terça-feira, abril 29, 2008

25 de Abril

O PS realizou este ano na Sabacheira o tradicional almoço de 25 de Abril com a participação de cerca de 80 militantes e simpatizantes. Este ano, além do evocar de várias memórias deste dia de Liberdade, e já com as eleições autárquicas no horizonte, foram muitas as intervenções com apelos ao reforçar do caminho, com ênfase na “unidade na diversidade” para a solidificação da alternativa ao PSD. A fechar essas intervenções estiveram os vereadores Carlos Silva, que colocou tónica no papel do conjunto de pessoas que há tempo vem construindo e melhorando o projecto socialista para a câmara de Tomar; e José Becerra Vitorino valorizou o projecto e apontou os vectores que o determinam: mais desenvolvimento de riqueza e emprego, melhor qualidade de vida, fixação de jovens e melhor apoio social.

A encerrar, o presidente Hugo Cristóvão falou da necessidade de maior participação para reforço da cidadania, afirmou que em Tomar há liberdade reduzida, por exemplo dos jovens que muitas vezes não podem optar por cá viver, e disse ainda que há défice democrático no que toca a grande parte das decisões da câmara. Assegurou que o PS é a alternativa credível, que não está à procura de vitórias fáceis, mas sólidas, com objectivos bem claros: os interesses de Tomar e dos tomarenses sempre à frente de quaisquer outros. Lançou ainda alguns recados dizendo que “o PS não está à venda”, e que o partido conta com “todos os que venham reforçar, com humildade e abnegação, a equipa e o projecto, mas não aceita os que, com sede de poder, julgando-se superiores aos demais, o queiram agarrar para si”, pois “o PS é um partido com história e responsabilidades, de convicções e objectivos, e que não está refém de ninguém”.




sábado, abril 26, 2008

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE ASSEICEIRA

Sessão Ordinária de 18 de Abril de 2008
APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DO RELATÓRIO DE CONTAS DE 2007

"Em resultado da Prestação de Contas relativa ao ano de 2007, apresentada pelo executivo da Junta de Freguesia PSD, os autarcas da Assembleia de Freguesia da Asseiceira eleitos pela lista do Partido Socialista vêem desta forma apresentar a sua Declaração de Voto face às opções tomadas. Consideramos assim que esta Prestação de Contas é um retrato fiel do apresentado nos anos anteriores, não registando portanto, nenhuns aspectos de relevo que padeçam de grande discussão, face àquilo que são os ideais deste partido.

Esta concepção, é resultante de uma análise mais genérica da dita prestação de contas em que as rubricas de custos com pessoal, reparação de máquinas e equipamentos, prémios, condecorações e ofertas, artigos honoríficos e de decoração, combustíveis, gastos em donativos e festividades, representam a maior parte das despesas retratadas nesta apresentação de contas.

Constatámos também que o valor apresentado na rubrica Herbicidas registou um valor de aproximadamente 70% do orçamentado em Eur. 2.500,00 (valor que já anteriormente debatemos como excessivo e que julgamos que poderá ainda vir a ser canalizado para outras rubricas dado que anteriormente nos foi dito que a Junta adquiriu máquinas para aplicação destes produtos), pelo que aproveitamos a ocasião para questionar quais as estratégias para a prevenção e combate aos incêndios florestais e o ponto de situação em que se encontra a construção de lagoas, tema que também foi debatido anteriormente.

A nossa convicção em relação a Donativos e Festividades é também já conhecida. Relembramos assim que, não impondo obstáculos à interligação das diversas entidades públicas e a sociedade, aliás, a elas somos favoráveis, contudo acreditamos que dada a escassez de recursos para dar resposta a tantas dificuldades da nossa freguesia, seria mais correcto se as mesmas fossem destinadas a apoio social, aquecimento e melhoramento em espaços públicos fechados e a obras de apoio ao desenvolvimento da nossa freguesia.

Gostaríamos ainda de solicitar junto deste executivo, que no futuro, os dados para análise para os elementos da Assembleia de Freguesia, nos sejam facultados num prazo superior a 48 horas, já que isso facilitaria a laboração do trabalho por nós desenvolvido.

Pelo acima exposto do orçamento só nos resta abster nos documentos propostos."

Os eleitos do Partido Socialista na Assembleia de Freguesia da Asseiceira

sexta-feira, abril 25, 2008

Abrantes investe em Portateis na Escola


A Câmara Socialista de Abrantes investiu em colocar mais de 750 portateis nas Escolas do 1ºCiclo (1 portátil por cada 2 alunos) e gastou com isso pouco mais do que o Fonte Cibernética e as Lombas na Cidade (2.500.000€).


Porque será?


terça-feira, abril 22, 2008

Almoço de 25 de Abril

Acesso à ponte do Bairrol (revisão de preços)

Declaração

Apesar do aumento de efectivos a tempo inteiro, a maioria executiva da Câmara Municipal continua a não conseguir atingir uma eficácia satisfatória em questões tão essenciais como os procedimentos administrativos. Seria de toda a conveniência que o documento sobre o qual devemos deliberar, ao envolver verbas consideráveis, estivesse despachado para a reunião pelo Presidente da Câmara, enquanto responsável pelo pelouro. Tal alheamento em relação a questões relevantes não induz a necessária confiança no trabalho do executivo.
Pelas razões expostas voto contra.
O Vereador, Carlos Silva

Tirar passadeira elevada que estava prevista

Declaração

Retirar uma passadeira elevada que era previsto implantar em plena Rua Everard não pode deixar de merecer o nosso aplauso.
Pelo menos mostra-se que finalmente a maioria executiva começa a perceber quanto as decisões de (pouca) mobilidade que tomou no passado prejudicaram os moradores e comerciantes desta rua.
Evita-se, desta forma, agravar os erros.

museu brinquedo

Declaração

A colecção referida na proposta apresenta grande valor e deve ser enquadrada com a dignidade que merece. Consideramos, contudo, que apenas a componente de brinquedos que a colecção possui, deve ser integrada no museu do brinquedo. Aglutinar outros temas a este museu irá reduzir o potencial de imagem que um tal museu possui.
Nestas condições proponho que a Câmara Municipal apresente uma solução para o enquadramento condigno desta colecção numa perspectiva de vir a valorizar a sua temática.

despacho dactilografado

Como declaração para a acta, sem relação directa com a deliberação tomada, quero expressar o meu regozijo pela legibilidade do despacho do chefe de divisão Dr. Luís Boavida que apresenta a sua informação dactilografada. Tal manifestação é extensível à chefe de divisão Dr.ª Anabela Coollinge que utiliza os mesmos métodos em outro documento hoje presente a reunião.
Pena que não seja um hábito generalizado.

Casa de Juventude - Proposta de Criação

Proposta

Considerando a fraca aposta nos espaços para a juventude no Concelho, mesmo sabendo que a “Loja Ponto Já” em Tomar, de iniciativa do Instituto Português da Juventude se encontra praticamente concluída.

Considerando que a criação de uma Casa de Juventude seria um importante contributo para cobrir essa lacuna, com um espaço de convívio, cultura, lazer e conhecimento. Nesse espaço as diversas associações juvenis teriam zonas para ter a sua sede e apoio técnico, existiria espaço de exposições, debates, zona tecnológica, Internet, sala de estudo e bar.

Considerando a possibilidade de utilização de um dos actuais edifícios devolutos no concelho para a construção de uma casa de juventude, princípio adoptado por muitos concelhos em todo o país.

Considerando que é nas melhores práticas que se tem de retirar ensinamentos e porque acreditamos num concelho com qualidade de vida para todos.

Considerando a aprovação por unanimidade na Assembleia Municipal de Tomar reunida em 22 de Fevereiro de 2008:

O Partido Socialista propõe:

Seja realizado um estudo sobre qual dos edifícios devolutos, poderia estar em condições de ser transformado em Casa de Juventude.

Seja auscultado o Conselho Municipal de Juventude sobre as necessidades que poderiam ser colmatadas numa casa de Juventude.
Seja iniciado o processo para a construção da referida casa.

O vereador do Partido Socialista, Carlos Silva

Casa de Juventude

Proposta

Considerando a fraca aposta nos espaços para a juventude no Concelho, mesmo sabendo que a “Loja Ponto Já” em Tomar, de iniciativa do Instituto Português da Juventude se encontra praticamente concluída.
Considerando que a criação de uma Casa de Juventude seria um importante contributo para cobrir essa lacuna, com um espaço de convívio, cultura, lazer e conhecimento. Nesse espaço as diversas associações juvenis teriam zonas para ter a sua sede e apoio técnico, existiria espaço de exposições, debates, zona tecnológica, Internet, sala de estudo e bar.
Considerando a possibilidade de utilização de um dos actuais edifícios devolutos no concelho para a construção de uma casa de juventude, princípio adoptado por muitos concelhos em todo o país.
Considerando que é nas melhores práticas que se tem de retirar ensinamentos e porque acreditamos num concelho com qualidade de vida para todos.
Considerando a aprovação por unanimidade na Assembleia Municipal de Tomar reunida em 22 de Fevereiro de 2008:

O Partido Socialista propõe:
Seja realizado um estudo sobre qual dos edifícios devolutos, poderia estar em condições de ser transformado em Casa de Juventude.
Seja auscultado o Conselho Municipal de Juventude sobre as necessidades que poderiam ser colmatadas numa casa de Juventude.
Seja iniciado o processo para a construção da referida casa.

O vereador do Partido Socialista, Carlos Silva

Albergue de Juventude

Proposta

O Partido Socialista, considerando a fraca oferta turística a nível de habitação destinada aos mais jovens, nomeadamente depois do encerramento compulsivo e sem alternativa do parque de campismo.

O Partido Socialista propõe:

Seja iniciado o processo com a Movijovem no sentido de permitir, a construção de uma “Pousada da Juventude” em Tomar.
Enquanto tal não estiver efectuado, seja construído um “Albergue da Juventude” gerido com os mesmos padrões de qualidade e de exigência que as pousadas acima referidas.
O Partido Socialista acredita que desta forma estamos a contribuir para a sustentabilidade futura do turismo em Tomar, seguindo os melhores padrões de outros municípios.

O vereador do Partido Socialista, Carlos Silva

Sobre a construção do Pavilhão Municipal

Na reunião nº9/2006 foi apreciado o processo relativo a irregularidades detectadas em autos de medição e correspondentes facturas na empreitada de ampliação e remodelação do pavilhão municipal.
A Câmara deliberou nessa data:
1 – Remeter o processo ao Advogado Síndico para análise e defesa dos interesses do Município, incluindo eventual queixa contra os responsáveis pelo sucedido.
2 – Solicitar à TomarPolis que mande realizar uma auditoria externa ao processo.
Esta deliberação foi aprovada por unanimidade.
O Vereador do Partido Socialista apresentou a seguinte declaração:
“Os factos em apreço revestem-se da maior gravidade e põem em causa o prestígio das entidades intervenientes perante a opinião pública, o Estado e entidades financiadoras. Tal preocupação é, de resto, referida nos documentos (pg. 4 de “anexo 2” – parecer de “Henrique Abecassis & Andersen Guimarães,
Sociedade de Advogados, RL”) podendo mesmo consubstanciar, segundo o mesmo documento, um “ilícito criminal”."
Verificamos, por outro lado, que se corre o risco de deixar prescrever os prazos para uma eventual apresentação de queixa.
Nestas condições, na análise por nós efectuada aos documentos facultados verificam-se insuficiências e demasiadas questões em aberto.
Em face do exposto, propomos que a Câmara Municipal de Tomar promova, com urgência, uma auditoria externa e independente ao processo, sem prejuízo de um eventual pedido de imediata intervenção do Tribunal de Contas.

Por fim, e apenas com carácter de declaração para a acta, manifestamos total repúdio pelos comentários constantes da pg.3 do “anexo 3” datado de 6 de Março de 2006, e que transcrevemos:
“Acabou por ser o interesse público da obra e da cidade de Tomar os beneficiados com a situação”. Embora o parecer jurídico refira tal afirmação como reflexo das opiniões da empresa construtora e da fiscalização, considera-a suficientemente relevante para a incluir no documento. Tal forma de ver as coisas não pode ser aceite, pois, a ser assim, estaríamos a defender a total falta de regras com base numa avaliação do interesse público por parte de quem as não cumpre.”
Igualmente foi apreciado na mesma reunião o processo relativo a:
AUTOS DE MEDIÇÃO DE TRABALHOS A MENOS E NOTAS DE CRÉDITO - Relativos à mesma obra.
O voto do Partido Socialista foi igualmente contra com a seguinte declaração:
“Não aprovaremos qualquer acto administrativo antes do total esclarecimento do processo nos termos propostos no ponto anterior da ordem de trabalhos.”

Ainda na mesma reunião foi apreciado o seguinte:
FISCALIZAÇÃO E COORDENAÇÃO DE SEGURANÇA DA EMPREITADA DE AMPLIAÇÃO E REMODELAÇÃO DO PAVILHÃO MUNICIPAL DE TOMAR
A câmara deliberou, por maioria:
1 – Aprovar a substituição da técnica que actualmente assegura as funções de Coordenação da Equipa de Fiscalização Coordenação e Segurança a cargo da Firma Engimais atentas as razões fundamentadas na informação F01_35 da TomarPolis/Atkins, que homologa.
2 – Informar a Firma Engimais no sentido de proceder à substituição da técnica coordenadora da fiscalização das obras, cujo dono da obra é a Câmara Municipal de Tomar, justificada na perda de confiança e preterição dos deveres legais e contratuais a que a técnica estava obrigada, vertidas na informação F01_35 da TomarPolis/Atkins.


O Vereador do Partido Socialista, votando contra, ditou a seguinte declaração:
“A solução que nos propõem parece demasiado simplista. A gravidade dos factos deverá conduzir a uma averiguação de todas as circunstâncias e actuações que tiveram as consequências com que nos deparamos.
A evidência dos trabalhos facturados que não foram realizados, como nos mostram os documentos que acompanham o ponto 4.2 da ordem de trabalhos, é tal que será lícito supor que se verificou algum alheamento por parte dos técnicos que conviveram com a obra e seus documentos.
Como não notar que faltam quase três mil metros quadrados de calçada, ou quase duzentos metros lineares de corrimão, para referir apenas dois dos sessenta e cinco trabalhos irregulares?
A medida que nos é proposta não resolve nenhum problema e pode parecer, aos olhos da opinião pública, uma forma de encontrar alguém que venha a absorver uma eventual turvação do processo.
Ao contrário, entendemos que a equipa de fiscalização se deverá manter em funções apenas nesta obra, até à sua conclusão, com vista a uma eficaz resolução dos problemas e cabal esclarecimento das circunstâncias que conduziram ao actual estado de coisas.
Com esta solução estaremos igualmente a contribuir para a poupança de verbas na conclusão do processo.”

Ainda na mesma reunião foi apreciado:
EMPREITADA DE AMPLIAÇÃO E REMODELAÇÃO DO PAVILHÃO MUNICIPAL DE TOMAR – ANÁLISE TÉCNICA DO PROBLEMA DAS INFILTRAÇÕES
A Câmara deliberou por maioria:
a) Tomar conhecimento dos relatórios produzidos.
b) Promover uma reunião técnica, com o objectivo de apurar qual a solução mais vantajosa, do ponto de vista técnico-económico, a ser desenvolvida a nível de Projecto de Execução.
c) No sentido de minorar as dificuldades decorrentes da não entrada em funcionamento do estacionamento subterrâneo até à presente data, promover a abertura parcial do estacionamento, de acordo com o esquema em anexo à informação nº 001_64 da TomarPolis/Atkins que consiste na oferta dos cerca de 120 lugares de estacionamento que a abertura do corpo 4 poderá disponibilizar.

O Vereador do Partido Socialista, votando, mais uma vez contra, ditou a seguinte declaração de voto:
“Se a obra apresenta deficiências tão graves como as que se assinalam em pareceres técnicos que classificam a estrutura de “não estável face a situações de maior solicitação”, cremos que deverão ser tomadas medidas que se adeqúem à gravidade do problema. Deverá, nestas circunstâncias, questionar-se se o edifício poderá ser utilizado.

Por outro lado, não ficam claras as causas da deficiência. Pela leitura da alínea 3) da informação O01_64 de 27 de Março de 2006 (ou de 23 de Março de 2006), parece que nesta altura ainda não se sabe se houve erro no projecto ou se foi na obra.
Esta situação é inaceitável. Câmara Municipal, Sociedade TomarPolis, Sociedade Gestora, Empresa fiscalizadora, Empresa de construção, Equipa projectista, não haverá ninguém que possa analisar o projecto e verificar se contém erros? E não haverá relatórios da fiscalização ou actas que nos possam esclarecer se houve erros de execução?

Parece evidente que estas questões deverão ser esclarecidas antes de qualquer tomada e posição em relação à solução a adoptar. Estamos a considerar custos de reparação, excluindo projectos, que podem atingir trezentos mil euros.
Quanto à abertura parcial do parque de estacionamento seria também necessário conhecer os relatórios do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, com vista a avaliar as condições de segurança.”

Hoje 22 de Abril de 2008, dois anos passados sobre estas deliberações, nada de significativo se apurou, nem do ponto de vista processual nem do ponto de vista técnico.
Será inaceitável, em nome de uma administração, responsável e que se quer transparente, deixar cair este processo no esquecimento.
Ainda não compreendemos a evidência dos trabalhos não realizados.
Ainda não está claro quem determinou a execução dos trabalhos não previstos no projecto.

Ainda não existe uma informação clara sobre se foi o cumprimento do projecto inicial que levou ao deplorável estado da construção, ou se foi, por outro lado, o seu não cumprimento – e por ordem de quem.
Sem um esclarecimento público e um real apuramento da verdade, encontra-se o executivo municipal na posição pouco cómoda de não desenvolver todos os esforços para apurar a verdade. Cabe, pelo menos, questionar: porque não foi aceite uma auditoria externa ao processo junto da Câmara Municipal, tal como propusemos desde o primeiro momento?

Tudo isto é muito lamentável

terça-feira, abril 15, 2008

Alteração ao Plano de Pormenor da UOPG4 (Estrada da Serra)

DECLARAÇÃO PARA A ACTA

O PS considera TOTALMENTE JUSTAS as pretensões que levaram à actual proposta de alteração da UOPG4, no que respeita à criação de condições para a entrada em funcionamento de um importante equipamento de saúde.

Contudo, a condução deste processo não tem sido eficaz.

De facto esta UOPG mal cozida, como muitas outras, no tecido urbano da Cidade, só releva da cada vez maior e mais lógica implementação de um Plano de Urbanização da Cidade.

Aliás esta UOPG relevando do facto atrás citado, não pode deixar de nos afligir pelo constante e sucessivo atropelo das soluções óptimas para potenciar o investimento, tão necessário no Concelho de Tomar.

Quem autorizou, quem fez vista grossa, quem “desmantelou” a condução processual, durante sucessivos anos de vigência desta UOPG e do que se fez com e sobre ela, devia ser claramente responsabilizado no processo de auditoria externa que, propomos, seja imediatamente pedido.

Este é daqueles exemplos onde infelizmente, esta e outras maiorias foram useiras e vezeiras em detrimento do manifesto interesse público.

Não quero deixar de assumir que, no interesse de todos os interessados, bem como com vista à clareza necessária sobre os procedimentos adoptados pela autarquia, esta situação deverá ficar esclarecida.

Tomar, 15 de Abril de 2008, O Vereador Socialista
Carlos Silva

Prestação de Contas da Câmara de 2007

DECLARAÇÃO DE VOTO

“As verbas postas à disposição do executivo, quer provenientes das receitas próprias do Município, quer das transferências do orçamento de estado ou outras, quer de outra proveniência (capitais alheios) foram administradas em obediência aos princípios orçamentais e contabilísticos fundamentais, dos quais destacamos, o do equilíbrio e o da prudência, (…)”

Assim reza, qual profissão de fé, o início do documento ora em apreço.
Não está em causa, como para o PS nunca esteve, a capacidade e empenhamento dos técnicos da autarquia, que dentro das dificuldades que sempre os funcionários públicos tiveram para a execução da sua missão, muito especialmente na autarquia de Tomar e nos últimos dez anos, nunca tal foi tão difícil.

Tomemos como notas iniciais, apenas as seguintes:

a) Entre 2005 e 2007 a LIQUIDEZ do Município baixou de 25,15% para 15,75%, o que piora a sua capacidade para honrar em tempo os seus compromissos;
b) O grau de dependência do Município em relação ao Orçamento de Estado aumentou, entre 1998 e 2007, com a taxa de cobertura dos Impostos directos sobre as receitas Correntes a baixar de 33,99% para 29,61%, Tomar é assim hoje um CONCELHO menos AUTÓNOMO que há dez anos;
c) O rácio dos passivos financeiros sobre as receitas de capital duplicou em 10 anos, passando de 10,2% em 1998 para 22,04%, representando que hoje estamos mais ENDIVIDADOS que há 10 anos;
d) E hoje temos mais dificuldade em PAGAR o que devemos, comprovado pelo rácio de amortização+juros de dívidas ter passado de 5,88% em 1998 para 9,53% em 2007

O simples facto de estarmos hoje COM MENOS LIQUIDEZ, com MAIOR DÍVIDA, com MAIOR PESO DE AMORTIZAÇÕES E JUROS e com maior dependência do Governo Central que há dez anos, bastaria para o PS, como pensamos que para a maioria dos Tomarenses, se perguntassem porque razão HÁ TANTA DESFASSATEZ e POUCA VERGONHA na apresentação destes indicadores, como se de coisa boa se tratasse…

Aliás, ressalta um número nesta prestação de contas que não sendo importante sob o ponto de vista financeiro, é-o de todo sob o ponto de vista daquilo que tem sido a evolução deste Concelho: Temos hoje 37.890 eleitores, o que significa que nestes últimos dez perdemos em média 300 eleitores por ano, ou seja perdemos pelo menos 400 habitantes por ano.

Diga o que disser o PSD os factos são como o algodão: não enganam!

Podemos continuar no entanto a dissecar mais alguns números que estão nesta prestação de contas, como cerca de UM MILHÃO E MEIO DE EUROS de Património transferido da Câmara para os SMAS e só este ano consolidado (Pg.84). A engenharia financeira subjacente a esta operação está devidamente comprovada no seu interesse público e na sua valia estratégica?

Não deixa também de ser interessante quando comparamos o valor equilibrado de Proveitos e Ganhos/Custos e perdas de 21.828.675,75€ desta conta de 2007, com o valor de Empréstimos em dívida (sem contar juros) de 21.779.104,95€. A sua quase equivalência significa simplesmente que o Município tem neste momento um MONTANTE DE EMPRESTIMOS igual a todos os PROVEITOS E GANHOS que consegue gerar num ano. Muito mau sinal para a saúde económica da nossa autarquia!

Mas já que falamos de Empréstimos atentemos por um momento na “significativa redução” destes em 0,51% durante o ano de 2007: um VERDADEIRO ESCÂNDALO, num ano de reduzidíssimos investimentos do Município.

Recentemente foi aprovada a Carta Educativa para fazer face a avultados investimentos para os quais esta Maioria PSD pensa conseguir obter financiamentos externos, mas que só o pagamento de Juros de dívidas em 2007, de 905.521,28€, daria para construir cerca de 10 salas de aula do 1ºCiclo, que bastante falta fazem para fixar as populações no Concelho.

Destes 19 empréstimos, os quatro maiores representam mais de 56% só em pagamento de juros durante 2007 e foram iniciados num curto espaço de tempo que medeia entre 17/2/2000 e 11/12/2002, que correspondem a menos de três anos, quase todos no 1º mandato do PSD na gestão da autarquia. Já na altura o PS chamou à atenção para o eleitoralismo fácil e desnorte completo do excessivo endividamento que viria a ter consequências alguns anos mais tarde. Estamos a atingir esse ponto e não seria de estranhar ver brevemente mais algum dos ratos a fugir do navio á medida que este se afunda.

A Dívida a Terceiros (curto prazo), teve uma evolução positiva de -5,1% em relação ao ano anterior, tendo ficado a 31 de Dezembro em 7.108.608,45€, o que mesmo assim é superior a todo o montante transferido por parte da Administração Central se excluídas as participações em Impostos e Taxas cobradas. Continuou assim o Município de Tomar em 2007, a não garantir a sua SUSTENTABILIDADE ECONÓMICA.

Ainda na dívida de curto prazo de notar que em 1 de Janeiro de 2007 o Município devia a 248 fornecedores e no final do ano a 327, o que representa um aumento de mais de 30%. Só a título de exemplo pelo anedótico da dívida, a mais pequena é de 4,5€ ao fornecedor 635-Intermarché Supermercados. Visto que é o mesmo valor do ano anterior, seria altura da Câmara pagar esta e outras dívidas recorrentes de pequeno montante, antes que deixe esta autarquia na triste situação em que o PS encontrou a Cidade de Lisboa.

É talvez altura para tomarmos nota de outro número muito importante deste Orçamento, que tem a haver com a participação dos Municípios na cobrança de IRS, introduzido na Lei de Financiamento da Autarquias Locais pelo Governo PS, que rendeu em 2007 – em referência à colecta de 2006 – precisamente 1.063.325€.

Momento para relembrar a proposta do PS de reduzir a participação do Município na colecta de IRS de 5% para 4%, que muito ajudaria as famílias do Concelho de Tomar e para o Município significaria apenas uma redução de 212.665€, o que poderia não ter quaisquer consequências se, por exemplo, no passado tivéssemos sido mais previdentes na contratação de empréstimos, como anteriormente demonstrámos.

Mas como nem tudo é mau, tomemos nota de três aspectos positivos nesta Conta de Gerência e que vão na linha do que tem vindo a ser apelado pelo Governo para melhorar a sustentabilidade das autarquias no futuro, que são a Redução dos custos com pessoal de 7,095 M€ para 7,037 M€ (-0,8%), a Redução do trabalho extraordinário de 75.406,03€ para 60.163,05€ (-20%) e a Redução do grau de cobertura das despesas correntes pelas receitas correntes de 102,9% em 1998 para 85,5% em 2007.

Dois últimos aspectos a ter em conta nesta análise que é o resultado de mais de dez anos de CONSTRANGIMENTOS Á FIXAÇÃO E CRIAÇÃO DE RIQUEZA NO CONCELHO, com a sucessiva baixa de cobrança de Derrama que é hoje de 427.851€, quando em 1998 era de 919.948€. Só entre 2006 e 2007 caiu mais de 7,2%.

Em resumo, esta Conta de Gerência espelha mais um ano perdido em prol do desenvolvimento e afirmação regional de Tomar, o que todos nós ambicionamos.

O legado que estamos cada vez mais a pagar, das loucuras cometidas entre 2000 e 2002, acentua-se claramente nesta Conta de 2007.

Resta-nos a esperança que cada vez mais pessoas como nós, vejam a verdade como ela é, mesmo que não fosse aquela que todos gostássemos de ver. Os responsáveis têm um nome e chamam-se, como todos sabemos, PSD.

Por todas estas razões nos ABSTEMOS.

Tomar, 15 de Abril de 2008, O Vereador Socialista
Carlos Silva

Relatório e Contas dos SMAS

DECLARAÇÃO DE VOTO

Da análise do relatório de actividades e contas dos SMAS do ano de 2007 ressaltam para o PS, as seguintes observações:

1 – Foi continuada em 2007 uma política de preços da água e saneamento que não valorizou a sustentabilidade, nem a protecção social dos agregados familiares maiores e residentes no Concelho;

2 – Em 2007 deu-se seguimento ao Plano de Investimentos que vem, há vários anos sendo seguido em consonância com o Plano Estratégico de Águas e Saneamento existente, visando aproximar o Concelho de Tomar dos melhores indicadores internacionais de abastecimento e tratamento de águas;

3 – O crescimento de contadores instalados e da facturação obtida apresenta pelo 3º ano consecutivo uma estagnação no crescimento, o que releva da falta de crescimento e desenvolvimento de todo o Concelho nestes últimos anos;

4 – Continua também a observar-se uma elevada percentagem de perdas de água, o que como o PS tem por diversas vezes chamado à atenção, só será resolvido aquando do aumento das vistorias aos equipamentos de contagem e consequente monitorização, o que só será possível com o aumento dos recursos humanos para tal;

5 – Tomamos nota da ineficaz previsão de aquisição de bens de capital, que teve como consequência uma execução orçamental de 76% e na também exagerada previsão de receita nomeadamente na venda de água e de cobrança de saneamento, com uma execução orçamental de apenas 82%;

Concluiu-se assim que 2007 a nível da gestão dos SMAS, gerida pelos dois principais responsáveis políticos do PSD local, sendo um o Presidente da Câmara e outro o líder do PSD, foi mais um ano que sob o ponto de vista de ALTERAÇÕES ESTRATÉGICAS E ESTRUTURAIS na gestão das Águas e Saneamento foi totalmente perdido.

Pelas razões atrás apresentadas, mas considerando que este é um documento que faz no essencial o retrato da realidade executada, nos ABSTEMOS.

Tomar, 15 de Abril de 2008, O Vereador Socialista
Carlos Silva

1ª Revisão Orçamental dos SMAS

DECLARAÇÃO DE VOTO

Percebendo embora as motivações e obrigações legais, que respeitamos, a proposta ora apresentada para integração do Saldo transitado de 2007, não podia deixar de contar com o nosso mais completo desacordo com as opções tomadas.

Ao retirar dotação aos “Ramais de Ligação”, à “Substituição e renovação de condutas existentes”, ao “equipamento electromecânico”, ao “Subsistema de saneamento de Valdonas”, à “substituição e renovação de colectores existentes”, “prolongamento de colectores e ramais de ligação”, “manutenção de conservação de Estações Elevatórias e do respectivo equipamento electromecânico” e nas “despesas extraordinárias com os equipamentos de transporte”, esta administração dos SMAS mais não propõe do que PIORAR A CAPACIDADE OPERACIONAL dos Serviços de Água e Saneamento do nosso Município.

Se a opção fosse, por exemplo no sentido de corrigir a notória carência de recursos humanos para vistoriar os contadores, melhorando assim os rácios de perdas de água, poderiam contar com o nosso apoio.

Este Conselho de Administração dos SMAS, reduzido agora aos mais fundamentalistas da Direcção do PSD local, sem qualquer preparação, competência ou sequer visão para o futuro estratégico da GESTÃO DAS ÁGUAS no Concelho de Tomar.

Neste contexto a votação do PS é TOTALMENTE CONTRA ESTA REVISÃO.

Tomar, 15 de Abril de 2008, O Vereador Socialista
Carlos Silva

segunda-feira, abril 14, 2008

Programa Integrado de Valorização Urbana

DECLARAÇÃO DE VOTO

Além de tudo o que afirmei, a razão fundamental pela qual voto contra este documento é pela sua falta de participação.
Se este Plano é estratégico, se ele é fundamental para os investimentos na Cidade para os próximos anos, então a Câmara deveria promover a sua discussão pública, a fim de a comunidade sobre ele pudesse opinar e, tal como o próprio documento refere, contribuir positivamente para o melhorar.
Ao invés, como aliás é hábito, o executivo foge à discussão e apresenta-nos perante a urgência da sua aprovação, como tentativa de condicionar a votação negativa.
Não é assim, no entender do PS, a forma de envolver e trazer à participação os cidadãos. Além disso, os consensos não se proclamam, devem ser procurados e estimulados.

Tomar, a 14 de Abril de 2008, O Vereador
Hugo Cristóvão

Programa Integrado de Valorização Urbana

DECLARAÇÃO PARA A ACTA

Sobre o documento em apreço, é preciso uma vez mais referir que ele foi erradamente apresentado, uma vez que o mesmo aconteceu publicamente como um facto consumado, antes de vir a esta câmara.
É um plano feito à medida para justificar algumas obras, feito apenas porque é obrigatório para poder concorrer aos fundos, e feito já com atraso, especialmente quando comparado com os concelhos que com Tomar mais directamente competem, em especial na triangulação com Abrantes e Torres Novas.
É também, e não pode deixar de ser dito, um documento que facilmente um aluno do nosso Instituto Politécnico faria como trabalho para ter uma nota, e no entanto sem grande trabalho deu a outros muitas notas.

É ainda, infelizmente, objecto a ser levado com pouca seriedade, pelas razões que passo a explicar:
Baseia-se em vários juízos errados, faz ao longo do seu texto diversas análises e considerações meramente especulativas, frases redondas ou gastos chavões que nada querem dizer, ou que são mesmo muito discutíveis. Frases como: “consolidada esta transformação, Tomar é hoje, uma cidade em afirmação, recuperando protagonismo social, cultural, económico e urbanístico”, ou Tomar evidencia hoje “uma vitalidade patente em vários indicadores demográficos, económicos e sociais, comparativamente com as restantes cidades portuguesas” ou, melhor, que “o centro tradicional da cidade continua a deter um forte dinamismo populacional e um intensa vivência urbana”! Se não fossemos nabantinos talvez pudéssemos ler com desapego afirmações como estas, mas sendo-o, e nesta terra residindo e dela sentindo as suas agonias, temos de nos questionar sobre o que em verdade isto poderá significar e qual a sustentabilidade e comprovação de tais afirmações, pois dinamismo ou intensas vivências são predicados pouco sentidos de há tempos em Tomar.

Há no entanto alguns pormenores dignos de observação, e que enuncio, como o facto de admitir entre linhas, várias vezes, algo que a esta câmara muitas vezes tem sido difícil ou totalmente impossível – que o passado do concelho e da cidade foi mais brilhante e bem sucedido que aquilo que o presente vai demonstrando, assim como uma leitura atenta que ignore as já referidas frases vãs, mostrará que, quanto aos investimentos mais recentes e em concreto os referentes ao programa Polis, eles não foram mais que pouco prioritários ou fiascos.

Acaba, também, por demonstrar outros fracassos que são com menor ou maior responsabilidade, do município e deste seu órgão executivo que é a câmara municipal, como no caso da “progressiva desvalorização da zona histórica”, na “desqualificação nas acessibilidades/ligações entre o sistema rodoviário concelhio e o sistema rodoviário regional”, ou nesta frase mais do que expressiva e que se comenta a si mesma: “o estado desqualificado em que se encontram as ruínas do Forum Augustano de Sellium são a expressão da forma negligente como este valioso património tem sido tratado”. Admite ainda, por exemplo, que o desemprego é em Tomar maior que a média nacional.

O documento apresenta ainda vários erros ou imprecisões, como o de referir que o IC9 ligará Nazaré a Ponte de Sôr, quando há muito se sabe que ele não continuará além do IC3 em Tomar, ou este mais interessante ainda que é o de afirmar-se que na Zona de Intervenção existem diversas “infra-estruturas turísticas que correspondem a alojamento turístico destacando-se o parque de campismo, situado junto ao Pavilhão Municipal”! De facto haver havia, mas será que este documento foi concluído antes de 2003?!

Baseia-se em pressupostos que entendo como errados, como por exemplo, concluir que “a vertente cultural é bastante valorizada na cidade de Tomar” por análise das despesas quando o que seria relevante aferir seriam os resultados, como números de espectadores/participantes ou cidadãos atingidos por essas actividades, bem como da qualidade ou pertinência das mesmas para essa vertente cultural. Tal é feito também, quando se descrevem intervenções anteriores e os seus custos, mesmo que alguns deles duvidosos, mas não se analisa a pertinência, os resultados e a contribuição para uma estratégia de futuro desses ditos investimentos. Aliás, essa filosofia de dar primazia aos gastos ao invés dos resultados, é também apanágio desta câmara.

Faz-se por diversas vezes referências à Monitorização e Sensibilização Ambiental bem como à construção do Centro de Interpretação e Monitorização Ambiental, que todos conhecemos por Casa dos Cubos, e seria bom que alguém explicasse afinal o que quer isto dizer, e o que para tal tem sido feito, para que não nos sentíssemos todos enganados.

O documento faz igualmente eco de alguns errados lugares comuns desta câmara, condizente com aquela portuguesa mania de pretensiosismo nas palavras, como o denominar como museu um conjunto de espólios que em verdade não são museus, uma vez que a única entidade portuguesa competente para o efeito, o Instituto Português de Museus, ainda não os reconheceu como tal. Isto é importante, porque numa cidade que se diz querer ter como vértices de desenvolvimento a cultura, o turismo e o consequente turismo cultural, e apesar da certa qualidade desses legados, não houve ainda competência para conseguir reconhecimento formal de qualquer museu em Tomar.
Assim, se consideramos como museus todo o aquilo que nos apeteça dessa forma denominar, teremos também de nos lembrar do Museu do Caniçal, do do Rancho Etnográfico de Alviobeira, e já agora, de todas as nossas colecções particulares!
A par com isso, continua-se a denominar erradamente algumas situações, como a insistência em dizer que as obras do pavilhão municipal foram uma remodelação, quando todos sabemos que foram a construção de algo novo.

Depois, os planos desenvolvidos pela autarquia devem ter uma base de princípios e factores comum, e não deixa de ser estranho que, por exemplo ao nível da educação, este plano apresente dados divergentes dos que serviram para a Carta Educativa há poucos dias aprovada pelo PSD na Assembleia Municipal de Tomar.

Por outro lado, não deixa de ser interessante que se reconheça o que todos sabemos e que há muito o PS afirma, aliás, não o podendo ler no programa eleitoral do PSD, uma vez que ele não existiu, estou convicto que foi no do PS que a equipa que elaborou este documento se foi inspirar. Tais como: a necessidade de Tomar se voltar a afirmar como centro de uma região, necessidade da conclusão da circular urbana e de melhorar as ligações da cidade aos IC’s, a necessidade de ligação efectiva e vivenciada entre o complexo monumental do Convento de Cristo e a cidade, a necessidade de recuperação e melhor rentabilização de espaços como a Sinagoga ou o Fórum Romano, a necessidade de promover e rentabilizar o centro histórico e para ele olhar como um todo, ou ainda que em Tomar há apesar de tudo, oferta hoteleira em débito.
É ainda mais interessante que o documento afirme que o Mercado Municipal é uma “âncora comercial do centro da cidade, com enorme atractividade”, quando todos sabemos o quanto esta câmara tem procurado extingui-lo. Diz-se também, que se deve desincentivar o uso do automóvel, quando em verdade não é o que se verifica, por exemplo na filosofia inerente às obras ditas de requalificação que se têm operado no centro histórico.

Mas, a razão fundamental pela qual afirmo que este documento não é para ser levado a muito a sério, tem a ver precisamente com o fim a que se destina, a candidatura a fundos do QREN. Estes, lamentavelmente, apresentam-se com forte probabilidade de vir a ser mais uma oportunidade perdida para Tomar, uma vez que os principais critérios de elegibilidade são as parcerias público-privadas, os projectos supra-municipais, bem como os que se enquadrem em filosofias de Desenvolvimento Sustentável, e também Mobilidade Urbana Sustentável, ou em consonância com outras políticas nacionais e comunitárias, como a Promoção da Igualdade de Género ou a Inclusão Social e Igualdade de Oportunidades, critérios que este plano pouco ou nada apresenta. Ele usa aliás, na tentativa de disfarçar essa realidade, argumentos que nos podem até deixar embaraçados, como aquele que, depois de traduzidas as palavras, diz que se promove a Igualdade de Género ao potenciarmos maior abertura de lojas no centro histórico.

Em todo caso, como essência, o que importa concluir é que, se este como outros, são documentos que a câmara entende fundamentais, é importante que eles surjam da participação que o próprio documento refere, e não como assuntos fechados, quase escondidos, e normalmente urgentes por estarem já em atraso.

Tomar, a 14 de Abril de 2008, O Vereador
Hugo Cristóvão

quarta-feira, abril 09, 2008

POSIÇÕES DO PS NA REUNIÃO DE CÂMARA



Com a presença do Vereador CARLOS SILVA foram apresentadas as seguintes Propostas, Declarações para a ACTA e Declarações de Voto, na reunião da Câmara Municipal de dia 8 de Abril.

PROPOSTA
Criação de lugar de estacionamento reservado a cidadãos com mobilidade reduzida junto às Finanças de Tomar



Considerando que a instalação do novo Serviço de Finanças de Tomar, levou a um também novo fluxo de cidadãos para o início da Rua Everard;

Considerando que os cidadãos com mobilidade reduzida têm acrescidas dificuldades de acesso a esta nova localização;

Se propõe que:

Seja criado lugar de estacionamento reservado a cidadãos com mobilidade reduzida junto às Finanças de Tomar.



PROPOSTA
Concessão de espaço para Serviço de Apoio aos visitantes do Mouchão



Considerando que existe um espaço junto à Estalagem de Santa Iria que se encontra devoluto;

Considerando que está já previsto o lançamento de concurso para adjudicação de exploração do açude real para a colocação de embarcações de recreio junto a esse espaço;

Considerando que haverá um sucessivo aumento de visitantes ao Parque do Mouchão em resultado de tal facto;

Se propõe que:

Seja elaborado procedimento para concessão de espaço para serviço de apoio aos visitantes no Mouchão.



PROPOSTA
Colocação de Flores nas Avenidas da Cidade



Considerando que Tomar foi em tempos conhecida como a Cidade Jardim;

Considerando que não basta criar separadores centrais de Avenidas e Rotundas, mas também é necessário tirar partido dos mesmos para embelezar o espaço público;

Considerando que certamente o Horto Municipal tem necessário e suficiente stock de flores para tal desiderato;

Considerando ainda que o embelezamento da Cidade é igualmente uma mais-valia para o Turismo;

Se propõe que:

Os separadores centrais das Avenidas e Rotundas da Cidade sejam objecto de tratamento condigno, privilegiando a colocação de diversas espécies de Flores.


DECLARAÇÃO para a ACTA
Parque de Máquinas do Município

Uma das críticas recorrentes dos Srs. Presidente de Junta de Freguesia é o estado lastimável em que se encontram algumas das máquinas da Município, as mais das vezes com avarias e em número escasso para as necessidades de trabalho nas Freguesias.

Percebemos hoje, nesta reunião de Câmara o porquê de tal facto, em virtude de a esta serem presentes os encargos com pessoal e equipamentos, para nos termos do POCAL, serem atribuídos para efeitos de administração directa.

E o facto é muito simples.
O Município é proprietário de 12 viaturas e de 24 equipamentos/maquinaria.
91,7% das viaturas estão totalmente amortizadas, ou seja já ultrapassaram a sua vida útil.
O mesmo acontece com 66,7% das máquinas actualmente existentes.

Aliás, mais de 54% das actuais maquinas ao serviço da autarquia foram por esta adquiridas entre 1990 e 1997, altura em que a responsabilidade da gestão esteve com o PS, o mesmo acontecendo com 75% das viaturas.

Percebe-se assim que a principal lacuna dos trabalhos a efectuar nas Freguesias advém do não investimento em novos equipamentos, pelo que não pode deixar o PS de tomar devida nota desta atitude de mais de 10 anos de degradação do Parque de Máquinas da Câmara.


DECLARAÇÃO DE VOTO
Manutenção da Ponte do Prado, na EM 526

É-nos presente hoje, na reunião seguinte aquela em que o PS apresentou proposta concreta sobre esta matéria, um Plano de intervenção que, não actuando de forma determinante na resolução do respectivo problema, prevê investir 19.193,10€ na colocação de guardas metálicas na Ponte do Prado.

Esta intervenção responde de facto á primeira parte da nossa proposta, que está aliás agendada para discussão e votação hoje, onde propomos que “a CM elabore e adjudique de imediato uma resolução de emergência para este grave problema de protecção civil”.

Fica por responder, o que só veremos aquando da votação da nossa proposta, se “a Câmara Municipal promova(e) de imediato a abertura de um concurso de concepção-construção de uma nova ponte”.

De qualquer forma não podemos deixar de estranhar a “enorme velocidade” que é dado a este processo, o que não sendo novo não deixa de merecer o nosso repúdio, que é o facto de entre a entrada na Câmara a 8/10 e o despacho do Vereador a 29/10, terem mediado 3 semanas e entre este seu despacho e a entrada no DOM a 28/11, ter mediado 1 mês. De facto se é assim que o gabinete do Vereador funciona, na resolução de um grave problema de protecção civil funciona, podem todos os cidadãos estar descansados.

Pelo facto de apenas parcelarmente esta intervenção responder à nossa proposta nos ABSTEMOS, aguardando que esta Câmara tenha a coragem para avançar com a elaboração de Projecto para a construção da nova Ponte do Prado.


DECLARAÇÃO DE VOTO
Recuperação de Habitações Degradadas



São hoje presentes a este executivo municipal três propostas de recuperação de habitações degradadas na Cidade de Tomar, facto que nos apraz registar.

Esta actuação do Município devia ser uma constante, seguir uma linha de rumo e basear-se, como temos vindo a dizer por diversas vezes, num estudo aprofundado a ser presente a reunião de Câmara, onde estivessem identificados todos os imóveis, seu estado de degradação actual e seu Plano de intervenção.

Este era de facto um grande contributo que poderíamos, todos, dar em prol de um Município mais harmonioso e respeitador, pelo exemplo, das boas práticas da regeneração urbana.


DECLARAÇÃO DE VOTO
Nomeação de terceiro Vereador em regime de tempo inteiro



A Lei prevê para Municípios entre 20.000 e 100.000 eleitores que compete ao Presidente da Câmara respectiva decidir sobre a existência até ao limite de 2 Vereadores a tempo inteiro e à Câmara Municipal decidir sobre número superior, nos termos do nº2 do Artº58º da Lei 169/99, com a redacção dada pela Lei 5-A/2002.

Ao vir hoje ao executivo municipal uma proposta do Sr. Presidente no sentido de atribuir a mais um Vereador da maioria PSD um regime de tempo inteiro, tal enferma de várias vicissitudes:

1 – A justificação apresentada é pobre, pois se actualmente o Sr. Presidente tem responsabilidade sobre demasiados pelouros é da sua inteira propositura a respectiva distribuição pelos outros Vereadores existentes no executivo municipal;

2 – A proposta apresentada é ainda pobre porque não apresenta a respectiva estimativa de custos associados a este acto, afim deste executivo ter a percepção dos encargos financeiros que recairão a mais sobre o Município, mas que poderão ascender a um valor superior a 75.000€/ano;

3 – Mais pobre é a proposta porque falta uma data para o início das funções do regime de tempo inteiro proposto para o Vereador PSD em questão, bem como quais os pelouros que este assumirá, o que não sendo obrigatório nos termos da Lei, era de bom senso que constasse na proposta apresentada a este executivo;

4 – A proposta em concreto do Vereador PSD Ivo Santos, que passará com a sua aprovação a regime de tempo inteiro, levanta uma questão que não sendo eventualmente do foro legal é pelo menos do foro ético, que é o facto de este manter pelo que é público, relacionamento funcional com uma empresa, que é concessionária de espaço propriedade do Município.

Por todas estas razões VOTAMOS CONTRA.


DECLARAÇÃO DE VOTO
Alteração das Tarifas do Estacionamento da Rua João dos Santos Simões


Muito estranha o PS que venha a esta Câmara Municipal uma proposta para alteração das Tarifas do Estacionamento da Rua João dos Santos Simões de 0,63€ para 0,60€, em virtude de tal tarifação ser desnecessária, descabida e injusta.

A redução do preço a pagar, motivada pela impossibilidade de fornecer os adequados trocos pela respectiva máquina aí instalada, releva do importantíssimo e funesto acto de tarifação exagerada permanente executada por esta autarquia PSD.

Somos assim TOTALMENTE CONTRA esta Proposta, propondo em alternativa que seja de imediato abolida a tarifação nesse estacionamento.



DECLARAÇÃO DE VOTO
(Sobre Proposta apresentada pelos IpT)
Debate sobre o Turismo no PDM

Percebendo embora as motivações, que respeitamos, a proposta ora apresentada para que a equipa técnica de revisão do PDM elabore um documento de trabalho que identifique o património histórico-cultural, patrimonial e natural e perspective a sua vocação, pode eventualmente surgir desgarrada daquilo que deveria constituir uma verdadeira abordagem deste problema, em primeiro lugar porque a quem compete perspectivar a sua vocação é aos decisores políticos.

Na revisão do PDM deverá ser equacionada a estratégia global de desenvolvimento do Concelho, com consequências óbvias em todos os sectores de actividade, como seja neste caso o Turismo.

É nesse sentido que vem trabalhando a Comissão de Acompanhamento da Revisão do PDM da Assembleia Municipal.

Pretender ligar esta abordagem, que deve ser sistémica e processual, a inopinadas medidas do tipo “criação de um Centro de Estudos” e “Uma Rede internacional Templária e do Espírito Santo”, com as quais até poderemos concordar, pelo que até constam em larga medida na Agenda para o Desenvolvimento do Concelho de Tomar proposta pelo PS em Junho de 2005, parece-nos ser neste momento a melhor forma de garantir que este tema não é devidamente abordado, ao contrário do que se pretende.

A obrigatoriedade do levantamento do património material e imaterial decorre da Lei e terá sempre de constar no PDM.

A obrigatoriedade do trabalho afincado por parte da equipe técnica neste levantamento é obvio e não necessita de estímulos deste tipo.

As considerações e propostas particulares concorrentes para considerar a CULTURA, no seu lato senso, como FACTOR DE DESENVOLVIMENTO do CONCELHO, constam já de duas recomendações surgidas através dos documentos presentes à Assembleia Municipal Extraordinária que em Setembro de 2006 debateu a Cultura, uma do PS e outra subscrita pelo BE, CDU e IpT.

Votamos assim contra esta proposta desgarrada e descabida na sua contextualização, propondo em alternativa que os Independentes e o PSD ajudem a viabilizar uma Assembleia Municipal Extraordinária para debater o TURISMO como FACTOR DE DESENVOLVIMENTO do CONCELHO, de onde poderão surgir estas e/ou outras recomendações a integrar no processo de revisão do PDM.

domingo, abril 06, 2008

DECLARAÇÃO CONJUNTA DA OPOSIÇÃO (PS - IpT - CDU - BE) - LIDA POR CADA UM DOS LÍDERES DE BANCADA ANTES DA VOTAÇÃO DA CARTA EDUCATIVA

Declaramos a nossa veemente oposição à presente proposta de Carta Educativa.Acusamos a maioria PSD de incompetência política na elaboração da Carta Educativa.

Denunciamos o desinteresse da maioria pelo desenvolvimento harmonioso do Concelho de Tomar.

Alertamos a população para a potencial desertificação das zonas rurais do Concelho.Repudiamos o comportamento do Sr. Presidente da Assembleia Municipal.

Solidarizamo-nos com as Freguesias afectadas negativamente pelas opções constantes da Carta Educativa.

Sublinhamos a necessidade da prioridade à construção de Escolas ou à sua requalificação nas zonas rurais.

Recomendamos o não desmembramento artificial dos Agrupamentos existentes sem a sua prévia concordância.

Bater-nos-emos pela revisão imediata da Carta Educativa se a sua aprovação consubstanciar os erros contidos na proposta hoje em votação se mantiverem.

Nota:
- A Carta Educativa foi aprovada por 19 votos contra 18.

segunda-feira, março 31, 2008

CARTA ABERTA AOS TOMARENSES

Estimado(a) amigo(a)

O Município de Tomar pretende fazer aprovar uma Carta Educativa que prevê o encerramento até 2012 de todas as Escolas e Jardins de Infância nas Freguesias de Alviobeira, Beselga, Além da Ribeira, Junceira, Olalhas, Pedreira e Sabacheira.

A decisão de encerrar escolas é, dentro dos princípios pedagógicos nacionalmente definidos, uma decisão que cabe totalmente à autarquia. No nosso Concelho não haverá em 2016 uma única Freguesia com menos de 10 alunos. Em todas as Freguesias existirão alunos que justificarão um mínimo de duas salas de 1ºCiclo e uma de Jardim-de-infância.

As Escolas de 1ºCiclo da Cidade estão cheias, em primeiro lugar porque não há ainda boas condições na generalidade das Escolas das Freguesias.

A aposta está em construir Escolas nas Freguesias e reduzir assim a pressão sobre as Escolas da Cidade. Nesta prevê-se ainda encerrar a Escola de Sto.António, construir já uma super-escola na actual Nuno Alvares e na Freguesia de S.João fechar as Escolas das Cabeças e de Carvalhos de Figueiredo, construindo uma Escola na Machuca onde, como todos nós sabemos, não existirão mais do que uma ou duas crianças.

Encerrar ainda as Escolas da Asseiceira, Sta.Cita, Roda, Paialvo, Porto da Lage, S.Miguel e Marmeleiro, significa que os alunos residentes nestas freguesias tenham de percorrer distâncias maiores saindo de casa muito mais cedo, prejudicando o seu percurso escolar, num Concelho que é o melhor da região em todos os indicadores escolares.

Esta Carta Educativa não resolve nenhum dos problemas dos Munícipes, mas poderá vir a criar imensos, como por exemplo obrigar a que as crianças entre os 3 e os 9 anos, passem a frequentar Escolas muito mais longe de casa, sem quaisquer garantias que o transporte é assegurado pela Câmara, por exemplo.

Isto custa mais dinheiro ao Município é certo, levando a que o Ministério coloque mais Professores, o que também é certo.

Mas não valerá o esforço criar melhores condições às nossas crianças, investindo em pelo menos UMA ESCOLA POR FREGUESIA, próximo das famílias, em lugar de estarem “amontoadas” em super-escolas, todas elas localizadas na Cidade ou nas suas imediações?

No PS achamos que sim. Que é preferível apostar nas nossas crianças e jovens em lugar de gastar o dinheiro que deveria ter sido usado para construir 6 Escolas, na construção do Parque de Estacionamento do Pavilhão Municipal ou 1 Escola com o dinheiro gasto nas lombas que foram espalhadas pela Cidade.

Esta Carta Educativa não foi discutida com as Escolas, não foi discutida com os Pais, não foi discutida com as Juntas de Freguesia. É uma má solução que urge parar, em prol das nossas crianças.

Apela-se assim, a que todos possam assistir à Assembleia Municipal que se realiza na Sexta-feira, dia 4 de Abril, pelas 17 horas, afim de ver quem está de facto do lado das crianças do Concelho.

Tomar, 29 de Março de 2008
Becerra Vitorino, Vereador

terça-feira, março 25, 2008

Despacho Electrónico

Proposta

Porque, há mais de um ano atrás, a 14 de Fevereiro de 2007 para ser exacto, estando presente como vereador nesta Câmara, apresentei então uma proposta para que a autarquia, através da sua Divisão Administrativa e de Tecnologias de Informação, diligenciasse no sentido de equipar a autarquia com um sistema de “Despacho Electrónico” com os pressupostos que passo a citar:

“Porque os processos administrativos e a burocracia e demora por eles produzida são variadas vezes referidos pelos cidadãos em geral como os piores obstáculos a ultrapassar nas necessidades diversas que tenham para com os Serviços da Administração Pública e esta autarquia em particular;

Porque a modernização administrativa no sentido de a tornar mais célere e simples é um objectivo que a todas as entidades públicas deve motivar atenção e trabalho;

Porque as diversas tecnologias hoje ao dispor são um instrumento capaz de determinar importantes ganhos de eficiência e qualidade;

Porque a modernização, simplificação e melhoria de tratamento dos processos quer para os que com mesmos actuam, quer por fim último para os cidadãos e utentes, são objectivos que devem guiar responsáveis e técnicos;

Proponho que este executivo camarário, possa responder aos objectivos enunciados e assim prestar melhor serviço aos cidadãos no âmbito e tarefas igualmente referidos.”


Verificando que passado este tempo, o mesmo não aconteceu, e porque os pressupostos que o sustentavam se mantêm perfeitamente actuais, proponho uma vez mais que este executivo delibere, no sentido de que a autarquia proceda a essa aquisição, que providencie formação a todos os intervenientes nesse processo, e que daí em diante, só esse processo utilize, afim de que a autarquia possa estar minimamente a par com o que hoje é basilar nos processos administrativos de instituições públicas e particulares, e assim prestar melhor serviço aos cidadãos e às instituições, bem como o agilizar dos recursos humanos da autarquia nestas áreas, que poderão assim ganhar tempo para outras e mais profícuas tarefas,

Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)

Parque de Campismo

Declaração para acta

Face à proposta em discussão carece dizer o seguinte:
1- Pressupondo esta Câmara como entidade de boa fé, deveria ser discutido em primeiro lugar, o abaixo-assinado relativo a este mesmo assunto e entregue em reunião pública de câmara de 26 de Fevereiro do corrente, pois tal aconteceu antes desta proposta agora em análise. Não é seguramente a primeira vez que a câmara assim se comporta, mas sobre este tema, é conveniente relembrar a posição do PS.
2- O PS sempre foi contra o encerramento do parque, cujas motivações gritantemente estranhas, nunca foram devidamente explicadas aparentando ser fruto duma simples teimosia.
3- Para esse problema que como outros, ela mesma criou, com o encerramento injustificado do parque, a perca de receitas para a autarquia e para o comércio, a imagem negativa do concelho com reflexos no turismo, e toda a trapalhada em que este processo tem estado envolto, o PS apresentou em 2005 uma proposta de resolução alternativa, que pudesse estar em funcionamento a tempo da Festa dos tabuleiros de 2007.
4- Essa proposta consistia no aproveitamento de um de dois terrenos públicos para aí instalar um novo parque de campismo: a quinta de Marmelais de utilização camarária, ou o terreno municipal na Machuca.
5- A câmara aprovou a construção de um novo parque de campismo no terreno da Machuca, com esse mesmo requisito essencial: o de vir a estar em funcionamento a tempo da Festa dos Tabuleiros de 2007.
6- Nada foi feito, ou sequer intentado, deixou de existir parque e tudo o que representava, não foi construído nenhum outro, e nem o parque de cidade anunciado para o local do antigo viu a luz, e pelo meio mantiveram-se funcionários a guardar coisa nenhuma. Tal só nos permite concluir que tudo não passou de má-fé. Não deve ser essa a filosofia das entidades públicas, muito menos duma autarquia, mas na última década esse foi o estilo: Teimosia, autismo, má-fé.
7- Agora, quer-se acreditar que esse estilo tenha passado, por isso, e por sabermos ser esse o sentimento da generalidade dos tomarenses, voto favoravelmente esta proposta. Que saiba também esta Câmara escutar esse sentir daqueles que a elegeram e em nome de quem governam.
8- Que se tenha também em atenção que como em quase tudo é fácil destruir mas difícil a construção. Não vai ser tão fácil voltar a ter o parque de campismo de referência como fácil foi acabar com ele. Será preciso visão e vontade, num planeamento e promoção turística do concelho como em rigor nunca foi feito, e a capacidade de dotar esse parque da qualidade que hoje se exige e que só essa permite dar frutos.

Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)

Rede Social

Requerimento

Considerando que as questões sociais devem ser cada vez mais a prioridade principal das autarquias;
Considerando que Tomar é um município com problemas de várias ordens e que nem sempre para eles são encontradas as melhores respostas;
Considerando que Tomar, com muito atraso em relação a outros, foi o último concelho do distrito e dos últimos do país, depois de grande insistência do PS, a criar a sua Rede Social;
Venho desta forma requerer que esta Câmara seja em reunião próxima informada sobre em que fase de implementação está a Rede;
que entidades têm sido convidadas a participar;
com que periodicidade reúne o Conselho Local;
quais os grupos de trabalho existentes;
se foi já criada a rede em alguma freguesia;
quais o principais problemas detectados e que soluções são apontadas para os resolver; que acções estão planeadas e de que forma se pretende envolver a comunidade de forma activa nesta problemática;
outras informações que se entendam relevantes;
Assim, se requer também que o técnico ou técnicos da autarquia responsáveis pela área venham a reunião desta câmara esclarecer perante a mesma estas questões.

Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)

Duplicação de Via na Variante a Tomar (IC3)

DECLARAÇÃO PARA A ACTA

Num momento em que está a ser ultimado o processo do Concurso do IC3 – Tomar/Coimbra, o PS pretende reafirmar o seu maior interesse e empenhamento na resolução do problema que subsistia na manutenção de apenas uma faixa em cada sentido entre a Ponte sobre o Rio Nabão e o Nó de Alviobeira (Variante a Tomar).
E dizemos que subsistia, porque novos dados sobre este Projecto do IC3 apontam para que seja o mesmo completado com uma intervenção no sentido de se duplicarem as faixas na Variante a Tomar, não só por questões de razoabilidade, mas também de segurança rodoviária.

O PS desde a primeira hora defende esta solução que está prestes a ser colocada em prática, pelo que não poderíamos deixar de nos manifestar satisfeitos, em nome das populações que por esta importante via virão a ser servidas.

Aproveitamos a ocasião para nos manifestar também favoráveis a que o principal acesso à Cidade de Tomar, no sentido Norte-Sul do IC3, seja através do IC9 e da Rotunda das Calçadas, procurando despromover o atravessamento de Valdonas para simples via urbana e de ligação entre a Cidade de Tomar e a Serra e nunca como acesso principal do IC3 à Cidade. O acesso sul à Cidade, como sempre defendemos, deve ser garantido através da requalificação da EN110 entre o Moinho Novo e a Cidade.

Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)

Aplicação de bandas cromáticas na E.M.531 junto à ponte do Carril

DECLARAÇÃO PARA A ACTA

Relativamente à “proposta de aplicação de bandas cromáticas na E.M.531 junto à ponte do Carril”, é forçoso que se diga que esta é apenas solução provisória para atenuar o risco existente no local, mas que urge, tal como de há muito tem sido afirmado pelo PS em particular pelos seus vereadores, concretizar a solução definitiva, ou seja, a construção de uma nova ponte naquele lugar, esta sim, ao contrário de outras, prioritária, e permitindo assim, eliminar um dos mais perigosos pontos da rede rodoviária do nosso concelho. O PS ficará não só à espera da concretização deste projecto, como promete que continuará a insistir no mesmo.

Sobre o projecto de bandas cromáticas apresentado, com a instalação apenas na faixa da direita, ou de quem vai ainda cruzar a ponte, parece evidente que se assim executado, o que pretende criar segurança poderá ao invés diminui-la ainda mais, uma vez que se poderá potenciar o facto noutros locais verificado, dos condutores saírem da sua faixa afim de evitar as ditas lombas, pelo que sou a propor que as mesmas ao contrário do projectado, ocupem toda a extensão da via.

Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)

Sinalética em Vale Cabrito

DECLARAÇÃO PARA A ACTA

O PS congratula-se pelo facto de tendo chamado à atenção para a ausência de sinalética em Vale Cabrito, Freguesia da Madalena, que colocava em perigo não só os transeuntes, mas induzia também os condutores ao desrespeito do código da estrada, o mesmo já se encontrar resolvido.

Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)

Programa de Recuperação dos Relógios das Igrejas

PROPOSTA

Considerando que subsistem no Concelho de Tomar inúmeras Capelas e Igrejas à responsabilidade das Comunidades Locais;
Considerando que algumas dessas comunidades procuram ir mantendo a dignidade desses locais de culto, como acervo de cariz cultural de relevo;
Considerando que algumas dessas Capelas e Igrejas deixaram de ter em funcionamento os respectivos relógios há já alguns anos, como por exemplo a Capela dos Pastorinhos e a Igreja das Curvaceiras;

Propõe-se:
1 - Que a Câmara Municipal elabore um Programa de Recuperação dos Relógios das Igrejas, vocacionado para a recuperação ou aquisição de relógios em todas as Capelas e Igrejas propriedade das Comunidades locais do Concelho de Tomar;
2 - Que o referido Programa possa dar um apoio máximo de 1.250€ para cada recuperação/aquisição, num máximo de 50% do gasto efectuado e limitado ao valor de 25.000€ por ano;
3 – Que seja alterado o respectivo orçamento do Município a fim de contemplar este novo Programa.

Tomar, a 25 de Março de 2008, O Vereador
(Hugo Cristóvão)