segunda-feira, abril 14, 2008
Programa Integrado de Valorização Urbana
Sobre o documento em apreço, é preciso uma vez mais referir que ele foi erradamente apresentado, uma vez que o mesmo aconteceu publicamente como um facto consumado, antes de vir a esta câmara.
É um plano feito à medida para justificar algumas obras, feito apenas porque é obrigatório para poder concorrer aos fundos, e feito já com atraso, especialmente quando comparado com os concelhos que com Tomar mais directamente competem, em especial na triangulação com Abrantes e Torres Novas.
É também, e não pode deixar de ser dito, um documento que facilmente um aluno do nosso Instituto Politécnico faria como trabalho para ter uma nota, e no entanto sem grande trabalho deu a outros muitas notas.
É ainda, infelizmente, objecto a ser levado com pouca seriedade, pelas razões que passo a explicar:
Baseia-se em vários juízos errados, faz ao longo do seu texto diversas análises e considerações meramente especulativas, frases redondas ou gastos chavões que nada querem dizer, ou que são mesmo muito discutíveis. Frases como: “consolidada esta transformação, Tomar é hoje, uma cidade em afirmação, recuperando protagonismo social, cultural, económico e urbanístico”, ou Tomar evidencia hoje “uma vitalidade patente em vários indicadores demográficos, económicos e sociais, comparativamente com as restantes cidades portuguesas” ou, melhor, que “o centro tradicional da cidade continua a deter um forte dinamismo populacional e um intensa vivência urbana”! Se não fossemos nabantinos talvez pudéssemos ler com desapego afirmações como estas, mas sendo-o, e nesta terra residindo e dela sentindo as suas agonias, temos de nos questionar sobre o que em verdade isto poderá significar e qual a sustentabilidade e comprovação de tais afirmações, pois dinamismo ou intensas vivências são predicados pouco sentidos de há tempos em Tomar.
Há no entanto alguns pormenores dignos de observação, e que enuncio, como o facto de admitir entre linhas, várias vezes, algo que a esta câmara muitas vezes tem sido difícil ou totalmente impossível – que o passado do concelho e da cidade foi mais brilhante e bem sucedido que aquilo que o presente vai demonstrando, assim como uma leitura atenta que ignore as já referidas frases vãs, mostrará que, quanto aos investimentos mais recentes e em concreto os referentes ao programa Polis, eles não foram mais que pouco prioritários ou fiascos.
Acaba, também, por demonstrar outros fracassos que são com menor ou maior responsabilidade, do município e deste seu órgão executivo que é a câmara municipal, como no caso da “progressiva desvalorização da zona histórica”, na “desqualificação nas acessibilidades/ligações entre o sistema rodoviário concelhio e o sistema rodoviário regional”, ou nesta frase mais do que expressiva e que se comenta a si mesma: “o estado desqualificado em que se encontram as ruínas do Forum Augustano de Sellium são a expressão da forma negligente como este valioso património tem sido tratado”. Admite ainda, por exemplo, que o desemprego é em Tomar maior que a média nacional.
O documento apresenta ainda vários erros ou imprecisões, como o de referir que o IC9 ligará Nazaré a Ponte de Sôr, quando há muito se sabe que ele não continuará além do IC3 em Tomar, ou este mais interessante ainda que é o de afirmar-se que na Zona de Intervenção existem diversas “infra-estruturas turísticas que correspondem a alojamento turístico destacando-se o parque de campismo, situado junto ao Pavilhão Municipal”! De facto haver havia, mas será que este documento foi concluído antes de 2003?!
Baseia-se em pressupostos que entendo como errados, como por exemplo, concluir que “a vertente cultural é bastante valorizada na cidade de Tomar” por análise das despesas quando o que seria relevante aferir seriam os resultados, como números de espectadores/participantes ou cidadãos atingidos por essas actividades, bem como da qualidade ou pertinência das mesmas para essa vertente cultural. Tal é feito também, quando se descrevem intervenções anteriores e os seus custos, mesmo que alguns deles duvidosos, mas não se analisa a pertinência, os resultados e a contribuição para uma estratégia de futuro desses ditos investimentos. Aliás, essa filosofia de dar primazia aos gastos ao invés dos resultados, é também apanágio desta câmara.
Faz-se por diversas vezes referências à Monitorização e Sensibilização Ambiental bem como à construção do Centro de Interpretação e Monitorização Ambiental, que todos conhecemos por Casa dos Cubos, e seria bom que alguém explicasse afinal o que quer isto dizer, e o que para tal tem sido feito, para que não nos sentíssemos todos enganados.
O documento faz igualmente eco de alguns errados lugares comuns desta câmara, condizente com aquela portuguesa mania de pretensiosismo nas palavras, como o denominar como museu um conjunto de espólios que em verdade não são museus, uma vez que a única entidade portuguesa competente para o efeito, o Instituto Português de Museus, ainda não os reconheceu como tal. Isto é importante, porque numa cidade que se diz querer ter como vértices de desenvolvimento a cultura, o turismo e o consequente turismo cultural, e apesar da certa qualidade desses legados, não houve ainda competência para conseguir reconhecimento formal de qualquer museu em Tomar.
Assim, se consideramos como museus todo o aquilo que nos apeteça dessa forma denominar, teremos também de nos lembrar do Museu do Caniçal, do do Rancho Etnográfico de Alviobeira, e já agora, de todas as nossas colecções particulares!
A par com isso, continua-se a denominar erradamente algumas situações, como a insistência em dizer que as obras do pavilhão municipal foram uma remodelação, quando todos sabemos que foram a construção de algo novo.
Depois, os planos desenvolvidos pela autarquia devem ter uma base de princípios e factores comum, e não deixa de ser estranho que, por exemplo ao nível da educação, este plano apresente dados divergentes dos que serviram para a Carta Educativa há poucos dias aprovada pelo PSD na Assembleia Municipal de Tomar.
Por outro lado, não deixa de ser interessante que se reconheça o que todos sabemos e que há muito o PS afirma, aliás, não o podendo ler no programa eleitoral do PSD, uma vez que ele não existiu, estou convicto que foi no do PS que a equipa que elaborou este documento se foi inspirar. Tais como: a necessidade de Tomar se voltar a afirmar como centro de uma região, necessidade da conclusão da circular urbana e de melhorar as ligações da cidade aos IC’s, a necessidade de ligação efectiva e vivenciada entre o complexo monumental do Convento de Cristo e a cidade, a necessidade de recuperação e melhor rentabilização de espaços como a Sinagoga ou o Fórum Romano, a necessidade de promover e rentabilizar o centro histórico e para ele olhar como um todo, ou ainda que em Tomar há apesar de tudo, oferta hoteleira em débito.
É ainda mais interessante que o documento afirme que o Mercado Municipal é uma “âncora comercial do centro da cidade, com enorme atractividade”, quando todos sabemos o quanto esta câmara tem procurado extingui-lo. Diz-se também, que se deve desincentivar o uso do automóvel, quando em verdade não é o que se verifica, por exemplo na filosofia inerente às obras ditas de requalificação que se têm operado no centro histórico.
Mas, a razão fundamental pela qual afirmo que este documento não é para ser levado a muito a sério, tem a ver precisamente com o fim a que se destina, a candidatura a fundos do QREN. Estes, lamentavelmente, apresentam-se com forte probabilidade de vir a ser mais uma oportunidade perdida para Tomar, uma vez que os principais critérios de elegibilidade são as parcerias público-privadas, os projectos supra-municipais, bem como os que se enquadrem em filosofias de Desenvolvimento Sustentável, e também Mobilidade Urbana Sustentável, ou em consonância com outras políticas nacionais e comunitárias, como a Promoção da Igualdade de Género ou a Inclusão Social e Igualdade de Oportunidades, critérios que este plano pouco ou nada apresenta. Ele usa aliás, na tentativa de disfarçar essa realidade, argumentos que nos podem até deixar embaraçados, como aquele que, depois de traduzidas as palavras, diz que se promove a Igualdade de Género ao potenciarmos maior abertura de lojas no centro histórico.
Em todo caso, como essência, o que importa concluir é que, se este como outros, são documentos que a câmara entende fundamentais, é importante que eles surjam da participação que o próprio documento refere, e não como assuntos fechados, quase escondidos, e normalmente urgentes por estarem já em atraso.
Tomar, a 14 de Abril de 2008, O Vereador
Hugo Cristóvão
quarta-feira, abril 09, 2008
POSIÇÕES DO PS NA REUNIÃO DE CÂMARA
PROPOSTA
Criação de lugar de estacionamento reservado a cidadãos com mobilidade reduzida junto às Finanças de Tomar
Considerando que a instalação do novo Serviço de Finanças de Tomar, levou a um também novo fluxo de cidadãos para o início da Rua Everard;
Considerando que os cidadãos com mobilidade reduzida têm acrescidas dificuldades de acesso a esta nova localização;
Seja criado lugar de estacionamento reservado a cidadãos com mobilidade reduzida junto às Finanças de Tomar.
PROPOSTA
Concessão de espaço para Serviço de Apoio aos visitantes do Mouchão
Considerando que existe um espaço junto à Estalagem de Santa Iria que se encontra devoluto;
Considerando que está já previsto o lançamento de concurso para adjudicação de exploração do açude real para a colocação de embarcações de recreio junto a esse espaço;
Considerando que haverá um sucessivo aumento de visitantes ao Parque do Mouchão em resultado de tal facto;
Se propõe que:
Seja elaborado procedimento para concessão de espaço para serviço de apoio aos visitantes no Mouchão.
PROPOSTA
Colocação de Flores nas Avenidas da Cidade
Considerando que Tomar foi em tempos conhecida como a Cidade Jardim;
Considerando que não basta criar separadores centrais de Avenidas e Rotundas, mas também é necessário tirar partido dos mesmos para embelezar o espaço público;
Considerando que certamente o Horto Municipal tem necessário e suficiente stock de flores para tal desiderato;
Considerando ainda que o embelezamento da Cidade é igualmente uma mais-valia para o Turismo;
Se propõe que:
Os separadores centrais das Avenidas e Rotundas da Cidade sejam objecto de tratamento condigno, privilegiando a colocação de diversas espécies de Flores.
DECLARAÇÃO para a ACTA
Parque de Máquinas do Município
Uma das críticas recorrentes dos Srs. Presidente de Junta de Freguesia é o estado lastimável em que se encontram algumas das máquinas da Município, as mais das vezes com avarias e em número escasso para as necessidades de trabalho nas Freguesias.
Percebemos hoje, nesta reunião de Câmara o porquê de tal facto, em virtude de a esta serem presentes os encargos com pessoal e equipamentos, para nos termos do POCAL, serem atribuídos para efeitos de administração directa.
E o facto é muito simples.
O Município é proprietário de 12 viaturas e de 24 equipamentos/maquinaria.
91,7% das viaturas estão totalmente amortizadas, ou seja já ultrapassaram a sua vida útil.
O mesmo acontece com 66,7% das máquinas actualmente existentes.
Aliás, mais de 54% das actuais maquinas ao serviço da autarquia foram por esta adquiridas entre 1990 e 1997, altura em que a responsabilidade da gestão esteve com o PS, o mesmo acontecendo com 75% das viaturas.
Percebe-se assim que a principal lacuna dos trabalhos a efectuar nas Freguesias advém do não investimento em novos equipamentos, pelo que não pode deixar o PS de tomar devida nota desta atitude de mais de 10 anos de degradação do Parque de Máquinas da Câmara.
Manutenção da Ponte do Prado, na EM 526
É-nos presente hoje, na reunião seguinte aquela em que o PS apresentou proposta concreta sobre esta matéria, um Plano de intervenção que, não actuando de forma determinante na resolução do respectivo problema, prevê investir 19.193,10€ na colocação de guardas metálicas na Ponte do Prado.
Esta intervenção responde de facto á primeira parte da nossa proposta, que está aliás agendada para discussão e votação hoje, onde propomos que “a CM elabore e adjudique de imediato uma resolução de emergência para este grave problema de protecção civil”.
Fica por responder, o que só veremos aquando da votação da nossa proposta, se “a Câmara Municipal promova(e) de imediato a abertura de um concurso de concepção-construção de uma nova ponte”.
De qualquer forma não podemos deixar de estranhar a “enorme velocidade” que é dado a este processo, o que não sendo novo não deixa de merecer o nosso repúdio, que é o facto de entre a entrada na Câmara a 8/10 e o despacho do Vereador a 29/10, terem mediado 3 semanas e entre este seu despacho e a entrada no DOM a 28/11, ter mediado 1 mês. De facto se é assim que o gabinete do Vereador funciona, na resolução de um grave problema de protecção civil funciona, podem todos os cidadãos estar descansados.
Pelo facto de apenas parcelarmente esta intervenção responder à nossa proposta nos ABSTEMOS, aguardando que esta Câmara tenha a coragem para avançar com a elaboração de Projecto para a construção da nova Ponte do Prado.
DECLARAÇÃO DE VOTO
Recuperação de Habitações Degradadas
São hoje presentes a este executivo municipal três propostas de recuperação de habitações degradadas na Cidade de Tomar, facto que nos apraz registar.
Esta actuação do Município devia ser uma constante, seguir uma linha de rumo e basear-se, como temos vindo a dizer por diversas vezes, num estudo aprofundado a ser presente a reunião de Câmara, onde estivessem identificados todos os imóveis, seu estado de degradação actual e seu Plano de intervenção.
Este era de facto um grande contributo que poderíamos, todos, dar em prol de um Município mais harmonioso e respeitador, pelo exemplo, das boas práticas da regeneração urbana.
DECLARAÇÃO DE VOTO
Nomeação de terceiro Vereador em regime de tempo inteiro
A Lei prevê para Municípios entre 20.000 e 100.000 eleitores que compete ao Presidente da Câmara respectiva decidir sobre a existência até ao limite de 2 Vereadores a tempo inteiro e à Câmara Municipal decidir sobre número superior, nos termos do nº2 do Artº58º da Lei 169/99, com a redacção dada pela Lei 5-A/2002.
Ao vir hoje ao executivo municipal uma proposta do Sr. Presidente no sentido de atribuir a mais um Vereador da maioria PSD um regime de tempo inteiro, tal enferma de várias vicissitudes:
1 – A justificação apresentada é pobre, pois se actualmente o Sr. Presidente tem responsabilidade sobre demasiados pelouros é da sua inteira propositura a respectiva distribuição pelos outros Vereadores existentes no executivo municipal;
2 – A proposta apresentada é ainda pobre porque não apresenta a respectiva estimativa de custos associados a este acto, afim deste executivo ter a percepção dos encargos financeiros que recairão a mais sobre o Município, mas que poderão ascender a um valor superior a 75.000€/ano;
3 – Mais pobre é a proposta porque falta uma data para o início das funções do regime de tempo inteiro proposto para o Vereador PSD em questão, bem como quais os pelouros que este assumirá, o que não sendo obrigatório nos termos da Lei, era de bom senso que constasse na proposta apresentada a este executivo;
4 – A proposta em concreto do Vereador PSD Ivo Santos, que passará com a sua aprovação a regime de tempo inteiro, levanta uma questão que não sendo eventualmente do foro legal é pelo menos do foro ético, que é o facto de este manter pelo que é público, relacionamento funcional com uma empresa, que é concessionária de espaço propriedade do Município.
Por todas estas razões VOTAMOS CONTRA.
DECLARAÇÃO DE VOTO
Alteração das Tarifas do Estacionamento da Rua João dos Santos Simões
Muito estranha o PS que venha a esta Câmara Municipal uma proposta para alteração das Tarifas do Estacionamento da Rua João dos Santos Simões de 0,63€ para 0,60€, em virtude de tal tarifação ser desnecessária, descabida e injusta.
A redução do preço a pagar, motivada pela impossibilidade de fornecer os adequados trocos pela respectiva máquina aí instalada, releva do importantíssimo e funesto acto de tarifação exagerada permanente executada por esta autarquia PSD.
Somos assim TOTALMENTE CONTRA esta Proposta, propondo em alternativa que seja de imediato abolida a tarifação nesse estacionamento.
DECLARAÇÃO DE VOTO
(Sobre Proposta apresentada pelos IpT)
Debate sobre o Turismo no PDM
Percebendo embora as motivações, que respeitamos, a proposta ora apresentada para que a equipa técnica de revisão do PDM elabore um documento de trabalho que identifique o património histórico-cultural, patrimonial e natural e perspective a sua vocação, pode eventualmente surgir desgarrada daquilo que deveria constituir uma verdadeira abordagem deste problema, em primeiro lugar porque a quem compete perspectivar a sua vocação é aos decisores políticos.
Na revisão do PDM deverá ser equacionada a estratégia global de desenvolvimento do Concelho, com consequências óbvias em todos os sectores de actividade, como seja neste caso o Turismo.
É nesse sentido que vem trabalhando a Comissão de Acompanhamento da Revisão do PDM da Assembleia Municipal.
Pretender ligar esta abordagem, que deve ser sistémica e processual, a inopinadas medidas do tipo “criação de um Centro de Estudos” e “Uma Rede internacional Templária e do Espírito Santo”, com as quais até poderemos concordar, pelo que até constam em larga medida na Agenda para o Desenvolvimento do Concelho de Tomar proposta pelo PS em Junho de 2005, parece-nos ser neste momento a melhor forma de garantir que este tema não é devidamente abordado, ao contrário do que se pretende.
A obrigatoriedade do levantamento do património material e imaterial decorre da Lei e terá sempre de constar no PDM.
A obrigatoriedade do trabalho afincado por parte da equipe técnica neste levantamento é obvio e não necessita de estímulos deste tipo.
As considerações e propostas particulares concorrentes para considerar a CULTURA, no seu lato senso, como FACTOR DE DESENVOLVIMENTO do CONCELHO, constam já de duas recomendações surgidas através dos documentos presentes à Assembleia Municipal Extraordinária que em Setembro de 2006 debateu a Cultura, uma do PS e outra subscrita pelo BE, CDU e IpT.
Votamos assim contra esta proposta desgarrada e descabida na sua contextualização, propondo em alternativa que os Independentes e o PSD ajudem a viabilizar uma Assembleia Municipal Extraordinária para debater o TURISMO como FACTOR DE DESENVOLVIMENTO do CONCELHO, de onde poderão surgir estas e/ou outras recomendações a integrar no processo de revisão do PDM.
domingo, abril 06, 2008
Declaramos a nossa veemente oposição à presente proposta de Carta Educativa.Acusamos a maioria PSD de incompetência política na elaboração da Carta Educativa.
Denunciamos o desinteresse da maioria pelo desenvolvimento harmonioso do Concelho de Tomar.
Alertamos a população para a potencial desertificação das zonas rurais do Concelho.Repudiamos o comportamento do Sr. Presidente da Assembleia Municipal.
Solidarizamo-nos com as Freguesias afectadas negativamente pelas opções constantes da Carta Educativa.
Sublinhamos a necessidade da prioridade à construção de Escolas ou à sua requalificação nas zonas rurais.
Recomendamos o não desmembramento artificial dos Agrupamentos existentes sem a sua prévia concordância.
Bater-nos-emos pela revisão imediata da Carta Educativa se a sua aprovação consubstanciar os erros contidos na proposta hoje em votação se mantiverem.
Nota:
- A Carta Educativa foi aprovada por 19 votos contra 18.
segunda-feira, março 31, 2008
CARTA ABERTA AOS TOMARENSES
Estimado(a) amigo(a) sexta-feira, março 28, 2008
Conferência de Imprensa
terça-feira, março 25, 2008
Despacho Electrónico
Porque, há mais de um ano atrás, a 14 de Fevereiro de 2007 para ser exacto, estando presente como vereador nesta Câmara, apresentei então uma proposta para que a autarquia, através da sua Divisão Administrativa e de Tecnologias de Informação, diligenciasse no sentido de equipar a autarquia com um sistema de “Despacho Electrónico” com os pressupostos que passo a citar:
“Porque os processos administrativos e a burocracia e demora por eles produzida são variadas vezes referidos pelos cidadãos em geral como os piores obstáculos a ultrapassar nas necessidades diversas que tenham para com os Serviços da Administração Pública e esta autarquia em particular;
Porque a modernização administrativa no sentido de a tornar mais célere e simples é um objectivo que a todas as entidades públicas deve motivar atenção e trabalho;
Porque as diversas tecnologias hoje ao dispor são um instrumento capaz de determinar importantes ganhos de eficiência e qualidade;
Porque a modernização, simplificação e melhoria de tratamento dos processos quer para os que com mesmos actuam, quer por fim último para os cidadãos e utentes, são objectivos que devem guiar responsáveis e técnicos;
Proponho que este executivo camarário, possa responder aos objectivos enunciados e assim prestar melhor serviço aos cidadãos no âmbito e tarefas igualmente referidos.”
Verificando que passado este tempo, o mesmo não aconteceu, e porque os pressupostos que o sustentavam se mantêm perfeitamente actuais, proponho uma vez mais que este executivo delibere, no sentido de que a autarquia proceda a essa aquisição, que providencie formação a todos os intervenientes nesse processo, e que daí em diante, só esse processo utilize, afim de que a autarquia possa estar minimamente a par com o que hoje é basilar nos processos administrativos de instituições públicas e particulares, e assim prestar melhor serviço aos cidadãos e às instituições, bem como o agilizar dos recursos humanos da autarquia nestas áreas, que poderão assim ganhar tempo para outras e mais profícuas tarefas,
Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)
Parque de Campismo
Face à proposta em discussão carece dizer o seguinte:
1- Pressupondo esta Câmara como entidade de boa fé, deveria ser discutido em primeiro lugar, o abaixo-assinado relativo a este mesmo assunto e entregue em reunião pública de câmara de 26 de Fevereiro do corrente, pois tal aconteceu antes desta proposta agora em análise. Não é seguramente a primeira vez que a câmara assim se comporta, mas sobre este tema, é conveniente relembrar a posição do PS.
2- O PS sempre foi contra o encerramento do parque, cujas motivações gritantemente estranhas, nunca foram devidamente explicadas aparentando ser fruto duma simples teimosia.
3- Para esse problema que como outros, ela mesma criou, com o encerramento injustificado do parque, a perca de receitas para a autarquia e para o comércio, a imagem negativa do concelho com reflexos no turismo, e toda a trapalhada em que este processo tem estado envolto, o PS apresentou em 2005 uma proposta de resolução alternativa, que pudesse estar em funcionamento a tempo da Festa dos tabuleiros de 2007.
4- Essa proposta consistia no aproveitamento de um de dois terrenos públicos para aí instalar um novo parque de campismo: a quinta de Marmelais de utilização camarária, ou o terreno municipal na Machuca.
5- A câmara aprovou a construção de um novo parque de campismo no terreno da Machuca, com esse mesmo requisito essencial: o de vir a estar em funcionamento a tempo da Festa dos Tabuleiros de 2007.
6- Nada foi feito, ou sequer intentado, deixou de existir parque e tudo o que representava, não foi construído nenhum outro, e nem o parque de cidade anunciado para o local do antigo viu a luz, e pelo meio mantiveram-se funcionários a guardar coisa nenhuma. Tal só nos permite concluir que tudo não passou de má-fé. Não deve ser essa a filosofia das entidades públicas, muito menos duma autarquia, mas na última década esse foi o estilo: Teimosia, autismo, má-fé.
7- Agora, quer-se acreditar que esse estilo tenha passado, por isso, e por sabermos ser esse o sentimento da generalidade dos tomarenses, voto favoravelmente esta proposta. Que saiba também esta Câmara escutar esse sentir daqueles que a elegeram e em nome de quem governam.
8- Que se tenha também em atenção que como em quase tudo é fácil destruir mas difícil a construção. Não vai ser tão fácil voltar a ter o parque de campismo de referência como fácil foi acabar com ele. Será preciso visão e vontade, num planeamento e promoção turística do concelho como em rigor nunca foi feito, e a capacidade de dotar esse parque da qualidade que hoje se exige e que só essa permite dar frutos.
Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)
Rede Social
Considerando que as questões sociais devem ser cada vez mais a prioridade principal das autarquias;
Considerando que Tomar é um município com problemas de várias ordens e que nem sempre para eles são encontradas as melhores respostas;
Considerando que Tomar, com muito atraso em relação a outros, foi o último concelho do distrito e dos últimos do país, depois de grande insistência do PS, a criar a sua Rede Social;
Venho desta forma requerer que esta Câmara seja em reunião próxima informada sobre em que fase de implementação está a Rede;
que entidades têm sido convidadas a participar;
com que periodicidade reúne o Conselho Local;
quais os grupos de trabalho existentes;
se foi já criada a rede em alguma freguesia;
quais o principais problemas detectados e que soluções são apontadas para os resolver; que acções estão planeadas e de que forma se pretende envolver a comunidade de forma activa nesta problemática;
outras informações que se entendam relevantes;
Assim, se requer também que o técnico ou técnicos da autarquia responsáveis pela área venham a reunião desta câmara esclarecer perante a mesma estas questões.
Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)
Duplicação de Via na Variante a Tomar (IC3)
Num momento em que está a ser ultimado o processo do Concurso do IC3 – Tomar/Coimbra, o PS pretende reafirmar o seu maior interesse e empenhamento na resolução do problema que subsistia na manutenção de apenas uma faixa em cada sentido entre a Ponte sobre o Rio Nabão e o Nó de Alviobeira (Variante a Tomar).
E dizemos que subsistia, porque novos dados sobre este Projecto do IC3 apontam para que seja o mesmo completado com uma intervenção no sentido de se duplicarem as faixas na Variante a Tomar, não só por questões de razoabilidade, mas também de segurança rodoviária.
O PS desde a primeira hora defende esta solução que está prestes a ser colocada em prática, pelo que não poderíamos deixar de nos manifestar satisfeitos, em nome das populações que por esta importante via virão a ser servidas.
Aproveitamos a ocasião para nos manifestar também favoráveis a que o principal acesso à Cidade de Tomar, no sentido Norte-Sul do IC3, seja através do IC9 e da Rotunda das Calçadas, procurando despromover o atravessamento de Valdonas para simples via urbana e de ligação entre a Cidade de Tomar e a Serra e nunca como acesso principal do IC3 à Cidade. O acesso sul à Cidade, como sempre defendemos, deve ser garantido através da requalificação da EN110 entre o Moinho Novo e a Cidade.
Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)
Aplicação de bandas cromáticas na E.M.531 junto à ponte do Carril
Relativamente à “proposta de aplicação de bandas cromáticas na E.M.531 junto à ponte do Carril”, é forçoso que se diga que esta é apenas solução provisória para atenuar o risco existente no local, mas que urge, tal como de há muito tem sido afirmado pelo PS em particular pelos seus vereadores, concretizar a solução definitiva, ou seja, a construção de uma nova ponte naquele lugar, esta sim, ao contrário de outras, prioritária, e permitindo assim, eliminar um dos mais perigosos pontos da rede rodoviária do nosso concelho. O PS ficará não só à espera da concretização deste projecto, como promete que continuará a insistir no mesmo.
Sobre o projecto de bandas cromáticas apresentado, com a instalação apenas na faixa da direita, ou de quem vai ainda cruzar a ponte, parece evidente que se assim executado, o que pretende criar segurança poderá ao invés diminui-la ainda mais, uma vez que se poderá potenciar o facto noutros locais verificado, dos condutores saírem da sua faixa afim de evitar as ditas lombas, pelo que sou a propor que as mesmas ao contrário do projectado, ocupem toda a extensão da via.
Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)
Sinalética em Vale Cabrito
O PS congratula-se pelo facto de tendo chamado à atenção para a ausência de sinalética em Vale Cabrito, Freguesia da Madalena, que colocava em perigo não só os transeuntes, mas induzia também os condutores ao desrespeito do código da estrada, o mesmo já se encontrar resolvido.
Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)
Programa de Recuperação dos Relógios das Igrejas
Considerando que subsistem no Concelho de Tomar inúmeras Capelas e Igrejas à responsabilidade das Comunidades Locais;
Considerando que algumas dessas comunidades procuram ir mantendo a dignidade desses locais de culto, como acervo de cariz cultural de relevo;
Considerando que algumas dessas Capelas e Igrejas deixaram de ter em funcionamento os respectivos relógios há já alguns anos, como por exemplo a Capela dos Pastorinhos e a Igreja das Curvaceiras;
Propõe-se:
1 - Que a Câmara Municipal elabore um Programa de Recuperação dos Relógios das Igrejas, vocacionado para a recuperação ou aquisição de relógios em todas as Capelas e Igrejas propriedade das Comunidades locais do Concelho de Tomar;
2 - Que o referido Programa possa dar um apoio máximo de 1.250€ para cada recuperação/aquisição, num máximo de 50% do gasto efectuado e limitado ao valor de 25.000€ por ano;
3 – Que seja alterado o respectivo orçamento do Município a fim de contemplar este novo Programa.
Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)
Ponte do Prado
Considerando que continuam a estar em elevado estado de degradação as guardas da Ponte do Prado sobre o Rio Nabão, a qual é propriedade do Município, colocando em risco a segurança de pessoas e bens no seu atravessamento;
Considerando que a segurança de pessoas e bens, são um verdadeiro problema de Protecção Civil, sendo o seu responsável máximo o Presidente da Câmara Municipal;
Considerando que esta situação além de ilegal, é sintomática do desrespeito que recorrentemente a Câmara de Tomar tem tido para com os seus Munícipes, que urge corrigir;
Propõe-se:
1 - Que a Câmara Municipal elabore e adjudique de imediato uma resolução de emergência para este grave problema de protecção civil;
2 - Que a Câmara Municipal promova de imediato a abertura de um concurso de concepção-construção para uma nova Ponte, a fim de dar resolução definitiva a este problema.
Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)
Intervenção de Emergência no Mercado Municipal
Considerando que as instalações do actual Mercado Municipal se continuam a degradar, sem qualquer intervenção por parte do Município;
Considerando que apesar do abandono objectivo e sucessivos estrangulamentos desta importante infra-estrutura de todos os Tomarenses, complicando assim a vida a todos os frequentadores, vendedores e funcionários das empresas aí instaladas, a mesma continua a ser procurada por milhares de cidadãos;
Considerando que no âmbito do Plano de Pormenor do Flecheiro e Mercado o futuro mercado municipal, no espaço adjacente ao existente, tem índice construtivo zero, pelo que não se irá concretizar qualquer construção nesse espaço;
Considerando que com todas as incertezas levantadas não só aquando da aprovação do respectivo Plano de Pormenor, como também a polémica pública que o antecedeu, devem levar a uma madura ponderação sobre o espaço, não devendo no entanto o actual Mercado continuar a degradar-se;
Considerando que já esteve inscrito no Orçamento do Município de 2006 uma verba plurianual para elaboração de projecto para a requalificação do mesmo.
Propõe-se:
1 - Que a Câmara Municipal de Tomar inicie desde já a elaboração de projecto de intervenção de emergência, para garantia das condições mínimas de funcionamento e usufruto, do actual Mercado Municipal;
2 – Que seja elaborado o respectivo orçamento dos trabalhos de emergência a realizar, promovida a necessária alteração ao Orçamento de 2008 e presente à Câmara para aprovação.
Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)
quarta-feira, março 12, 2008
PS apresenta diversas propostas na reunião de Câmara
Carta Educativa do Concelho de Tomar
Considerando que foi presente ao Conselho Municipal de Educação em 28 de Janeiro de 2008, uma proposta de Carta Educativa, a qual obteve parecer favorável, nos termos da minuta de deliberação existente;
Considerando que informação posterior que chegou ao nosso conhecimento leva a colocar em causa, não só o documento presente, como os próprios termos da deliberação tomada, nomeadamente a não decisão de aprovação em minuta como é hábito nestes momentos, ou o facto do parecer ter sido tomado com base na apresentação de cópias de diapositivos de “PowerPoint”, como em tempo denunciámos;
Considerando que foi presente e aprovada em 19 de Fevereiro de 2008, em reunião do executivo Municipal uma outra proposta de Carta Educativa, designada de “Parte III – Reorganização da Rede Educativa e programa de Actuações”, onde além de apresentar uma avaliação descritiva, ao contrário do documento presente a Conselho Municipal de Educação, clarificava nomeadamente a amplitude proposta dos novos territórios educativos no espaço da Cidade, fazendo este, já uma leve abordagem do Ensino e Formação Profissional, mas continuando a ser completamente omisso no que ao ensino artístico diz respeito;
Considerando que esta outra proposta de Carta Educativa era incompleta, só vindo a ser distribuídas a 4 de Março as outras duas componentes: “Parte I – Caracterização da situação actual” e “Parte II – Análises e Projecções Demográficas”;
Considerando que ficou claro na reunião de 4 de Março, realizada entre o executivo municipal, a comissão de acompanhamento da revisão do PDM da Assembleia Municipal, os Srs. Presidentes de Junta de Freguesia e a equipa da CESUR que elaborou a Carta Educativa, o desacerto, desacordo geral, incongruências técnicas e opções políticas inconsistentes com os outros Planos em revisão, como sejam o próprio PDM e a recém apresentada proposta de trabalho do Plano de Acção para o QREN;
Considerando que a elaboração de uma Carta Educativa deve obedecer em primeira instância ao interesse das populações, independentemente de quem paga o quê, onde fica o quê e considerando que deveriam existir diversos cenários de opções entre os quais os autarcas e as populações pudessem optar;
Considerando que está já marcada uma Assembleia Municipal para o próximo dia 18 de Março para discutir a proposta, desta feita completa, da Carta Educativa;
Considerando ainda que a equipa da CESUR não ouviu ainda todos os agentes envolvidos do processo educativo;
Se propõe que a Câmara Municipal de Tomar delibere no sentido de:
1. Suspender de imediato o processo de elaboração da carta Educativa do Concelho de Tomar, nomeadamente a eficácia da sua deliberação de 19 de Fevereiro;
2. Convocar para assistir à Assembleia Municipal toda a equipa responsável pela elaboração da Carta Educativa, com o objectivo de recolher contributos e sugestões;
Painel Publicitário na Rotunda do Bonjardim
Na sequência da alteração estrutural havida na Rotunda do Bonjardim, a Câmara Municipal colocou à entrada, agora pedonal, da Rua Voluntários da República um painel de 8x3m com publicidade institucional do Município de Tomar.
Tal instrumento publicitário apresenta dimensões desajustadas ao ambiente urbano em que se insere. Para além disso, encontra-se instalado sobre o alinhamento de uma rua da cidade que, no nosso entender, merece o mesmo cuidado que todas as outras.
Considerando que um dos papeis fulcrais das Autarquias é a prossecução de um objectivo público de pedagogia da qualidade do ambiente urbano, que para tal fim dispõe de regulamentos e de meios técnicos e humanos;
Considerando que não faz sentido que a própria acção do município, neste domínio, transmita exemplos de insensibilidade e rudeza visual;
Se propõe que a Câmara Municipal de Tomar delibere no sentido da sua imediata retirada.
Sinalética de Parquímetros na Rua dos Arcos
No contexto do contrato de concessão do estacionamento tarifado na cidade de Tomar, foi instalada sinalética indicativa da existência de parquímetros em diversos pontos da cidade, nomeadamente na Rua dos Arcos.
Considerando que mais de quatro anos estão decorridos; Que tal sinalética apenas nos dá indicação da incapacidade da maioria executiva dar solução a mais um projecto falhado e do avolumar de custos que ainda estão para ser enfrentados pelo município;
Considerando que os visitantes, desconhecedores da peculiar realidade que por aqui se vive podem ser induzido em erro;
Se propõe que a Câmara Municipal de Tomar delibere no sentido da imediata retirada de toda a sinalética indicativa de parquímetros inexistentes na Cidade de Tomar.
Sinalética espalhada pelo Concelho
Considerando que um dos vectores de desenvolvimento do Concelho é o Turismo;
Considerando que não existe Turismo sem informação de qualidade, nomeadamente através dos correctos instrumentos de indicação de circulação;
Considerando que no decurso da preparação e organização da Festa dos Tabuleiros de 2003 foram colocadas em diversas Estradas Nacionais, indicações de pretensos percursos alternativos para evitar a passagem pela Cidade de Tomar, informando sentidos para Lisboa, Coimbra e Leiria;
Considerando que tal sinalética se manteve, que apresenta a cor branca e não a amarela – identificadora de percurso alternativo e eventual – criando assim a quem não conheça o Concelho um verdadeiro calvário na acessibilidade ao que quer que seja;
Considerando que cerca de cinco anos decorreram desde a sua colocação e que o objectivo que se pretende em Tomar é que as pessoas visitem a cidade e os locais de interesse no Concelho em lugar de andarem perdidas por aí;
Se propõe que a Câmara Municipal de Tomar delibere no sentido da imediata retirada de toda a sinalética indicativa dos pretensos percursos alternativos para Lisboa, Coimbra e Leiria, nos diversos acessos a Tomar.
Sinalética em Vale Cabrito
Considerando que na EN110 existe um sinal indicando o início da localidade de Vale Cabrito, no sentido Tomar-Entroncamento;
Considerando que não existe sinal de fim de localidade neste mesmo sentido;
Considerando que tal facto mantém a limitação de velocidade em 50Km/h desde o fim efectivo desta localidade da Freguesia de Madalena até 10 metros antes da Rotunda da Zona Industrial, local de um outro sinal de proibição de circulação a mais de 50Km/h;
Considerando que assim se provoca a confusão dos condutores, levando-os inclusivamente a possíveis infracções ao Código da Estrada, situação a evitar;
Se propõe que a Câmara Municipal de Tomar contacte o Instituto de Estradas no sentido de avaliar a situação e de a corrigir a curto prazo.
quinta-feira, março 06, 2008
DESTRUIR AS ARVORES NA ROTUNDA

terça-feira, fevereiro 26, 2008
Comunicado
Tal Plano de Acção não existe, não foi apreciado em nenhuma reunião de Câmara ou Assembleia Municipal, existindo tão só um documento intitulado “Tomar 2015 – uma nova Agenda Urbana, documento de trabalho”, da responsabilidade da CEDRU e datado de Janeiro de 2008, o qual foi distribuído aos Vereadores da Oposição na passada Sexta-feira, já depois de divulgado o Programa das Comemorações do 1º de Março.
Podendo tratar-se eventualmente da mesma questão, consideramos que a apresentação do dito “Plano de Acção”, prevista para o dia 1 de Março, constitui um total desrespeito pelos órgãos do Município e das Juntas de Freguesia, que só tem paralelo com a aprovação intempestiva da Proposta de Carta Educativa que encerra todas as Escolas nas Freguesias de Olalhas, Junceira, Alviobeira, Além da Ribeira, Pedreira, Sabacheira e Beselga.
Nada do que será apresentado é do conhecimento dos Autarcas, foi discutido, deliberado para ser presente a discussão pública, ou reflecte minimamente o contributo de quaisquer autarcas, que não eventualmente alguns do PSD, para uma qualquer estratégia para o desenvolvimento da Cidade ou do Concelho.
Um documento deste tipo, essencial para consubstanciar eventuais candidaturas ao Programa Operacional Regional do Centro, no âmbito do QREN, teve vários meses para poder ser elaborado e discutido, não o tendo sido ao contrário do que aconteceu por exemplo noutras autarquias do Médio Tejo, como por exemplo Torres Novas e Abrantes, que já há meses apresentaram a sua estratégia própria para o QREN.
Muito se estranha, não só o secretismo da sua elaboração, como o seu agendamento para apresentação no dia 1 de Março, tenta dar a ideia à população que é um documento final e a posição oficial do Município sobre as eventuais candidaturas ao QREN, o que não é de todo verdade.
Este tipo de atitude por parte do executivo PSD é inqualificável do ponto de vista ético, e procura deliberadamente induzir os Tomarenses em engano, visando que este assuma como final um estado de arte, que pouco mais não é que um projecto ainda incompleto, apontado para “obras” e “intervenções” que pelo facto de ultrapassarem este mandato autárquico, exigem uma maior audição e envolvimento do que aquele que está a ser pretendido realizar.
Ao não discutir os Investimentos que estão a ser programados até 2015, com todas as forças políticas com representação no Município, não está inclusive o PSD a respeitar a Lei que define o Estatuto da Oposição.
Ao colocar esta apresentação no dia 1 de Março, sem qualquer deliberação de qualquer órgão de Município de suporte, cria esta maioria PSD uma inútil e estéril divisão na sociedade Tomarense, procurando com nítida MÁ FÉ afastar uma parte, cada vez mais maioritária dos representantes da população, da discussão e contribuição para a execução de investimentos que se realizarão, na sua maior parte, no decurso do próximo mandato autárquico.
No sentido de tentar anular este acto unilateral e desprovido de qualquer nexo, solicitou já o PS a convocação urgente da Conferencia de Representantes de Grupos Municipais da Assembleia Municipal, apelando no entanto e desde já ao PSD, para que se coíba de executar este acto ínvio de senso.
LOMBA-PASSADEIRA JUNTO AOS CORREIOS
Tem vindo a concretizar-se mais uma lomba-passadeira, desta vez junto aos correios.
A localização da mesma apresenta deficiências graves, pois, ao situar-se sobre um cruzamento muito movimentado, que obriga à paragem, por vezes prolongada, dos veículos, levará igualmente à permanência dos mesmos sobre a passadeira.
Para além de, como todos sabemos, ser contrário ao Código da Estrada parar sobre as passadeiras, tal situação trará certamente grande incómodo e perigo para os peões.
Nestas condições, recomenda-se:
. Que se dedique maior atenção à localização das passadeiras;
. Que se abandone a solução construtiva que tem vindo a ser adoptada, pois o seu elevado preço e a sua instalação destrutiva do pavimento pré existente, inviabilizam a mudança ao verificar-se um erro como o presente.
Tomar, 26 de Fevereiro de 2008
O vereador do Partido Socialista
José Becerra Victorino
COBERTURA DO MURO QUE LIMITA O RIO NABÃO
O troço do rio Nabão que banha o centro da cidade entre a ponte velha e a desaparecida ponte do mouchão, encontra-se limitado por um muro em betão descofrado de efeito visual bastante negativo.
Não é oportuno discutir a solução adoptada, pois sendo a obra recente, não seria sustentável financeiramente encarar intervenções de fundo.
Nestas condições, resta-nos procurar uma solução para minorar os efeitos de tão desajustada aparência.
Com os fundamentos expressos, propomos que a Câmara Municipal de Tomar delibere aplicar um revestimento no referido muro, eventualmente em pedra, com vista a tornar mais discreta a presença do mesmo;
Que seja solicitada aos serviços competentes a elaboração de documentos técnicos para posterior apreciação pelo executivo municipal.
Tomar, 26 de Fevereiro de 2008
O vereador do Partido Socialista
José Becerra Victorino
CRIAÇÃO DE UMA ÁREA DE SERVIÇO PARA AUTOCARAVANAS
Contexto
Tem o Partido Socialista, em Tomar, lutado pela inclusão do turismo como uma das áreas preferenciais de afirmação do concelho e da cidade.
É, hoje, consensual que se deverá empreender um esforço colectivo para a recuperação e desenvolvimento deste sector. Na senda de tal propósito nenhuma potencialidade poderá ser desperdiçada.
Área de acção
O autocaravanismo tem vindo a afirmar-se de forma muito expressiva por toda a Europa.
Também em Portugal o fenómeno já adquiriu uma dimensão que lhe dá configuração específica a ter em conta.
Diferente do campismo de permanência que se enquadra nos parques de campismo (que por acaso Tomar também não tem) esta actividade apresenta consideráveis potencialidades se for conseguido um conveniente enquadramento da mesma na vida das cidades e do espaço rural.
Proposta de criação de infraestruturas de acolhimento
Com os fundamentos expressos, propomos que a Câmara Municipal de Tomar delibere instalar uma área de serviço com espaço de pernoita para autocaravanas;
Que tal infraestrutura se localize no espaço urbano, próximo da cidade histórica;
Que considere como sugestão, a sua localização preferencial no espaço exterior do Flecheiro;
Que encare a sua instalação a curto prazo, enquadrando-a numa primeira fase de intervenção no espaço referido;
Dados o reduzido custo e impacto de tais infraestruturas, que considere a construção de outras unidades a nível concelhio, nomeadamente tirando partido das potencialidades do espaço rural bem como dos espelhos de água.
Proposta de criação de circuitos
No mesmo âmbito, propomos que a Câmara Municipal desenvolva um estudo de circuitos a nível concelhio com proposta de pontos de estadia;
Que venha a estabelecer contactos com potenciais agentes interessados numa parceria na instalação das infraestruturas necessárias, e no desenvolvimentos de programas de captação vocacionados para o turismo activo e cultural.
São possíveis parceiros, sem prejuízo de outros: produtores vinícolas, centros hípicos, centros náuticos, explorações agrícolas, associações de defesa do património ou Juntas de freguesia.
Considerações finais
Deverá desenvolver-se o trabalho em colaboração com o Clube Português de Autocaravanismo, entidade rica em experiência, que tem acompanhado inúmeras instalações que se têm vindo a criar no país.
Junta-se como anexo guião do Clube Português de Autocaravanismo.
Tomar, 26 de Fevereiro de 2008
O vereador do Partido Socialista
José Becerra Victorino
terça-feira, fevereiro 19, 2008
CARTA EDUCATIVA
Aspectos que deveriam ser revistos [Na Carta Educativa]
Primeiro Ciclo
A localização dos centros escolares deve obedecer a uma resposta criteriosa e eficaz quanto a um conjunto de aspectos relacionados com a realidade actual e previsível dos fluxos de alunos, todos o sabemos. Contudo, deveremos também considerar que tais equipamentos se constituem como pólos de atracção e desenvolvimento, aspecto que não pode ser desprezado no contexto de uma estratégia de ordenamento para o Concelho. Isto também todos sabemos, veja-se o Plano de Pormenor do Fojo.
Um outro aspecto relevante para o qual temos diferente proposta é o que se relaciona com a Escola Nuno Álvares. Tendo sido, durante tantos anos, a face do desprezo e indiferença deste executivo pelas questões da educação, consideramos que as oportunidades foram perdidas, a faixa etária da população escolar baixou e é altura de encarar o problema de forma eficaz. É de uma evidência clara que este edifício já não poderá responder a uma organização funcional moderna, sustentável, inclusiva e amigável. A sua escala e tipologia são inultrapassáveis em qualquer tentativa de adaptação.
É o momento de propor uma catarse e de encarar a construção de uma escola nova, simples e moderna, a localizar na zona preferencial de expansão da cidade, servida por vias de melhor eficácia. Tal localização encontra-se nas Avessadas junto à via circular.
Os equipamentos educativos encontram-se entre os que maior importância assumem no contexto do funcionamento de uma comunidade, na definição do seu futuro, sendo determinantes nas dinâmicas de desenvolvimento e ordenamento urbano.
A execução e aprovação das Cartas Educativas foi enquadrada pelo Dec. Lei nº7/2003, tendo a maioria dos municípios compreendido de imediato a abrangência da lei e começado a trabalhar.
Na região do Médio Tejo há apenas dois concelhos que, cinco anos volvidos, ainda não dispõem de uma Carta Educativa aprovada. Obviamente, um deles é Tomar.
Contudo, o contra senso continua: se até 2008 ninguém achou necessário cumprir uma lei de 2003, agora a aprovação do projecto está a ser feita com inexplicável urgência, impedindo um debate sereno e abrangente que possa conduzir ao tão necessário consenso.
Nestas condições, a manter-se o desinteresse na busca de um consenso, teremos que manifestar uma posição que demonstre uma clara demarcação em relação ao processo e, obviamente, à decisão tomada pela força da indiferente maioria.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
GOVERNO INVESTE EM TOMAR, PS EXIGE DA CÂMARA CLAREZA
Por tais razões se que propõe que o Município delibere:
1. Congratular-se com a aprovação pela tutela deste financiamento;
Tomar, 12 de Fevereiro de 2008
O Vereador do Partido Socialista
José Becerra Victorino
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Sessão sobre o PDM
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Linhas de Orientação Estratégica do PDM - Intervenção de Anabela Estanqueiro
1ªIntervenção:
É do conhecimento desta assembleia , que o Plano Director Municipal , enquanto Instrumento de Gestão territorial de nível municipal para o Concelho de Tomar , na fase em que se encontra, , tem por objectivo a apresentação de uma estratégia preliminar de desenvolvimento e ordenamento para todo o concelho de Tomar . No entanto , não tendo ainda sido nele vertidos , os contributos dos senhores presidentes das Juntas de Freguesia , que de forma empenhada e alguns deles atempada e prontamente o fizeram , nem com o contributo da população em geral e demais instituições , o que será tido em conta na fase seguinte , através da sujeição do respectivo documento a discussão publica , entende o partido socialista, tal como aliás, já deu a conhecer através da declaração de voto apresentada pelo senhor vereador José Becerra Vitorino e cujo teor consta da deliberação tomada na reunião de Câmara que aprovou documento em apreço , que este deverá, pois, integrar e desenvolver os conceitos subjacentes à estratégia Nacional do Desenvolvimento sustentável em harmonia com os princípios da coesão e da sustentabilidade definidos no quadro de referência estratégico nacional ;
No que concerne ao terceiro principio da estratégia preliminar de desenvolvimento e ordenamento proposta no documento , assenta este na intenção de a revisão do PDM não dever posicionar-se apenas do lado da oferta, baseada em cenários de desenvolvimento muito optimistas , devendo centrar-se na satisfação da procura existente potencial.
No entanto , o Partido Socialista de Tomar, há muito vem defendendo um projecto para o desenvolvimento sustentável do concelho, que tem por sabe a capacidade , a este inerente , nas vertentes turísticas, culturais, desportivas, associativas, educacionais, económicas, patrimoniais e ambientais ,que forçosamente só poderá ser equacionada levando-se em linha de conta a essência da estratégia das comunidades locais, procurando centrar nas pessoas o evoluir das políticas municipais e, bem assim, estimular os cidadãos a participarem nessas mesmas decisões.
Assim , em consonância com este pensamento e tendo em conta a referida possibilidade de oferta existente , não se pretende uma expansão descontrolada , numa perspectiva elitista , antes sim e tendo em conta a oferta , um modelo que assente no aproveitamento do potencial que Tomar possui , com vista a criação de riqueza , numa perspectiva de inclusão.
Neste contexto , urge , no entender do partido socialista, que defende para este documento um princípio de desenvolvimento , que se tire partido dos recursos humanos e patrimoniais, existentes . Neste sentido e tomando por base o “Plano Estratégico da Cidade de Tomar” elaborado em 1997 , com as necessárias actualizações decorrentes das alterações circunstanciais entretanto ocorridas , tendo em conta a necessidade de melhorar a qualidade de vida dos residentes e de atrair e fixar população, desenvolver os esforços essenciais à elaboração de um plano de desenvolvimento e ordenamento que assente no aproveitamento dos recursos supra citados.
Neste âmbito, a aposta no turismo cultural , como vector estratégico de desenvolvimento do concelho de Tomar, tem o seu cerne no reconhecimento da especificidade única , que é o facto de Tomar ser o ponto de contacto com 3 religiões diferentes – a cristã, a Islâmica e a Judaica - a par com a cultura a nível nacional e internacional.
A aposta nesta vertente impulsiona, certamente , o surgimento de outro tipo de comércio, serviços e industrias, dando visibilidade ao concelho na sua totalidade, atendendo a que o mesmo tem um extenso património histórico e arquitectónico em toda a sua extensão , que terá que ser recuperado, aproveitado e publicitado, com vista à sua divulgação, aproveitando inclusivamente projectos desenvolvidos pelo IPT. Neste campo e a partir desta riquíssima oferta pré-existente ,em termos de património histórico, há que aumentar o fluxo de turistas , eventualmente com a articulação de parques de campismo e facilitação da instalação de novas unidades hoteleiras.
Na perspectiva do Partido Socialista , Tomar ao nível da oferta, tem dois fenómenos únicos , que há que valorizar. O convento de Cristo e a Festa dos Tabuleiros, dai que o PS tenha apresentado na Assembleia Municipal de Setembro de 2006 dezassete medidas consideradas urgentes , a empreender pelo Município de Tomar, no sentido de valorizar a oferta pré – existente, das quais salientamos as seguintes:
- Valorizar a actuação sobre o património material e imaterial do concelho, através da dinamização económica da Festa dos Tabuleiros, da Rota Arqueológica Romana do Concelho e dos Edifícios de valor Patrimonial Classificados no PDM
- Repôr , a nível de planos de ordenamento a possibilidade de criação em Tomar de Centros de Estágios Desportivos, Pousada da Juventude e Museu da Industria;
- No quadro das Competências do Município , garantir o retorno económico directo da acessibilidade ao Monumento Património Mundial – o convento de Cristo - e fomentar a realização de eventos que tirem partido da sua existência;
- Protocolar com o Instituto Politécnico de Tomar, a integração do Know – how existente para a valorização e intervenção do Município nas áreas da cultura e do Património;
- Desenvolver, em articulação com o Instituto Politécnico de Tomar e a Direcção do Convento de Cristo, a instituição em Tomar de uma Escola de Artes e de um Centro de Estudos da Ordem dos Templários;
- Reformular o sistema de apoio ao associativismo, por forma a valorizar a capacidade endógena instalada no concelho, com especial incidência nas áreas do Teatro, Música, Expressão Corporal (Desportiva e Artistica ) actividades outdoor e etnografia.
Ademais , há que não esquecer , que para além do património histórico pré – existente , do arquitectónico – natural , do cultural, do convento de Cristo, da Mata dos Sete Montes, da Festa dos Tabuleiros e outros , existem potenciais centros de lazer no concelho, como a Barragem do Castelo de Bode, o Rio Nabão, o Turismo Religioso e Cultural e ainda o Centro de Ensino Médio e Superior e os Pólos de Formação Profissional que é premente valorizar .
É certo que , tomando por base esta oferta pré-existente , ter – se -à que combater um dos principais problemas do concelho, isto é, a inexistência de emprego , através da criação de mais postos de trabalho , com a criação de empresas e parques empresariais e a diversificação do tecido empresarial , através , designadamente , das seguintes medidas:
- Especialização dos sectores tradicionais, aproveitando o nicho de mercado, exemplo queijo, vinho, doçarias
- Da captação de novas indústrias não poluentes, mas de tecnologia de ponta (exemplo Centros de Bio Tecnologia)
- Do Incentivo ao surgimento de empresas que utilizem energias alternativas e promovam o desenvolvimento sustentável (por exemplo: pagamento simbólico do terreno, apoio à infra_ estruturação)
- Do desenvolvimento de estratégias para a fixação de Empresas do sector Turístico – Unidades Hoteleiras , Golf, Kartódromos , Hipódromos turismo de habitação rural, etc;
- Do incentivo à optimização enérgica do Vale do Nabão (aproveitando a força motriz do Rio Nabão), complementado com Centros de Produção de energias alternativas (eólica, solar e biomassa);
- Do incentivo à utilização racional e à exploração económica das captações de água do concelho;
- Da facilitação da implantação de TecnoPólos, tirando partido de Centros de investigação públicos ou privados.
Razão pela qual , entende o PARTIDO SOCIALISTA que o terceiro princípio em que assenta a estratégia preliminar do desenvolvimento e ordenamento proposto para o concelho de Tomar, sendo norteado pelo ora explanado , seguirá no bom caminho , para alcançar o desiderato da melhoria da qualidade e das condições de vida dos habitantes das dezasseis freguesias que compõem o concelho de Tomar .
2ªIntervenção:
1. Dinamização económica;
2. A estruturação da mobilidade e
3. A estruturação do espaço urbano e ,
que estas grandes linhas são complementadas por uma quarta linha de orientação estratégica de carácter transversal, a VALORIZAÇÃO AMBIENTAL E DA PAISAGEM.
Ora, O PARTIDO SOCIALISTA entende que é de realçar , tal como é já ressalvado em nota de roda pé no próprio documento , que a vertente social que é assumida como “oportunidades em sede de Diagnóstico sectorial preliminar a folhas 10 e 12 , no âmbito da esquematização da estrutura e das relações swot , não foi vertida para esta linha transversal, sendo que se mostre necessário fazê-la constar.
Assim , tendo em conta as oportunidades existentes no nosso concelho , que se encontram já enumeradas no documento, , na rubrica “CONTEXTO SOCIAL “ , designadamente
- A implementação do plano de desenvolvimento social;
- As intenções de investimento na construção de lares públicos e privados
- A possibilidade de fixação da população jovem, através da integração de licenciados no politécnico no mercado de trabalho do concelho
- A requalificação profissional associada ao centro de formação profissional e
- A intenção de alojar as familias ciganas ,
Parece-nos , quanto a nós , PARTIDO SOCIALISTA , que o documento em análise , deve incluir nesta linha de orientação transversal a VALORIZAÇÃO SOCIAL .
Ademais, no mesmo documento , é considerado como um dos objectivos estratégicos determinados pelas citadas linhas de orientação transversal , o desenvolvimento social , o que reforça a adopção de tal entendimento e de algumas das medidas, acções ou propósitos aí definidos, que vão ao encontro das propostas já inúmeras vezes expressas pelo Partido Socialista e que o actual executivo nunca teve como preocupação , no que diz respeito, mormente à promoção da criação de equipamentos sociais de apoio à 3ª idade, à implementação de uma política de habitação social, à construção a custos controlados e à recuperação de edifícios degradados ou devolutos para alojamento de famílias carenciadas e de jovens, entre outros .
quarta-feira, janeiro 30, 2008
PROPOSTAS DO PS NA REUNIÃO DE CÂMARA
A Portaria nº1130/2007, de 20 de Dezembro, afecta o Castelo de Tomar e a Ermida de Nossa Senhora da Conceição à Direcção Regional da Cultura, separando a sua gestão da do Convento de Cristo e também da do Aqueduto dos Pegões que permanecem sob a alçada do IGESPAR – Instituto de Gestão do Património, separando por decreto o que sempre foi, e é, um conjunto em que as partes se interligam e articulam para formar uma das mais significativas obras monumentais de Portugal.
Estamos, no nosso entender, e cremos que no entender de boa parte dos cidadãos, perante uma estratégia errada.
Tomar, 28 de Janeiro de 2008
O Vereador José Becerra Victorino
O valor das transferências para as Juntas de Freguesia vem sendo o mesmo desde o Orçamento de 2006, sofrendo apenas actualizações de pormenor.
Já nessa altura propôs o PS, através do seu Vereador, uma alteração orçamental visando aumentar esta verba para 750.000€, facto ao qual a maioria PSD fez ouvidos de mercador.
Na mesma ocasião, em final de 2005 e posteriormente em final de 2006, na preparação do Orçamento de 2007 chamou o PS à atenção da maioria para o facto de o modelo de transferência de verbas paras as Juntas de Freguesia estar por demais esgotado, nomeadamente pela clarificação introduzida em 2002, no quadro das transferências e protocolo de competências com as Juntas de Freguesia.
Escreveu na altura o PS, na sua Declaração de Voto: “Quanto às Juntas de Freguesia, é seguido o velho e ultrapassado modelo da distribuição de pouco mais que migalhas, quando no entanto elas são “obrigadas” à execução de muitas missões que a elas não estão consignadas em Lei. Era urgente protocolar mais, transferir com responsabilidade, critério e transparência. As Juntas não são parentes pobres nem devem mendigar pelos necessários apoios.”.
A atitude que tem vindo a ser tomada pelo Sr. Presidente da Câmara face às propostas apresentadas pelos vereadores da oposição só podia dar mau resultado. Não é que nos surpreenda pois vem alinhar com uma actuação caracterizada pela aleatoriedade das decisões tomadas em cada momento.
Até aqui temos testemunhado que, na sua grande maioria, as propostas apresentadas em reunião não são discutidas nem agendadas. Acabam por cair no esquecimento, os problemas ficam por resolver, e uma vez por outra, mais tarde, vão servindo de inspiração às decisões do executivo…
Desde há algum tempo tenho vindo a chamar a atenção para este problema. Tenho igualmente mantido uma atitude de tolerância a pensar na serenidade que é necessário manter neste órgão autárquico com vista a focar o nosso esforço na resolução dos problemas dos cidadãos.
Afinal parece que a gravidade da questão nunca foi compreendida.
De repente são agendadas para a reunião diversas propostas, já antigas, de uma das forças de oposição. Destas, apenas uma foi alvo de um compromisso de agendamento, em conjunto com uma outra do Partido Socialista.
Se até aqui, a atitude tomada denunciava falta de sentido de oportunidade, e mais grave, falta de respeito pelo trabalho dos outros, agora pretende o Sr. Presidente agravar ainda mais a situação lançando as forças de oposição numa guerra de propostas que não tem qualquer sentido para o interesse dos munícipes.
Apesar de não ser possível recuperar do prejuízo causado pela eventual falta de oportunidade, espero que as propostas apresentadas pelo Partido Socialista ainda existam num qualquer arquivo, pois faço fé no bom cuidado posto pela Câmara em relação aos documentos que lhe são entregues.
Tomar, 29 de Janeiro de 2008
O vereador do Partido Socialista, José Becerra Victorino
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Comunicado Comissão Política 25 de Janeiro
Apure-se com objectividade: todos os que ontem e hoje se sentaram ao lado do Presidente são solidária e igualmente responsáveis. Sumariamente, assistimos durante dez anos a:
- Total incapacidade de promoção e fixação de novas e diversificadas empresas, seja na única zona industrial existente, seja noutras localizações que pudessem servir motivo à fixação de população e promoção do desenvolvimento económico, bem como do desincentivo aos investidores por todas as dificuldades burocráticas e elevados encargos colocados pela autarquia;
- O atingir dos piores indicadores comparados com os outros Municípios do Médio Tejo, em mais de trinta anos;
- A mais ineficaz Câmara do pós-25 de Abril, só comparável com as Câmaras geridas pela AD nos anos 80, em plena crise de estruturação industrial por que o País então atravessou;
- A fuga dos habitantes deste Concelho para os Concelhos vizinhos e para outras regiões do País; bem como a fuga das Freguesias rurais, com especial incidência nas mais distantes, visando a errada concentração das pessoas na Cidade e na periferia desta;
- O incumprimento da promessa realizada em 1997, para a criação do Gabinete de Apoio ao Investidor e ao Emigrante, bem como da revisão anunciada e até hoje não concretizada do PDM;
- O incumprimento da promessa da criação em Tomar de um Parque Temático dos “Templários” motivador e génese de uma assumpção de desenvolvimento económico baseado no Turismo Cultural, e a total inacção na promoção do desenvolvimento turístico no seu global;
- A ausência de Plano Estratégico de Desenvolvimento do concelho, e o mau planeamento das acções e obras realizadas;
- A manutenção de cerca de 800 alunos do 1ºCiclo em horário duplo nas Escolas da Cidade;
- O atrofiamento da circulação e mobilidade na Cidade e desta para as Freguesias;
- A destruição do Parque de Campismo Municipal e a degradação da Piscina Vasco Jacob, e semelhante tentativa ao Mercado Municipal; o ignorar do Fórum Romano, do açude de Pedra, da Fábrica da Fiação e outros locais;
- A completa e angustiante degradação do Comércio do Centro Histórico, e de toda a vivência social do mesmo;
- A débil política social, por exemplo na área da habitação onde nada foi feito, e o existente foi esquecido, como são exemplos os bairros 1º de Maio e Nossa Senhora dos Anjos;
- A quase total incapacidade de aproveitamento das oportunidades que o Programa Polis ofereceu;
- O não aproveitamento pleno da capacidade instalada no Politécnico para servir de “catapulta” de desenvolvimento estratégico de Tomar e da sua afirmação no contexto regional;
- O deixar a outros Municípios a liderança regional que a Tomar sempre pertencera: a Ourém e Torres Novas a liderança Económica, a Abrantes a liderança política e do sector da saúde;
- Total falta de controlo e liderança da Festa dos Tabuleiros de 2003, levando-a a estar envolvida em polémicas incompreensíveis e vexantes para o concelho, como nunca antes havia acontecido;
- Um Contrato de Concessão do Estacionamento tarifado de Tomar, realizado com a BragaParques, lesivo do interesse público por hipotecar todo o desenvolvimento da Cidade por 20 anos, cujo processo se arrasta em Tribunal Administrativo há vários anos e o qual ficará para outros resolverem;
- As mais elevadas taxas Municipais de todo o tipo, sejam de construção, de exploração, de plantação de árvores, preço da água, preço dos esgotos, da vivência e usufruto dos equipamentos públicos de toda a Região;
- O não aproveitamento da capacidade endógena instalada nas áreas da Música, Teatro, Dança e Desporto, com as mais importantes Associações nesses sectores existentes no Distrito de Santarém;
- A afronta sempre permanente, constante e determinada aos Empresários, Dirigentes Associativos e Cidadãos em geral;
A tudo isto o PS garante não dar tréguas, nem permitir responsabilidades sem rosto, continuando por seu lado, na consolidação da alternativa credível baseada na competência e na lealdade a Tomar, ao projecto e à equipa, apta assim, na força das ideias e na inteligência do diálogo, de se apresentar aos cidadãos como capaz de uma gestão mais determinada, na construção de um melhor presente e um futuro sustentável e aprazível para todos os tomarenses.
A 25 de Janeiro de 2008, o Presidente do PS de Tomar
Hugo Cristóvão
sábado, janeiro 26, 2008
Intervenções da Deputada Vera Simões na Assembleia Municipal, sobre o PDM
Entendo que pertencer a uma comunidade é também reconhecer as suas virtudes, sendo que nos encontramos num momento em que devemos reflectir sobre qual o modelo de desenvolvimento que pretendemos deixar àqueles que aqui estarão depois de nós.
Este modelo deve passar por uma politica de proximidade e promoção de um desenvolvimento territorial integrado e que oriente as dinâmicas próprias da pressão urbanística para uma distribuição geográfica equilibrada da densificação urbana e da instalação de equipamentos públicos e de lazer, bem como para a qualificação geral do espaço público urbano.
Do 2º principio apresentado na estratégia preliminar de desenvolvimento e ordenamento proposta, verificou-se que existe tanto um despovoamento do centro histórico da cidade como dos núcleos urbanos em espaço rural nomeadamente nas freguesias mais afastadas da cidade sendo que estamos no presente a assistir a um elevado indicie de envelhecimento da população do concelho.
Estas questões prendem-se essencialmente com o facto de haver uma escassez de oferta de habitação colectiva e do elevado preço da habitação quando comparados com concelhos vizinhos.
O objectivo da 3ª linha de orientação estratégica aponta para uma revitalização do centro histórico da cidade, bem como a consolidação da mesma e dos restantes aglomerados urbanos, sendo uma das medidas para consecução desses objectivos a criação de uma entidade object oriented.
Assim na qualidade de jovem espero que as medidas tomadas para o atingir destes objectivos possam permitir que os jovens procurem Tomar e seu concelho por este ser um local atractivo para se estabelecerem e construírem aqui as suas vidas, propósito este que não tem vindo a acontecer nos últimos tempos.
Espero ainda, que todas as questões anteriormente referidas possam estar salvaguardadas no PDM, haja ombriedade na consecução das mesmas, nunca se cedendo a eventuais pressões economicistas, por forma a que o desenvolvimento de Tomar não seja feito by the easy way, but by the better way.
O turismo constitui hoje uma verdadeira indústria de lazer, com um peso significativo no conjunto das actividades económicas que animam o funcionamento das sociedades contemporâneas. O nosso concelho tem um património cultural e paisagístico que importa preservar na sua essência e dinamizar em torno dos novos desígnios da procura turística, criando as infra-estruturas de equipamentos e serviços necessários ao seu aproveitamento integral.
A capacidade para inovar e criar especializações no domínio da oferta de qualidade, que nos diferencie positivamente, é um desafio fascinante colocado à gestão municipal, em áreas tão diversas, mas complementares entre si, como a gastronomia tradicional, a cultura local, os percursos naturais e as festas tradicionais.
Sendo o turismo um factor importante na dinamização económica do concelho, a constituição de uma entidade object oriented é fundamental para o desenvolvimento turístico do mesmo, no entanto é necessário definir claramente o modelo turístico de Tomar, através da análise das diferentes valências turísticas do concelho e a forma como estas se podem interligar.
Tomar vale pela sua história, Tomar vale pela sua riqueza cultural, assim o turismo cultural deve ser uma âncora para o nosso concelho, sendo importante criar ofertas turísticas que complementem esta valência.
A criação de uma empresa municipal ligada à gestão e promoção do turismo e cultura deve ter sempre em atenção as raízes tradicionais e culturais de Tomar, pensar em inovar e criar expectativas, mas sem cair no erro de seguir tendências que não se coadunam com a realidade local.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
REUNIÃO CM EM 2008/01/22
JOSÉ BECERRA VICTORINO
Ponto 7
Mapa dos Cuidados Primários de Saúde
Reforçamos a nossa concordância com a proposta aprovada pela Assembleia Municipal, reiterando que o Hospital de Tomar representa uma infraestrtura com grande potencial de desempenho e serviço que não poderá ficar numa posição lateral em relação ao actual processo de reorganização.
A estrutura organizacional proposta irá definir uma articulação vertical entre as componentes de uma mesma área de serviço público, pelo que a mesma só fará sentido se integrar todas as unidades de igual nível de abrangência. Ao destacar-se o Hospital de Tomar desta articulação entre serviços só poderemos antever, mais uma vez, a
Ponto 8.3
Pedido de colocação de sinalização direccional: “Lácalha Bar”
Já expressámos em acta noutra ocasião que a execução de obras que condicionem o tráfego deve ser acompanhada por um estudo de circuitos alternativos devidamente identificados e divulgados, com vista a minorar os prejuízos que sempre causam aos utilizadores.
Temos a experiência recente das obras de saneamento durante as quais se verificaram impedimentos que variavam por vezes de um dia para o outro, sem que tivesse havido qualquer cuidado com as consequências nem com a ausência de informação.
Não se dever repetir o erro, pelo que será de toda a conveniência executar uma proposta de regulação dos fluxos de tráfego e consequente sinalização, durante as diferentes fases da obra.
O mesmo cuidado deve existir em relação à informação indicativa com vista a compensar as actividades que se viram relegadas para um situação de menor visibilidade e acessibilidade.
DECLARAÇÃO APRESENTADA NO PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA SOBRE O Ponto 9.6.3
Propostas dos Senhores Vereadores Pedro Marques e Rosa Dias
A atitude que tem vindo a ser tomada pelo Sr. Presidente da Câmara face às propostas apresentadas pelos vereadores da oposição só podia dar mau resultado. Não é que nos surpreenda pois vem alinhar com uma actuação caracterizada pela aleatoriedade das decisões tomadas em cada momento.
Até aqui temos testemunhado que, na sua grande maioria, as propostas apresentadas em reunião não são discutidas nem agendadas. Acabam por cair no esquecimento, os problemas ficam por resolver, e uma vez por outra, mais tarde, vão servindo de inspiração às decisões do executivo…
Desde há algum tempo tenho vindo a chamar a atenção para este problema. Tenho igualmente mantido uma atitude de tolerância a pensar na serenidade que é necessário manter neste órgão autárquico com vista a focar o nosso esforço na resolução dos problemas dos cidadãos.
Afinal parece que a gravidade da questão nunca foi compreendida.
De repente, são agendadas para a reunião de hoje diversas propostas de uma das forças de oposição. Destas, apenas uma foi alvo de um compromisso de agendamento, em conjunto com uma outra do Partido Socialista.
Como se tudo isto não bastasse, nem existiu o cuidado de fornecer cópias das mesmas no conjunto dos documentos agendados para a reunião.
Não irei pactuar com tal actuação pelo que, a não existir um compromisso claro de recuperação das propostas apresentadas pelo Partido Socialista, manifestarei claro protesto recusando-me a discutir quaisquer propostas de qualquer das outras forças políticas.
Apesar de não ser possível recuperar do prejuízo causado pela eventual falta de oportunidade, espero que as mesmas ainda existam num qualquer arquivo, pois faço fé no bom cuidado posto pela Câmara em relação aos documentos que lhe são entregues.
Com a ressalva de algum esquecimento ou falta de rigor, a Câmara o saberá, junto uma listagem de propostas apresentadas pelo Partido Socialista desde o início deste mandato, que nunca foram discutidas nem votadas:
. Alteração do artigo 3º do regulamento de taxas relativo a construção;
. Redução de taxas no mercado municipal e no plantio de floresta;
. Acções para a melhoria da eficácia dos serviços da autarquia;
. Acções de formação para funcionários;
. Apoio social na freguesia de São Pedro;
. Condições de trabalho de funcionários da autarquia;
. Escola de Alviobeira;
. Lombas;
. Incentivos à recuperação de imóveis degradados;
. Abertura do troço do IC3;
. Pagamento das tranches em falta às associações;
. Regulamento de taxas das instalações desportivas;
. Plano especial de emergência relativo a cheias;
. Sinalização luminosa no cruzamento Av. Nun'Álvares – Av. Combatentes;
. Sinalização no cruzamento ex Colégio, Est. Serra - M. Matos;
. Promoção do Convento de Cristo;
. Carnaval no Concelho de Tomar;
. Acções em defesa do Hospital;
. Sinalização no logradouro Amorim Rosa - Ângela Tamagnini;
. Estudo para aquisição do equipamento da Fundição Tomarense;
. Implementação do despacho electrónico;
. Tomada de posição sobre a saída da GNR;
. Respostas à discussão pública do PP Flecheiro;
. Acompanhamento da situação social de funcionários alvo de processos;
. Loja do cidadão.
Tomar, 22 de Janeiro de 2008
O vereador do Partido Socialista, José Becerra Victorino
terça-feira, janeiro 22, 2008
PS PROPÕE UMA SOLUÇÃO PARA A DÍVIDA DO UNIÃO DE TOMAR
PROPOSTA
SUBSÍDIO EXTRAORDINÁRIO PARA O UNIÃO DE TOMAR
Considerando que o União de Tomar é uma das colectividades que mais tem engrandecido a Cidade e o Concelho ao longo das décadas, na nobre modalidade do futebol, tendo inclusive participado com a sua equipa sénior nos campeonatos das 1ª e 2ª Divisões Nacionais;
Considerando que o União de Tomar tem hoje mais de 400 atletas de todos os escalões etários a nível de formação e competição, sendo mais de 90% destes menores de idade;
Considerando que o União de Tomar é o representante do Distrito de Santarém, que participa este ano pela segunda vez consecutiva no Mundialito de Futebol de 7, na sua 15 edicção Mundial, através de duas equipas de pré-escolas e escolas, tendo no ano de 2007 participado com três equipas de pré-escolas, escolas e infantis;
Considerando que o União de Tomar não tem qualquer património, estando ainda devedor à Fazenda Nacional da quantia de 133230,68€, acrescido de juros e custas, por aferição de dívidas dos anos 80 e 90, bem como mais recentemente foi notificado para o pagamento de mais 14329,77€ por recalculo do IRC do ano de 2003, até ao final do mês de Janeiro deste ano;
Considerando que esta situação, a manter-se torna impraticável qualquer continuidade do investimento que ao longo dos anos vem fazendo na prática desportiva, cumprindo assim uma missão pública essencial, bem como o cabal cumprimento das obrigações fiscais já assumidas ou a assumir, advindo assim elevado prejuízo para a credibilidade da globalidade das Instituições Associativas do Concelho de Tomar.
A Câmara Municipal de Tomar, analisado o interesse público de viabilizar a continuidade da existência do Clube e a prossecução do seu eminente serviço público, delibera atribuir ao União Futebol Comércio e Industria de Tomar, como SUBSÍDIO EXTRAORDINÁRIO para cumprimento de obrigações perante a Fazenda Pública, o montante de 27652,84€ (Vinte e sete mil seiscentos e cinquenta e dois euros e oitenta e quatro cêntimos), equivalente a toda a dívida do recalculo do IRC de 2003 e a 10% da dívida acumulada, excluindo os juros e custas.
Mais delibera a Câmara Municipal instar a Direcção do União de Tomar a aproveitar este momento para assumir com a administração fiscal um plano realista de pagamentos, de forma a que de uma vez por todas tenha esta situação um desenlace dignificante quer para a História do Clube, quer para a História da Cidade e do Concelho.
O Vereador Socialista
Becerra Vitorino
P.S.:
1. Obviamente que esta situação deverá estar em consonância com o DL 411/91, bem como levar em linha de conta que a melhor solução pode passar por eventualmente a Câmara pagar directamente às Finanças ou elaborar um Contrato-programa específico de forma a que o Clube possa negociar com as Finanças.
2. De qualquer forma esta proposta, que será discutida na próxima Segunda-feira, permite que a Câmara ao fim de dez anos olhe para a situação em que se encontra instalado o União de Tomar, dando um desenlace final a este problema.
