária e identidade territorial como ponto forte e, por conseguinte, a potencialidade mais relevante para a sua afirmação ao nível quer nacional quer internacional.
A aposta nesta vertente serviria de “motor” para o surgimento de outro tipo de comércio, serviços e até indústrias, sendo que seria desejável não cairmos numa situação, do passado, de mono-indústria.
Por outro lado, permitiria dar visibilidade ao Concelho na sua totalidade, visto o mesmo ter um vasto património histórico e arquitectónico, em toda a sua extensão, que deverá ser recuperado, aproveitado e publicitado, por exemplo através de uma inventariação e digitalização de todo o património com vista à sua divulgação, aproveitando Projectos desenvolvidos pelo Instituto Politécnico de Tomar (IPT).
A facilitação da criação de um Centro Ibérico do Esoterismo (Collegium Templarium), incorporando um Centro de Estudos da Ordem dos Templários bem como dos diversos povos que deixaram a sua marca no Concelho, de forma a atrair povos de várias culturas e religiões, levando a uma diversificação da origem dos potenciais turistas.
Com o objectivo de aumentar o fluxo de turistas, a reformulação / abertura / articulação de uma Rede de Parques de Campismo, é essencial.
Ainda, neste sector deve facilitar-se a instalação de novas Unidades Hoteleiras, preferencialmente de diferentes níveis de conforto, o que abriria o leque para captação de diferenciados tipos de Turistas.
OUTRAS PROPOSTAS COMPLEMENTARES PARA CUMPRIR O DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO E CULTURAL:
1. Rede de Cidades dos Templários e Religiosas
a) Investigar qual o conjunto das cidades fortemente marcadas pela história dos Templários e criar geminações com as mesmas;
b) Organizar um “Encontro Mundial de Cidades Templárias”;
c) Criar uma rede de cidades Templárias para organização de acções e projectos conjuntos, nas áreas cultural e turística e recolha de sinergias;
d) Desenvolver uma rede de contactos para organização de acções culturais e projectos conjuntos que englobassem as correntes islâmica, judaica e cristã, nas suas linhas ortodoxa e romana;
e) Tornar Tomar parte integrante da optimização do Caminho português de Santiago.
2. Centro Ibérico do Misticismo (Collegium Templarium)
a) Criar um Centro Ibérico de Documentação / Estudos, equipado com sala de congressos e que incorpore o Centro de Estudos da Ordem Templária.
b) Fomentar a elaboração de estudos académicos sobre Tomar e subsidiar a publicação de teses.
3. Centro de Estudos da Ordem Templária
a) Criar um Centro dedicado ao estudo e divulgação dos Templários, sediado no Collegium Templarium;
b) Organizar periodicamente um Congresso sobre os Templários.
c) Relançar os encontros internacionais de Tomar.
4. Castelo dos Templários e Convento de Cristo: Interagir com a Cidade
a) Criar condições para a articulação destes espaços com a Cidade, através da optimização da Rede Turística, envolvendo a Câmara, Região de Turismo e Direcção do Convento.
b) Desenvolver iniciativas para a dotação de infra-estruturas turísticas, com a recuperação da parte inutilizada do Convento;
c) Dar suporte institucional à promoção da animação cultural nos espaços;
5. Rota Arqueológica Romana
Criar, através da instalação de estruturas efémeras de apoio (vedações, passadiços, lojas e sinalética) o estabelecimento de uma Rota museológica permanente no Concelho.
6. Recuperar e valorizar os Edifícios e Monumentos Históricos
a) Prover à recuperação dos edifícios e monumentos que se encontrem espalhados pelo Concelho, classificados como de “Interesse Concelhio”, em PDM.
b) Promoção da qualificação adicional de alguns imóveis, classificados como de “interesse Concelhio”.
7. Edifícios com valor patrimonial: promover o seu aproveitamento para fins culturais e sociais:
a) Recuperar o acervo, em colaboração com o IPT (Departamento de conservação e restauro) do Convento de São Francisco;
b) Instalar na antiga Biblioteca os serviços culturais da Câmara;
8. Eventos Culturais na área musical
a) Criar o Prémio Nacional de Música “Fernando Lopes Graça”;
b) Dinamizar, no contexto Sub-Regional, a criação de uma Orquestra semi-profissional;
c) Elaborar o Plano Municipal para a alfabetização musical - “Tomar: Concelho de Músicos”;
d) Promover, com regularidade um “Encontro de Culturas Latino-Americanas”.
9. Estruturas Museológicas
a) Promover a adaptação funcional e integração em estrutura museológica, da Fabrica de Fiação e de alguns espaços do Grupo Mendes Godinho, alterando os actuais Planos de Pormenor respectivos (Polis);
b) Elaborar e dinamizar o Plano Museológico Concelhio;
10. Intensificar as Acções de Marketing
a) Criar e actualizar permanentemente a presença institucional da Câmara Municipal na Internet, no contexto do Portal do Médio Tejo Digital;
b) Realizar um Plano de Marketing, destinado a promover os acontecimentos com maior significado cultural: Festa dos Tabuleiros, Mês de Tomar, Festival Internacional de Música e Estágio Internacional de Música; Encontro Ibérico das Bandas; Mês da Música e da Juventude, Congresso da Sopa, Ceias Renascentistas, FRINGE, etc;
c) Colocar sinalética turística-cultural em todo o Concelho;
d) Organizar uma rede de postos de informação turística;
e) Qualificar os suportes promocionais (roteiros, catálogos, folhetos).
11. Operadores turísticos e todas as entidades que desenvolvam iniciativas de animação turística:
a) Definir formas de envolvimento e participação dos operadores turísticos, animadores turísticos, entidades e agentes culturais;
b) Criar condições para que Tomar passe a figurar nos locais de destino e a visitar, em articulação com os operadores;
c) Criar roteiros turísticos Concelhios, aliados a actividades culturais, que cativem turistas;
d) Investir na promoção externa do Concelho.
e) Promover a instalação de actividades turísticas permanentes relacionadas com o Turismo pedestre, de aventura e de desportos aquáticos (vela e remo);
f) Articular o ordenamento de trânsito e estacionamentos em função dos monumentos de destaque turístico.
12. Criar o Conselho Municipal da Cultura
a) Criar uma estrutura onde estarão representantes da C.M. e Associações Culturais com o objectivo de elaborar um Plano de Desenvolvimento Cultural (estrutura simples por forma a garantir o seu funcionamento);
b) Organizar um Plano anual de eventos culturais;
c) Criar um logotipo das iniciativas culturais do Concelho – Imagem Concelhia, para promoção externa.
13. Parque de Campismo Municipal
Reformular o Parque de Campismo Municipal, na Zona de implantação do plano de Pormenor respectivo, com infra-estruturas condignas, fazendo as necessárias alterações ao respectivo Plano de Pormenor (Polis).
14. Criar Empresa Municipal de Promoção Turística e Cultural
a) Criar de Empresa Municipal de Promoção Turística e Cultural, que articule com os agentes Concelhios e externos, numa lógica de parceria integrada, público-privada, a promoção da produção turística e cultural do Concelho;
b) Promover e regular os circuitos turísticos e culturais do Concelho;
c) Promover Tomar, como Capital Nacional da Cultura, no espaço de uma década.
15. Criar Prémios Municipais / Nacionais de Artes:
Escultura; Pintura; Música; Literatura; Teatro; Dança.
16. Promover BIENAIS de Artes:
Escultura; Pintura; Música; Literatura; Teatro; Dança.
17. Criar uma Pousada de Juventude no Concelho de Tomar
C. Para uma visão do Concelho de Tomar até 2017
Das Grandes Linhas de Orientação aprovadas pela Assembleia Municipal de Tomar em Novembro de 1997, cumpre destacar quatro, como ponto de partida para uma visão até 2017:
1. Projectar a ideia de “Tomar, cidade dos Templários”, como produto turístico de nível internacional;
2. Promover a imagem turística de Tomar, através da valorização do seu património cultural;
3. Consolidar o papel de Tomar como centro cultural de referência da sub-região;
4. Promover a criação e desenvolvimento de um projecto cultural comum para a Cidade de Tomar.
Foram ainda dadas prioridades aos diferentes Projectos/Acções, na altura equacionados do vector “Turismo Cultural”, a seguir enumeradas:
1ª Prioridade:
· Cidade de Tomar – Património Mundial: elaboração de candidatura para classificação;
· Rede de Cidades dos Templários: criação de uma rede internacional e de um Centro de Estudos da Ordem do Templo;
· Região de Turismo dos Templários: dinamização;
· Castelo dos Templários, Convento de Cristo e Mata dos Sete Montes: vitalização;
· Edifícios com valor patrimonial: recuperação;
· Eco-Museu Municipal: criação e implementação;
· Instalação e serviço prestado pelas Associações culturais: qualificação;
· Acções de Marketing dos acontecimentos com maior significado cultural: intensificação;
· Edifícios com valor patrimonial: promover o seu aproveitamento para fins culturais e sociais;
· Conselho Municipal de Cultura: criação.
2ª Prioridade:
§ Eventos culturais na área musical: criação e consolidação;
§ Campo Arqueológico permanente da Igreja de Sta Maria dos Olivais: dinamização;
§ Base aérea de Tancos: aproveitamento para fins civis.
Julgamos ser de interesse estratégico para o desenvolvimento do Concelho, a manutenção genérica das Grandes Linhas de Orientação para a área do Turismo cultural, pelo que de actual elas mantêm, visto que após 9 anos nenhuma se acha plenamente cumprida.
No entanto, a nosso ver a cultura não interage com o desenvolvimento do Concelho, só através do Turismo, sendo no entanto através deste que ela se transforme numa valia económica e como tal, possa ser factor “âncora” para o desenvolvimento.
O posicionamento estratégico do Concelho, junto às principais intercepções viárias e ferroviárias do País, a existência de todos os níveis de ensino, do pré-escolar ao superior e o espelho de água da Albufeira do Castelo de Bode, facilitam a intervenção do Município nesta área.
A Cultura, como factor de desenvolvimento, alavanca um pré-estado social, resultado de muitas décadas, senão séculos de investimento das gerações anteriores, tornando muitas vezes único o que no vale do Nabão se foi fazendo.
É neste contexto reconhecida a capacidade endógena instalada nas áreas do Teatro, Música e expressão corporal.
Já em pleno século, onde a palavra globalização ganha tantas vezes, contornos de “fim último dos tempos”, é precisamente aquilo que é único que capta investimento, que introduz mais valia, que ganha dimensão onde muitas vezes a não há.
Tomar, na visão do PS, tem dois factores únicos, sobre os quais toda a actuação neste sector deve potenciar e valorizar: O Convento de Cristo (e o Castelo dos Templários) e a Festa dos Tabuleiros.
É este, no nosso entender, o desiderato base para a assunção da Cultura como factor de desenvolvimento Concelhio.
Assim propõe o PS, que sejam consideradas as seguintes acções urgentes, por parte do Município de Tomar:
1. A criação do Conselho Municipal da Cultura, em 2006;
2. A elaboração por parte do Município de um Plano de Desenvolvimento Cultural em estreita articulação com o Conselho Municipal da Cultura criado, em 2007;
3. A reformulação dos serviços de Turismo e Cultura, do quadro orgânico do Município, de forma a preparar a criação de uma Empresa Municipal de promoção Turística e Cultural, em 2008;
4. A consignação em Plano plurianual de investimentos de verbas capazes de garantir a participação do Município no Plano de Comemorações Templárias, a decorrer entre 2008 e 2013 (5 anos), que integrem os 700 anos da extinção da Ordem dos Templários e a criação da Ordem de Cristo (2008), os 850 anos da Fundação de Tomar (2010), a Festa dos Tabuleiros (2011), o ano de Tomar Capital Nacional da Cultura (2012) e o “Encontro Mundial de Cidades Templárias” (2013);
5. A consignação mínima, no decurso do quinquénio referido (2008-2013), de um montante financeiro anual equivalente a 10% das receitas anuais do Estado, ao abrigo da Lei de Finanças locais, para o reforço da capacidade produtiva local de bens culturais de dimensão nacional e ibérica, com especial incidência nas áreas do Teatro, Música e Expressão Corporal (Desportiva e Artística);
6. A realização das bienais de Música e Pintura (2007, 2009, 2011 e 2013), de Teatro e Escultura (2008,2010, 2012) e de Dança e Literatura (2009,2011 e 2013);
7. Garantir em 2007 o funcionamento do novo Parque de Campismo Municipal da Machuca, facilitar a instalação no Concelho de Tomar de novas Unidades de alojamento turístico de diferentes escalões de serviço, bem como o desenvolvimento de uma “rede de Turismo Rural”;
8. Desenvolver uma estratégia articulada com os outros Municípios da sub-região do Médio Tejo, ou da Região do Vale do Tejo e Oeste, para a constituição até 2013 de uma Orquestra semi-profissional;
9. Valorizar numa articulação consistente com o Conselho Municipal de Educação a valorização e interpretação ambiental do espaço Concelhio, com especial incidência na Mata Nacional do Sete Montes, Sítio da Rede Natura 2000, Vale do Nabão (do Agroal à foz) e Albufeira do Castelo de Bode;
10. Valorizar a actuação sobre o património material e imaterial do Concelho, através da valorização económica da Festa do Tabuleiros, da Rota Arquelógica Romana do Concelho e dos edifícios de valor patrimonial classificados no PDM;
11. Criar um Prémio Anual que promova, em diferentes níveis etários, os que mais se destacaram na área da Cultura e do Desporto;
12. Repor, a nível de Planos de Ordenamento, a possibilidade da criação em Tomar de Centro de Estágios Desportivos, Pousada de Juventude e Museu da Indústria;
13. Interagir, com a participação da Rede Social e do Conselho Municipal de Educação, de forma a institucionalizar a passagem de saberes, seja através de uma, ou várias, Universidades Seniores, seja através de um Plano de Testemunho cultural imaterial a ser fomentado e integrado nos Planos Educativos dos Agrupamentos Escolares do Concelho;
14. No quadro das competências do município garantir o retorno económico directo da acessibilidade ao Monumento Património Mundial (Convento de Cristo) e fomentar a produção de eventos que tirem partido da sua existência;
15. Protocolar com os diferentes Departamentos do Instituto Politécnico de Tomar, a integração do know-how existente para a valorização e intervenção do Município nas áreas da Cultura e Património;
16. Desenvolver, em articulação com o Instituto Politécnico de Tomar e a Direcção do Convento de Cristo, a instituição em Tomar de uma Escola de Artes e de um Centro de estudos da Ordem dos Templários.
17. Reformular o sistema de apoio ao Associativismo, em parceria com o Conselho Municipal da Cultura, de forma a valorizar a capacidade endógena instalada no Concelho, com especial incidência nas áreas do Teatro, Música, Expressão Corporal (Desportiva e Artística), actividades outdoor e etnografia.
Tomar, 27 de Setembro de 2006
O Grupo Socialista da Assembleia Municipal de Tomar
domingo, setembro 17, 2006
IN MEMORIUM
Florindo Veludo exerceu as funções, durante mais de 15 anos de Tesoureiro da Secção do PS e foi também Tesoureiro da Junta de Freguesia de Sta. Maria dos Olivais, no mandato de 1994-1997, tendo Carlos Silva como Presidente e era voluntário no Hospital de NªSra da Graça, na Gualdim-Pais e no CIRE, nunca tendo deixado de exercer uma profunda actividade solidária e cívica, mesmo depois de aposentado da "escola Industrial", hoje Escola Secundária Jácome Ratton.
Homem exigente consigo mesmo e com um respeito pouco comum pelos mais jovens, nunca deixou de ser uma referência para todos os que com ele lidaram.
sexta-feira, setembro 15, 2006
PONTE DO FLECHEIRO MOTIVA VOTO CONTRA DO PS
Votamos contra no Processo de expropriações no âmbito da Nova Travessia do Rio, na área de intervenção do Programa Polis:
Em consonância com a nossa conhecida posição desfavorável à implantação da chamada “Ponte do Flecheiro” nos termos, volumes e utilização que é pretendida ter.
Por considerarmos que o recurso à expropriação evidencia a incapacidade da Câmara Municipal ter até hoje adoptado uma política de resolução do problema do Flecheiro. Não foram criados até hoje as condições para que os proprietários desta zona dispusessem de instrumentos urbanísticos eficazes.
Nestas condições o Flecheiro continua e continuará a ser um mar de pó e lama. Na nossa opinião a Câmara Municipal terá de perceber que só em conjunto com a iniciativa e dinâmica dos cidadãos se poderá atingir a qualidade urbana que nos falta.
Por último propomos que as áreas expropriadas sejam no futuro contabilizadas como áreas de cedência para equipamentos e espaços públicos se houver intervenções privadas no local.
Tomar, 12 de Setembro de 2006
O Vereador
Carlos Silva
sábado, setembro 09, 2006
quinta-feira, agosto 31, 2006
Comissão Política Concelhia
Ordem de Trabalhos:
1- Informações
2- "Caminhos para 2009"
3- Análise da actualidade política
Esta é a segunda comissão política descentralizada, desta vez na freguesia da Madalena, e contará entre outros convidados, com a presença do Presidente da Federação Distrital, António Rodrigues.
Para as 21.00h está previsto um jantar convívio para o qual deve ser feita reserva junto do Presidente da Concelhia, ou do camarada Arlindo Nunes.
O Presidente da Comissão Política Concelhia
Esta comissão política esteve convocada para dia 9 mas foi adiada em virtude da realização do Fórum Novas Fronteiras.
quarta-feira, agosto 30, 2006
PS EXIGE QUE HAJA INVESTIMENTO EM TODAS AS ESCOLAS PRIMÁRIAS
Considerando que esta alteração orçamental, a terceira no decurso deste ano económico, releva para efeitos da sua apresentação, do reforço essencial de três rubricas orçamentais, com as quais poderemos concordar, que são: 80.000€ para a aquisição do recheio da Fundição Tomarense, 65.000€ para a aquisição de serviços para o Ensino Básico e 180.000€ para equipamento e mobiliário também para o ensino básico, a nossa dúvida advém de três motivos essenciais:
1 – Havia ou não intenção em sede de Plano de Actividades de aquisição do espólio da Fundição Tomarense, ou não teria sido mais transparente a sua colocação aquando da aprovação do orçamento?
2 – O reforço das verbas para o Ensino Básico, sendo pelo PS vistas como globalmente positivas, levantam a questão da existência de uma errada previsão em relação às necessidades existentes ou, o que será mais grave, a valorização de algumas escolas e/ou agrupamentos em detrimento de outros. Tal dedução é possível de se fazer, quando na justificação tais verbas aparecem “consignadas” às “actividades de enriquecimento curricular”, que como sabemos só foram protocoladas com dois dos três agrupamentos.
3 – Nomeadamente o reforço de 180.000€ para equipamento, “consignado” às “actividades de enriquecimento curricular”, levanta a questão de que tipo de equipamento estamos a falar e se a universalidade do investimento no espaço escolar do Concelho está ou não garantida.
Nestes pressupostos, avalia o PS de forma negativa esta alteração orçamental, que visa tão só encobrir uma falta de estratégia no investimento no Ensino Básico, uma vez que o investimento nas actividades do domínio tecnológico e das tecnologias de informação e comunicação (TIC’s), nunca constaram de quaisquer documentos sufragados e/ou analisados, quer pelo Conselho Municipal de Educação, quer pelos próprios órgãos autárquicos, ao contrário do que teimosamente se continua a escrever.
Torna-se assim evidente que tal propósito só foi despoletado aquando das medidas “propostas” pelo actual Ministério da Educação, quando decidiu comparticipar e chamar as autarquias e outros parceiros, para o investimento complementar nestas áreas (Inglês, Música, Desporto e outras actividades onde se inserem as TIC’s).
Este reforço de investimento no Ensino Básico, de mais 245.000€, seria bem vindo em qualquer altura, numa autarquia que não tem investido devidamente, na nossa opinião, na qualificação das pessoas, mas ao fazê-lo neste momento, fica instalada a dúvida se estarão abrangidas as cerca de 1.600 crianças do Ensino Básico ou só as 1.139 crianças abrangidas pelos protocolos celebrados com os dois agrupamentos.
Ou seja, para o PS, é uma evidente mais-valia para as crianças e suas famílias que o Município garanta uma oferta “complementar” na área das Tecnologias – a todas as crianças do Concelho, como aliás sempre dissemos.
Parece-nos assim, de toda a utilidade, que o Ministério da Educação aprove o financiamento máximo permitido, de 250€/mês/aluno, desde que a autarquia garanta um mínimo de duas horas/semana de formação, em “actividades de enriquecimento curricular”, em Música e Desporto, mantendo as três horas de Inglês já em funcionamento, nos agrupamentos que com ela protocolaram e que já foram objecto de deliberação deste executivo municipal.
É também óbvio para o PS que o reforço de 245.000€ para o Ensino Básico, nomeadamente os 180.000€ para equipamento agora proposto, só possa ser para todas as escolas e para todos os alunos do Concelho.
Sendo para nós tudo isto óbvio, estranhamos que a maioria PSD mantenha a sua posição de fazer investimentos nesta importante área sem a devida programação e sem garantir a universalidade dos investimentos que, casuisticamente, vai fazendo.
Estamos certos que apesar de votarmos contra esta alteração orçamental, pelas razões atrás expostas, não deixará esta maioria de aceitar o repto aqui lançado pelo PS, no sentido de reorganizar a Proposta entregue na tutela, e razão próxima desta alteração orçamental, de forma a garantir o Ensino da Música e do Desporto nos dois agrupamentos que com este Município protocolaram, garantindo o investimento em equipamentos e a oferta “complementar” na área das TIC, a todas os agrupamentos, escolas e alunos do 1ºCiclo do Ensino Básico, recebendo assim da tutela o financiamento máximo de 250€/aluno/ano e fazendo evoluir a actividade formativa precoce para um patamar de excelência, deixando de fazer uma gestão errática e casuística.
Tomar, 29 de Agosto de 2006
O Vereador
Carlos Silva
sábado, agosto 12, 2006
LEI DA PARIDADE: ACELERAR A MUDANÇA!
Comunicado
O Departamento Federativo das Mulheres Socialistas do Distrito de Santarém, congratula-se com a promulgação, por parte do Sr. Presidente da Republica, da Lei da Paridade, que foi aprovada na Assembleia da República por Proposta do PS.
Este diploma é para o DFMS um instrumento estruturante capaz de mudar a realidade que agora conhecemos, pois é imprescindível que tenhamos mais mulheres em actividade politica, para que a Perspectiva de Género seja efectiva, para que se instale de forma transversal em todos os níveis de decisão, sejam eles da área governativa local, regional ou central.
quarta-feira, agosto 09, 2006
FAMÍLIAS DE TOMAR SERÃO MAIS ONERADAS NA FORMAÇÃO DO 1ºCICLO
Foi este o teor da sua declaração de voto:
Acresce que, no entender do PS, qualquer Proposta no sentido de “readaptar” os respectivos Projectos Educativos, para esta visão da Câmara Municipal, teria de ser discutido e decidido no respectivo Conselho Municipal de Educação, o que não aconteceu, pelo que sabemos até hoje, apesar de já termos em reunião anterior feito essa mesma proposta.
Não se compreende como a Câmara Municipal argumenta com a utilização do equipamento informático existente nas Escolas no âmbito do PRODEP, quando propõe à tutela que das 61 turmas a criar, só metade (32) se realizam em espaço escolar com a presença dos respectivos equipamentos(?).
A argumentação de que já existe uma larga oferta na área da Música e da Actividade Física e Desportiva, nomeadamente nos ATL existentes, não leva em linha de conta em primeiro lugar que nem todo o Concelho está coberto por rede de ATL e em segundo lugar tal oferta não é livre de custos para as famílias, sabendo nós que muitas famílias não podem ter acesso a esta formação por dificuldades económicas.
Ficámos a saber pela explanação da Câmara Municipal, que haverá um posterior protocolo para a área do desporto com UMA Associação do Concelho, por “considerá-la uma actividade de grande importância” (sic). Com tal definição ficámos também a saber que o ensino da Musica não será “uma actividade de grande importância”.
Ao optar pelas valência de informática e robótica, em detrimento de música e actividade física e desportiva, a Câmara Municipal onera mais o Município e/ou as famílias, pois tais actividades serão financiadas em 160€/aluno/ano em detrimento de 250€/aluno/ano se a opção fosse para a música e actividade física e desportiva.
Para o Partido Socialista, se a Câmara pretende investir no ensino precoce da Informática e Robótica, o que até podemos concordar, não o deve fazer em detrimento das outras actividades, já com know-how instalado no Concelho, dentro da raiz Histórica e Cultural, com especial relevo num ano em que se comemora o centenário do nascimento do músico Tomarense Fernando Lopes Graça.
Ao optar pelo modelo de financiamento público mais baixo, não garante assim a Câmara Municipal o interesse público na gestão dos dinheiros de todos nós, ou pior ainda, pretende transferir para as famílias Tomarenses mais gastos para garantir o acesso dos seus filhos a actividades na área da música e desporto.
Este modelo de complemento formativo para as crianças do 1ºCiclo é mais caro para as Famílias, mais caro para o Município e não valoriza a capacidade instalada no Concelho na área da Música e do Desporto.
Por tudo o atrás exposto votamos contra.
Tomar, 8 de Agosto de 2006
A Vereadora
Anabela Freitas
sábado, agosto 05, 2006
ANABELA FREITAS SUBSTITUI CARLOS SILVA
A dirigente Socialista Anabela Freitas, é a actual Presidente da Mulheres Socialistas do Distrito de Santarém e exerce actualmente as funções de Directora do Centro de Emprego de Tomar.
Tal substituição efectiva-se já amanha, na reunião ordinária da Câmara Municipal, a partir das 9H30.
sexta-feira, junho 30, 2006
IMPLEMENTAÇÃO DA REDE SOCIAL, MAIS UMA CONQUISTA DO PS DE TOMAR
1. Felicitar a autarquia por finalmente pôr em marcha o processo de instauração da Rede Social no concelho de Tomar, indispensável meio para múltiplas entidades do nosso concelho, e útil também para uma mudança no paradigma de relacionamento entre essas mesmas entidades, e entre elas e a autarquia. Este será agora um instrumento, que embora partindo atrasado em relação aos outros concelhos, será tão bem sucedido quanto o empenho que as várias entidades, e a autarquia em concreto, nele colocarem. Não temos que ser autistas, devemos sim saber aproveitar o que de bom se faz já a esse nível noutros concelhos.
2. Lamentar veementemente a postura e as afirmações proferidas pelo Presidente da Câmara na Assembleia Municipal última, em incompreensível e inaceitável ataque pessoal e profissional ao líder da bancada do PS, o que nada contribui para a opinião generalizada que os cidadãos têm da política, dos políticos, e das instituições. Pede-se por isso a todos os intervenientes com maiores ou menores responsabilidades na vida pública e política, que saibam manter a necessária e profícua discussão, no foro meramente político e do interesse público, e ao senhor Presidente da Câmara que saiba manter a calma nos momentos em que essa discussão lhe pareça desfavorável.
3. Felicitar o Regimento de Infantaria 15, importante instituição do nosso concelho e região, pela excelente iniciativa levada a cabo no passado fim-de-semana – a reconstituição de batalhas napoleónicas – integrada na comemoração dos seus dois séculos de existência, e pela importante contribuição que esse acto introduziu na dinamização cultural e turística do nosso concelho. Este é o dinamismo e o exemplo que o concelho precisa.
segunda-feira, junho 05, 2006
COMUNICADO DA COMISSÃO POLÍTICA
Relativamente ao primeiro tema, foram analisadas as acções tomadas pelo PS e as suas consequências, como o pedido de demissão do Conselho de Administração, entre outros, sendo que tudo parece agora encaminhar-se para que o Plano Funcional de 1998, como foi e é exigência do PS, venha efectivamente a ser cumprido, e com isso, o serviço prestado pelos três hospitais venha a melhorar no interesse dos cidadãos.
Sobre a Rede Social, em que Tomar vive esta situação caricata, mas não exclusiva deste tema, de ser o único concelho do distrito sem a constituição da mesma, foi debatido o como essa realidade está já a prejudicar as instituições do concelho, em particular as IPSS’s uma vez que as priva do parecer obrigatório desta rede, no concurso a subsídios de apoio por exemplo, para a construção de infra-estruturas.
Esta situação denota o pouco interesse que o executivo camarário mostra pelos temas sociais, e mostra mesmo algum autismo, por prejudicar desta forma, os interesses das instituições, e indirectamente dos cidadãos do nosso concelho.
O PS entende por isso, que é mais que tempo para perceber o erro, e proceder à constituição da Rede Social. Tomar, neste como noutros campos, não pode esperar mais.
Nesta reunião procederam-se ainda a algumas alterações no regulamento interno e regimento financeiro do PS, assim como a entrada para o secretariado concelhio da Vera Simões.
Aos 2 de Junho de 2006
Pela C.P.C., o Presidente, Hugo Cristóvão
quinta-feira, maio 25, 2006
COMISSÃO POLÍTICA NO DIA 2 DE JUNHO
1. Aprovação do Regulamento Financeiro da Concelhia;
2. Aprovação de alterações ao Regimento da Comissão Política;
3. Alteração do Secretriado da Concelhia;
4. Apresentação do trabalho já realizado nas Freguesias;
5. Avaliação da situação no Centro Hospitalar do Médio Tejo;
6. Outros assuntos de interesse para o Concelho e Partido.
Tomar, aos 25 de Maio de 2006
O Presidente da Comissão Política Concelhia
Hugo Cristóvão
quarta-feira, maio 10, 2006
MEMBROS ELEITOS DE TOMAR NOS ÓRGÃOS DA FEDERAÇÃO
COMISSÃO POLÍTICA DISTRITAL (61 membros)
Lista A
Fátima Duarte, Hugo Cristóvão, Luis Ferreira, Anabela Freitas, António Mendes, Paulo Arsénio e Vera Simões
Lista B
Carlos Marques e Laura Rocha
COMISSÃO FEDERATIVA DE JURISDIÇÃO (7 membros)
Lista A
Viriato Fernandes e Leonel Graça
Lista B
Abel Paulo
COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO ECONÓMICA E FINANCEIRA
Lista A
Carlos Silva
O Secretariado da Federação será eleito na Sexta-feira, dia 19 de Maio.
Tal órgão é composto por 7 a 15 membros eleitos.
terça-feira, abril 25, 2006
DELEGADOS DE TOMAR AO XII CONGRESSO DA FEDERAÇÃO
Inerentes com voto:
(Apoiantes de António Rodrigues) - 3
Anabela Freitas - Presidente do Dep. Federativo das Mulheres Socialistas
Hugo Cristóvão - Presidente da Comcelhia de Tomar do PS
Gonçalo Salgueiro - Representante da JS na Comissão Política Distrital
Delegados eleitos:
(Apoiantes de António Rodrigues) - 22
Arlindo Nunes - Presidente de Junta da Madalena
Fátima Duarte - Assistente Social
José Pereira - Professor
Luis Ferreira - Coordenador do Grupo Socialista da Assembleia Municipal
Joana Nunes - Tecnica de Turismo
António Mendes - Médico
Carlos Silva - Vereador na Câmara de Tomar
Hugo Costa - Coordenador da JS de Tomar
Luisa Henriques - Vogal da Assembleia de Freguesia da Madalena
Paulo Arsénio - Deputado Municipal
Virgílio Saraiva - Coordenador do Grupo de Trabalho das Freguesias
Vera Simões - Assistente Universitária
Joaquim Segorbe - Presidente da Mesa Eleitoral do PS de Tomar
Fernando Carmo - Vogal da Assembleia de Freguesia de S.Pedro
Maria Luz Sousa - Administrativa
Fernando Graça - Presidente da Junta de Freguesia da Sabacheira
Viriato Fernandes - Psicólogo
Mara Joana Costa - Estudante
Leonel Graça - Engº da Qualidade
Paulo Inácio - Tec. Marketing
Susana Faria - Estudante
Costa Marques - Professor
(Apoiantes de Nelson Carvalho) - 8
Carlos Marques - Professor
João Cardoso - Tec. Restauro
Laura Rocha - Professora
Carlos Veloso - Prof.Catedrático
Manuel Paulo - Tec.Optometria
Élia Antunes - Estudante
João Nogueira - Professor
António Carvalho - Bancário Aposentado
domingo, abril 23, 2006
ANTÓNIO RODRIGUES GANHOU EM TOMAR POR LARGA MAIORIA
António Rodrigues teve 89 votos (74%) e Nelson Carvalho 32 votos (26%).
A Lista A, apoiante de António Rodrigues, teve 90 votos e elegeu 22 Delegados.
sábado, abril 22, 2006
MOÇÃO SOBRE CENTRO HOSPITALAR DO PS, RECUSADA PELA ASSEMBLEIA EM CONIVÊNCIA COM A "MÁ GESTÃO" DA ADMINISTRAÇÃO
MOÇÃO
Nos termos da alínea a) do Artº15º e alínea n) do nº1 do Artº24º do Regimento da Assembleia Municipal, o Grupo Socialista da Assembleia Municipal, depois de devidamente analisada e avaliada a situação vivida no Centro Hospitalar do Médio Tejo, dos dados fornecidos pelo documento de trabalho da Comissão Municipal de Acompanhamento do Hospital de Nossa Senhora da Graça e aprovado por unanimidade nesta Assembleia Municipal e atendendo a toda a especulação pública que se tem verificado nos últimos dias sobre os cuidados de saúde prestados ou a prestar às populações no nosso Concelho e considerando:
1. Que a actual Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, não tem sabido gerir de forma clara, justa e aceitável a complementaridade entre os três pólos do Centro Hospitalar do Médio Tejo - Tomar, Torres Novas e Abrantes.
A Assembleia Municipal de Tomar, reunida em 20 de Abril de 2006, delibera:
sexta-feira, abril 21, 2006
PS PROPÕE APURAMENTO DE RESPONSABILIDADES SOBRE PARQUE DE ESTACIONAMENTO DO PAVILHÃO
Tendo em conta que a obra do parque de estacionamento do Pavilhão Municipal de Tomar apresenta deficiências graves, assinaladas em pareceres técnicos que põem em causa a estabilidade do edifício e a segurança dos utilizadores;
Considerando que até hoje não foram dadas explicações claras sobre as responsabilidades efectivas nas deficiências existentes;
Estando a Câmara Municipal na eminência de assumir novas despesas suportadas pelo erário público, e mesmo nesta contingência, sem que haja garantias de uma efectiva resolução dos problemas;
A Assembleia Municipal de Tomar, reunida em 20 de Abril de 2006, delibera:
1 – Que seja apurado de forma clara de quem é a responsabilidade pela situação criada;
2 – Que o pagamento das reparações seja imputado aos responsáveis.
DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO DO CONCELHO - PROPOSTA DO PS VOTADA POR UNANIMIDADE NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL
Constituiu recentemente a NERSANT – Associação Empresarial, em conjunto com os Municípios de Almeirim, Azambuja, Cartaxo e Coruche e uma instituição Bancária Nacional, um Fundo de Apoio ao Investimento das Micro Empresas (FAIME);
Tal FUNDO se constitui como um instrumento de apoio à criação e modernização de micro empresas, que permite apoiar os projectos de investimento que venham a ser desenvolvidos por sociedades comerciais e empresários em nome individual, que tenham sede e desenvolvam a sua actividade económica nos concelhos envolvidos;
O Concelho de Tomar carece de instrumentos avançados de retoma empresarial, capaz de criar riqueza, promovendo assim a fixação dos quadros formados quer nas Instituições de Ensino Superior existentes no Concelho, quer os Tomarenses que obtendo formação e tendo espírito empreendedor, têm dificuldade de obter financiamento para os seus projectos;
Uma das missões primordiais dos organismos públicos, como é a Câmara Municipal, é o de facilitar a vida aos investidores, canalizando de forma célere e eficaz as soluções de investimento necessárias.
A Assembleia Municipal de Tomar, reunida em 20 de Abril de 2006, delibera que:
quinta-feira, abril 20, 2006
MOÇÃO SOBRE CRUZAMENTO PARA ALVIOBEIRA APROVADA POR UNANIMIDADE
1. Foi recentemente inaugurada e aberta ao trânsito a variante à EN238 entre o IC3 na Manobra e Ferreira do Zêzere;
A Assembleia Municipal de Tomar, reunida em 20 de Abril de 2006, delibera que:
Sejam alertados o Instituto de Estradas, o Ministério das Obras Públicas e o Ministério da Administração Interna para esta situação.
Seja solicitado ao Instituto de Estradas que garanta a execução em tempo útil de medidas correctivas e preventivas da segurança rodoviária nesse entroncamento.
segunda-feira, abril 17, 2006
PS TOMA POSIÇÃO SOBRE CENTRO HOSPITALAR DO MÉDIO TEJO
O Partido Socialista de Tomar, avaliada a situação vivida no Centro Hospitalar do Médio Tejo, atendendo a toda a especulação pública que se tem verificado nos últimos dias sobre os cuidados de saúde prestados às populações, decidiu tornar públicas as seguintes posições:
A actual Administração não tem sabido gerir de forma clara, justa e aceitável a complementaridade entre os três pólos do Centro Hospitalar do Médio Tejo - Tomar, Torres Novas e Abrantes.
Complementaridade não deve significar dependência. Para Tomar a complementaridade baseou-se até agora em pressupostos ainda não cumpridos.
O novo hospital presta menos e piores serviços que o antigo.
Para a comunicação social têm sido emitidas diversas tomadas de posição contraditórias, que não têm sido esclarecidas devidamente por essa Administração do Centro Hospitalar.
Com isto, fica criado um ambiente de suspeição de favorecimento de uma Unidade em detrimento de outras, o que em nada favorece a opinião dos cidadãos sobre a forma de gestão e administração dos serviços de uso público, nem o trabalho dos profissionais que devem estar preocupados apenas com o exercício da sua profissão.
Satisfazer a população, os profissionais e a Sociedade Civil em geral, deve ser o principal objectivo de actuação do Centro Hospitalar, o que neste momento não parece verificar-se.
Assim sendo, estamos em crer que possa existir uma total desmotivação dos funcionários - médicos, enfermeiros e outros profissionais.
Para a concelhia de Tomar do PS, deverá ser cumprido o Plano Funcional aprovado em 1998 aquando da constituição do Centro Hospitalar, o qual até hoje não foi alterado, mas também ainda não foi satisfatoriamente cumprido. Faltam em Tomar as diversas especialidades cirúrgicas.
Se tal não for cumprido, será a altura então de considerar a hipótese de separação do Centro Hospitalar e autonomizar cada uma das Unidades Hospitalares.
Praticamente só de Tomar existe pessoal destacado noutros hospitais.
Tomar é o parente pobre do Centro Hospitalar, tem sido o armazém ou fonte de recursos para quando algo falta nos outros. Tal situação, quanto a nós, não pode manter-se!
Com esta situação poderá estar a ser prestado um mau serviço aos cidadãos, não só do Concelho de Tomar, mas de todos os concelhos envolvidos.
O actual Conselho de Administração tem tido uma série de instrumentos de gestão para implementar. Não houve no entanto, até agora, qualquer mostra de saber aproveitar devidamente os recursos do Centro Hospitalar.
Esta experiência do Centro Hospitalar não está a funcionar com eficiência de acordo com os novos padrões que se requer na gestão pública, nem se prevê que funcione a manter-se a actual política de gestão do respectivo Conselho de Administração.
Para o PS de Tomar, a verticalização do sistema de saúde, envolvendo os Centros de Saúde e as diferentes Unidades de Saúde Hospitalar, é o modelo que deverá ser seguido, em consonância com aquilo que são os compromissos eleitorais do PS, sufragados maioritariamente pelo Povo Português no ano transacto!
Tomar assumiu ao longo dos últimos oito anos os seus compromissos, em matéria de complementaridade Hospitalar e respectivas responsabilidades inerentes, cabendo agora também aos outros assumir as suas.
Por último, não podemos deixar de estranhar o silêncio da autarquia de Tomar em relação a esta matéria, a qual parece estar claramente conivente com a situação observada ao longo dos anos, sendo que a esta se exige que pugne pelos legítimos interesses dos cidadãos.
Neste contexto, o PS de Tomar exige que seja cumprido o Plano de Gestão do Centro Hospitalar, optimizando os recursos humanos disponíveis, maximizando as capacidades das diferentes Unidades Hospitalares existentes, de forma a cumprir eficazmente o serviço público a nível dos cuidados de saúde, bem como exige de forma determinada a imediata demissão do seu Conselho de Administração, certo de que este, depois da sua completa incapacidade de gerir a situação, não tem quaisquer condições para continuar a merecer a confiança, nem dos cidadãos dos diferentes Concelhos envolvidos, nem sequer da tutela do Ministério da Saúde.
Certos de que esta é a visão estratégica que melhor serve os interesses, quer da população do Concelho de Tomar, quer dos restantes Municípios do Médio Tejo,
O PS de Tomar aos dezassete dias do mes de Abril do ano Dois mil e seis
terça-feira, abril 11, 2006
POSIÇÕES DO PS NA REUNIÃO DE CAMARA DE 11 DE ABRIL
3. REDE NATURA 2000 – DISCUSSÃO PÚBLICA DO PLANO SECTORIAL Em relação a este processo propomos que o Instituto da conservação da Natureza, promova, em Tomar, uma sessão pública de esclarecimento do Plano Sectorial.
4.1 EMPREITADA DE AMPLIAÇÃO E REMODELAÇÃO DO PAVILHÃO MUNICIPAL DE TOMAR – IRREGULARIDADES DETECTADAS EM AUTOS DE MEDIÇÃO E CORRESPONDENTES FACTURAS
Os factos em apreço revestem-se da maior gravidade e põem em causa o prestígio das entidades intervenientes perante a opinião pública, o Estado e entidades financiadoras. Tal preocupação é, de resto, referida nos documentos (pg. 4 de “anexo 2” – parecer de “Henrique Abecasis & Andersen Guimarães, Sociedade de Advogados, RL”) podendo mesmo consubstanciar, segundo o mesmo documento, um “ilícito criminal”.
Verificamos, por outro lado, que se corre o risco de deixar prescrever os prazos para uma eventual apresentação de queixa.
Nestas condições, a análise por nós efectuada dos documentos facultados verifica-se insuficiente e deixa demasiadas questões em aberto.
Em face do exposto, propomos que a Câmara Municipal de Tomar promova, com urgência, uma auditoria externa e independente ao processo, sem prejuízo de um eventual pedido de imediata intervenção do Tribunal de Contas.
Por fim, e apenas com carácter de declaração para a acta, manifestamos total repúdio pelos comentários constantes da pg. 3 do “anexo 3” datado de 6 de Março de 2006, e que transcrevemos: “acabou por ser o interesse público da obra e da cidade de Tomar os beneficiados com a situação”. Embora o parecer jurídico refira tal afirmação como reflexo das opiniões da empresa construtora e da fiscalização, considera-a suficientemente relevante para a incluir no documento. Tal forma de ver as coisas não pode ser aceite, pois, a ser assim, estaríamos a defender a total falta de regras com base numa avaliação do interesse público por parte de quem as não cumpre.
4.3. FISCALIZAÇÃO E COORDENAÇÃO DE SEGURANÇA DA EMPREITADA DE AMPLIAÇÃO E REMODELAÇÃO DO PAVILHÃO MUNICIPAL DE TOMAR – PROPOSTA DE SUBSTITUIÇÃO
A solução que nos propõem parece demasiado simplista. A gravidade dos factos deverá conduzir a uma averiguação de todas as circunstâncias e actuações que tiveram as consequências com que nos deparamos.
A evidência dos trabalhos facturados que não foram realizados, como nos mostram os documentos que acompanham o ponto 4.2 da ordem de trabalhos, é tal que será lícito supor que se verificou algum alheamento por parte dos técnicos que conviveram com a obra e seus documentos. Como não notar que faltam quase três mil metros quadrados de calçada, ou quase duzentos metros lineares de corrimão, para referir apenas dois dos sessenta e cinco trabalhos irregulares?
A medida que nos é proposta não resolve nenhum problema e pode parecer, aos olhos da opinião pública, uma forma de encontrar alguém que venha a absorver uma eventual turvação do processo.
Ao contrário, entendemos que a equipa de fiscalização se deverá manter em funções apenas nesta obra, até à sua conclusão, com vista a uma eficaz resolução dos problemas e cabal esclarecimento das circunstâncias que conduziram ao actual estado de coisas.
Com esta solução estaremos igualmente a contribuir para a poupança de verbas na conclusão do processo.
4.4. EMPREITADA DE AMPLIAÇÃO E REMODELAÇÃO DO PAVILHÃO MUNICIPAL DE TOMAR – ANÁLISE TÉCNICA DO PROBLEMA DAS INFILTRAÇÕES
Se a obra apresenta deficiências tão graves como as que se assinalam em pareceres técnicos que classificam a estrutura de “não estável face a situações de maior solicitação”, cremos que deverão ser tomadas medidas que se adeqúem à gravidade do problema. Deverá, nestas circunstâncias, questionar-se se o edifício poderá ser utilizado.
Por outro lado, não ficam claras as causas da deficiência. Pela leitura da alínea 3) da informação O01_64 de 27 de Março de 2006 (ou de 23 de Março de 2006), parece que nesta altura ainda não se sabe se houve erro no projecto ou se foi na obra.
Esta situação é inaceitável. Câmara Municipal, Sociedade TomarPolis, Sociedade Gestora, Empresa fiscalizadora, Empresa de construção, Equipa projectista, não haverá ninguém que possa analisar o projecto e verificar se contém erros? E não haverá relatórios da fiscalização ou actas que nos possam esclarecer se houve erros de execução?
Parece evidente que estas questões deverão ser esclarecidas antes de qualquer tomada e posição em relação à solução a adoptar. Estamos a considerar custos de reparação, excluindo projectos, que podem atingir trezentos mil euros.
Quanto à abertura parcial do parque de estacionamento seria também necessário conhecer os relatórios do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, com vista a avaliar as condições de segurança.
4.9. EMPREITADA DE AMPLIAÇÃO E REMODELAÇÃO DO PAVILHÃO MUNICIPAL DE TOMAR – TRABALHOS A EXECUTAR A CURTO PRAZO
Como já referimos anteriormente o contrato com a empresa fiscalizadora deverá ser mantido até à conclusão do Pavilhão Municipal, e apenas para esta obra. Não existem condições de confiança para alargar a sua actuação a qualquer outro projecto.
5.1. REGULAMENTO DO PARQUE DE ESTACIONAMENTO SUBTERRÂNEO DO PAVILHÃO MUNICIPAL CIDADE DE TOMAR – APÓS INQUÉRITO PÚBLICO
Quanto às alterações nada temos a opor.
Não podemos, contudo, deixar de alertar para o grande desequilíbrio de tarifas entre este parque, se puder funcionar, e o parque da encosta do Castelo. Cremos que a Câmara Municipal estará consciente de que tão distantes custos para os utentes se irão reflectir num grande desequilíbrio de ocupação, por sua vez com reflexo directo na vivência urbana da zona envolvente a cada um deles.
Quanto aos compromissos que a Câmara Municipal assumiu anteriormente com a “Parque T”, vamos esperar este parque e as suas tarifas não se venham a traduzir em indemnizações a pagar.
5.2. CONCURSO PÚBLICO PARA ADJUDICAÇÃO DA LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA PARA SEGURANÇA E VÍDEO VIGILÂNCIA DO PARQUE DE ESTACIONAMENTO SUBTERRÂNEO DO PAVILHÃO MUNICIPAL CIDADE DE TOMAR
Não nos é dado a conhecer qualquer estudo económico que comprove a viabilidade do parque com o regime de tarifas que foi aprovado.
Os montantes em causa são significativos. Tal como a obra, a exploração do parque poderá estar sujeita a posteriores despesas que não se conhecem no momento.
Por outras palavras, as tarifas de ocupação invulgarmente baixas, e mais invulgarmente ainda quando comparadas com os exageros a que a Câmara Municipal submete os munícipes noutros serviços, poderá estar condenada a uma subida vertiginosa a breve prazo.
quinta-feira, março 16, 2006
CANDIDATURAS À FEDERAÇÃO DO PS
António Rodrigues - Presidente da Câmara de Torres Novas
e
Nelson Carvalho - Presidente da Câmara de Abrantes.
As eleições directas, de todos os militantes, realizam-se nos dias 21 e 22 de Abril e o Congresso em 6 de Maio.
terça-feira, fevereiro 21, 2006
LEZÍRIA DO TEJO AVANÇA COM AGENDA XXI LOCAL
Apenas para que se saiba, publicamos a informação recente da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo sobre este assunto. SEM COMENTÁRIOS!
Agenda 21 Regional da Lezíria do Tejo
Arrancaram os primeiros contactos com os intervenientes no projecto
O início operacional da elaboração da Agenda 21 Regional da Lezíria do Tejo foi marcado por um clima de enorme entusiasmo e empenho de todos os intervenientes no projecto. O desígnio da sustentabilidade é assumido pelos onze autarcas da região como uma oportunidade de melhorar a qualidade de vida das suas populações e de contribuir para uma trajectória incontornável no que respeita ao sentido da intervenção das políticas públicas.
O percurso de reuniões com os Presidentes de Câmara começou no Cartaxo, passou pela Azambuja, por Benavente, Alpiarça e foi até Santarém. Nesta primeira ronda de conversas foram abordadas questões de natureza regional e local.
As Câmaras Municipais constituem um actor central e legitimado no processo de desenvolvimento concelhio. As reflexões que nos transmitiram a respeito do papel da Lezíria no contexto regional e nacional, das principais transformações e dinâmicas recentes sentidas, das opções estratégicas que poderão ser seguidas configuram-se como um contributo precioso e fundamental para a apresentação de uma proposta de intervenção para o futuro desta região.
A componente local esteve muito presente nas conversas realizadas. O papel dos respectivos concelhos no desenvolvimento da Lezíria, as principais articulações já existentes entre os concelhos, as principais apostas em curso, as exigências em matéria de projectos estruturantes, as necessidades e as vocações foram assuntos abordados com um grau de profundidade muito significativo.
A ronda de conversas prosseguirá pelos restantes concelhos: Almeirim, Salvaterra de Magos, Chamusca, Golegã, Coruche e Rio Maior. Logo após a sua conclusão, terão início as reuniões com interlocutores de áreas relevantes na paisagem social, ambiental e económica da Lezíria. Na sequência destas reuniões terão início as reuniões concelhias abertas ao público para debate das principais conclusões do diagnóstico da Lezíria do Tejo e das prioridades de desenvolvimento.
Um primeiro conjunto de considerações pode ser assumido como relevante para o desenvolvimento da Agenda 21 Regional da Lezíria do Tejo. Verificou-se na última década um empenho elevado na superação das debilidades em termos de coesão social, o que se traduz no actual nível significativo de acesso a equipamentos colectivos. Em simultâneo destaca-se o crescimento significativo da Lezíria no que respeita à produção de riqueza sobretudo durante os anos 90, evidenciando níveis de produtividade acima da média nacional.
Com algumas fragilidades ao nível da qualificação dos recursos humanos e desafios acrescidos em matéria de mobilidade urbana, as intervenções manifestadas como desejáveis pelos autarcas correspondem exactamente aos domínios reconhecidamente mais vulneráveis. A identificação das opções estratégicas de desenvolvimento distinguiu naturalmente as áreas de vocação endógena da Lezíria - turismo, agro-alimentar, cavalo, vinho, entre outras – tendo sido manifestado unanimemente o empenho em seleccionar e apostar em algumas outras áreas que complementem e reforcem o modelo produtivo da Lezíria.
Para mais informações sobre a Agenda 21 Regional da Lezíria do Tejo consulte http://www.ribatejodigital.pt/ribatejodigital/PT/Geral/Destaques/agenda+21.htm
domingo, fevereiro 19, 2006
CARTA EDUCATIVA E DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL
A educação é um dos pilares essenciais da formação individual e colectiva duma sociedade, é o que em primeiro lugar contribui para o desenvolvimento ou falta dele, seja de um concelho, seja de um país.
A Carta Educativa terá de ser feita em perfeita consonância com o Plano Director Municipal (PDM), uma vez que é este que deve reflectir a realidade territorial e humana, ou seja, as zonas de expansão demográfica, e portanto todas as zonas habitacionais e respectivas densidades, assim como zonas industriais, comerciais, bem como a existência dos mais diversos equipamentos de serviço público e privado.
É com base nestes dados, que devem reflectir as realidades actuais e previstas no nosso concelho, que a Carta Educativa deve surgir.
Mas existem algumas premissas que entende o PS serem essenciais:
Como factor vital, sendo as escolas também instrumentos de dinamização cívica e social, é essencial que estas sejam também vistas como agente preponderante na evolução demográfica e social de um determinado local. Uma boa escola pode criar uma boa comunidade, assim como o contrário.
Considerando também que a Igualdade é um dos factores fundamentais que enquanto sociedade devemos promover, e porque defendemos a igualdade de oportunidades, e porque a falta desta igual distribuição de meios, enquanto cidadãos ainda em formação, criará fortes desigualdades e diferenças no futuro dos indivíduos e do colectivo, é necessário garantir que independentemente do local onde se vive, se tem acesso aos mesmos conteúdos e serviços. As diferenças entre indivíduos devem surgir do seu percurso de vida e capacidades individuais, e nunca por que se estudou na freguesia X ou Y, ou na escola A ou B.
É fundamental que todas as áreas administrativas, mesmo as mínimas, consignadas na organização do nosso país, estejam dotadas de iguais infra-estruturas e equipamentos, ou seja, é essencial que em cada Freguesia exista pelo menos uma infra-estrutura de ensino. Leia-se: uma escola ou, como é agora corrente, um centro escolar. Naturalmente, porque tratar por igual é aceitar as diferenças, as duas freguesias urbanas, ou de forma mais simples, a cidade, terá que ter um tratamento diferenciado no sentido de a encarar como um todo, e dessa forma ser planeada.
Assim, sintetizando, defende o Partido Socialista que Modernização e Igualdade Social, a par de Rigor e Percepção da Realidade, que não deve ainda assim, basear-se no peso frio e mudo dos números, mas na diversidade e necessidade das pessoas e do território, devem ser factores essenciais para a elaboração da futura carta educativa.
Na Comissão Política do passado sábado foram ainda aprovados por unanimidade o Regimento Interno da Comissão Política, assim como eleita a Mesa Eleitoral para os actos a decorrer durante o actual mandato, sendo que passou esta a ser composta pelo Presidente Joaquim Segorbe, e os dois Vogais, Anabela Freitas e Arlindo Nunes.
O Presidente da Comissão Política Concelhia,
Hugo Cristóvão
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
POSIÇÕES DO VERADOR SOCIALISTA NA CÂMARA MUNICIPAL
RECOMENDAÇÃO
Considerando que houve recentemente a reunião do Conselho Municipal de Educação e que se prevê para breve a realização da Carta Educativa do Concelho de Tomar.
Considerando que apesar do esforço colocado nas últimas décadas para a melhoria de algumas infra-estruturas escolares do Concelho, embora sem obedecerem a qualquer estratégia regular, no sentido de garantirem a cobertura do espaço territorial e a optimização educativa e de equilíbrio cultural das diferentes Freguesias do Concelho.
Considerando que já houve há cerca de 5 anos a hipótese de ser realizado um projecto para a recuperação da Escola de Alviobeira, não havendo conhecimento de que tal alguma vez tenha sido realizado.
Considerando que segundo dados da extensão de Saúde de Alviobeira existem 55 cidadãos inscritos entre os 0 (zero) e os 10 (dez) anos de idade.
O PS recomenda que a Câmara Municipal elabore, com carácter de urgência, um Projecto para a recuperação da Escola de Alviobeira, no sentido de garantir as melhores condições para a frequência dos actuais e futuros alunos desta Escola, que recordamos é a única da Freguesia.
Tomar, 14 de Fevereiro de 2006
REQUERIMENTO
Considerando que já por duas vezes questionei a Câmara Municipal em relação a esta situação, que parece não ter quaisquer responsáveis pelo sucessivo gasto de dinheiro público, quando inúmeras intervenções no Concelho continuam a não ter verbas disponíveis, como seja e apenas como um exemplo a recuperação do Mercado Municipal, requeiro a entrega de todo o processo relacionado com esta questão e a explicação por escrito das razões das várias e sucessivas intervenções.
Tomar, 14 de Fevereiro de 2006
DECLARAÇÃO DE VOTO
O Partido Socialista é favorável à emissão de um Parecer sobre a eventual instalação no Concelho de uma Sala de Bingo, considerando que:
1. Não existe no distrito de Santarém qualquer infra-estrutura LEGAL deste tipo, nem num raio de mais de 70 Km a partir de Tomar;
2. Tais infra-estruturas têm impacto na criação de emprego e no aumento das dormidas em Hotelaria, que como sabemos é um dos factores que influencia a atribuição de verbas por parte do Estado às autarquias locais;
3. Parte da receita eventualmente gerada, reverte a favor da respectiva Região de Turismo, podendo ser dinamizada a promoção turística do Concelho na importante vertente monumental-cultural, conforme prevê o Plano Estratégico de Cidade aprovado pela Assembleia Municipal em 1997 e nunca até hoje executado;
4. A possibilidade de parte da receita ser distribuída por diferentes Entidades sem fins lucrativos, como sejam Associações ou Clubes, criará mais um importante incremento à potenciação da valência cultural e desportiva num Concelho onde a sua Câmara é a que na região menos investe nestes sectores;
Neste contexto não poderia o PS deixar de considerar esta hipótese, desde que salvaguardadas todas as condições legais para o exercício desta actividade e o envolvimento de mais entidades sem fins lucrativos neste processo, que a título de exemplo apontamos: União de Tomar, Gualdim-pais, ACR Santa Cita, ACR Linhaceira, Ginásio Clube, Canto Firme, CALMA, Nabantina, Banda de Paialvo, Banda de Pedreira, ACR Carvalhos Figueiredo e SCOCem Soldos.