sexta-feira, março 16, 2007

PS EXIGE RESPOSTA A TODOS OS CIDADÃOS NO CASO DO MERCADO DE TOMAR

Foram presentes hoje a reunião de Câmara as seguintesposições do PS, com especial destaque em relação ao Requerimento sobre a resposta obrigatória a todos os cidadãos, que deram sugestões ou fizeram reclamações em relação ao Plano de Pormenor do Flecheiro e Mercado.

REQUERIMENTO

Tendo terminado no passado dia 7 de Março o período de discussão pública sobre o Plano de Pormenor do Flecheiro e Mercado, no âmbito do programa Polis.

Sendo do nosso conhecimento que centenas de cidadãos entregaram sugestões e reclamações no prazo legal definido, junto da Sociedade Polis de Tomar.

Sendo certo, que este terá sido talvez o plano de Pormenor do Polis Tomar que mais participação dos cidadãos teve.

Considerando a importância que tem, para a vida de todos os cidadãos deste Concelho, as profundas alterações propostas neste Plano de Pormenor.

REQUEIRO que:

1 – Seja informada esta Câmara Municipal do número total de reclamações e sugestões individuais e do número de sugestões e reclamações colectivas, recepcionadas pela Sociedade Polis;

2 – Que a todos os cidadãos que entregaram as suas sugestões e reclamações, no âmbito deste Plano de Pormenor, seja dada resposta individualizada sobre as mesmas.

Tomar, 15 de Março de 2007

O Vereador Socialista

(Carlos da Piedade Silva)


Tomada de posição do Vereador, sobre Processos Disciplinar a funcionários:

PROPOSTA

PROCESSO DISCIPLINAR

Sendo presente a esta reunião de Câmara a homologação da decisão do Conselho de Administração dos SMAS, de instauração de Processo Disciplinar ao funcionário... Manuel Sousa ...;

Considerando que infelizmente várias situações, de processos disciplinares levantados nos últimos anos pela Câmara Municipal e SMAS, reportam a eventuais situações de enquadramento social e familiar complicadas;

Considerando a responsabilidade social dos órgãos da administração pública portuguesa, nomeadamente as autarquias locais;

Considerando a existência no seio do Município de um Serviço de Acção Social, em actividade intensa no desenvolvimento da Rede Social do Concelho de Tomar;

Considerando que a referenciação e acompanhamento das situações de índole social são um dos objectivos da actuação das Redes Sociais.

Proponho que:

1 – Neste, como noutros casos, independentemente dos procedimentos legais obrigatórios de instrução por parte da Administração Pública, seja elaborado relatório de aferição e acompanhamento da situação social do funcionário;

2 – Que de futuro, antes do levantamento de qualquer processo disciplinar seja elaborado relatório de aferição e acompanhamento da situação social de cada funcionário em risco de processo de exclusão social.

Tomar, 15 de Março de 2007
O Vereador Socialista
(Carlos da Piedade Silva)

terça-feira, março 06, 2007

PS ENTREGA CENTENAS DE SUGESTÕES EM DEFESA DO MERCADO



Foi hoje entregue por dirigentes do PS, na Casa Vieira Guimarães, mais de cinco centenas de sugestões individuais em defesa do Mercado Municipal de Tomar.



Estes cidadãos depositaram no PS estas sugestões, a que se juntam a outras tantas que entretanto vários cidadãos de forma autónoma, respondendo ao apelo lançado pelo PS, foram fazendo entrega no POLIS.



Estima neste momento o PS, que já terão entrado mais de 1.000 sugestões individuais no sentido da defesa do Mercado Municipal.


Além das sugestões individuais os dirigentes Carlos Silva, Becerra Vitorino, Anabela Freitas, Luis Ferreira e Fernando Carmo, assinaram aí a sua sugestão colectiva, em nome do PS, que transcrevemos:


Nos termos do Art.º 6º do D.L. 380/99, de 22/09/99, com as alterações introduzidas pelo D.L. 310/2003, de 10/12/2003, apresentam-se as observações que se seguem em relação ao Plano de Pormenor do Flecheiro e Mercado.


As observações produzidas têm como base a consulta dos documentos que integram o Plano de Pormenor.


1. DESCONFORMIDADE COM O PLANO DIRECTOR MUNICIPAL

1.1
O Plano Director Municipal (PDM) identifica o Mercado Municipal como Equipamento Colectivo (letra D na Planta de Ordenamento da Cidade), integrado na Unidade Operativa de Planeamento e Gestão Nº11 do mesmo plano (UOPG 11).

O PDM define a UOPG 11 na alínea c) do ponto 3 do art.º 31º, nos seguintes termos:



“A UOPG 11 corresponde às margens do rio Nabão, integradas no perímetro urbano da cidade de Tomar, a ser objecto de projecto de recuperação das margens do rio Nabão (valorização do ambiente urbano), conforme delimitação na planta de ordenamento urbano, à escala de 1:5000, e que visa essencialmente:



A limpeza, o desassoreamento e a arborização das margens (protecção ambiental);
O estabelecimento de percursos pedonais, com carácter turístico que permitam a ligação entre as margens esquerda e direita do rio Nabão e a ligação deste à cidade e, em especial, ao casco antigo;



O tratamento das margens com equipamento lúdico, de recreio e espaços verdes que propiciem a fruição da água e do meio ambiente;



A criação de equipamento de carácter didáctico e lúdico ligado à água, numa perspectiva educacional e de protecção dos ecossistemas (zona norte, junto ao açude da Fábrica de Fiação);



Valorização do património ambiental (Mouchão e Mata da Fábrica de Fiação) e arquitectónico (açude da Fábrica, edifício da Fábrica de Fiação, Moinhos d'El -Rei, Calheiros do Felgueiro e açude das Ferrarias).



Nesta unidade operativa deverá atender-se à cota de máxima cheia, que é de 51,20 m.”



Como é de esperar em face das intenções expressas, o Plano Director não define para esta UOPG qualquer índice de construção.



Fica claro que a construção, a existir, será apenas a necessária para cumprir os pressupostos atrás expressos, ou para criar melhores condições de funcionamento dos equipamentos existentes, como é o caso do mercado (encontram-se ainda nesta Unidade a Igreja de Sta. Maria dos Olivais, o Lar de Idosos da Misericórdia, o Centro de Acolhimento de Crianças e, na margem oposta do rio, o antigo complexo Mendes Godinho).



Tal conclusão é reforçada pela indicação que o PDM dá, de índices, em outras zonas abrangidas pelo Plano de Pormenor: UOPG 12, índice de construção máximo 0,6; UOPG 14, índice 0,25.



Deve referir-se que em relação a esta última, o relatório do PP desenvolve ampla justificação para solicitar a alteração do índice para 0,5. Esta justificação é obrigatória nos termos da legislação aplicável, uma vez que a proposta agora presente deve sujeitar-se ao plano de nível superior, no caso, o Plano Director Municipal de Tomar.



Já em relação à UOPG 11, a proposta retoma as definições originais do PDM, que atrás se transcreveram.



Certo é que os documentos referem também o conceito de “recentrar a cidade”.



“Recentrar” a cidade com base num enorme centro comercial é uma ideia, do ponto de vista urbanístico (e também histórico), assustadora.



Melhor fariam se mantivessem uma adesão aos conceitos introduzidos pela Resolução do Conselho de Ministros nº26/2000 de 15/05/2000, que aprova o “Programa Polis - Programa de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental das Cidades”.

Este documento defende como opções estratégicas, entre outras:



“Recentrar a vivência da cidade no seu centro tradicional;”



“A preocupação de «recentrar» as cidades, promovendo a revitalização dos centros históricos e das suas múltiplas valências, nomeadamente a cultural e turística, de forma a evitar a desertificação e declínio desses centros, deve estar sempre presente nas intervenções a realizar;”

1.2
Contudo, Plano de Pormenor propõe, reflectindo as intenções da entidade que o encomenda, a construção de um centro comercial na UOPG 11.

Consideramos, como cidadãos, que um plano de ordenamento, no caso, o PDM, não pode ser apenas entendido como um instrumento ao serviço da gestão municipal para disciplinar o ímpeto da iniciativa particular. O Plano Director Municipal deve constituir-se como um contrato democrático que dê garantia à comunidade, de protecção, nos momentos em que a própria entidade gestora o pretende descaracterizar.



Por tal facto se justifica uma participação pública responsável, como acto de cidadania que a lei, em boa hora, integrou.

Caracterizemos a intenção relativa ao centro comercial:
. Implantação sobre o local do actual Mercado;
. Área bruta coberta, 20 000m2;
. Cércea máxima à plataforma de implantação, 21m (correspondente a 6/7 pisos de habitação); Na extensão confinante com a frente de rio a cércea é de 15,7m (aprox. 5 pisos de habitação);
. Altura máxima à cota de cheia, 22,5m;
. Altura máxima ao rio em situação normal, 24,5m.
. Distância da fachada à linha de cheia, 5m.
A isto acresce um novo mercado anexado e mal enquadrado com a área bruta coberta de 4000m2, em dois pisos.
A extensão total da fachada do conjunto na frente de rio será de 135m mais 18m com maior afastamento.
Terá igualmente dois pisos para estacionamento, crê-se que sob toda a implantação.

Pedindo perdão por repetir dados que se encontram nos documentos, pretendemos apenas justificar que não se trata de uma intervenção discreta. Ou seja, entendemos que uma tão profunda alteração do PDM requer também uma sólida justificação.

Não parece ser esse caso.
Por outro lado, verifica-se uma ampla contestação popular a esta solução.

Nos termos da lei, a participação popular deverá ser considerada.
Nos termos da Al. f) do nº3 da Portaria nº137/2005 de 27/02, do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, passarão a fazer parte dos documentos integrantes do Plano de Pormenor as participações recebidas em sede de discussão pública e respectivo relatório de ponderação.



Igualmente, nos termos do nº7 do Art.º77 do D.L. que enquadra o presente documento de participação:



“7 - A câmara municipal ponderará as reclamações, observações, sugestões e pedidos de esclarecimento apresentados pelos particulares, ficando obrigada a resposta fundamentada perante aqueles que invoquem, designadamente:
a) A desconformidade com outros instrumentos de gestão territorial eficazes;
(b)…c)…);
d) A eventual lesão de direitos subjectivos.”


2. PROPOSTA
Nestas condições e considerando:

- Que o PDM definiu, e bem, que a margem do Nabão deverá ser um espaço de desafogo, de fruição urbana, que vai ao encontro não só da importância que o rio possui na caracterização da cidade, como, de uma forma mais genérica, se enquadra nos princípios legais para a execução do instrumentos de ordenamento territorial que defendem repetidamente no seu articulado os princípios de: “sustentabilidade ambiental e solidariedade intergeracional” ;

- Que um centro comercial é por definição um equipamento de utilização intensiva, que sobrecarrega infraestruturas, que tende a constituir-se como unidade funcional de consumo com pouca ou nenhuma vocação para o lazer saudável, para a fruição dos cidadãos para além da sua própria função;

- Que, além disso, os centros comerciais contrapõem essa utilização intensiva com um horizonte de vida curto, acusando ao fim de uma ou duas décadas, sinais claros de obsolescência;

- Que, por outro lado, os mercados municipais têm demonstrado uma muito maior estabilidade temporal, acomodando em muitos casos funções adicionais de carácter comercial, cultural, gastronómico, sem deixarem de se constituir como uma alternativa de diversidade e qualidade no abastecimento de bens essenciais, para a população residente, para o ramo alimentar, ou para o turismo;

- Que Tomar possui uma condição privilegiada, pois o seu mercado, ao contrário de outros, encontra-se em local excelente e possui espaço para uma ampliação que lhe devolva a qualidade e a modernidade necessárias; igualmente goza de um exterior amplo, que, bem gerido poderá cumprir o pulsar semanal sem desordem e com vantagens para os cidadãos;

Considerando finalmente, como exposto, que a venda, pela Câmara Municipal, ou a cedência de direitos por qualquer outra forma, do terreno do Mercado para a construção por privados de tal conjunto construído fere de forma grave os pressupostos do Plano Director Municipal;


Propomos, no âmbito da participação pública, em consonância com centenas de outros cidadãos:

- Manter o Mercado como elemento caracterizador do espaço que actualmente ocupa, com ampliação e modernização do mesmo;

- Prever um centro comercial em Marmelais, com volumetria mais discreta, junto à futura via circular urbana, com excelente acesso rodoviário;

- Lançar prioritariamente concurso para a construção da ponte de São Lourenço, em relação à ponte do Flecheiro;



- Investir num projecto de revitalização do comércio do centro urbano, segundo o conceito já existente em algumas Cidades de “Centro Comercial de ar Livre”.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

PROPOSTA DE SUGESTÃO PARA O POLIS


Tendo havido vários pedidos de disponibilizarmos uma proposta de sugestões em relação à defesa do Mercado Municipal de Tomar, sugerimos que faça o respectivo Download aqui . O ficheiro está no formato Word e basta imprimi-lo e assinar.

O Prazo limite para entrega na sede da Polis é o dia 7 de Março (Quarta-feira).

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

PS APELA À POPULAÇÃO DA CIDADE PARA PARTICIPAR NA DISCUSSÃO PÚBLICA DO POLIS

Começou hoje a ser distribuído pela Cidade de Tomar, um apelo à população, para Defender o Mercado, procurando inviabilizar a sua destruição através da colocação de um Centro Comercial de elevada volumetria no espaço agora ocupado pelo Mercado.


Com esta acção pretende o PS que muitas sugestões sejam entregues até dia 7 de Março, na Casa Vieira Guimarães, de forma a que seja possível DEFENDER O MERCADO, renovando-o e vitalizando-o!

É este o texto que está inserido no desdobrável entregue em casa dos moradores:


APELO À PARTICIPAÇÃO

Cara(o) conterrânea(o)

Está até dia 7 de Março em discussão pública, algo que no PS consideramos vital para o futuro do Concelho de Tomar – o Plano de Pormenor do Flecheiro e Mercado.


No âmbito do programa Polis o Município de Tomar vai promover um conjunto de alterações, que pela sua importância e abrangência, vão ter fortes implicações nos espectros social, económico, cultural e ambiental, e por isso entendemos, você deve ter uma palavra a dizer.


Destruir o Mercado Municipal para construir um centro Comercial? Ou construir um Centro Comercial sim, mas na zona de Marmelais? Fazer uma nova ponte no Flecheiro, continuando a canalizar todo o trânsito pelo centro da cidade, ou fazê-la mais a sul, nas Ferrarias / São Lourenço, podendo desviar assim o trânsito logo aí, para Marmelais? Queremos ser uma cidade igual a todas as outras, ou queremos uma cidade que saiba manter a sua vivência social, as suas especificidades culturais, a sua beleza arquitectónica e paisagística?


A ponte no Flecheiro entendemos, não resolverá qualquer problema, mas criará sim outros com o aumento do trânsito em toda a zona escolar e junto de outros equipamentos públicos, como o sejam a Igreja de Santa Maria, a Casa Mortuária, a Biblioteca e o Centro de Emprego.



Destruir o Mercado será em nossa opinião, mais um forte abalo na nossa identidade, a destruição de algo que, com a renovação há muito merecida e prometida, poderia continuar a ser e aumentar, um espaço de encontro entre os cidadãos das freguesias que à cidade vêm apenas para vir ao Mercado e rever os amigos; um espaço que complementa a vivência comercial do Centro Histórico, que necessita também de ser melhorada; um espaço que traz a Tomar também muitos cidadãos de outros concelhos; um espaço que, com as reparações necessárias pode ser também uma importante mais-valia turística.


Seremos aqui mais inteligentes que nos outros concelhos? Quando noutros locais, próximos ou distantes, se constroem novos e maiores mercados, em Concelhos até mais pequenos, aqui queremos destruir um mercado que já foi referência, e que só não o é hoje porque intencionalmente se tem deixado degradar o mesmo.



São estas, entre outras no todo das matérias que neste Plano estão inseridas que urge que também você reflicta, crie opinião e a mesma faça chegar para que esta seja tida em conta. Talvez cada um de nós não possa fazer muito, mas em conjunto somos muitos e Todos Somos Tomar.


Por isso lhe propomos que faça chegar até dia 7 de Março a proposta em anexo, que deve destacar, à Sede do Polis em Tomar, na Casa Vieira Guimarães, na entrada da Corredoura. A Sociedade Polis é legalmente obrigada a ter todas as opiniões em conta. E se não concordar com as sugestões que apresentamos, não faz mal, faça as suas próprias. O importante é que as entregue no local referido.



No final deste processo iremos propor ainda, a realização de um REFERENDO LOCAL SOBRE A LOCALIZAÇÃO DO NOVO CENTRO COMERCIAL. O futuro está em jogo hoje, não deixe que sejam outros a decidir por si: PARTICIPE!



Tomar não é de ninguém, é de todos nós, dos que cá viveram aos que cá viverão, e a nós que cá vivemos hoje, compete proteger e melhorar a nossa terra, não destruí-la!


Com os melhores cumprimentos, do Presidente do PS de Tomar
Hugo Cristóvão

domingo, fevereiro 18, 2007

PS propõe Referendo Local

PS irá propor Referendo Local sobre a questão Mercado Municipal/Centro Comercial

No decurso do debate público promovido pelo PS no passado sábado sobre o Plano de Pormenor do Mercado/Flecheiro, o Presidente Hugo Cristóvão anunciou que o partido irá propor em sede própria, a realização de um Referendo Local sobre a polémica questão da destruição do Mercado Municipal para construção de um Centro Comercial, propondo o PS em alternativa a manutenção e renovação do Mercado, apontado a construção do Centro Comercial para a zona de Marmelais.

sábado, fevereiro 17, 2007

SUGESTÕES PROPOSTAS PELO PS À POPULAÇÃO PARA MELHORIA DO PLANO DE PORMENOR DO FLECHEIRO E MERCADO

Foi apresentado hoje, no Debate Público realizado na Junta de Freguesia de Sta. Maria dos Olivais, entre as 16H30 e as 19H00, um conjunto de sugestões que os cidadãos poderão assinar e entregar na Sede da Tomarpolis, na Casa Vieira Guimarães, até ao próximo dia 2 de Março.

Foram estas as sugestões propostas e para as quais existe impresso já preenchido que se encontra em circulação:

"Nos termos do Artº6º do DL 380/99, de 22/9/99, com as alterações introduzidas pelo DL 310/2003, de 10/12/2003, apresento as seguintes sugestões, para o PP do Flecheiro e Mercado:

- Manter o Mercado, como elemento caracterizador do espaço que actualmente ocupa, com ampliação e modernização do mesmo;

- Prever um centro comercial (Fórum Tomar) em Marmelais, junto à futura via circular urbana, com excelente acesso rodoviário;

- Lançar prioritariamente concurso para a construção da Ponte de S.Lourenço/Ferrarias, em relação à Ponte do Flecheiro;

- Investir num projecto de revitalização do comércio do centro urbano, segundo o conceito já existente, em algumas Cidades, de “Centro Comercial de ar Livre”.

(Assinatura)

__________________________"

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

PLANO DE EMERGENCIA DE CHEIAS APROVADO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Foi aprovada por unanimidade, na reunião de hoje da Assembleia Municipal, uma Proposta do PS, para elaboração de um PLANO ESPECIAL DE EMERGENCIA PARA O RISCO DE CHEIAS, que já havia sido apresentada em reunião de Câmara de 22 de Novembro de 2006 e que ainda não havia sido discutida.

PROPOSTA DE DELIBERAÇÃO

PLANO ESPECIAL DE EMERGÊNCIA PARA O RISCO DE CHEIA


Considerando que a Bacia do Rio Nabão é uma das Bacias Hidrográficas mais sensíveis às elevadas precipitações registadas no contexto das Serras de Aire, Sicó e Alvaiázere.

Considerando que é no Concelho de Tomar que se encontra o curso inferior das sub-bacias das Ribeiras de Seiça (Freguesia da Sabacheira) e Beselga (Freguesias de Beselga e Madalena), sendo estes troços regularmente fustigados por situações não previstas de cheias.

Considerando que a Cidade de Tomar é o maior núcleo urbano do Distrito em zona de risco de cheia, ficando em caso de cheia do nível da observada NO Outono de 2006, completamente dividida ao meio.

Considerando os contactos exploratórios havidos no decurso do ano de 2001, com os serviços da CCDR-LVT e do INAG, com vista a serem optimizados os sistemas de monitorização da Bacia do Nabão.

Considerando a responsabilidade do Município, enquanto proprietário confinante de cursos de água e enquanto responsável pela Protecção Civil Municipal, no que diz respeito à prevenção do risco de cheias.

A Assembleia Municipal, reunida em 16 de Fevereiro de 2007, delibera o seguinte:

1 - Que sejam reatados os trabalhos técnicos com os Técnicos da CCDR-LVT e do INAG, com vista à criação de um sistema de monitorização e alerta de cheias na Bacia do Nabão, com incidência especial de alerta nos cursos inferiores das Ribeiras de Seiça e Beselga e Cidade de Tomar;

2 - Que sejam desenvolvidos os trabalhos técnicos necessários tendentes à elaboração de UM PLANO ESPECIAL DE EMERGÊNCIA, para o risco de cheias, que optimize os meios de prevenção, alerta, contingência e resolução dos problemas emergentes de tal risco.

3 - Que seja de imediato feito o levantamento, em conjunto com as Juntas de Freguesia do Concelho e estudadas as alterações correctivas de traçados e de quotas de estradas e caminhos Municipais, confinantes com cursos de água, em especial no Rio Nabão, Ribeiras de Seiça, Beselga e de Chão de Maçãs.

4 – Que esta deliberação seja levada ao conhecimento da CCDR-LVT, INAG, Serviços Distritais de Protecção Civil e comunicação social local e regional.

Tomar, 16 de Fevereiro de 2007
O Grupo Socialista da Assembleia Municipal

PSD, CDU e INDEPENDENTES COLIGAM-SE PARA PREJUDICAR O CARNAVAL DA LINHACEIRA

Com os votos favoráveis do PS e BE e contra do PSD, CDU e IpT, foi recusada uma proposta do PS que visava valorizar, entre outros, a esforço das populações da Linhaceira, na realização do seu Carnaval.

Foi este o teor da proposta recusada pela COLIGAÇÃO DO IMOBILISMO DO CONCELHO:

PROPOSTA DE DELIBERAÇÃO - CARNAVAL NO CONCELHO

Considerando o elevado interesse que a realização de animação carnavalesca, no seio do Concelho de Tomar, para o desenvolvimento da imagem externa deste;

Considerando que este ano, além do já tradicional desfile de Carnaval e animação, na localidade da Linhaceira, que se realiza nos actuais moldes há 15 anos consecutivos, se disponibilizaram a realizar animação na Cidade um conjunto de empresários, bem como na localidade das Curvaceiras a respectiva Associação;

Considerando que este tipo de iniciativas deve merecer por parte do Município o necessário enquadramento e suporte institucional.

A Assembleia Municipal de Tomar, na sua reunião de 16 de Fevereiro de 2007, delibera:

1 – Manifestar o seu regozijo pela iniciativa de todos os Empresários e Associações, que prepararam as respectivas animações carnavalescas, para este ano de 2007;

2 – Instar o Executivo Municipal a garantir o necessário suporte financeiro, directo e indirecto, de cariz excepcional, às realizações em curso neste ano de 2007, com critérios de equidade e justiça;

3 – Instar o Executivo Municipal a organizar o processo de optimização dos meios disponíveis, uso do espaço público e divulgação externa, para o Carnaval de 2008, numa parceria entre as Associações, a ACITOFEBA, o grupo de empresário ora organizados, inscrevendo no Orçamento de 2008 as necessárias verbas que dêem a necessária consequência à actividade de animação a organizar.

4 – Dar conhecimento desta deliberação às Associações do Concelho, à ACITOFEBA, aos empresários envolvidos no Carnaval 2007, bem como à Comunicação Social local e regional.

Tomar, 16 de Fevereiro de 2007
O Grupo Socialista da Assembleia Municipal

PS PROPÔS ESTRATÉGIA PARA RECUPERAÇÃO DE IMÓVEIS

Com os votos favoráveis de todos os grupos de oposição, foi recusada com os votos do PSD, a seguinte proposta do PS, presente há Assembleia Municipal de hoje:

PROPOSTA DE DELIBERAÇÃO

RECUPERAÇÃO DE IMÓVEIS DEGRADADOS NO CONCELHO

Considerando que o estado de degradação a que o Município deixou chegar algum do seu património imobiliário é notório e inaceitável.

Considerando a triste realidade que é, entre outros, o Convento de Sta. Iria em ruínas, num estado que causa constrangimento e a que não julgávamos que fosse possível chegar.

Considerando que é igualmente notório é a indiferença do órgão responsável por tão grave situação.

Considerando que compete ao Município assumir um papel dinamizador da renovação do parque imobiliário do concelho.

Considerando que quer na cidade, quer nos noutros núcleos urbanos, existe hoje no Concelho um elevado número de imóveis ao abandono, em mau estado ou em ruínas.

Considerando que a consolidação urbana nunca será conseguida, se continuarmos a ver os núcleos centrais das nossas aldeias cada vez mais desertos e desabitados.

Considerando que na ronda de reuniões pelas Freguesias, de preparação do Orçamento do Município para 2007, pôde notar-se uma preocupação generalizada com as limitações impostas pelo PDM à construção de novas habitações, e se pôde testemunhar diversos relatos concretos sobre famílias jovens que acabaram por abandonar o Concelho de Tomar.

Considerando que a Câmara Municipal não tem demonstrado preocupação em desenvolver atitudes pedagógicas em relação ao PDM ou em implementar medidas que incentivem a fixação da população, mantendo, pelo contrário, um regime de taxas desadaptado e não conseguindo implementar uma qualidade de vida urbana que nos permita competir com concelhos vizinhos.

A Assembleia Municipal de Tomar, reunida em 16 de Fevereiro de 2007, delibera:

1 – Que a Câmara Municipal implemente um plano de acção que vise criar incentivos à recuperação de imóveis degradados no Concelho de Tomar, assentando entre outras, nas seguintes linhas de actuação principais:

a) Conhecimento do estado de conservação do parque imobiliário – Com auxílio da Juntas de Freguesia e dos dados do PDM, identificar os imóveis degradados integrados em espaço urbano, criando uma base de dados com consulta acessível aos munícipes. Objectivar, numa primeira fase, os imóveis em estado de ruína;

b) Desenvolvimento de acção pedagógica – Implementar acções de sensibilização que motivem os munícipes na defesa dos Planos de Ordenamento e compreensão das suas condicionantes como forma de promover a sustentabilidade futura. Criar material de divulgação, utilizar o boletim municipal e os órgãos de comunicação;

c) Isenção de taxas – Isentar das respectivas taxas o processo de licenciamento para recuperação dos imóveis identificados como ruína e aplicar taxas reduzidas em casos menos prementes desde que constantes da base de dados;

2 – Que todo este processo seja orientado para que a recuperação de imóveis se constitua como alternativa válida à construção de novas habitações, aliviando desta forma a pressão sobre os limites de contenção do espaço urbano;


Tomar, 16 de Fevereiro de 2007
O Grupo Socialista da Assembleia Municipal

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

DELIBERAÇÃO SOBRE HOSPITAL APROVADA POR UNANIMIDADE

Foi aprovada por unanimidade a proposta que o PS apresentou em anterior reunião de Câmara, sobre a rede de Urgências no Centro Hospitalar do Médio Tejo.

DELIBERAÇÃO
Centro Hospitalar do Médio Tejo

Considerando que:

1 – Desde a última avaliação que o Município fez sobre o Processo de requalificação da Rede de Urgência Geral, foi publicado em 15/1/2007 o Despacho 727/2007 do Sr.Ministro da Saúde, que após o período de consulta pública das conclusões da Comissão Técnica de acompanhamento, clarifica os conceitos e os indicadores técnicos para os diversos serviços de urgência;

2 – Foi realizado na passada Sexta-feira, dia 26 de Janeiro, um debate público promovido pela Assembleia Municipal sobre este tema;

3 – O referido Despacho Ministerial, coloca a possibilidade da existência do segundo nível de urgências, o Serviço de Urgências Médico-cirúrgica (SUMC), em localização estratégica que garanta um tempo de acesso da área de influência a este inferior a 60 minutos, podendo coexistir vários SUMC em tempos inferiores de acesso de 60 minutos, desde que a população residente seja superior a 200.000 habitantes, o que garante a possibilidade de coexistirem 2 SUMC no Distrito;

4 - As deliberações da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Urbana, tomadas no passado mês de Outubro, apontam para a assumpção do Centro Hospitalar do Médio Tejo como uma única entidade hospitalar, com três unidades deslocalizadas;

5 – Serão tomadas muito proximamente decisões, por parte do Ministério da Saúde em relação à Rede de Urgências, conforme o calendário já divulgado.


A Câmara Municipal de Tomar, reunida no dia 14 de Fevereiro de 2007, delibera confirmar que:

1 – Considera o Centro Hospitalar do Médio Tejo como uma única entidade hospitalar e como tal tratado nas decisões sobre a localização dos Serviços de Urgência por parte do Ministério da Saúde, atribuindo a este Centro Hospitalar um Serviço de Urgência Médico-cirúrgica;

2 – É do interesse das populações que a distribuição das Urgências, no seio do Centro Hospitalar, siga o princípio da especialização de cada unidade do Centro Hospitalar, bem como das respectivas valências;

3 – Seja qual for a localização dos serviços de internamento de cada especialidade, se mantenha em funcionamento a oferta de consultas externas dessas mesmas especialidades em todas as unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo.


Mais delibera a Câmara Municipal dar com carácter de urgência, conhecimento desta deliberação ao Sr. Ministro da Saúde e às Câmaras Municipais da área de influência do Centro Hospitalar do Médio Tejo, instando-as a tomarem idêntica atitude, no sentido de sensibilizar a tutela para a decisão que julgam melhor servir o interesse das populações que representam.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

ESCLERECIMENTO À POPULAÇÃO DA FREGUESIA DA ASSEICEIRA



Tendo-se levantado dúvidas em relação à proposta apresentada pelo PS em reunião de Câmara, no dia 31 de Janeiro, somos a esclarecer toda a população da Freguesia da Asseiceira:


1 - O PS propôs que o Carnaval da Linhaceira, em 2007, através da Associação da Linhaceira, fosse contemplado com um subsídio extraordinário de 3.000 euros;

2 - Tal valor seria equivalente ao que a Câmara vai disponibilizar, directa e indirectamente com a animação carnavalesca na Cidade de Tomar, com a qual também estamos de acordo;

3 - Infelizmente, a Câmara PSD recusou esta Proposta, que além de justa para uma população que há 15 anos consecutivos realiza aquela que era, até hoje, a única animação de Carnaval no Concelho, visava alertar para a organização deste tipo de eventos de uma forma integrada a partir do próximo ano;

4 - Os autarcas do PS, na Câmara, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia da Asseiceira, continuarão a pugnar para que o Carnaval da Linhaceira tenha o seu justo apoio por parte do Município de Tomar.

PROPOSTAS APRESENTADAS PELO PS EM REUNIÃO DE CÂMARA

Com a presença do Presidente do PS de Tomar, Prof. Hugo Cristóvão, em substituição de Carlos Silva, Becerra Vitorino e Anabela Freitas, ausentes do Concelho neste dia, foram na reunião de Câmara de 14 de Fevereiro, tomadas pelo Vereador Socialista as seguintes posições e apresentadas as seguintes propostas:

Proposta
PERSONALIDADES DE MÉRITO

Atendendo à proximidade do Dia da Cidade de Tomar, Um de Março, dia em que não só comemoramos a fundação de Tomar com a data de início de construção do seu castelo, como implicitamente homenageamos também o fundador Gualdim Pais;

Considerando que Tomar deve promover os seus valores e que estes não são apenas os monumentos e paisagem, mas também e mais importante, as pessoas, e que aqui devem ser promovidos aqueles que possam ser exemplo para os demais, e ou os que, por via das suas actividades sejam elas as que forem, promovam fora do concelho positivamente o nome de Tomar;

Considerando que este tipo de referências são também um importante estímulo ao cimentar da nossa identidade colectiva, da energia anímica e salutar orgulho enquanto comunidade;

Considerando que ainda na passada semana uma cidadã tomarense foi homenageada por uma entidade regional, um jornal no caso, e que o mesmo tem acontecido em outras ocasiões;

Propõe o Partido Socialista que a Câmara delibere criar um prémio ou homenagem de carácter não financeiro mas simbólico, do género “Medalha de Mérito Cidade de Tomar”, com o qual possa galardoar em cerimónia dignificante as personalidades ou entidades, que nas premissas anteriormente referidas, se tenham destacado por exemplo em áreas como a Cultura, o Desporto, a Cidadania, o Empreendorismo Empresarial, ou outras que a cada momento o executivo camarário entenda relevante, e que o momento por norma destinado à entrega desses galardões seja exactamente o Dia da Cidade.
(Esta proposta ficou de ser discutida na próxima reunião de Câmara, nos termos do Regimento)
Proposta
DESPACHO ELECTRÓNICO - MELHORIA ADMINISTRATIVA

Porque os processos administrativos e a burocracia e demora por eles produzida são variadas vezes referidos pelos cidadãos em geral como os piores obstáculos a ultrapassar nas necessidades diversas que tenham para com os Serviços da Administração Pública e esta autarquia em particular;

Porque a modernização administrativa no sentido de a tornar mais célere e simples é um objectivo que a todas as entidades públicas deve motivar atenção e trabalho;

Porque as diversas tecnologias hoje ao dispor são um instrumento capaz de determinar importantes ganhos de eficiência e qualidade;

Porque a modernização, simplificação e melhoria de tratamento dos processos quer para os que com mesmos actuam, quer por fim último para os cidadãos e utentes, são objectivos que devem guiar responsáveis e técnicos;

Propomos que este executivo camarário, através da sua Divisão Administrativa e de Tecnologias da Informação, diligencie no sentido de equipar a autarquia com um sistema de “Despacho Electrónico” que possa responder aos objectivos enunciados e assim prestar melhor serviço aos cidadãos no âmbito e tarefas igualmente referidos.
(Esta proposta ficou de ser discutida na próxima reunião de Câmara, nos termos do Regimento)
Declaração de Voto
Adiantamento de parte de Apoio Financeiro à Festa dos Tabuleiros

Pela urgência e importância que o assunto merece sou a votar favoravelmente a proposta, cuidando no entanto dever referir uma vez mais que entende o PS, até pelas experiências anteriores e pelo conhecimento de festas de inferior dimensão e relevância praticadas noutros concelhos, ser o apoio financeiro previsto para a realização da Festa dos Tabuleiros manifestamente insuficiente e irrealista, se o propósito for a realização duma Festa com a medida e dignidade que entendemos ser a própria.

Concordo com a necessidade de rigor no controle de custos e prestação de contas, mas é também necessário aceitar que a Festa não é um simples “bailarico de aldeia”.
O Vereador - Hugo Cristóvão

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

DEBATE SOBRE MERCADO E FLECHEIRO



Com o intuito de promover maior intervenção e discussão de um tema e uma causa que a todos os tomarenses diz respeito, o Partido Socialista irá promover no próximo Sábado dia 17, pelas 16h30, no salão nobre da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais, um debate público em torno do PLANO DE PORMENOR DO FLECHEIRO.



O que pretende fazer a Câmara PSD e o que pensa o PS, em questões concretas como a NOVA PONTE, o MERCADO MUNICIPAL, e a construção de um CENTRO COMERCIAL, serão o mote central de uma discussão que se pretende alargada e participada.





O PS convida assim todos, de comerciantes a empresários, e aos cidadãos em geral, a contribuir com a sua opinião para uma questão que pode alterar completamente a imagem e a vivência da nossa cidade.


Todos somos Tomar.


O Presidente do PS Tomar.

domingo, fevereiro 11, 2007

SIM GANHA EM TOMAR COM MAIS DE 60%

Com uma vitória expressiva de 60,3%, contra 29,7%, o SIM à despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez foi a opção em 13 das 16 Freguesias do Concelho.

A maior votação do SIM, aconteceu na Freguesia PS da Madalena, com 67,4% dos votos.

A maior votação do NÂO, foi na Freguesia PSD da Serra de Tomar, com 68,9% dos votos.

Pode consultar os resultados Totais, por Mesa de Voto de todo o nosso Concelho, em RESULTADOS REFERENDO

UM ACTO CÍVICO... VOTAR!



Anabela Freitas, Presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas do Ribatejo, exercendo hoje o seu dever cívico, na Mesa n.5 de S.João Baptista.

O acto eleitoral decorreu com grande seriedade e empenhamento cívico por parte de todos os agentes do acto eleitoral.

A Democracia vai-se estabelecendo como um acto normal do nosso exercício de cidadania.

O nosso desejo é que continue e se aprofunde, com a ajuda de todos!

terça-feira, janeiro 30, 2007

PS TOMA POSIÇÃO EM REUNIÃO DE CÂMARA EM DEFESA DO HOSPITAL DE TOMAR

Foi apresentado na Reunião de Câmara de hoje, pelo Vereador Socialista Carlos Silva, uma Proposta de Defesa dos interesses de Tomar, no contexto da reorganização dos Serviços de Urgência Hospitalares, que viria a ser adiada a sua discussão para a próxima reunião, por pressão do PSD, com o argumento de que o Presidente da Câmara se encontrava ausente (!), parecendo continuarem a querer que a Autarquia de Tomar não tenha uma posição de forte reivindicação na defesa do Hospital de Tomar.
Perdeu-se assim mais uma oportunidade!
Foi esta a Proposta do Vereador Socialista:
PROPOSTA DE DELIBERAÇÃO
Centro Hospitalar do Médio Tejo
Considerando que:
1 – Desde a última avaliação que o Município fez sobre o Processo de requalificação da Rede de Urgência Geral, foi publicado em 15/1/2007 o Despacho 727/2007 do Sr.Ministro da Saúde, que após o período de consulta pública das conclusões da Comissão Técnica de acompanhamento, clarifica os conceitos e os indicadores técnicos para os diversos serviços de urgência;
2 – Foi realizado na passada Sexta-feira, dia 26 de Janeiro, um debate público promovido pela Assembleia Municipal sobre este tema;
3 – O referido Despacho Ministerial, coloca a possibilidade da existência do segundo nível de urgências, o Serviço de Urgências Médico-cirúrgica (SUMC), em localização estratégica que garanta um tempo de acesso da área de influência a este inferior a 60 minutos, podendo coexistir vários SUMC em tempos inferiores de acesso de 60 minutos, desde que a população residente seja superior a 200.000 habitantes, o que garante a possibilidade de coexistirem 2 SUMC no Distrito;
4 - As deliberações da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Urbana, tomadas no passado mês de Outubro, apontam para a assumpção do Centro Hospitalar do Médio Tejo como uma única entidade hospitalar, com três unidades deslocalizadas;
5 – Serão tomadas muito proximamente decisões, por parte do Ministério da Saúde em relação à Rede de Urgências, conforme o calendário já divulgado.
A Câmara Municipal de Tomar, reunida no dia 30 de Janeiro de 2007, delibera confirmar que:
1 – Considera o Centro Hospitalar do Médio Tejo como uma única entidade hospitalar e como tal tratado nas decisões sobre a localização dos Serviços de Urgência por parte do Ministério da Saúde, atribuindo a este Centro Hospitalar um Serviço de Urgência Médico-cirúrgica;
2 – É do interesse das populações que a distribuição das Urgências, no seio do Centro Hospitalar, siga o princípio da especialização de cada unidade do Centro Hospitalar, bem como das respectivas valências;
3 – Seja qual for a localização dos serviços de internamento de cada especialidade, se mantenha em funcionamento a oferta de consultas externas dessas mesmas especialidades em todas as unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo.

Mais delibera a Câmara Municipal dar com carácter de urgência, conhecimento desta deliberação ao Sr. Ministro da Saúde e às Câmaras Municipais da área de influência do Centro Hospitalar do Médio Tejo, instando-as a tomarem idêntica atitude, no sentido de sensibilizar a tutela para a decisão que julgam melhor servir o interesse das populações que representam.
O Vereador Carlos Silva

POSIÇÕES DO PS NA REUNIÃO DE CÂMARA DE HOJE

Foram apresentadas pelo Vereador Socialista, Carlos Silva, as seguintes Propostas e Declarações de voto, sob os temas em apreço na Reunião da Cãmara Municipal de hoje:

PROPOSTA
Carnaval no Concelho de Tomar em 2007


A apresentação de duas propostas de utilização do Espaço Público da Cidade de Tomar, através de um conjunto de Empresas e da uma Associação do Concelho, para a realização de iniciativas de animação na altura do Carnaval neste ano de 2007, revela o interesse público da população na realização deste tipo de eventos.

Neste sentido, compete à Câmara Municipal como representante do interesse colectivo das populações, criar as melhores condições possíveis para que Associações e Empresas, desenvolvam este tipo de animação, tendente a recolocar Tomar no Mapa regional.

Somos assim favoráveis a este tipo de iniciativas, pelo que concordamos com a participação da Câmara Municipal como parceiro das Empresas que irão desenvolver o conjunto de Concertos e Animações Públicas, bem como com enquadramento do Corso trazido à Cidade pela Sociedade Recreativa Curvaceirense.

Neste sentido, propomos ainda que:

1 – Seja atribuído à Associação Cultural e Recreativa da Linhaceira, um Subsídio extraordinário de montante de 3.000 €, montante idêntico ao apoio que será dado à iniciativa que se realizará na Cidade de Tomar, uma vez que realiza esta Associação há 15 anos consecutivos uma animação de Carnaval no 2º maior aglomerado urbano do Concelho, e ser de dimensão assinalável e de moldes dignificantes, quer para as populações, quer para o Concelho no seu todo;

2 – Seja atribuído à Sociedade Recreativa Curvaceirense, um Subsídio extraordinário de 1.000 €, de forma a comparticipar nas despesas realizadas por esta Associação para a animação proposta a realizar na Cidade e que também percorrerá a localidade das Curvaceiras;

3 – Que de futuro este tipo de animação tenha a atribuição global de um montante máximo, que propomos para 2008 ser de 10.000 €, articulando com as Associações, Empresas do sector da animação do Concelho e a ACITOFEBA um Programa Integrado de Animação de Carnaval no Concelho de Tomar.

Declaração para a Acta
Resitejo

Analisados os Documentos presentes sobre o Plano de Actividade e Orçamento para 2007 da Resitejo, bem como os Documentos do Concurso de Adjudicação da Unidade de Valorização Orgânica e dos Ecopontos, bem assim a circunstanciada informação que o Sr. Presidente da Câmara nos apresenta sobre a reunião em que participou no passado dia 18 de Janeiro de 2007, somos a considerar que:

1. O Concurso para a Unidade de Valorização Orgânica deverá ser naturalmente sufragado pelos Municípios constituintes, nomeadamente por envolver um investimento de montante superior a 15 Milhões de Euros;

2. A proposta apresentada pelo Sr. Presidente da Câmara na referida reunião, de que os Municípios faltosos com o pagamento à Resitejo há mais de 90 dias, passem a ter os serviços de recolha suspensos, parece-nos ter todo o cabimento. Nesse sentido, aconselha o PS que o Sr. Presidente garanta aos fornecedores da Câmara Municipal o mesmo tratamento. Este é de facto o caminho correcto;

3. Quanto à meta de recolha dos ecopontos por habitante, o rácio global dos Municípios servidos é de 1Ecoponto completo por 350 Habitantes, valor que é muito melhor do que a média nacional e a média da Região de Lisboa e Vale do Tejo, pelo que se nos afigura positivo o objectivo de no médio prazo se atingir o rácio de 1/250, em linha aliás com os objectivos expressos no Quadro de Referência Estratégico Nacional aprovado recentemente pelo Governo, pelo que concluímos pela correcta gestão deste dossier, por parte da Resitejo;

4. Consideramos que a Câmara deverá aprovar solicitar, nos termos dos procedimentos técnicos e administrativos em funcionamento no seio da Resitejo, a implantação dos 18 Ecopontos referidos na Informação do Sr.Presidente ou na impossibilidade de o serem, nos mesmos e regulares moldes, solicitado o ressarcimento da Câmara de Tomar do investimento realizado, tomando em consideração que deverá esta esgotar sempre os correctos procedimentos em vigor; (PONTO 2. DA INFORMAÇÃO)

5. Entendemos ser correcto que a Câmara de Tomar exija da Resitejo que os montantes pagos por cada Tonelada de Resíduos Sólidos, para pagar o investimento na recolha dos resíduos provenientes dos ecocentros, tenham uma redução quando se atingir o pagamento integral da sua quota para amortização do investimento realizado, se foi esse o acordo realizado anteriormente;
6. Concordamos que deve ser aprovado em reunião posterior desta Câmara Municipal, o Documento do Concurso Público Internacional para a Concepção, Construção e Fornecimento de uma Central de Valorização Orgânica, quando acompanhado pelo Plano de Encargos financeiros expectáveis de responsabilidade da câmara de Tomar, com explicitação dos montantes anuais até ao final deste mandato (2009) e posterior ao final do mandato, para ser posteriormente remetido à Assembleia Municipal para ratificação; (PONTO 6 DA INFORMAÇÃO)
7. De futuro possa o Sr.Presidente participar nas referidas Assembleia Gerais da Resitejo, garantindo que os canais de informação, através dos seus sucessivos representantes, não prejudiquem o Concelho de Tomar como parece ser notório com a incapacidade de implementação do procedimento para colocação em Tomar de 18 Ecopontos e referido no ponto 4.
PROPOSTA
Sobre Logradouro da Rua Amorim Rosa / Av. Ângela Tamagnini

Tendo em consideração a deliberação desta Câmara em 19 de Dezembro de 2006, dando instruções ao DOM para propor uma solução técnica para as entradas e saídas do supra-citado logradouro, bem como a proposta deste Departamento no sentido da aplicação de duas lombas na saída para a Rua Amorim Rosa, proponho que:

1 – Esta solução técnica não seja adoptada, em virtude da colocação das lombas na respectiva saída do túnel, salvo melhor opinião, constitui um perigo acrescido e agravado, quer para o cidadão auto-mobilizado, quer para o peão;

2 – Que em alternativa sejam colocados dois espelhos nos pilares das respectivas arcadas, que garantam o visionamento quer do lado esquerdo, quer do lado direito das mesmas, ao cidadão auto-mobilizado que se encontre no túnel. Tais espelhos darão também acesso visual aos peões que circulem nas arcadas.
DECLARAÇÃO DE VOTO
Sinalização reguladora do trânsito no Parque de Estacionamento Subterrâneo do Pavilhão Municipal

Muito se estranha, que estando há já largos meses em utilização o referido Parque seja agora, no fim do mês de Janeiro de 2007, presente a reunião de Câmara uma proposta no sentido da implementação da sinalização do respectivo Parque.

Mais se estranha esta situação, quando os desenhos de implementação da solução técnica são de Maio de 2006.

Ora passados mais de Sete meses vem esta solução, em informação datada de 11 de Janeiro de 2007, a reunião de Câmara.

Não posso deixar de manifestar o meu mais veemente desacordo sobre este desleixo, que infelizmente já é recorrente nos processos tratados por esta maioria PSD da Câmara Municipal.
DECLARAÇÃO DE VOTO
Proposta de Estacionamento proibido junto ao Ex-Tribunal Militar

A requalificação deste espaço da Cidade de Tomar, em toda a envolvente da Várzea Grande, tarda em ter qualquer coerência entre todas as intervenções que vão sendo feitas ao longo dos anos.

Já por várias vezes alertou o PS, quer nestas reuniões de Câmara, quer no decurso de várias posições públicas anteriores, para a elaboração de um Projecto Global de intervenção e Qualificação da Várzea Grande, que se constitui como a maior área disponível e degradada da Cidade de Tomar.

Todas as intervenções até hoje realizadas, sem qualquer coerência, vão agravando a utilização intensiva desta área, dando a ideia desta entrada nobre da Cidade, parecer um campo de feira de um qualquer País do 3ºMundo, com um estacionamento completamente desordenado num campo de pó.

Ora, esta Proposta presente para retirada de mais alguns lugares de estacionamento da via, resulta de mais uma intervenção parcial neste espaço, sem qualquer coerência ou sentido de estratégia global de qualificação da referida Várzea Grande.

Ao votar contra esta Proposta informo que enquanto não for presente a esta Câmara Municipal um Projecto Integrado de Intervenção e Qualificação de toda a Várzea Grande e zona envolvente, votarei contra todas e quaisquer intervenções parciais desarticuladas do respectivo Plano.
O Vereador Carlos Silva

terça-feira, janeiro 16, 2007

PS PROPÕE TRANSFERENCIA DE COMPETENCIAS PARA AS JUNTAS DE FREGUESIA

REUNIÃO DE CÂMARA DE 16 DE JANEIRO DE 2007

DECLARAÇÕES DO VEREADOR EM EXERCÍCIO DO PARTIDO SOCIALISTA
JOSÉ BECERRA VICTORINO


PONTOS DA ORDEM DE TRABALHOS

3. AQUISIÇÃO DO EDIFÍCIO DA CASA DOS TECTOS
DECLARAÇÃO DE VOTO

Perante o estado de decrepitude em que se encontra uma boa parte dos edifícios que a Câmara Municipal tem vindo a adquirir na cidade de Tomar, é lícito questionarmo-nos se também mais esta casa não estará destinada ao abandono e degradação.

Terá a autarquia meios para garantir a sua manutenção e recuperação?

Perante uma tão notória ausência de gestão estratégica em ralação ao património municipal, resta-nos ter esperança que esta aquisição não venha a prejudicar o futuro da Escola Profissional de Tomar.

Contudo, e apesar das dúvidas que inevitavelmente se levantam, votamos a favor, na perspectiva de que o Partido Socialista, quando for executivo, ponha em marcha meios eficazes para a preservação e gestão do património municipal.

7. FLECHEIRO - EXPROPRIAÇÃO DE TERRENOS PARA IMPLANTAÇÃO DA PONTE
DECLARAÇÃO DE VOTO

Votamos contra dado que o Plano de Pormenor não se encontra em vigor.

A este propósito é de salientar que nos suscita algumas dúvidas a legalidade do lançamento do concurso para construção da ponte nestas condições.

Seria uma atitude correcta por parte da autarquia esclarecer este ponto, pois mesmo havendo, eventualmente, legalidade, há também um claro desprezo por todas as entidades que devem ainda pronunciar-se sobre o mesmo plano, que, recordemos, nem sequer foi ainda a inquérito da população.

8.2. ALTERAÇÃO DA SINALIZAÇÃO E TRÂNSITO NA RUA JOÃO SANTOS SIMÕES E ENVOLVENTE

DECLARAÇÃO DE VOTO

Os problemas do transito na cidade de Tomar continuam a ser encarados em avulso e sem objectivos bem definidos. Continuamos a ter uma grave concentração de caudais, muitos deles em vias com pouca capacidade, ausência de alternativas, e, entre outras deficiências, uma sinalização excessiva e incapaz de fazer face às deficiências estruturais do sistema viário.

Estamos perante mais um caso de tentativa e erro.

A faixa separadora central das Ruas Amorim Rosa e João Santos Simões, implantada numa via sem perfil para a suportar, transformou uma Rua fluente em duas vielas que em muito constrangem as actividades que se desenrolam no local. O conjunto destes separadores com a sinalização existente e que agora é proposta, aumenta inutilmente os percursos a realizar pelos automóveis, com todas as desvantagens que daí advém para a fluidez geral.

Ficam, desta forma, ainda mais sobrecarregadas ruas como Angela Tamagnini, ou, pior, corre-se o risco de aumentar significativamente o trânsito na Rua da Fábrica da Fiação.

Por outro lado, o encerramento parcial da rua Voluntários da República, irá votar este troço a um maior abandono e degradação sem razão que o justifique.

Pelas razões expostas votamos contra.

9.1. RELATÓRIO SOBRE AS CHEIAS DE OUTUBRO E NOVEMBRO
DECLARAÇÃO PARA A ACTA

O segundo parágrafo da informação, no que respeita ao auxílio prestado às populações da Freguesia da Madalena, parece não corresponder a testemunhos manifestados pela população.

Sobre este assunto declaramos também: o Partido Socialista apresentou em sete de Novembro de dois mil e seis, uma proposta fundamentada para elaboração de um Plano Especial de Emergência para o Risco de Cheias.

Tanto quanto sabemos, a mesma não foi aprovada nem reprovada, pois não mereceu até agora a atenção suficiente para ser incluída na ordem de trabalhos da reunião de Câmara.


9.2.2. TRANSFERÊNCIA PARA AS JUNTAS DE FREGUESIA
DECLARAÇÃO DE VOTO

O Partido Socialista considera que os critérios de distribuição das verbas para as Juntas de Freguesia não correspondem às necessidades efectivas de execução de cada um dos Planos de Actividades das respectivas Juntas.

Considera ainda o PS que os critérios de distribuição além de equacionar os Planos de Actividades, deveriam tomar como base de trabalho a devida contratualização, nos termos da Lei, transferindo para as Juntas de Freguesia, nomeadamente:
A) A conservação e limpeza de valetas, bermas e caminhos;
B) A conservação, calcetamento e limpeza de ruas e passeios;
C) A gestão e conservação de jardins e outros espaços ajardinados;
D) A conservação e reparação de escolas do ensino básico e do ensino pré-escolar;

A actual solução, iniciada há mais de uma década, num outro e diferenciado contexto, está mais do que esgotada, não dignificando as Juntas de Freguesia, nem garantindo o correcto serviço às populações.

Por tudo isto Votamos Contra.

O Vereador: José Becerra Victorino

terça-feira, janeiro 09, 2007

COMISSÃO POLÍTICA TEMÁTICA SOBRE REDES SOCIAIS

Realiza-se na sexta-feira, dia 19 de Janeiro, pelas 21H15, na Sede uma reunião da Comissão Política temática, sobre as Redes Sociais, com a presença do Dr. João Filipe, Adjunto da Directora da Segurança Social de Santarém.

REQUERIMENTO DO PS SOBRE OBRAS NO MOUCHÃO

foi apresentado, através do Vereador Socialista Carlos Silva, na reunião de Câmara de 8 de Janeiro, o seguinte requerimento sobre as Obras no Mouchão:

Requerimento


1 – Tendo chegado ao meu conhecimento através de jornais nacionais que houve desentendimentos entre o construtor e o projectista das obras do Mouchão, gostaria de saber a que ponto isso pode prejudicar a obra, e se esses atrasos vão colidir ou não com a Festa dos Tabuleiros.

2 – Sobre a Festa dos Tabuleiros e pela sua importância, desde logo para o prestígio do concelho, parece-me de todo relevante que a Câmara acompanhe de perto e com cuidado o decorrer dos preparativos desta, até para evitar situações desagradáveis e menos abonatórias, como as já acontecidas no passado.

Por isso, e por estarmos a seis meses da mesma, deve-se questionar se a Câmara tem feito este acompanhamento, e de que forma estão os trabalhos a decorrer.

3 – No dia em que vem à Câmara a informação sobre a recepção definitiva da obra da fonte cibernética, parece de todo pertinente questionar o seguinte:
1º - Sabe a Câmara quanto já foi gasto na manutenção de rotina da mesma?
2º - Quanto foi gasto nas reparações de avarias do sistema informático e canalizações?
3º - Quanto foi gasto em água e luz eléctrica?
4º - Desde a sua inauguração, e incluindo construção, qual o montante já gasto nesta obra?
5º - Qual é a intenção do actual executivo quanto ao futuro da fonte? Há alguma veracidade quando se comenta que ela virá a ser eliminada a curto prazo?


Aos 8 de Janeiro de 2007
O Vereador do PS
Carlos Silva

quarta-feira, janeiro 03, 2007

PS DEFENDE ARQUEOLOGIA INDUSTRIAL

Na sequência das propostas que o PS vem fazendo, no sentido de melhorar o nossa respeito e implementação de uma estratégia de desenvolvimento sustentável do Concelho, apresentou hoje o Vereador Socialistas Carlos Silva a seguinte proposta:

Considerando

Que a Fundição Tomarense é uma empresa que granjeou no passado grande prestígio;

Que o seu património pode constituir um importante espólio de arqueologia industrial;

Que juntamente com o acervo da antiga moagem Mendes Godinho e da Central Eléctrica pode constituir um invejável conjunto patrimonial impar no contexto industrial nacional.

Propomos que:

A Câmara Municipal encete as diligências necessárias tendo em vista a avaliação e posterior aquisição do equipamento.

Tomar, 3 de Janeiro, de 2006

Vereador do Partido Socialista

Carlos da Piedade Silva

sexta-feira, dezembro 29, 2006

JANTAR DE FIM DE ANO DO PS, APONTA ESCOLHA DE CANDIDATO ATÉ JUNHO DE 2007



Foi quinta-feira passada, que perto de uma centena de socialistas se reuniram para o seu jantar de fim de ano no salão nobre da Nabantina.



A noite fria aqueceu com as palavras do Presidente Hugo Cristóvão que se referiu ao trabalho em curso no PS que faz aquilo para o qual os tomarenses os escolheram, apresentando propostas e alternativas para os problemas do concelho, na linha do que foi o seu Programa Eleitoral.



Frisou a necessidade de preparar desde já o caminho para as eleições de 2009, aumentando o trabalho, mostrando e credibilizando o PS junto dos tomarenses, mostrando-lhes ser esta a única e verdadeira alternativa ao actual executivo PSD na Câmara de Tomar.



Os tempos de desavenças já lá vão e agora, afirma o líder da Concelhia, o caminho é só um, o de união em torno da discussão profícua, na defesa de um melhor projecto, de uma melhor estratégia para o concelho de Tomar, algo que só no PS os tomarenses poderão encontrar.



Vontade, capacidade, determinação e trabalho colectivo foram os predicados que assegurou possuir este PS para ser o melhor confiante das aspirações e escolhas dos tomarenses, fazendo ainda o recorrente apelo a que mais cidadãos venham contribuir para essa causa.



Anabela Freitas, Presidente da Distrital das Mulheres Socialistas, referiu-se depois à necessidade de uma maior participação das mulheres na política, não apenas nas palavras, mas nos actos, e que as mulheres devem lutar por esse espaço, e não esperar apenas que este lhes seja dado. Falou ainda da necessidade de maior captação de investimento para Tomar, no sentido de criar maior riqueza e postos de trabalho.



António Gameiro, deputado da Assembleia da República, falou do trabalho do Governo, e do ímpeto reformista e necessário que este está a travar contra interesses e desigualdades, o que ainda que por vezes possa desagradar, deve ser reconhecido como a única forma de tornar o país mais competitivo e sustentável, tornando-o também mais justo, mais eficaz, e mais solidário.



Falou ainda da necessidade de Tomar encontrar uma forma rápida e segura de acesso do IC3 à Cidade, para que melhor aproveite as novas acessibilidades, e confessou não compreender como ao longo de todo este tempo isso não foi ainda assegurado ou planeado.



Fechou as intervenções António Rodrigues, Presidente da Câmara de Torres Novas e da Federação Distrital do PS, que recordou os seus tempos de estudante em Tomar, época em que a Cidade era referência para a região, o que hoje não acontece e deve ser motivo de preocupação, até porque a região precisa que Tomar, Torres Novas e Abrantes estejam ao mesmo nível para serem impulsionadoras e complementares no desenvolvimento e progresso da mesma. Falou nas imensas potencialidades de Tomar e da necessidade de as saber aproveitar.



Referiu ainda que Tomar é uma das prioridades para o PS, e que é uma das Câmaras que espera ver reconquistadas em 2009, não só pelos motivos antes referidos, mas também para colocar o concelho em consonância com o Governo do país, no sentido de aproveitar esse caminho reformista e progressista.



Para isso, o PS em Tomar precisa de trabalhar desde já na construção da equipa, e nas escolhas dos protagonistas para os vários órgãos. Unido, numa liderança que não pode ser de “punhos de renda”, o PS em Tomar tem todas as condições para ser a alternativa necessária e por isso afirmou, espera até Junho do próximo ano, mesmo que tal não seja divulgado, ter sido decido o candidato às próximas eleições autárquicas.

O Secretariado da Concelhia do PS Tomar

quarta-feira, dezembro 20, 2006

PS ORGANIZA JANTAR DE FIM DE ANO NA NABANTINA, DIA 28 DE DEZEMBRO

Estamos naquela época em que o apelo da família e do lar são, por entre outros de menos interesse, os valores que se mais sentem e mais se cultivam. Por esse apelo, é também o momento da família socialista se reunir no seu Jantar de Fim de Ano.

Este ano, como símbolo da tradição e do apego às coisas tomarenses, decidimos fazê-lo bem no coração da Cidade, num local cheio de história – a Nabantina. É lá que, no salão nobre, pelas 20.00 horas do próximo dia 28 de Dezembro, a família se reencontra para conviver e conversar.
O PS em Tomar está em regeneração, está em crescimento, está no momento exacto para proceder à mudança de rumo do nosso Concelho.
O Partido Socialista somos todos os que acreditamos nas mesmas causas, na mesma forma de encarar as dificuldades, concebemos a mesma forma de gestão da coisa pública;

Socialistas os que acreditamos num país reformista, dinâmico, equilibrado, onde a Solidariedade, a Justiça e a Igualdade não sejam apenas palavras mas práticas;

Socialistas os que para o nosso concelho defendemos esses mesmos princípios, acreditamos que o colectivo está à frente do nosso ego, e que Tomar merece mais do que aquilo que tem tido;

Socialistas os que acreditam que o PS é o melhor espaço para defesa dos interesses de todos, de luta por um concelho mais desenvolvido, mais preocupado com a sua cultura, a sua história, mas de olhos postos no futuro, futuro esse que se constrói já;

Socialistas que percebem que Tomar perdeu já muito tempo, que muitas oportunidades desde há vários anos têm passado ao lado do nosso concelho, que muito, muito mais e melhor poderia ter sido feito;

Socialistas os que desejam que o PS volte ao poder na Câmara de Tomar, não apenas pelo mero exercício desse poder, mas porque essa é a forma de executarmos os Projectos em que acreditamos, e desenvolvermos os esforços necessários para uma efectiva mudança de perspectiva nas esperanças e ambições dos tomarenses.

Porque acreditamos, porque dizemos presente, porque sabemos que as vitórias de amanhã se constroem hoje, não temos alternativa que não seja a de com convicção e arrojo, seguirmos colectivamente o caminho imprescindível da alternativa que desejamos, afirmando quem somos e o que queremos.
Para redescobrir, para renascer, para reactivar a alma socialista em Tomar, vamos fazer deste encontro, entre jovens e menos jovens, mulheres e homens, históricos e recentes militantes, dirigentes, autarcas, ex-candidatos, e os amigos que cada um de nós deseje trazer, um encontro de sincero júbilo ao sentimento socialista – os que querem, os que acreditam, os que fazem.
O Presidente da Comissão Política Concelhia
Hugo Cristóvão
Confirmações até dia 26 de Dezembro:
Hugo Cristóvão: 917.471.397, Anabela Freitas: 913.000.800, Joana Nunes: 914.995.251 e Hugo Costa (JS): 968.740.520

terça-feira, dezembro 19, 2006

PS DESEJA UMA NOVA POLITICA DE TAXAS EM TOMAR

Na sequência da reunião de Cãmara, realizada hoje, o PS através do seu Vereador Carlos Silva, apresentou a seguinte Declaração de Voto:

Declaração de Voto

Actualização de Tabela de Taxas

O Partido Socialista (PS) ciente da responsabilidade da gestão financeira do município de Tomar, compreende a necessidade de fazer acompanhar as taxas em relação ao Índice de Preços no Consumidor, índice publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e que mede a inflação do país. Necessidade referida no documento a discussão.

Contudo o PS defende, como sempre defendeu a primazia das pessoas. Desta forma pensamos que a “Tabela de Taxas” deve incorporar uma política social activa de benefícios sociais a quem tem menos rendimentos e de promoção do desenvolvimento económico, facto longe de ser visto neste documento e em toda a gestão PSD. Desta forma e pelo exposto o Partido Socialista só se pode abster.


O Vereador do Partido Socialista

Carlos Piedade Silva

terça-feira, dezembro 12, 2006

PROPOSTA DO PS PARA O CRUZAMENTO DO EX-COLÉGIO NUNO ÁLVARES

O Vereador Socialista, carlos Silva, apresentou hoje na reunião de Câmara a seguinte proposta:

Proposta


Em virtude dos graves problemas de circulação e sinistralidade existentes no cruzamento da Praceta Dr. Raul António Lopes com a Rua Manuel de Matos (vulgarmente designado por “Cruzamento do Colégio”), o Partido Socialista de Tomar propõe a resolução do problema através de sinalização vertical.

Na opinião do PS a solução mais indicada é a colocação de um sinal de Paragem Obrigatória (“STOP”) na Rua Manuel de Matos, perspectiva que contudo necessita de ser avaliada tecnicamente pelos serviços da Câmara Municipal competentes para o efeito.

De referir que todo o problema acima descrito é agravado por ser uma zona escolar e de grande tráfego, carecendo por isso a situação de urgente resolução.

O Vereador do Partido Socialista

Carlos Silva

PROMOVER O CONVENTO DE CRISTO - PROPOSTA DO PS NA REUNIÃO DE CÂMARA

O Vereador Socialista Carlos Silva, apresentou hoje na reunião de Cãmara a seguinte proposta:

O Partido Socialista de Tomar congratula-se com facto do Convento de Cristo estar na lista dos vinte e um monumentos propostos por um conjunto de personalidades de âmbito nacional, com objectivo de escolherem as “Sete Maravilhas de Portugal”.
Sabendo da importância que esta iniciativa tem na divulgação do monumento património mundial situado no nosso concelho, propomos que através dos seus órgãos de comunicação institucional o executivo da Câmara Municipal de Tomar informe como se pode participar na votação, incitado os tomarenses a votar no Convento de Cristo.


O Vereador do Partido Socialista

Carlos Silva
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Como complemento informativo:
Lisboa será em Julho do próximo ano palco de mais um evento internacional, a Declaração Universal das Novas Sete Maravilhas do Mundo, uma eleição feita por iniciativa da New7Wonders Foundation, e realizada através de votação por telefone e internet, a partir de todo o mundo. A data para o “mega evento que contará com a presença de altas personalidades mundiais”, segundo comunicado, já está marcada: sete de Julho do próximo ano (07/07/07).

Foi em Atenas, a 5 de Setembro de 2006, feito o anúncio oficial de Lisboa como palco para esta cerimónia, sendo na mesma ocasião dado início a tour mundial em que serão dadas a conhecer as 21 maravilhas candidatas ao grupo final de sete.

A New7Wonders Foundation foi criada em 2001 pelo suíço Bernard Weber, apresentado como ex-produtor de televisão e “aventureiro”, e que se tem dedicado à divulgação e preservação de monumentos mundiais. Weber escolheu Portugal para o evento por ser o país que “dá maiores garantias de êxito”, por factores como a segurança, estabilidade, experiência na organização de eventos, infra-estruturas, e ainda factores como o bom clima, a antiguidade e o peso histórico.

“Portugal, mesmo não tendo nenhum monumento entre os finalistas, ficará para a história como o local onde, mais de 2.200 anos depois, o mundo voltou a eleger sete maravilhas”, declara Bernard Weber, para quem “Portugal é cada vez mais uma escolha óbvia para a recepção de grandes eventos”. Entre os países candidatos a este evento estavam Espanha, Itália, Dubai e Malásia.

A votação pode ser feita através do site http://www.new7wonders.com/, e entre as candidatas às Novas Sete Maravilhas do Mundo estão monumentos como o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, o Tah Mahal na Índia, o templo Sophia Hague na Turquia, a Grande Muralha da China, ou a única maravilha das sete originais que ainda permanece, as pirâmides de Ghizé, no Egipto.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

PS PROPÕE NOVA FORMA DE TARIFAS DAS ÁGUAS E SANEAMENTO

O vereador Carlos Silva absteve-se hoje na votação do Orçamento dos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento, lançando duas propostas para um estudo detalhado para novas formas de tarifação das águas e do sanemaneto no Concelho de Tomar.

DECLARAÇÃO DE VOTO

ORÇAMENTO DOS S.M.A.S

Abstive-me no Plano de Actividades e Orçamento dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Tomar para o ano de 2007, pelas seguintes razões:

1. Considero que o investimento continuado nas redes de saneamento, para o cumprimento das metas da união europeia, é uma meta importante a alcançar;

2. Continuo a discordar da forma de financiamento “cego”, baseada num continuado aumento das tarifas de saneamento e da água, quando tal financiamento deveria assentar numa política de aumento da eficácia dos Serviços, de forma a incorporar essa mais valia nas disponibilidades financeiras para o investimento necessário;

3. Continuo a discordar que as tarifas de água do Concelho de Tomar se baseiem apenas no consumo aferido por contador instalado e não num valor de consumo per capita, deixando de prejudicar assim as famílias mais numerosas e de beneficiar as segundas habitações – sem residentes efectivos no Concelho, logo com baixos consumos anuais;

4. Continuo a discordar que as tarifas de saneamento continuem a tratar de igual forma todo o tipo de comércio e serviços, quando deveria haver um tratamento diferenciado entre diferentes Classificações de Actividade Económica.

A abstenção, que pelo segundo ano consecutivo apresentamos, vai no sentido de chamar à atenção para outros modos de financiamento socialmente mais justos, que possam ser analizados tecnicamente, para que a breve trecho seja possível ter a mesma receita, reduzindo-a a quem menos consome e polui a água.


Tomar, aos 4 de Dezembro de 2006

O Vereador - Carlos da Piedade Silva

PS VOTA CONTRA O ORÇAMENTO DA CÂMARA DETOMAR

Em reunião extraordinária da Câmara Municipal, foi hoje aprovado o Orçamento para 2007, que mereceu o voto contra do Vereador Socialista Carlos Silva, com a seguinte

DECLARAÇÃO DE VOTO


ORÇAMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL 2007

No ano transacto, o Orçamento 2006 foi aprovado com a nossa abstenção porque apesar do PS ter apresentado então propostas de alteração, sustentáveis e concretas, que trariam evidentes melhorias em diversos domínios da gestão autárquica, e terem sido recusadas, estávamos no entanto ainda muito próximos do último acto eleitoral, onde os tomarenses, apesar da forte queda, haviam dado ainda assim nova maioria, e o poder executivo portanto, ao PSD na autarquia nabantina.

Propusemos mais eficientes e transparentes condições de financiamento das Juntas de Freguesia, rigor e critério ao apoio às Associações do concelho; e o incremento da formação dos recursos humanos da autarquia;

Propusemos a criação de parques empresariais, e outras propostas tendentes a favorecer o desenvolvimento económico, essencial como motor para todo o leque de áreas de vivência da comunidade;

Considerámos ainda dever-se atender a problemas antigos, essenciais e urgentes, que muito têm prejudicado a qualidade de vida dos cidadãos, como o Mercado Municipal, a Mata dos Sete Montes, a circulação rodoviária e mobilidade urbana;

Propusemos igualmente o fomento da habitação social, e da autoconstrução com custos controlados;

No domínio das receitas questionámos o regime de taxas da Câmara Municipal, nomeadamente a derrama, comprovando que outros concelhos promovem a sua competitividade com políticas de taxas atractivas.

Ao longo do ano, muitas foram as propostas, recomendações e exigências, que fizemos ao executivo PSD – poucas, para sermos gentis, foram acolhidas.

Ressalvamos apenas a proposta de criação do parque de campismo da Machuca, aceite pela maioria PSD, como hipótese de resolução para um problema que o próprio PSD criou, e que ainda assim, acabámos por ver falhada na sua premissa base, a de estar concluído a tempo da próxima Festa dos Tabuleiros, facto que agora percebemos encontrar-se já fora de alcance – mais umas das provas evidentes de incapacidade de execução e planeamento deste executivo camarário.

E ressalva-se ainda a instauração da Rede Social do concelho, naquele que era já o único do distrito sem este importante instrumento de avaliação e decisão no âmbito social, e que apesar de ter sido durante vasto tempo motivo de gozo por parte do presidente da Câmara, reflexo por certo da sua pouca vocação para estas temáticas, acabou como sabíamos, por ser forçado a perceber como estava errado.

Como nesta, noutras matérias a prova do erro vai sendo evidente, e o mesmo se virá a mostrar em relação a actuais obstinações.

Assim, e depois de reunido o Secretariado, Vereador, Deputados Municipais, Presidentes de Junta, e outros dirigentes, militantes e simpatizantes, o Partido Socialista entende em relação à proposta de Orçamento da Câmara Municipal de Tomar para 2007 o seguinte:

A grande maioria das propostas e exigências que fizemos, quer na apresentação do anterior Orçamento, quer ao decorrer do ano, encontram-se ainda por satisfazer e completamente actuais e pertinentes, sendo que a actual proposta continua grandemente a ser insensível às preocupações que o PS vem manifestando, e que entendemos serem as da generalidade da população.

Continua-se a desviar as atenções dos problemas estruturantes, tais como criação de atractivos e factores competitivos, como estratégia de captação de investimento, absolutamente essencial para o Crescimento Económico, factor determinante para mais apoio à Cultura, ao Desporto, à Juventude e à Terceira Idade, e a toda a Área Social, e de forma global, imprescindível como base forte para um aumento sustentável duma qualidade de vida consolidada.

Claros exemplos da incapacidade da Câmara estão patentes aos olhos de todos e assim continuam a definhar, como adágio de todo o concelho:

O Mercado por onde todos os dias passam centenas de cidadãos, e onde muito outros exercem a sua actividade laboral, em condições muito pouco condizentes com o país que somos e queremos ser;

O Convento de Santa Iria que se desmorona aos olhos de todos, o que não só demonstra a incapacidade de aproveitar recursos importantes, como o desrespeito e desinteresse pela história e imagética tomarense, sendo este um dos mais emblemáticos edifícios da cidade. Como este, vários outros edifícios da responsabilidade camarária;

A Mata dos Sete Montes, os acessos ao Convento de Cristo, a Várzea Grande, o Flecheiro, os bairros Primeiro de Maio e Nossa Senhora dos Anjos;

Da mesma forma, todo o centro histórico continua sem um projecto abrangente e consistente, e que consiga ser um impulso ao empreendedorismo e dinamismo dos comerciantes, e que consiga trazer uma nova vivacidade ao coração de Tomar.

Também aqui se provam o falhanço das visões prometidas e claramente erradas, de desenvolvimento com o parque de estacionamento nas traseiras da câmara e sob o Pavilhão municipal. Não se estaciona para se ir a onde não se quer ir.

O Polis é em Tomar, naquilo que era a filosofia do programa, a requalificação e revitalização dos espaços, criando uma urbanidade melhorada, na perspectiva ambiental e urbanística, na fruição do espaço cidade pelo cidadãos, um redondo falhanço.

Senão questionemo-nos: o é que verdadeiramente mudou que justifique o dinheiro já gasto, na cidade e naquilo que era umas das premissas base, a relação desta com o rio?

Também nas freguesias continuamos a assistir ao abandono e desapego em criar novas formas de vivência social, no usufruto dos espaços. Não temos nem se prevê neste orçamento, qualquer investimento na requalificação dos espaços comuns nas freguesias, não temos uma praça digna desse nome, em qualquer aldeia.

E as pessoas que vivem no meio rural têm os mesmos direitos, pagam as mesmas taxas, e têm até maiores penalizações no seu dia-a-dia, pelo facto de não morarem na cidade.

Quanto às Juntas de Freguesia, é seguido o velho e ultrapassado modelo da distribuição de pouco mais que migalhas, quando no entanto elas são “obrigadas” à execução de muitas missões que a elas não estão consignadas em Lei. Era urgente protocolar mais, transferir com responsabilidade, critério e transparência. As Juntas não são parentes pobres nem devem mendigar pelos necessários apoios.

Continua a não haver aposta credível na Habitação Social ou na Habitação de Custos Controlados, o que continuamos a achar, seria essencial para a fixação de jovens, e para a resolução de outros problemas sociais. Continuamos a achar importante a aquisição de terrenos nas freguesias para esses mesmos fins.

Continua a não existir uma estratégia, para a Identidade e Afirmação Cultural do concelho no contexto regional, nacional e internacional, como aliás não existe globalmente ou não se conhece, para a actuação deste executivo.

Mas a este nível, o de apostar forte na Identidade, como engenho para a diferenciação e captação até de maior riqueza, através por exemplo do Turismo, seria importante reforçar a capacidade das Associações, substancial riqueza humana e económica, para investimento em Projectos que promovam através das suas actividades o nosso concelho. Mas continua aqui a não existir critério, reforço ou estratégia.

Este Orçamento mostra em muitos momentos o seu óbvio irrealismo, por exemplo quando à Festa dos Tabuleiros determina cem mil euros. Todos sabemos que isso é impraticável, então porque não se destina desde já uma verba maior?

Mostra também a sua indiferença em várias matérias, mesmo em função de acontecimentos recentes: onde está a dotação para a criação de um Plano Especial de Emergência de Cheias?

Este é o nono Orçamento apresentado por esta maioria, não podemos olhar para ele como se fosse o primeiro, esquecendo os antecedentes e a forma de actuação até aqui.

Por positivo e enternecedor que parecesse, que a Câmara no início do seu nono ano de mandato, finalmente pareça acolher de forma mais ou menos tímida as propostas da oposição, não é possível já, e depois de tantos erros e tantos investimentos errados, mal planeados e inconsequentes, acreditar nas intenções escritas no papel, porque Tomar já não as pode suportar.

Por mais que se queira negar, por mais que se queira esconder, por mais que o nosso bairrismo se recuse a aceitar, o concelho de Tomar vai ano após ano, perdendo em todos os domínios: perda de população, perda de qualidade de vida, perda de dinamismo social, de dinamismo económico. Perda de reconhecimento.

Por tudo isto, e face a esta proposta de Orçamento do executivo PSD, o PS só pode votar contra.

Tomar, 4 de Dezembro de 2006

O Vereador - Carlos da Piedade Silva