terça-feira, fevereiro 26, 2013

PS demite-se da Mesa da Assembleia Municipal de Tomar

COMUNICADO

O Partido Socialista, sempre se pautou pelo respeito com as instituições democraticamente eleitas, procurando com a sua ação quotidiana fazer continuamente, em Tomar, parte das soluções, minimizando os problemas.

1ºSecretário da Mesa, Professor José Pereira

A quebra do respeito institucional leva à não dignificação do órgão para o qual se é eleito. É o que se tem passado com a Mesa da Assembleia Municipal de Tomar. Esta representação do órgão autárquico, não tem cumprindo a missão de representatividade quando é, por diferentes instituições do Concelho, convidada para esse efeito.

Infundadamente, temos assistido à ausência reiterada de membros da Mesa, num conjunto significativo de cerimónias organizadas pelas forças vivas do Concelho. Tais ausências devem-se à falta de lealdade dos membros eleitos pelo PSD, em que estando ausentes do concelho ou indisponíveis, não comunicam essa impossibilidade de forma a se fazerem representar, de modo a que o órgão Assembleia Municipal possa estar presente.

Tal situação já se arrasta há tempo de mais, e encontrando-se esgotadas todas as formas de diálogo no sentido de ultrapassar esta situação, não resta outro caminho que não seja a demissão do 1ºSecretário da Mesa da Assembleia Municipal, indicado pelo Partido Socialista, o Professor José Pereira.

Esta decisão do PS, em linha com a sua conduta de responsabilidade, visa contribuir para uma rápida e digna solução institucional, para a Mesa da Assembleia Municipal de Tomar, que recupere a ética na representação pública, facto que a ser protelado por mais tempo, estaria objetivamente em causa.

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Hortas - uma proposta sustentável para Tomar


Artigo de opinião da candidata Anabela Freitas, no Jornal "O Templário"



Hortas comunitárias e pedagógicas

Uma proposta sustentável para Tomar


As hortas comunitárias urbanas têm florescido por todo o país, permitindo aos utilizadores alimentarem-se de forma mais saudável e económica. Seja nas regiões das grandes áreas metropolitanas, seja fora desta como foram os casos recentes de Abrantes e de Almeirim, esta prática tem sido implementada com um sucesso assinalável.
Os novos desafios ambientais, uma sociedade mais exigente do ponto de vista da qualidade alimentar, mas também a atual conjuntura económica, e as dificuldades que um conjunto significativo da população está a sofrer, não podem estar omissas das preocupações dos decisores públicos, podendo ser o garante do sucesso deste tipo de experiências no concelho de Tomar.
Se durante algumas décadas o sector agrícola foi colocado de lado por um conjunto de políticas “cegas” que não souberam aproveitar o que tínhamos de melhor, a verdade é que hoje importa revalorizar a agricultura como mecanismo impulsionador da garantia da sustentabilidade alimentar, mas também ecológica.

Além da componente económica e ambiental, estes espaços têm demonstrado uma importância significativa para as relações sociais e para a ocupação de tempo livre de algumas franjas etárias da população.

Urge ainda abordar este tema, na perspetiva da reativação do nosso Mercado Municipal e na vivificação de uma nova abordagem de promoção dos produtos locais. Há dois anos foi aprovada pela Assembleia Municipal de Tomar, por unanimidade, uma proposta tendente ao levantamento, em articulação com as Juntas de Freguesia, dos espaços públicos ou baldios existentes no concelho, particularmente os urbanos ou na periferia da cidade, com características de possível utilização como hortas comunitárias e à criação de um regulamento que definisse as normas de utilização desses espaços.

Neste tema, como em muitos outros o tempo passou sem que nada tivesse acontecido em Tomar e as oportunidades se gorassem. A articulação do Município com os serviços do Ministério da Agricultura, para o devido estabelecimento de protocolos para o uso do “Horto Municipal” em Marmelais, só agora parece ter continuidade.

A pertinência que atribuo no nosso contexto socioeconómico e até em articulação com outros temas, como o caso do Mercado Municipal e a sua importância primordial como instrumento âncora no desenvolvimento de um sector de atividade económica, levam a que deseje que esta primeira abordagem dê lugar a uma forte articulação entre o Município, as Freguesias, os agrupamentos escolares, entre outros atores sociais, de forma a que sejam implementadas em Tomar, por um lado as ditas hortas comunitárias e por outro, as hortas pedagógicas, que impulsionem a promoção do desenvolvimento sustentável, até porque o mesmo consta da missão da Câmara Municipal.

Também aqui a Mudança será assumida, no respeito pelas decisões tomadas há vários anos pelos órgãos do Município e na promoção da qualidade de vida do nosso Concelho. As pessoas e a nossa responsabilidade assim o exigem!

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

O futuro das políticas autárquicas em debate em Tomar


Anabela Freitas e José Junqueiro, ex-Secretário Estado da Administração Local
Nesta quarta-feira  Anabela Freitas, a candidata a Presidente da Câmara Municipal de Tomar apoiada pelo Partido Socialista, convidou o ex-Secretário de Estado das Autarquias Locais, José Junqueiro (também candidato, em Viseu), para vir à nossa cidade abordar a questão das Políticas Autárquicas nos novos tempos, evento acolhido na sede da Junta de Freguesia de São João Baptista.

Com uma numerosa e participativa assistência, após as respetivas exposições iniciais, tanto Anabela Freitas como José Junqueiro foram unânime em sublinhar que os tempos são outros e como tal também as soluções serão distintas. Num e noutro caso a predisposição para responder às questões do público assentaram no pacto “de não prometer o que não se pode”, mas fazer o “necessário para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.”

Em termos gerais, Anabela Freitas vincou, nas várias respostas, que a “autodestruição” levada a efeito em Tomar nos últimos 16 anos pelo governo local tem de ser revertida. Num cenário destes “são muitos os desafios a que há que dar resposta”, o que só é possível com um trabalho conjunto, de todos, em rede.

Assistência atenta ao compromisso de melhoria das condições de apoio às populações por parte das autarquias, pela candidata a Presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Orçamento participativo e Emprego na agenda de Anabela Freitas com os jovens socialistas

ANABELA FREITAS REÚNE-SE COM JOVENS SOCIALISTAS DE TOMAR
 
 
 
Na passada sexta-feira dia 15 de Fevereiro, do presente ano, a candidata a presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas, reuniu-se com a juventude socialista de Tomar, num encontro alargado aos Núcleos de Estudantes Socialistas (NES) das instituições de ensino do concelho. Participou neste evento igualmente Hugo Costa presidente da JS Ribatejo.

 
Numa lógica de preparação da campanha autárquica  Anabela Freitas, recebeu a JS, para auscultar destes os seus anseios e preocupações, tendo exposto junto dos jovens as suas visões, propostas e políticas de juventude para o concelho de Tomar, destacando de entre outras, a intenção da implementação do Orçamento Participativo, referida com uma bandeira da JS Tomar. Apontou o emprego como o maior desafio a conquistar no próximo mandato autárquico.

 
Numa referência à JS e aos jovens Tomarenses a candidata, reforçou “o papel fundamental que os jovens têm no processo de desenvolvimento do município através do seu dinamismo, das suas ideias, empreendedorismo, convicções e capacidade de inovação empresarial, tão importantes para Mudar Tomar.”

 
Hugo Costa presidente da Federação da JS Ribatejo e diretor de campanha distrital da Federação Distrital do PS Santarém, partilhou connosco o panorama autárquico no enquadramento distrital da campanha da JS/PS e terminou com um contributo da sua experiência em anteriores eleições autárquicas e no papel da JS Tomar no momento em que era coordenador.

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Reforço das bolsas de estudo pedido pelo PS será equacionado

Esteve presente na reunião de Câmara Municipal, uma proposta de atribuição de bolsas de estudo a estudantes do ensino superior, com o montante de limite de capitação do agregado familiar estabelecido em 178,15€.
O PS propôs que fosse reavaliado este montante máximo de capitação familiar, uma vez que considerou o valor baixo. O próprio regulamento em vigor, prevê no artigo 4º alínea f) que: "Estudante economicamente carenciado – é aquele cuja capitação média mensal do agregado familiar é igual ou inferior a 50% do valor do Salário Minino Nacional em vigor.", equivalente neste momento a um valor de 242,50€,
A Câmara acolheu esta sugestão e deliberou "mandar promover a reanálise da situação tendo em vista a eventual atribuição de valores de montantes superiores e mais abrangentes".
Dos documentos apresentados estarão envolvidos, nesta diferença de capitação familiar, mais 6 eventuais bolseiros, os quais poderão representar um total anual de 3.000€ de bolsa. O valor aprovado, para 17 bolseiros de licenciaturas e licenciaturas com mestrado integrado, foi de 15.250€/ano.
***** *** *
O CENTRO DE APOIO À FAMÍLIA (CAF), uma parceria entre a Rede Social de Tomar, o Município e o Centro Regional da Segurança Social de Santarém, abriu a 9 de Abril de 2012, tendo atualmente cerca de 440 processos (relativos a famílias) em aberto, dos quais cerca de 200 nunca até 2012 foram referenciados como beneficiários de quaisquer apoios sociais.
O PS questionou o executivo sobre a dúvida que se vem levantando sobre a duplicação de atendimentos, que parece haver entre o CAF e as instituições parceiras, bem como das respostas dadas à nova pobreza, da classe média.
Entre Abril e Dezembro de 2012, foram realizados 1.078 atendimentos, sendo que os meses em que houve mais atendimentos foram Novembro (144), Setembro (137) e Julho (133). A média mensal situou-se nos 125 atendimentos.
A distribuição geográfica dos casos ativos é a seguinte:
Santa Maria dos Olivais - 167
São João Batista - 118
Casais - 27
S. Pedro - 23
Madalena - 21
Paialvo - 13
Serra, Olalhas e Asseiceira - 12 cada
Além da Ribeira, Junceira e Beselga - 7 cada
Alviobeira - 6
Sabacheira - 4
Carregueiros - 3
Pedreira - 1
Constata-se assim que a prevalência de casos está centrada na Cidade (65%).
A nível de problemáticas apresentadas, a ordenação quantitativa apresenta o seguinte panorama:
Dificuldades económicas - 185
Alimentação - 172
Desemprego - 83
Apoios diversos - 78
Atualização de dados de RSI - 62
Apoio para água, luz e gás - 43
Apoio para renda - 37
Vestuário - 31
Apoio para livros – 23
Por outro lado o programa de cantinas sociais, enquadrado no Programa de Emergência Alimentar (em que cada IPSS associada beneficia de 2,5€ por refeição servida, pagos pela Segurança Social), à qual têm acesso apenas as famílias sinalizadas e identificadas pelo CAF, cobre neste momento apenas uma parte da zona rural do Concelho, evidenciando o cenário seguinte:
Centro de Dia do Paço da Comenda - 17 pessoas
Centro de Dia de Paialvo - 16 pessoas
Centro de Dia da Linhaceira - 13 pessoas
Centro de Dia da Venda Nova - 12 pessoas
Lar da Junceira - 8 pessoas
Centro de Dia de Além da Ribeira - 7 pessoas
Centro de Dia das Olalhas - 5 pessoas
Estão ainda envolvidos no protocolo, mas presentemente sem qualquer apoio a ser prestado os Lares da Serra e de S.Pedro.
A cidade não se encontra coberta pela rede de cantinas sociais, uma vez que a Santa Casa da Misericórdia de Tomar, primeira instituição convidada para integrar a rede, se recusou a participar, estando a ultimar-se negociações para a assinatura de um protocolo com o Centro de Assistência Social de Tomar (Lar de S.José).
***** *** *
Câmara deliberou iniciar revisão dos regulamentos de utilização dos equipamentos culturais e desportivos, de modo a prever isenções totais ou parciais nos mesmos de maneira a poder beneficiar de uma forma equitativa o movimento associativo concelhio.
 
As dívidas das Associações do Concelho ao Município, por utilização dos equipamentos municipais, ascendia em 30/Junho/2012 ao valor de 152.291,32€.

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

PS lidera intenções de voto e realiza XIX Congresso em Abril

Desde há três meses que o PS lidera as intenções de voto no barómetro da Marktest, sendo que a vantagem se vai afirmando como substancial, à medida que os Portugueses vão constantando aquilo que em Tomar nós já 15 anos sabemos: o PSD não apresenta boas soluções para a governação e não resolvendo nenhum dos problemas que existem, insiste em criar outros.
 
No Distrito de Santarém este resultado levaria à seguinte distribuição dos 10 Deputados a serem eleitos: PS 4-5, PSD 3-4, CDU 1 e BE 1.
 
*** *** ***
 
Na sequência da Comissão Nacional de Coimbra, que se realizaou neste Domingo, dia 10 de Fevereiro, foi marcado o XIX Congresso Nacional do PS, para os próximos dias 26, 27 e 28 de Abril de 2013.
 
As assembleias eleitorais vão ser realizadas no próximo dia 13 de Abril (Sexta-feira).

Todos os documentos essenciais para o Congresso poderão ser consultados aqui.
 
Segundo o Regulamento Eleitoral para a eleição dos delegados ao XIX Congresso Nacional.
“ARTIGO 5º
(CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA E PASSIVA)

1. Têm capacidade eleitoral ativa, os militantes inscritos até doze meses antes do ato eleitoral (12 de abril de 2012), que tenham as quotas pagas até, pelo menos, o segundo semestre de 2012, e como tal constem nos cadernos eleitorais.

2. Para efeitos do número anterior, os militantes terão que ter as quotas regularizadas até um mês antes do dia da eleição (até 12 de março 2013).

3. Têm capacidade eleitoral passiva, os militantes inscritos até dezoito meses antes do ato eleitoral (12 de setembro de 2011), que tenham as quotas pagas até, pelo menos, o segundo semestre de 2012, e como tal constem nos cadernos eleitorais.”

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Vontade e bom senso

As últimas semanas do ano de 2012, em Tomar, ficaram marcadas pela aprovação do orçamento do município para o corrente ano. 
Anabela Freitas, candidata a Presidente da Câmara


Mas não é em relação ao orçamento que pretendo falar, porque em relação a este, é público que a posição oficial do Partido Socialista foi contra e pelos motivos expostos em sede própria e que podem ser consultados aqui na sua página oficial.

O que importa analisar é o que levou alguns presidentes de junta a abandonarem a assembleia municipal na altura da votação do orçamento, que quanto a mim, constituiu uma atitude de protesto, a qual compreendo.

Convém lembrar, que os presidentes de junta não são eleitos para as assembleias municipais, têm assento por inerência e foi precisamente o direito ou não direito de voto dos presidentes de junta nos orçamentos municipais e nas contas de gerência, que dividiu há menos de 10 anos as direções nacionais do PS e do PSD quando se tentou introduzir alterações à lei eleitoral autárquica.

O que se passa em Tomar, no relacionamento entre o município e as freguesias, infelizmente não é caso único no país. A não existência de um relacionamento claro, transparente e objetivo, entre estas autarquias leva a situações como a da última assembleia municipal.

Com a aprovação deste Orçamento, acabaram as desculpas que o PSD vinha tendo para não fazer, para não apoiar devidamente as Freguesias.

Os pedidos mais insistentes dos presidentes das juntas ao município, têm passado sobretudo pelo arranjo de algumas estradas e caminhos, de responsabilidade municipal, pela limpeza de bermas, pelo arranjo ou cedência de algumas instalações públicas desativadas, pedidos esses que em muitos dos casos significam cedências das máquinas do município. E existe algum planeamento na cedência dessas máquinas? Existe um olhar global para o conjunto do território? Não, não existe! Quantas vezes assistimos a obras nas freguesias que ficam inacabadas porque as máquinas foram deslocadas para outros pontos do Concelho? A cedência de máquinas, o “saltar” de freguesia para freguesia é feito casuisticamente, tal como era prática corrente há 20 anos atrás.

Entendo que isto tem de mudar! E mudar como? Defendo que deve ser aferido com cada junta de freguesia quais as suas necessidades, definir prioridades na execução dentro dessa freguesia e posteriormente que prioridade tem na globalidade do Concelho. Com base em toda esta informação, planear a execução das mesmas e sobretudo efetiva-las através de protocolo. Entendo que a realização de protocolos é fundamental, para garantir transparência e sobretudo responsabilizar todos os envolvidos. A população ficará a saber o que cada um se compromete a fazer! Quando o deve fazer! Que meios dispõe para o fazer. Só assim os cidadãos podem fiscalizar os eleitos na sua atuação diária. Entendo que em toda a nossa atuação pública temos a obrigação de ter clareza (hoje usa-se muito o termo transparência) nas decisões o que contribuirá para promover a cidadania ativa.
É difícil? Do meu ponto de vista nem por isso! Basta para tal, vontade e bom senso!
Esta é, entre outras, a mudança necessária a fazer em Tomar!

quinta-feira, janeiro 31, 2013

Município de Tomar passa a ter nova estrutura orgânica

Aprovado pelo PSD, com os votos contra dos independentes e a abstenção dos vereadores do PS, a nova estrutura orgânica do Município, por força da Lei 49/2012, passou a ser a seguinte:
 
Departamento de obras municipais e serviços urbanos

Divisão financeira

Divisão de recursos humanos

Divisão de assuntos jurídicos e administrativos

Divisão de ordenamento e gestão do território

Divisão de educação, acção social, desporto e juventude

Divisão de turismo, cultura, museologia e comunicação

Divisão de proteção civil

Unidade orgânica flexível de 3º grau, oficinas, transportes, resíduos sólidos urbanos e canil
Unidade orgânica flexível de 3ºgrau, jardins, cemitérios, mercados e feiras

Os vereadores socialistas apresentaram a seguinte declaração de voto:

Consideramos a orgânica do município, como o principal caminho estratégico para promover a eficácia e bom serviço público que deve estar na base dos objetivos políticos de um mandato autárquico. É assim numa câmara como o é numa empresa que pretenda ser concorrencial e obter sucesso.

Por estas razões demos a maior importância ao debate em torno da reorganização que foi promovida em 2010, na altura como hoje, por imposição legal. Não foram acolhidas, à época, e apesar das exaustivas justificações, as linhas mestras que propusemos, com vista à criação de uma estrutura orgânica não só mais leve, mas principalmente com melhores condições de articulação interna. Colocámos aliás, a tónica da articulação interna entre unidades orgânicas e seus dirigentes, como condição essencial para uma maior motivação e responsabilização dos diversos sectores da autarquia e para uma maior rentabilização dos recursos humanos existentes.

Assim sendo, é com satisfação que vemos agora que o governo, acertando desta vez, venha impor às câmaras uma reorganização interna sujeita a fortes restrições no domínio da despesa por via da limitação significativa das unidades orgânicas na sua relação com a população servida.

Ao perder as características de pulverização de responsabilidades, aglutinado diversos dos sectores existentes atualmente, esta proposta só poderá ter o nosso apoio. Contudo contém ainda alguns aspetos que suscitam as maiores dúvidas.

A sua implementação não será imediata, uma vez que irá sujeitar-se ao tempo que resta em cada uma das comissões de serviço das atuais chefias. Faz sentido, respeita os vínculos contratuais e evita processos indemnizatórios. Recomendamos, assim, que seja aproveitado o calendário de implementação da nova estrutura para, eventualmente, fazer propostas de funcionamento e promover adaptações ou alterações que se mostrem necessárias.

Contudo, deixamos desde já expressas as grandes dúvidas que suscitam alguns dos aspetos da proposta atual:

Não nos parece viável, no sentido da resposta que lhe deve ser exigida, que o mega departamento de obras municipais tenha condições de funcionamento, sem, pelo menos, conter uma unidade orgânica flexível de segundo grau.

Por outro lado, não encontramos razões para que, quer o serviço de recursos humanos quer o sector financeiro, constituam divisões isoladas, fazendo muito mais sentido, em nossa opinião, prever a sua aglutinação com outros sectores de atividade.

Finalmente, recomendamos que seja produzido e levado à apreciação da câmara municipal, um calendário de implementação decorrente das razões assinaladas acima.
Por outro lado, recomendamos também que seja executado, durante 2013, estudo estratégico e de viabilidade, com vista a fundamentar uma definição de objetivos e enquadramento orgânico dos SMAS no âmbito do município.

segunda-feira, janeiro 28, 2013

PS faz discussão sobre estratégia de apoio ao Associativismo

Nos termos dos Estatutos e do regimento, convoco uma reunião da mesma para a próxima Terça-feira, dia 29 de Janeiro de 2013, pelas 18H15, na sede, com a seguinte ordem de trabalhos:
1 - Discussão sobre a estratégia de apoio ao Associativismo no Concelho de Tomar;
2 - Análise da Proposta de organização dos serviços do Município de Tomar;
3 - Análise de assuntos presentes a reunião do Município de 31 de Janeiro de 2013;
4 - Análise da proposta de estacionamento tarifado da Cidade;
5 - Análise da situação política e próximas ações.
A Presidente da CPC
Anabela Freitas

domingo, janeiro 20, 2013

Anabela Freitas e Basílio Horta querem 'puxar' pela economia local

Foto Leonel Graça
O antigo Ministro e Presidente do Instituto do Comércio Externo português (AICEP), Basílio Horta, a convite da candidata a presidente da Câmara Municipal de Tomar e ex-diretora do Centro de Emprego local, Anabela Freitas, esteve em Tomar na passada sexta-feira. Perante um auditório repleto, ajudou a fazer luz sobre alguns dos caminhos e desafios que se colocam aos portugueses em geral e, com o contributo da candidata e da empenhada assistência, das hipóteses para Concelhos como o de Tomar em particular, num mundo cada vez mais globalizado.

Basílio Horta, atual vice-presidente do Grupo parlamentar do PS, para a área da economia, centrou a sua intervenção, não só no plano nacional dos desafios que as empresas enfrentam e dos apoios que têm disponíveis, mas também naquilo que as autarquias podem e devem fazer para criar emprego.



Tanto Basílio Horta, como Anabela Freitas, a candidata a presidente da Câmara de Tomar, que conta com o suporte dos socialistas, foram unânimes em considerar essencial o apoio às empresas já instaladas nos Concelhos.

Foto Nuno Ferreira
Para Anabela Freitas, esse apoio passa por escutar os empresários, promover licenciamentos céleres, ter uma política fiscal competitiva, dentro do quadro legal das competências das autarquias, mas também, em parceria com instituições do Concelho, conciliando com estes aspetos, a criação daquilo que foi definido como um “pacote atrativo para captação de novos investimentos” ou a “VIA VERDE DO INVESTIDOR”.

Basílio Horta, também ele candidato à presidência de uma autarquia em Setembro, neste caso a de Sintra, entende que deverão ser as autarquias a “vender” esse pacote como forma de atrair investimento. Ambos os candidatos consideraram ainda essencial, a criação de um gabinete de apoio ao investimento, com procedimentos claros, transparentes e céleres.

As questões colocadas pela assistência, centraram-se na atual política de privatizações, na sustentabilidade do sistema público de segurança social, e sobre o que deve fazer uma autarquia para se proteger de maus investimentos. Foi igualmente dada assinalável ênfase à perspectiva de valorizar o posicionamento estratégico de Tomar, aproveitando os novos mercados regionais abertos pelo IC9 para o litoral e pela A13 para Coimbra, bem como no aproveitamento da fileira agro florestal.

Basílio Horta quando questionado sobre a elevada taxa de desemprego nos jovens, e o que na sua opinião os mesmos devem fazer, respondeu que os jovens se devem revoltar, lutar.


Anabela Freitas, a ex-deputada que pretende reconquistar para os socialistas a autarquia que há 16 anos lhes foge, desde que o atual Ministro Relvas se impôs como Presidente da sua Assembleia Municipal, terminou garantindo à expetante assistência da cidade templária – a qual em noite de temporal ocupou a pitoresca estalagem colocada numa ilha fluvial bem no centro da cidade –, que o seu empenho na promoção e desenvolvimento da economia local será total.

Foto Leonel Graça
Como gesto simbólico, ofereceu ao seu convidado uma amostra de doces tradicionais de Tomar, além de um kit de vinhos de produtores locais, designado de kit templário, numa iniciativa que teve a assinatura da vereação socialista na área do turismo em Tomar.


sexta-feira, janeiro 18, 2013

Debate sobre economia local com Basílio Horta


Foto Ionline

Realiza-se hoje, a partir das 21H00, na Estalagem de Santa Iria, um debate com Basílio Horta, ex-Presidente da AICEP, atual vice-presidente do grupo parlamentar do PS, para a área da economia.
 
Num convite da candidata a presidente da Câmara Municipal de Tomar apoiada pelo PS, Anabela Freitas, este ex-Ministro do Trabalho nos anos 80, vem discutir com os tomarenses os desafios da economia local, num mundo globalizado.


quinta-feira, janeiro 17, 2013

PS questiona sobre as obras da A13, no Concelho de Tomar

Foto Rádio Hertz
Nesta reunião de Câmara, os vereadores do PS, questionaram o Presidente da Câmara Municipal em virtude do arrastar da reposição das vias municipais, na envolvente à obra de alargamento de faixas da A13, entre o nó do Moinho Novo e o nó de Alviobeira, no atravessamento das Freguesias de S.Pedro, Santa Maria, Casais e Alviobeira.
Têm sido várias as dificuldades sentidas pelas populações, quer pelos constrangimentos a uma circulação com segurança nas imediações das suas habitações, quer na escorrências das águas pluviais, uma vez que a obra tem estado a criar constrangimentos em linhas de água, as quais não estão preparadas para drenar a grande quantidade de água que escorre das vias da A13, agora alargada.

Já desde há vários meses que o PS vem alertando em reuniões de Câmara para esta situação, vindo a ser sempre garantido por parte do Presidente que a situação está devidamente acautelada, através de um diálogo com o empreiteiro, o qual manifestamente não está a atuar, como se tem verificado nestas últimas semanas, com o aumento de pluviosidade.

Foi garantido que será feita nova insistência, junto do empreiteiro, quer para o reforço das linhas de água, quer para a reposição de pavimentos destruídos, sendo certo que os autarcas do PS continuarão a estar atentos ao desenrolar desta situação.
Foto lusomotores.com


POSTO DE ABASTECIMENTO DE COMBUSTIVEIS LOW COST DEFENDIDO DE INSTALAR POR PARTE DOS AUTARCAS
Esteve ainda nesta reunião em discussão um destaque de um terreno confinante com a superfície comercial do InterMarché, integrado no Plano de Pormenor das Avessadas, o qual tem como objetivo a instalação de um posto de abastecimento de combustíveis Low Cost.

Alguma discussão deu este assunto, em virtude do plano de pormenor das Avessadas marcar passo na sua execução há vários anos, mas após insistência dos autarcas socialistas, os quais consideraram como de relevante interesse público a prossecução deste objetivo - o da instalação de posto de combustíveis baratos -, conseguiu convencer a restante vereação a dar seguimento ao pedido, o qual viria a ser aprovado por unanimidade.


APOIO PARA A REALIZAÇÃO DE CARNAVAL NA CIDADE DE TOMAR CHUMBADO

Apesar da posição oficial do PS ser favorável à realização de carnaval na Cidade de Tomar, a maioria da vereação foi contrária ao pedido de apoio solicitado pela Associação TomarIniciativas. O vereador Luis Ferreira defendeu a posição oficial do PS, tendo votado vencido, fazendo a seguinte declaração de voto:

quarta-feira, janeiro 16, 2013

PS favorável à realização de Carnaval em Tomar

O Partido Socialista, tendo analisado as circunstâncias relacionadas com o apoio solicitado pela TomarIniciativas, entidade promotora da realização do carnaval na cidade de Tomar, concluiu pela importância da concretização desta iniciativa, dentro das limitações financeiras, que só quem gere a Câmara está em condições de avaliar e definir.

O PS é assim favorável ao apoio necessário para que se realize carnaval na cidade de Tomar, como sempre o foi no passado, considerando que a realização de eventos desta índole, integrados numa estratégia de promoção externa do Concelho, serve uma estratégia de desenvolvimento da economia do Concelho e, por isso mesmo, serve os Tomarenses.

Não pode no entanto deixar de manifestar publicamente, que a atribuição de um apoio financeiro per si é redutor para a atração de públicos e rentabilização das atividades. A não existência de uma estratégia concertada, nesta como em outras matérias, pode transformar o que deveria ser um investimento num custo. Aliás, a decisão tardia sobre o apoio, quer ao evento realizado na Linhaceira, quer ao da cidade de Tomar, denota bem a total ausência de uma linha de continuidade, no investimento da promoção recreativa, cultural e turística do Concelho.

O concelho de Tomar já foi conhecido pelo seu Carnaval, e se quer voltar a ter um carnaval que atraia públicos à cidade, dinamize o comércio e a restauração locais, tem de suportar-se numa estratégia para envolver todos os que dinamizam estes eventos.
Isto é, num investimento na produção local, num envolvimento das suas diferentes associações e empresários baseado num planeamento/programação de longa duração e não casuisticamente.
Ora isso não se faz apenas com apoios financeiros: faz-se, isso sim, com visão, com planificação, com estratégia e parcerias. Aqui o Município falha redondamente ao não promover de forma integrada os eventos, trazendo ao Concelho outros públicos, como aliás aconteceu durante a gestão socialista da área do turismo e cultura.

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Nova direção política no PS de Tomar

Na sequência da sua última reunião da comissão política concelhia, o PS torna público as seguintes informações:
 
Foi remodelada a direção política do partido, passando a mesma a ser constiuída pelos seguintes membros (por ordem alfabética) - Artur Damásio, Celeste Nunes, Joana Nunes, Joaquim Segorbe, José Pereira, Leonel Graça, Luis Ferreira, Susana Faria e Virgílio Saraiva. Integram ainda, como inerentes, o coordenar da JS de Tomar, Nuno Ferreira e o membro da comissão política nacional Hugo Costa.
 
Os dirigentes Hugo Cristóvão, Luis Ferreira e Leonel Graça, ficaram responsáveis pela organização da campanha autárquica, no Concelho de Tomar.

Tendo em conta a avaliação política realizada sobre a sua representação municipal, o PS mantem em vigor quer as decisões anteriormente tomadas sobre a sua coordenação, quer a necessária confiança nos seus diversos eleitos, na Câmara e Assembleia Municipais.

O PS considera ainda que nas atuais condições de vida dos Tomarenses, a preocupação essencial
do Município devia estar centrada no apoio e desenvolvimento da capacidade económica instalada, atuando ainda com uma visão social integrada, de forma a minorar as consequência das erradas politicas de empobrecimento promovidas pelo atual governo PSD-CDS.
 



Assim, com sentido de responsabilidade e no respeito dos seus princípios, na linha do que há largos anos vem defendendo para Tomar e Tomarenses há que pensar o concelho com o olhar posto no futuro. Só desse modo será possível fazer uma mudança a favor de Tomar.

É nesse quadro que desafia todos os cidadãos a assistirem e participarem na iniciativa da candidata a Presidente da Câmara Municipal de Tom
ar, Anabela Freitas, que conta com a presença do ex-Ministro e atual vice-presidente da bancada parlamentar do PS, para a área da economia, Basílio Horta, que se realiza na próxima Sexta-feira, dia 18 de Janeiro, pelas 21H00, na Estalagem de Santa Iria.

PS analisa museu do brinquedo e estacionamento tarifado da cidade

Nos termos dos Estatutos, do regimento e da deliberção da última reunião da CPC de 12 de Janeiro de 2013, convoco uma reunião da mesma para a próxima Terça-feira, dia 15 de Janeiro, pelas 18H00, na sede, com a seguinte ordem de trabalhos:
1 - Alteração do regimento da CPC;
2 - Análise de assuntos presentes a reunião do Município de 17 de Janeiro de 2013;
3 - Análise da situação da instalação do futuro Museu do Brinquedo;
4 - Análise da proposta de estacionamento tarifado da Cidade;
5 - Próximas ações.
Tomar, 14 de Janeiro de 2013
A Presidente da CPC
Anabela Freitas

sexta-feira, janeiro 04, 2013

Convocatória Comissão Politica Concelhia

Nos termos dos Estatutos e Regimento, convoco os membros da Comissão Politica Concelhia do Partido Socialista de Tomar, para uma Reunião ordinária, no próximo Sábado, dia 12 de Janeiro, pelas 10H00 na sede do partido, com a seguinte ordem de trabalhos:
 
1. Eleição do secretariado da concelhia;
2. Analise da situação de representação politica do PS no município de Tomar;
3. Autárquicas 2013;
4. Regulamento financeiro;
5. Análise da situação politica.
Caso não exista quorum à hora marcada, a reunião iniciará às 10H30 com o numero de membros presentes.
 
A presidente da CPC
Anabela Freitas

quinta-feira, dezembro 27, 2012

Anabela Freitas em discurso direto

Entrevista realizada pela candidata a Presidente da Câmara Municipal de Tomar, ao Jornal "O Cidade de Tomar", na sua edição de 28 de Dezembro.


1 - A sua candidatura à Câmara de Tomar significa a concretização de um objetivo delineado há bastante tempo?

A minha candidatura à Câmara de Tomar, significa a assunção de um percurso que considero natural. Já passei por funções executivas e por funções legislativas e entendo que a melhor forma de concretizar projetos, de poder fazer a diferença, de poder mudar a vida das pessoas, é em funções em que exista maior proximidade entre quem decide e quem é alvo dessas decisões. Assim, o trabalho numa autarquia é o que melhor permite aplicar, aferir e eventualmente corrigir, em tempo, as decisões tomadas.

2 - Com todo o ambiente sócio-económico que se está a viver, está preparada para enfrentar a campanha que se prevê difícil?

Será sem dúvida uma campanha disputada num ambiente com contornos diferentes. As pessoas vão exigir dos candidatos respostas. Vão exigir mudança, porque está visto que este caminho que vem sendo seguido não conduz a lugar nenhum. Não só pela conjuntura nacional, mas também pela situação do Concelho de Tomar. Mas por isso mesmo, entendo que deverá ser feita uma campanha diferente das anteriores. Também aqui mudar é um objetivo importante. Eu defendo uma campanha que parta de baixo para cima, que primeiro ouça e depois apresente soluções ou o caminho para a resolução dos problemas. Este é mais o tempo das pessoas e das suas opiniões e menos o tempo das certezas absolutas. Humildade para ouvir, determinação para executar, mudando. Porque não tenhamos dúvidas, a situação que irei encontrar, será uma situação muito difícil, e terei de ser audaz para enfrentar e resolver todos os problemas. E só com as pessoas isso será possível! Mudarei, também aí, a forma como se tem vivido em Tomar nos últimos 15 anos. As pessoas estão fartas do mesmo. E eu também. Ao fim de 46 anos, acho que está na altura de dar o meu determinado contributo para mudar a vida dos outros, para melhor, espero eu!

3 - O que pensa que vai ser mais difícil, uma vez que as pessoas estão cada vez mais fartas de políticos?

O mais difícil vai ser precisamente motivar as pessoas. Quanto a mim, as pessoas estão fartas de grandes promessas, de grandes discursos que depois resultam em nada. É preciso sermos assertivos e falar com verdade. Mudar a forma, mudar o estilo, mudar Tomar. Tem de haver a coragem para dizer que não podemos fazer grandes projetos, temos de falar verdade quando afirmamos o que podemos fazer. Envolver as pessoas neste processo é fundamental, por isso dizia há pouco que o processo tem de ser de baixo para cima. Isto não quer dizer que não saiba, onde entendo que o Concelho de Tomar deva estar daqui a 10 ou 20 anos, mas para aí chegarmos tem de haver um caminho construído em conjunto.

4 - Já definiu a sua equipa? Se sim, trata-se de uma equipa renovada?

A equipa não está formada. Não seria sério da minha parte ter uma equipa feita, antes de ter falado com todas as forças partidárias, tal como anunciei no dia 24 de novembro. E isso, tal como me comprometi, será feito até ao final de Janeiro.

5 - No caso de vencer, está preparada para gerir uma câmara com bastantes dificuldades?

O Município de Tomar tem efetivamente bastantes problemas, não só a nível financeiro, mas também a outros níveis, nomeadamente organizacionais e de posicionamento estratégico. A tarefa de gerir em situações adversas não é fácil. Julgo estar preparada para o fazer, por formação pessoal e por experiência profissional e política. Ao contrário do que sucedeu nos últimos anos, Tomar não  terá, previsivelmente, a possibilidade de acesso a tantos fundos comunitários e portanto o Município terá de ser criativo na busca de soluções. Na área financeira existem outros caminhos, que são inovadores, alguns em parceria com instituições financeiras, outros através de parcerias com a sociedade civil, que merecem ser avaliados.

O meu primeiro empenho virá a ser neste dossier: não podemos continuar a fugir dos problemas financeiros do Município, sob pena de poder ficar em causa, quer o serviço público aos cidadãos, quer a própria sustentabilidade do emprego no Município. As pessoas, cada um dos trabalhadores da autarquia por um lado, cada cidadão que aqui vive ou trabalha por outro, serão sempre o centro da minha atuação. Foi assim que fiz, durante quatro anos, enquanto Diretora do Centro de Emprego de Tomar, e é assim, só assim, que sei trabalhar. Do ponto de vista organizacional, existe um conjunto de práticas de relacionamento com o cidadão que estão disponíveis e ainda não foram aproveitadas. E finalmente no plano do posicionamento estratégico, não basta termos em Tomar a sede de um qualquer organismo, temos de saber onde nos integramos e para onde queremos ir.

6 – O facto de ser mulher é encarado como vantagem ou desvantagem, numa terra ainda, eventualmente, conservadora?

Estamos no século XXI e num dos trinta países mais desenvolvidos do mundo. Reconheço no entanto, que ser mulher, que introduz um fator diferenciador, porque existe uma forma de estar e de fazer, diferente entre homens e mulheres. As principais qualidades que entendo que um político deve ter são: a capacidade de ouvir, provocar compromissos, decidir em tempo útil. Considero que por vezes uma não decisão, tem mais custos que uma má decisão. Se são características só de mulheres, penso que não, mas sei que tenho essas características. Também aqui faz sentido mudar, sendo esta a aposta que o PS fez, ao apoiar a minha candidatura.

7 – Falou recentemente que o PS estaria disponível para um consenso com todas as forças partidárias (à excepção do PSD). Este consenso pode ser visto como uma abertura a uma possível coligação?

É claramente uma abertura a todos quantos queiram contribuir, quer com o seu conhecimento, quer com o seu trabalho, para melhorar o nosso Concelho. Agora se assume a forma de coligação ou outra, isso está ainda em aberto, porque como já disse, estou até ao final do mês de Janeiro a falar com todos. Uma coligação pré-eleitoral, dado o estado em que o PSD vai deixar o Concelho em 2013, seria útil e clarificadora. Precisamos em Tomar de compromisso e de trabalho conjunto, sem exclusão de ninguém. A atual situação exige, de todos, esse esforço e eu continuarei a fazê-lo.

8 – Não bastou a experiência da coligação com o PSD? Voltaria o PS a repetir?

Com o PSD houve, em 2010 e 2011, um acordo de partilha de poder, baseado em pressupostos que não se tendo concretizado, levaram o PS a terminá-lo. Quando foi feito, após as eleições de 2009, resultou de uma leitura honesta e responsável que o PS fez da realidade local. Fazer parte da solução e não do problema, foi na altura assumido. Continua a ser essa a minha postura.

Em Portugal não estamos muito habituados a coligações pré-eleitorais. Mudar o paradigma, também aqui seria, quanto a mim, muito positivo. Entende-se que uma coligação é junção de partes, quando eu entendo que é mais do que isso. Existem partes, muitas das vezes com abordagens diferentes de resolução dos problemas, mas a arte, se me permite, está precisamente em criar compromissos, porque o objetivo ultimo, é sempre a resolução dos problemas e a criação de oportunidades.

9 - Como carateriza os últimos 15 anos de governação em Tomar?

Como um desperdício. Um desperdício de oportunidades. Não nos podemos esquecer que nos últimos 15 anos, foram anos em que Tomar teve acesso a substanciais fundos comunitários, alguns nem sequer foram utilizados e outros desperdiçados. Foram feitas obras, muitas delas discutíveis, as quais se transformam mais num custo do que num investimento. Ficou por concretizar um novo Mercado Municipal, a recuperação do Flecheiro, a recuperação de muitas das estradas municipais do Concelho, das funções económicas nas Freguesias, por exemplo. Mas não só desperdiçamos fundos comunitários.
Não se soube também captar investimento, não se soube promover o Concelho, não se soube aproveitar a capacidade instalada, quer a nível associativo, na cultura e no desporto, quer a nível de património material e imaterial. Muito se falou e pouco se concretizou. Tomar é hoje, 15 anos passados de gestão do PSD, um Concelho mais pobre, mais pequeno, com menos capacidade de atrair pessoas e empresas. Nos primeiros 10 anos, entre 1997 e 2007, segundo dados do INE, Tomar passou do 59º lugar do índice de poder de compra do País para 91º, descendo assim 32 lugares. Foi, no Distrito de Santarém, ultrapassado por Constância, Barquinha, Torres Novas, Alpiarça, Almeirim, Rio Maior e Cartaxo.
Se dúvidas houvesse, basta ter isto presente, para se perceber que é preciso mudar de caminho. E é isso que pretendo e irei fazer!  

10 – No seu entender, o que poderia ter sido feito e a câmara nunca avançou? E o que poderia ter sido evitado?

Muito havia por dizer, mas deixo só alguns exemplos. Como já disse, o primeiro trabalho deverá ser precisamente o planeamento, faço esta obra em detrimento de outra porquê? E quando o planeamento falha, falha tudo. O Programa Polis deixou por concretizar o mais importante: a requalificação do Flecheiro e o novo mercado.  O mercado tem sido tema recorrente quer nas campanhas, quer em muitas das reuniões de Câmara, mas o que é certo é que nada foi feito. Porquê demorar quase 3  anos a cumprir uma deliberação, por unanimidade, para ir fazer esta operação de cosmética? Tanto tempo perdido.
Mudar esta atitude, é o que os tomarenses exigem. Estarei lá para o fazer.
Como dizia há pouco, os custos de uma não decisão, são por vezes superiores aos custos de uma má decisão. E voltando ao Programa Polis, ainda aguarda toda a população por saber qual a fatura que vai pagar. Mas podemos ainda falar de outros projetos que deveriam ter avançado e estão, digamos na gaveta, como a valorização das coleções visitáveis do Brinquedo, dos Fósforos, do Núcleo de Arte Contemporânea, do inexistente Museu Municipal João de Castilho, a requalificação da Várzea Grande, a dinamização do centro histórico, a dinamização de circuitos turísticos, a candidatura da Festa dos Tabuleiros a património imaterial da Humanidade, a gestão parcimoniosa dos edifícios do Município, a revisão do PDM, o apoio às Associações, o financiamento das Freguesias, só para dar alguns exemplos.
Não deveria ter avançado, unilateralmente com a decisão de recorrer a um tribunal arbitral para o ParqT, devido ao impacto financeiro que representa para todos. Enfim, nem todo este Jornal chegaria para enumerar todas as oportunidades perdidas, mas basta passar pelas suas páginas ao longo dos últimos 15 anos, para se poder ler as inúmeras vozes, de todos os quadrantes políticos, em denúncia às situações. Ora é precisamente isso que é preciso em 2013: mudar de rumo. Para isso podem contar comigo!

11 - Concorda com a aposta da autarquia apenas no turismo como ponto forte para o desenvolvimento de Tomar?

Concordo que o turismo deverá ser uma aposta forte para o desenvolvimento do Concelho, mas não deverá ser a única vertente de desenvolvimento. Devemos diversificar a oferta e os mercados que pretendemos atingir. Ficarmos única e exclusivamente dependentes do turismo é redutor e perigoso. Por isso para além do turismo, defendo que é urgente captar investimento, quer nacional quer estrangeiro, que gere postos de trabalho. E penso que aqui o Instituto Politécnico de Tomar terá de ser um parceiro importante. Temos cá o know-how e não o aproveitamos porquê? Tomar tem condições para a instalação de empresas, mas precisa de fazer o trabalho de casa, nomeadamente terminar a revisão do PDM e alterar um conjunto de regulamentos, que entendo que funcionam como um fator de constrangimento à atividade económica.  

12 – Caso fosse eleita, quais as primeiras medidas para “voltar a dar vida” à cidade de Tomar?



 
À cidade e ao Concelho, permita-me, que todos somos Tomar. Quando for eleita, há várias frentes de ataque simultâneas. Primeiro como disse atrás tem de ser feito o trabalho de casa, terminar a alteração do PDM, as alterações de regulamentos e a criação, após 15 anos de promessas do PSD, do sempre falado gabinete de apoio ao investidor. Quem investe precisa de saber onde pode investir, como pode e que quadro regulamentar existe. Mudar o estilo, a forma, a visão, o caminho, com as pessoas, será sempre a minha conduta se merecer dos Tomarenses a confiança que, com eles, espero construir.

13 - Como potenciava a inserção da autarquia nos vários setores que a Administração Central e Regional dispõe em Tomar? Referimos as estruturas agrárias, no seu todo (agricultura, florestas, pecuária e agro alimentar), no turismo e no desenvolvimento regional?

Tomar deve acolher e trabalhar com todas as instituições públicas e privadas que aqui se encontram ou se venham a instalar. Parceria e otimização de sinergias é a palavra-chave. O Município deve liderar o caminho de Tomar, colaborando para que todas as instituições parceiras, trabalhem para a melhoria da economia e da qualidade de vida dos cidadãos do Concelho de Tomar.

14 - Como vê a reorganização administrativa e, no caso de Tomar, as fusões sugeridas pela Unidade Técnica?

O Governo do PSD e do CDS, decidiram criar um problema onde não havia nenhum. Em primeiro lugar, entendo ser necessária uma reorganização administrativa, mas como se trata de todo um “edifício” administrativo e legislativo, deveria ter sido abordado na sua totalidade. Mas começou-se pelas freguesias e no caso de Tomar, as fusões, não sugeridas mas impostas, acentuam algumas assimetrias e causam, pelo menos num caso alguma estranheza. O PSD local nunca teve a coragem de dizer quais as Freguesias que queria extinguir, por exemplo.

Com este modelo, acentuam-se as assimetrias na zona rural porque estamos perante um território que não tem uma cobertura eficaz de transporte interfreguesias, estamos perante uma população envelhecida, que recorre aos serviços das juntas de freguesia, muitas das vezes para tratar de assuntos que ultrapassam as competências das mesmas.
A dificuldade de acesso a um conjunto de serviços, contrariando precisamente um dos pilares que esteve na criação do poder local, que é a proximidade, pode gerar assimetrias sociais. E o caso, por exemplo, da proposta de extinção das freguesias da Beselga e Madalena, deixando Carregueiros como uma “ilha” isolada é um perfeito disparate. É preciso não esquecer que a freguesia assim criada, iria desde as proximidades de Alburitel até às proximidades de Santa Cita, numa distância maior que aquela que separa a cidade de Tomar da cidade do Entroncamento.

15 - Qual a sua posição relativamente à criação de entidades supramunicipais de que o Governo agora fala? Não poderá estar em causa o municipalismo e a identidade dos concelhos? Não será um contra-senso, quando por um lado se diminuem freguesias, e num futuro próximo, municípios?

O que Portugal precisava, neste contexto, era a “instituição em concreto das regiões administrativas”, conforme estipula a Constituição da República Portuguesa. A maior parte das pessoas não sabe, mas há três níveis de autarquias, designadas na Constituição: as freguesias, os municípios e as regiões. Este último nível existe, só a nível de organização do território, sem legitimidade democrática direta, que são por um lado as CCDR’s e por outro as Comunidades InterMunicipais. Uma trapalhada, com a qual nenhum governo até hoje, conseguiu lidar e organizar devidamente, especialmente depois do chumbo do referendo de 1998 sobre as regiões.

O posicionamento estratégico de Tomar deverá ser, no contexto da sua participação na Região de Lisboa e Vale do Tejo, numa ligação preferencial ao maior centro urbano na sua proximidade, a cidade de Leiria, e a otimização do corredor litoral, aberto com o IC9, ligando o património ao mar e do corredor ibérico da A23, para acesso ao maior mercado da península ibérica, a área metropolitana de Madrid.

16 - Fale-nos um pouco do seu percurso profissional e político, abordando a sua experiência como deputada na Assembleia da República.

Iniciei o meu percurso profissional em 1986 no Centro de Emprego de Torres Novas, como administrativa. Entretanto em 1991 abriu um novo Centro de Emprego em Salvaterra de Magos, projeto que considerei estimulante e que abracei. Regressei ao Centro de Emprego de Torres Novas em 1999 e vim para o Centro de Emprego de Tomar em 2005 até 2009, com as funções de diretora, após o que fui eleita como Deputada pelo PS, na Assembleia da República.

Aí integrei as Comissões de Trabalho, Segurança Social e Administração Pública, Ética, Sociedade e Cultura e a Comissão de Assuntos Europeus e mais recentemente as Comissões de Orçamento, Finanças e Administração Pública e a Comissão de Economia e Obras Públicas. Pertenci a um grupo de trabalho e fui coordenadora de outro grupo. Nos cerca de 18 meses de atividade parlamentar, intervim em plenário por diversas vezes e em matérias variadas. Mas a grande mais valia que recolhi da experiência parlamentar, foi sem dúvida a capacidade de obtenção de compromissos, fator essencial na prática legislativa e parlamentar.
Este conhecimento, estes anos de experiência profissional, pessoal e política, conto colocá-la ao serviço de Tomar e dos Tomarenses. Como mulher e mãe, julgo ser essa a minha obrigação.