sexta-feira, março 28, 2014

Última posição oficial do PS sobre a revisão do PDM

Vereador Rui Serrano (PS), numa das últimas reuniões de trabalho
 com as juntas de freguesia - aqui com a junta de freguesia urbana
Agora que, finalmente se está a dar continuidade aos trabalhos de finalização da revisão do PDM - a sua 3ªfase, após mais de dois anos de paragem e do pagamento de mais de 300.000€ de dívidas à equipa do Instituto Superior Técnico que acompanhou todas as anteriores fases, relembramos a análise e posição oficial do PS, aquando da votação da 2ªfase, ocorrida a 6 de Maio de 2009:


DECLARAÇÃO DE VOTO
ESTUDOS DE CARACTERIZAÇÃO E DIAGNÓSTICO PROSPECTIVO – 2ªFASE DA REVISÃO DO PDM

0.

O PS define como seu mote de actuação, na abordagem de todos os Planos e Estratégias de actuação, o paradigma do DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, que assenta em 3 eixos: o ambiental, o social e o económico, o qual só pode ser alcançado se estes eixos evoluírem de forma harmoniosa, na senda do relatório BrandtLand, do Comissariado Mundial para o Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas.

Neste contexto, as experiências colhidas no decurso dos anos 90 e já no sec.XXI, nomeadamente a Cimeira do Rio e a introdução das Agendas XXI locais, já em implementação, por exemplo, na Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, bem como os novos conceitos desenvolvidos a partir da aprovação da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável, estratificam o nosso pensamento e visão sobre toda actuação política e territorial, no espaço do Concelho de Tomar.

Após a aprovação da estratégia preliminar de revisão do PDM, que contou com a abstenção do PS, em Janeiro de 2008, várias fases decorreram entretanto, sem que fosse ouvida a população, conforme propôs o PS que se fizesse.

A maioria optou assim, pela lógica do secretismo, pela ausência de participação popular, numa matéria em que durante anos fez cavalo de batalha político.

Em contradição com esta postura fechada e egocêntrica, de “o poder somos nós”, procurou o PS ouvir as populações através de sessões que realizou um pouco por todo o concelho, entre Setembro e Outubro de 2008.

O PDM deverá resultar sempre da participação activa e empenhada da população e promover os instrumentos que conduzam ao reordenamento e recuperação das nossas aldeias.
Deverá promover de forma activa o desenvolvimento económico.
Deverá reconquistar uma cidade mais funcional e sustentável.
Deverá traçar o caminho de um desenvolvimento urbano mais harmonioso.
Deverá olhar para o Turismo, a Floresta e o Património como factores de crescimento e afirmação do território.
Deverá cruzar-se em permanência o Plano Director com os objectivos estratégicos para o concelho, cujo objectivo principal terá de ser a atracção de população, sem a qual não haverá futuro para Tomar.
Deverá facilitar a elaboração de Planos de Pormenor nas principais aldeias do Concelho.

Conscientes disso, ouvimos, registamos e concluímos que a dificuldade de percepção do interesse colectivamente expresso nos planos de ordenamento do território, se devia essencialmente à falta de informação, esclarecimento e disponibilidade de os decisores integrarem uma visão SOLIDÁRIA e de SUSTENTABILIDADE. Concluímos que o que preocupa especialmente os nossos concidadãos, é o facto de não terem soluções que lhes permitam fixar familiares directos na sua área e de faltarem muitos equipamentos e serviços que valorizem as vivências, fora da cidade.

Fizemos portanto, o que à maioria, que conta com todos os recursos técnicos e políticos, deveria ter feito mas não fez.

Vai para quinze anos que não se procede a uma revisão do Plano Director Municipal.
Tem havido acertos parcelares, remendos aqui e ali, ao sabor de pressões mais ou menos justificadas, ou até, de acordo com opções muito discutíveis da própria maioria que gere a Câmara Municipal.

Com esta forma de fazer as coisas conseguiu o executivo dar enquadramento legal a algumas intenções, como aumentar em muito o volume de construção autorizado junto ao rio na zona do Flecheiro, mas não deu um passo para responder ao justo anseio das populações em fixar-se no Concelho. Não deu um passo na criação de condições para a recuperação das nossas aldeias, ou para dignificar o estado de conservação dos imóveis da Cidade Histórica.

Quinze anos desta política trouxeram a estagnação populacional, a fuga das camadas mais jovens e activas.

Na perspectiva do PS, o PDM não pode ser apenas um instrumento de frustração para os particulares. É possível, respeitando os valores da sustentabilidade e o meio ambiente, encontrar soluções para um ordenamento municipal que não nos obrigue a abdicar dos nossos jovens, que encontram portas abertas noutros Concelhos.

  

1.

Este novo PDM, deverá marcar o princípio de uma nova forma de melhorar significativamente a qualidade de vida das populações.
Não queremos que, como se escreve, por exemplo no actual relatório,
“as regras do PDM de 1994 influenciaram de forma marcante a estrutura do povoamento do concelho de Tomar, que é caracterizado por uma forte dispersão da construção. Esta situação deve-se, em parte, à forma como foram delimitados os espaços urbanos (ou antes, à ausência de critérios na sua delimitação) e às regras de construção em espaço agrícola e agro-florestal no PDM de 1994.”                                        (Capítulo 7, Pg 25).
Os que contribuíram assim, para criar desde 1994 esta situação, muito especialmente os que durante 11 anos, entre 1997 e 2008, nada fizeram para a alterar, deveriam ser pelas populações DIRECTAMENTE RESPONSABILIZADOS, pelos prejuízos criados ás pessoas individualmente consideradas e à comunidade, colectivamente estudada.
O próprio relatório aborda, sistematicamente esta situação. A saber:
1 - “a delimitação dos aglomerados não corresponde, na maioria dos casos, à distribuição efectiva das construções, ocorrendo situações onde a ocupação em solo classificado como ‘rural’ é tão ou mais densa que nos aglomerados urbanos                                                                           (Capítulo 7, Pg 26);
2 - “aglomerados existentes não identificados”                               (Capítulo 7, Pg 27);
3 - “ausência de uma programação para as ‘áreas urbanizáveis’ e de intervenção activa da Câmara municipal na efectiva produção de solo urbano”, “fragmentação do tecido urbano nas áreas urbanizáveis da cidade e à predominância das operações de loteamento urbano na produção de solo urbano, em detrimento da execução dos planos de pormenor(PP) em vigor”                      (Capítulo 7, Pg 28);
4 - “a inadequação da área de expansão delimitada no PDM estará, em parte, na origem da ineficácia na concretização de certas expansões urbanas planeadas e a construção de um número elevado de moradias nas áreas periféricas da cidade”                                                                         (Capítulo 7, Pg 29);
5 - “Valorização do preço do solo urbano. Foi evidente nas reuniões realizadas com os representantes das Juntas de Freguesia a recorrente menção ao elevado preço do solo nas áreas urbanas, com os subsequentes efeitos no elevado preço a habitação”, “O plano acaba assim por estar a servir de suporte à actividade especulativa e a dificultar a disponibilização dos solos para os desenvolvimentos preconizados.”                                                                               (Capítulo 7, Pg 30);
6 - “Só o facto de ter sido introduzida uma nova classificação de ‘solos cuja urbanização seja possível programar’, que substitui a do anterior regime jurídico – ‘áreas urbanizáveis’ – e que só deverá ser considerada nos casos em que for comprovada a sua necessidade (com base na dinâmica demográfica, desenvolvimento económico e social e indispensabilidade de qualificação urbanística), altera radicalmente os pressupostos de trabalho para a delimitação de áreas de expansão e dos aglomerados urbanos”                                                                                                       (Capítulo 7, Pg 31)
E isto desde 1999 (Decreto Lei 380/99);
7 – “Incorrecta integração do cadastro da propriedade”           (Capítulo 7, Pg 31);
8 – “Inexistência de uma clarificação/estabilização do conceito de ‘aglomerado urbano’ e de ‘núcleo habitacional’                                            (Capítulo 7, Pg 26);
  

2.

Neste âmbito, urge agora neste momento referir as directrizes para seguimento da avaliação ambiental estratégica do Plano Regional do Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo (PROT-OVT), nas páginas 14 a 16, e que quanto a nós têm toda a premência de ser consideradas. Ou seja:
a)   Assegurar a consolidação das áreas urbanas, evitando o crescimento de novas expansões, optimizando o património construído e as edificações já existentes e não ocupadas, designadamente para fins habitacionais, turísticos, de equipamentos e de serviços;
b)   Reforçar a escala de actuação inter-municipal ao nível da gestão dos resíduos, água e energia, fomentando a adopção pelos municípios de sistemas de gestão ambiental municipal e de processos de Agenda Local 21;
c)   Contrariar a aplicação em solo rural dos modelos de expansão urbanística tradicionais, assegurando a redução da pressão urbanística em zonas eminentemente rurais;
d)   Evitar a construção de tipologias pluri-familiares nos perímetros urbanos dos aglomerados rurais, de modo a manter o carácter distintivo destes aglomerados relativamente a vilas e cidades;
e)   Estabelecer orientações estratégicas para a definição de perímetros urbanos, nomeadamente em função da capacidade de carga das redes energéticas e de transportes, do saneamento e abastecimento de água, tratamento e valorização de RSU, e dos equipamentos de saúde e educação;
f)    Considerar o potencial de reconversão de espaços urbanos desqualificados para solo rural;
g)   Estudo da viabilidade de reorganização e/ou criação de redes de transporte público colectivo, valorizando a inter-modalidade, através do estabelecimento de canais institucionais próprios que assegurem atempadamente a coordenação de horários entre os serviços rodoviários e ferroviários, e os modos de transporte suaves, com elevados níveis de qualidade e facilidade de acesso;
h)   Assegurar a sustentabilidade cumulativa do desenvolvimento turístico, nomeadamente em relação à capacidade de carga turística da região, tendo em conta o factor de sazonalidade, com incidência particular no litoral;
i)     Assegurar a sustentabilidade cumulativa das práticas agrícolas e florestais intensivas da região, nomeadamente em relação à manutenção da integridade do solo, biodiversidade e uso eficiente da água de rega, assegurando as suas ligações sinérgicas com o turismo em espaço rural;
j)    Minimizar o risco de erosão nas actividades de produção de biomassa;
k)   Definir condições e identificar áreas para a implantação de novas unidades sectoriais produtivas e para a deslocalização de unidades que estejam em conflito com outros sectores ou áreas de valorização paisagística;
l)     Assegurar que a oferta de equipamentos de educação tem capacidade de acolhimento suficiente em função da procura no longo prazo, e apoiar estrategicamente as iniciativas de sensibilização e integração escolares, de modo a combater as carências existentes ao nível da qualificação básica das populações residentes.

Convém recordar, também, que no âmbito da sua recomendação nº 65, de PARCER FINAL DA CMC (20/05/2008) À PROPOSTA DE PROT-OVT (14/04/2008) - RECOMENDAÇÕES E OBSERVAÇÕES finais ao PROT-OVT (Modelo Territorial - Sistema Urbano e Competitividade, Estrutura Urbana), se afirma que
“A Avaliação Ambiental Estratégica do PROT-OVT constitui uma referência para as Avaliações Ambientais Estratégicas dos Planos Municipais de Ordenamento do Território (p.exemplo PDM) e para as Avaliações Impacto Ambiental de Projecto (p.exemplo os Planos de Pormenor e Loteamentos”,
pelo que deve ser levado em linha de conta o atrás referido.


Estas deverão ser sempre as bases para um trabalho permanente no sentido de investir na recuperação e no desenvolvimento sustentável do Concelho, de forma a ultrapassar os constrangimentos e erros do passado, não os repetindo, nos métodos, nem nas pessoas por eles responsáveis e de seguida encontrar as melhores e mais expeditas soluções.

Dever-se-á avaliar as condições de articulação entre a Carta Educativa do Concelho de Tomar, homologada pela DREL, para efeitos de facilitar a candidatura ao QREN e este Plano, na linha do pressuposto da alínea l) atrás referida pelo PROT-OVT.
Dever-se-á ainda ter em especial atenção a existência e garantia de expansão do espaço-canal ferroviário, na linha do tipo de modalidade defendido na alínea g) pelo PROT-OVT, nomeadamente pela implementação da FERROVIA LIGEIRA DE SUPERFÍCIE, que deveria ter abordagem/estudo no âmbito desta fase da revisão do PDM de Tomar.
Dever-se-á investir na criação de novas localizações empresariais, junto ao nó do IC9 da estação de Fátima (já assumido, após proposta do PS), pelo desenvolvimento e recuperação ambiental junto ao nó do IC3 no Alto Pintado/Alviobeira e junto ao nó do IC3 da Asseiceira, na linha da alínea k) referida.

  


3.

No entanto a integração do Modelo de abordagem PROT, deve levar ainda em linha de conta a que “No âmbito do reposicionamento dos centros urbanos do Oeste e Vale do Tejo, e de considerar o reforço da articulação inter-regional com os centros urbanos de Leiria e Marinha Grande, atendendo à função de charneira que desempenham na articulação entre o Arco Metropolitano de Lisboa e o Sistema Metropolitano do Centro Litoral, nomeadamente na estruturação de toda a faixa atlântica do país, assim como do corredor transversal Caldas da Rainha/Rio Maior/Santarém e Abrantes. Igualmente deverá ser implementada a ligação da linha do Oeste à Linha do Norte pela proximidade a Fátima.”
(recomendação nº37 Versão de  PARCER FINAL DA CMC(20/05/2008) À PROPOSTA DE PROT OVT (14/04/2008) - RECOMENDAÇÕES E OBSERVAÇÕES finais ao PROT-OVT, Modelo Territorial - Sistema Urbano e Competitividade, Estrutura Urbana).

Assim, não enquadrar a futura ligação ferroviária entre a Linha do Norte e a Linha do Oeste, como estratégico, na localização final ou próxima ao limite urbano do Concelho, pode afigurar-se pouco avisado.


Quanto à nova metodologia proposta e descrita a paginas 38-42, do já referido Cap.7, com
O esforço evidente de eliminar factores subjectivos e de procurar adequar a metodologia à realidade específica do concelho de Tomar acabou por se reflectir geralmente no reconhecimento e correcção de diversas situações de injustiça ou erros de delimitação criadas pelo PDM de 1994 e identificados pelas Juntas de Freguesia. Porque se retirou a componente subjectiva e se eliminou o poder discricionário, a metodologia foi unanimemente aceite por estas.”

A metodologia foi aceite, mas dizemos nós que não terão sido aceites as consequências totais da mesma, pois afinações diferentes, quer no buffer de 25 metros decidido (com base em quê?, perguntamos), quer a não continuidade de um eixo da via em 70 metros, levar à inibição de construção nesse lado da via, mesmo que lado oposto haja construção, por exemplo, levarão a resultados completamente distintos.

Assim, concordando também com a metodologia de abordagem, discordamos é da escolha e dimensão dos factores introduzidos.
Só a título de exemplo, parece-nos muito mais correcto, que seja considerado um buffer de 50 metros, a partir de cada habitação, em linha com o estipulado pelo Decreto-Lei 17/2009 (anteriormente o DL124/2006), que define as responsabilidades dos proprietários nas áreas confinantes aos seus edificados, em matéria de defesa da floresta contra incêndios.

Ora, esta simples introdução de buffer de 50 metros, pode aumentar as NOVAS ÁREAS CONSOLIDADAS, em cerca de 10% (+ 3 milhões m2).

Consideramos também que um modelo, que partindo de um MAU PDM, que englobava 62,7% das construções dentro dos limites urbanos, e que agora passa apenas para 77,4% das construções dentro das Áreas Urbanas Consolidadas, é um modelo sofrível e não corresponde AINDA ás necessidades de normalização e regularização das situações existentes.

Este é um dos factores mais referidos pelas populações, que é o facto de muito do que está edificado não estar enquadrado. Ora, com honestidade, só faz sentido prosseguir com o trabalho se pudermos garantir a maior integração possível em aglomerados das habitações e equipamentos existentes.

  


4.

Mas mais haverá a dizer quanto ao critério, decidido, de só considerar aglomerados com 25 habitações. É demasiado redutor, não corresponde à definição de aglomerado urbano para efeitos de TRIBUTAÇÃO  - ver Decreto-Lei 287/2003 -, o qual estipula “núcleos com um mínimo de 10 fogos servidos por arruamentos de utilização pública”.

Ora se para pagar IMPOSTOS os residentes desse aglomerados são considerados, porque é que para efeitos de ordenamento e expansão (eventual) do seu edificado, não são considerados? Qual a lógica? Ter apenas, sob o ponto de vista administrativo, menos aglomerados? Quem pagará eventuais processos administrativos levantados por quem, não vendo o seu bem valorizado, com base numa revisão de PDM, que não está em linha com o ordenamento jurídico pré-existente, o faça?

A Recomendação (nº59) surgida aquando da finalização do PROT-OVT, na especificação do tipo de critérios para o acréscimo de solo urbano, nomeadamente critérios qualitativos e não quantitativos, uma vez que a percentagem 10%- 20% [de aumento de área urbana] não observa o princípio da excepcionalidade da reclassificação de solo rural em solo urbano, segundo o qual a referida classificação apenas é legalmente admitida perante a demonstração da respectiva necessidade.”,
estando resolvida pela integração dOs critérios quantitativos e qualitativos para o aumento dos perímetros urbano integram as Normas Orientadoras de Carácter Territorial - Normas Específicas de Ordenamento do Território, nomeadamente, a exigência de demonstração de necessidade com os respectivos critérios.”,
leva-nos a perguntar porque razão leva este modelo a uma descida da área total de construções abrangidas por aglomerados(áreas urbanas consolidadas) de 3,8 para 2,9 mil hectares? E deixar de fora 10.950 HABITAÇÕES? Porquê?

O PS tem como modelo um Concelho, onde todos os cidadãos, independentemente do lugar onde vivem, têm acesso a todos os serviços públicos e a uma vivência, em iguais condições de urbanidade e igualdade. Por isso queremos a integração da carta Educativa, com a definição do PROT e o desenvolvimento SUSTENTÁVEL  e harmonioso do espaço rural e do espaço urbano. Julgamos ainda inaceitável que 22,6% das construções, depois de mais de 15 anos de um MAU PDM, continuem fora dos aglomerados: NÃO FOI PARA ISSO QUE VIMOS INSISTINDO NA REVISÃO DO PDM.

E também talvez momento para recordar a recomendação nº 94, aceite e integrada no PROT, que
“Relativamente às prioridades estabelecidas no programa de execução importa articular as prioridades entre as Regiões Oeste e Vale do Tejo e Centro, nomeadamente, a realização do IC3 (Ferreira do Zêzere – Alvaiázere (variante Tomar – variante Avelar) que é considerada como terceira prioridade de investimento no PROT-OVT e de primeira prioridade no PROT Centro, principalmente com a localização do NAL, o IC3 constitui uma das vias de acesso privilegiado da Região Centro”

Assim sendo, justifica-se dar o maior empenhamento político, administrativo e técnico ao desenvolvimento desta via estruturante para o Concelho de tomar, como vem insistindo o PS há diversos anos, e sobre a qual não quer agora o PSD dar seguimento.

Considerado, a paginas 16 do Cap.9, como uma oportunidade o “Estudo integrado da Mobilidade e Sistema de Transportes nos Concelhos da Comunidade InterMunicipal do Médio Tejo. Este, na sua proposta de reformulação da rede de Transporte Colectivo considera Tomar como um nó de primeiro nível, apresentando assim inúmeras medidas que visam a melhoria das suas ligações supra-regionais, regionais e concelhias e ameaça a crescente utilização do transporte individual nas deslocações de empregados e estudantes, só o investimento no estudo da FERROVIA LIGEIRA de SUPERFÍCIE, e a sua devida articulação com os outros modos de transporte pode criar uma mais valia funcional da Cidade e do Concelho.

  
  

5.

O PDM, constitui um dos temas mais sensíveis da gestão autárquica, sobretudo no que respeita às freguesias rurais.

O ordenamento do território constitui hoje um dever legalmente imposto. Mas constitui também uma obrigação para com uma sociedade que tem que sustentar, hoje e no futuro, uma rede cada vez maior de infra-estruturas a todos os níveis.

Contudo em Tomar, o PDM tem sido amplamente entendido como um obstáculo à plena realização dos objectivos de cada cidadão, família ou empresário.
Nenhuma autarquia deve ignorar esta realidade sob pena de se alhear dela mesma e agir de forma imperativa e insensível, o que, deve reconhecer-se, agrada a alguns.

Acreditamos, pelo contrário, que se deve investir no domínio das relações do poder local com a população. Uma gestão autárquica, para ser verdadeiramente eficaz deve implementar uma acção política que, em lugar de impor decisões, muitas vezes destinadas ao insucesso, saiba fazer a síntese de um sentimento colectivo em relação ao meio em que se insere, às suas necessidades e aos seus objectivos.

Na sociedade actual, o arquétipo do desenvolvimento pelo desenvolvimento deu lugar à busca de uma modernidade menos expansionista, mas pelo contrário, mais inclusiva e mais sustentável. Mais baseada no potencial humano que no esgotar de recursos.

O PS, ao expor as razões para uma imperativa necessidade de organizar a ocupação do território e demonstrar a insustentabilidade de um território desordenado, junto da população do Concelho, mais não fez do que a pedagogia que ninguém quer fazer.

A nosso ideia baseia-se na capacidade para superar os inconvenientes e injustiças de um PDM mal feito, como aquele que se instalou em Tomar há quinze anos e que deve ter por fim o requalificar os núcleos rurais e reequilibrar as limitações e impedimentos do PDM.

Uma proposta que concretiza esse objectivo, define um programa de incentivos à reconstrução de imóveis degradados nos núcleos habitacionais das freguesias (válida, com adaptações, para a cidade histórica).
Este programa já foi apresentado, por diversas vezes, nesta Câmara, bem como na Assembleia Municipal, e sempre chumbada.

Uma outra proposta corresponde a uma necessidade reivindicada desde há muito pelos Srs. Presidentes de Junta, mas ignorada pela Câmara para a maioria deles.
Trata-se da execução de, pelo memos, um Plano de Pormenor por freguesia. Os Planos de Pormenor, pelo grande incremento da qualidade que promovem na ocupação do espaço, constituem instrumentos de atracção. Como consequência aliviam a pressão sobre áreas rurais, no respeito pelas singularidades locais, e pela memória colectiva.


6.

É do vosso conhecimento, que o Plano Director Municipal, enquanto instrumento de gestão territorial de nível municipal para o Concelho de Tomar, na fase em que se encontra, tem por objectivo a aprovação desta 2ªfase de desenvolvimento e ordenamento para todo o concelho de Tomar .
No entanto, não tendo ainda sido nele vertidos, os contributos de todos os senhores presidentes das Juntas de Freguesia, que de forma empenhada e alguns deles atempada e prontamente o fizeram, nem com o contributo da população em geral e demais instituições, o que deverá ser tido em conta como já referimos, através da sujeição do respectivo documento a discussão publica, entende o PS que este deverá, pois, integrar e desenvolver os conceitos subjacentes à estratégia Nacional do Desenvolvimento sustentável em harmonia com os princípios da coesão e da sustentabilidade definidos no quadro de referência estratégico nacional (QREN);

o Partido Socialista de Tomar, há muito vem defendendo um projecto para o desenvolvimento sustentável do concelho, que tem por sabe a capacidade , a este inerente , nas vertentes turísticas, culturais, desportivas, associativas, educacionais, económicas, patrimoniais e ambientais ,que forçosamente só poderá ser equacionada levando-se em linha de conta a essência da estratégia das comunidades locais, procurando centrar nas pessoas o evoluir das políticas municipais e, bem assim, estimular os cidadãos a participarem nessas mesmas decisões.
Assim , em consonância com este pensamento e tendo em conta a referida possibilidade de oferta existente , não se pretende uma expansão descontrolada , numa perspectiva elitista , antes sim e tendo em conta a oferta , um modelo que assente no aproveitamento do potencial que Tomar possui , com vista a criação de riqueza , numa perspectiva de inclusão.

Neste contexto , urge , no entender do partido socialista, que defende para este documento um princípio de desenvolvimento , que se tire partido dos recursos humanos e patrimoniais, existentes . Neste sentido e tendo em conta a necessidade de melhorar a qualidade de vida dos residentes e de atrair e fixar população, desenvolver os esforços essenciais à elaboração de um plano de desenvolvimento e ordenamento que assente no aproveitamento dos recursos supra citados.

Neste âmbito, o PDM deverá definir uma aposta no turismo cultural , como vector estratégico de desenvolvimento do concelho de Tomar, que tem o seu cerne no reconhecimento da especificidade única , que é o facto de Tomar ser o ponto de contacto com 3 religiões diferentes – a cristã, a Islâmica e a Judaica - a par com a cultura a nível nacional e internacional.
A aposta nesta vertente impulsiona, certamente , o surgimento de outro tipo de comércio, serviços e industrias, dando visibilidade ao concelho na sua totalidade, atendendo a que o mesmo tem um extenso património histórico e arquitectónico em toda a sua extensão , que terá que ser recuperado, aproveitado e publicitado, com vista à sua divulgação, aproveitando inclusivamente projectos desenvolvidos pelo Instituto Politécnico de Tomar. Neste campo e a partir desta riquíssima oferta pré-existente ,em termos de património histórico, há que aumentar o fluxo de turistas , eventualmente com a articulação de parques de campismo e facilitação da instalação de novas unidades hoteleiras, na linha do já referenciado Plano regional der ordenamento do território do Oeste e Vale do Tejo.
Na perspectiva do Partido Socialista , Tomar ao nível da oferta, tem dois fenómenos únicos , que há que valorizar. O convento de Cristo e a Festa dos Tabuleiros, dai que o PS tenha já apresentado na Assembleia Municipal de Setembro de 2006 dezassete medidas consideradas urgentes , a empreender pelo Município de Tomar, no sentido de valorizar a oferta pré – existente, das quais salientamos as seguintes:
- Valorizar a actuação sobre o património material e imaterial do concelho, através da dinamização económica da Festa dos Tabuleiros, da Rota Arqueológica Romana do Concelho e dos Edifícios de valor Patrimonial Classificados no PDM;
- Repôr , a nível de planos de ordenamento a possibilidade de criação em Tomar de Centros de Estágios Desportivos, Pousada da Juventude e Museu da Industria;
- No quadro das Competências do Município , garantir o retorno económico directo da acessibilidade ao Monumento Património Mundial – o convento de Cristo - e fomentar a realização de eventos que tirem partido da sua existência;
- Protocolar com o Instituto Politécnico de Tomar, a integração do Know – how existente para a valorização e intervenção do Município nas áreas da cultura e do Património;
- Desenvolver, em articulação com o Instituto Politécnico de Tomar e a Direcção do Convento de Cristo, a instituição em Tomar de uma Escola de Artes e de um Centro de Estudos da Ordem dos Templários;
- Reformular o sistema de apoio ao associativismo, por forma a valorizar a capacidade endógena instalada no concelho, com especial incidência nas áreas do Teatro, Música, Expressão Corporal (Desportiva e Artistica ) actividades outdoor e etnografia.

Ademais , há que não esquecer , que para além do património histórico pré – existente , do arquitectónico – natural , do cultural, do convento de Cristo, da Mata dos Sete Montes, da Festa dos Tabuleiros e outros , existem potenciais centros de lazer no concelho, como a Barragem do Castelo de Bode, o Rio Nabão, o Turismo Religioso e Cultural e ainda o Centro de Ensino Médio e Superior e os Pólos de Formação Profissional que é premente valorizar .

É certo que , tomando por base esta oferta pré-existente , ter–se-à que combater um dos principais problemas do concelho, isto é, a inexistência de emprego , através da criação de mais postos de trabalho , com a criação de empresas e parques empresariais e a diversificação do tecido empresarial , através , designadamente , das seguintes medidas:

- Especialização dos sectores tradicionais, aproveitando o nicho de mercado, exemplo queijo, vinho, doçarias;
- Da captação de novas indústrias não poluentes, mas de tecnologia de ponta (exemplo Centros de Bio Tecnologia);
- Do Incentivo ao surgimento de empresas que utilizem energias alternativas e promovam o desenvolvimento sustentável (por exemplo: pagamento simbólico do terreno, apoio à infra_ estruturação);
- Do desenvolvimento de estratégias para a fixação de Empresas do sector Turístico;
– Unidades Hoteleiras , Golf, Kartódromos , Hipódromos turismo de habitação rural, etc;
- Do incentivo à optimização enérgica do Vale do Nabão (aproveitando a força motriz do Rio Nabão), complementado com Centros de Produção de energias alternativas (eólica, solar e biomassa);
- Do incentivo à utilização racional e à exploração económica das captações de água do concelho;
- Da facilitação da implantação de TecnoPólos, tirando partido de Centros de investigação públicos ou privados. 




7.

A estratégia Preliminar de Desenvolvimento e Ordenamento para o concelho de Tomar, da 1ª fase da revisão do P.D.M., no qual esta fase bebe a sua essência, apontava para que o desenvolvimento e o ordenamento do Concelho de Tomar assentasse em 3 grandes linhas de orientação estratégica, que seriam a:
1. Dinamização económica;
2. A estruturação da mobilidade e
3. A estruturação do espaço urbano e ,
que estas grandes linhas seriam complementadas por uma quarta linha de orientação estratégica de carácter transversal, a VALORIZAÇÃO AMBIENTAL E DA PAISAGEM.

Ora, O PARTIDO SOCIALISTA entende que é de realçar , que a vertente social que é assumida como “oportunidades em sede de Diagnóstico sectorial preliminar a folhas 10 e 12 , no âmbito da esquematização da estrutura e das relações swot , não está suficientemente vertida para esta linha transversal, sendo que se mostra necessário fazê-la constar.

Assim , tendo em conta as oportunidades existentes no nosso concelho, designadamente:
- A implementação do plano de desenvolvimento social;
- As intenções de investimento na construção de lares públicos e privados
- A possibilidade de fixação da população jovem, através da integração de licenciados no politécnico no mercado de trabalho do concelho
- A requalificação profissional associada ao centro de formação profissional e
- A intenção de alojar as famílias ciganas ,

Parece-nos , quanto a nós que a actual fase, deveria incluir uma abordagem de orientação transversal a VALORIZAÇÃO SOCIAL .

Ademais, vem sendo considerado como um dos objectivos estratégicos, determinados pelas citadas linhas de orientação transversal , o desenvolvimento social , o que reforça a adopção de tal entendimento e de algumas das medidas, acções ou propósitos aí definidos, que vão ao encontro das propostas já inúmeras vezes expressas pelo Partido Socialista e que o actual executivo nunca teve como preocupação , no que diz respeito, mormente à promoção da criação de equipamentos sociais de apoio à 3ª idade, à implementação de uma política de habitação social, à construção a custos controlados e à recuperação de edifícios degradados ou devolutos para alojamento de famílias carenciadas e de jovens, entre outros .
Por outro lado , tendo já sido acrescentados e bem assim identificados na última versão do documento a que nos temos vindo a reportar , alguns dos pontos fracos EM SEDE DE CONTEXTO SOCIAL , designadamente o desemprego relativamente elevado  e em crescimento , a dificuldade de fixação da população jovem no concelho e não só nos aglomerados rurais como ai é referido , o acesso a equipamentos e serviços , a carência de creches , agora minorada pelo investimento que o Governo fez na creche da Gualdim-Pais,  a escassez da oferta de habitação a preços controlados entre outros , por maioria de razão a questão social deveria ter SER INCLUIDA E FAZER PARTE INTEGRANTE da QUARTA LINHA DE ORIENTAÇÃO ESTRATÉGICA , DE CARACTÉR TRANSVERSAL , passando esta a designar-se VALORIZAÇÃO SOCIAL E AMBIENTAL ao invés de VALORIZAÇÃO AMBIENTAL E DE PAISAGEM, o que não tendo sido feito, “contaminou” de forma perene toda a abordagem presente nesta 2ªfase.

O enfoque nas pessoas e seus problemas, sempre foram e serão a pedra de toque da abordagem que o PS faz das questões do planeamento, mais estratégico e menos físico.

Ora o actual diagnóstico prospectivo, fica claramente aquém do expectável, mercê da ausência de empenhamento nesta abordagem dada pela maioria PSD. Aos técnicos não podem, neste contexto, serem cometidas falhas de origem e responsabilidade política.

  

  
8.

Assim,
sendo hoje presente a reunião de Câmara, estes estudos de caracterização e diagnóstico prospectivo – 2ª fase da revisão do PDM e,
embora o documento em causa represente a síntese possível num dado momento do processo de revisão do PDM e não tenha ainda podido contar com os contributos, totais das juntas de freguesia e da população ouvida em termos de discussão pública (não obrigatória nesta fase, mas quanto a nós desejável, o mesmo deve ser entendido como um ponto de ancoragem determinante de todo um percurso que irá condicionar fortemente as opções a tomar no futuro.

São, nesta fase, assumidas prospectivas e conformações de métodos que nos merecem reserva, ou com as quais claramente não concordamos. Nomeadamente, e como princípio fundamental, deveria a revisão do PDM integrar e desenvolver os conceitos subjacentes à Estratégia Nacional do Desenvolvimento Sustentável, bem como os princípios da coesão e da sustentabilidade definidos no Quadro de Referência Estratégico Nacional, o que continua a não nos afigurar claro.
Deveria igualmente definir como vector transversal no domínio objectivos estratégicos a Valorização Social e Ambiental, o que no decurso da exaustiva leitura dos diferentes capítulos não ressalta como evidente.

No que respeita às directrizes assumidas para o ordenamento urbano deve destacar-se, entre outras, uma insuficiente estruturação da mobilidade rodoviária da cidade, nomeadamente pela continuada inexistência de uma via circular na cidade que venha a reequilibrar os fluxos de tráfego inerentes ao seu funcionamento.
Continua a relegar-se tal função para as vias rápidas exteriores, variantes extra-urbanas (IC3 e IC9), pelo que o tráfego interno continuará a ter que contar com a cidade histórica com centro distribuidor, com todos os inconvenientes que são sobejamente conhecidos.
Esta questão em aberto desde a 1ªfase, não se encontra resolvida, nem parece caminhar para tal resolução. A insistência desta maioria neste erro, prejudica as gerações futuras, não cumprindo uma das premissas base do desenvolvimento sustentável.

Por outro lado, verificamos também que alguns dos propósitos definidos se conjugam com as propostas expressas pelo Partido Socialista nos documentos de suporte com que nos apresentamos à população. A título de exemplo, a ligação cidade/castelo.

Têm, os documentos em análise, igualmente a clareza de continuar a identificar alguns dos aspectos que o actual executivo nunca conseguiu resolver. Destacam-se de uma extensa lista:
- “Fraca intervenção da Câmara Municipal na produção de solo com urbanização programada.”
- “Despovoamento das freguesias mais afastadas da cidade”
- “Esvaziamento populacional do centro histórico”
- “Percentagem de barracas mais elevado da sub-região”
- “Degradação do parque habitacional”
- “Escassez de oferta de habitação colectiva” e de “habitação social”
- “Elevado preço da habitação”
- “Desemprego relativamente elevado”
- “Dificuldade de fixação da população jovem”
- “Fragilidade dos espaços de acolhimento de actividades económicas em matéria de infra-estruturas, equipamentos e serviços comuns, acessibilidades, etc.”
- “Estrutura essencialmente radial da rede viária”
- “Grau de saturação da rede viária no centro da cidade”
- “Ausência de estratégia para o turismo”
- “Escassez de oferta de equipamentos culturais”
- “Subaproveitamento do património histórico-cultural”
- “Degradação da Mata dos Sete montes”
- “Deficiente sistema de saneamento básico”
- “Drenagem e tratamento de águas residuais – cobertura do concelho estimado em 60 a 65%”

Tendo em conta a continuidade da nossa participação activa no processo, com as inúmeras sugestões e propostas que complementariam uma abordagem mais solidária e sustentável ao Plano, mais estratégico e menos territorial. E dado que este executivo nunca encontrou uma linha estratégica clara para o concelho, entendemos o documento como uma oportunidade que vem colmatar parcialmente a falta de um pressuposto de base, permitindo, apesar de tudo, daqui derivar, para uma estratégia correcta.

Finalmente entendemos que este documento, complexo e composto por diferentes capítulos, que exigem uma observação parcelar, impossível de exaustivamente ser agora reduzido a escrito, deve ser agora colocado à discussão pública, que não sendo obrigatória é no entanto essencial, para o envolvimento da população nas suas dinâmicas futuras.

Se pedirem consultoria a esta excelente equipa técnica, eles decerto vos explicarão que este é um dos princípios básicos do desenvolvimento das Agenda XXI locais, que aliás já foi aprovado de constituir a sua instalação há cerca de 2 anos em Assembleia Municipal.

Cremos ser possível fazê-lo sem perturbar de forma grave o calendário de execução dos trabalhos de revisão do PDM, uma vez que apenas se deverá introduzir o processo de reflexão sobre as contribuições recebidas, pelo PS, mas especialmente pela população do Concelho.

Dando continuidade à nossa votação de 8 de Janeiro de 2008, aquando da aprovação da estratégia preliminar do PDM, e porque na essência as observações, críticas e proposta aí feitas não foram, sequer, consideradas, e por todas as razões expostas ao longo das últimas 17 páginas, nos ABSTEMOS.

Tomar, 6 de Maio de 2009

O Vereador Socialista, Carlos Silva

quarta-feira, março 26, 2014

PS aprova lista às eleições europeias de 25 de Maio

O cabeça de lista do PS às Europeias - Francisco Assis
Francisco Assis mostra-se confiante na adesão dos portugueses ao projeto de mudança socialista e diz estar “convencido que, pela força das nossas ideias e dos nossos projetos e pela qualidade dos protagonistas que agora apresentamos, nós vamos obter a confiança dos portugueses”. 

Classifica a lista de candidatos socialistas ao Parlamento Europeu como “muito qualificada, quer do ponto de vista político, quer do ponto de vista da preparação específica dos elementos que a integram. 

É com esta lista que vamos afirmar o nosso projeto para a Europa e o nosso projeto por Portugal”. Reafirmando serem cada vez mais ténues “as fronteiras entre as questões internas e externas”, Assis afirma a vontade de o Partido Socialista querer “travar um debate sério, um debate profundo sobre a Europa, sobre o futuro do nosso país, sobre o futuro da relação de Portugal com a Europa”. 

Disse ainda que “este deve ser um tempo de mudança. Há muito tempo que há uma maioria liberal e conservadora na Europa e, infelizmente, há 3 anos que prevalece essa linha de orientação em Portugal. Os resultados estão à vista: catástrofe económica e retrocesso do ponto de vista social”.


LISTA DOS CANDIDATOS

A lista de candidatos do Partido Socialista ao Parlamento Europeu, apresentada hoje à Comissão Política Nacional, teve como critério cumprir três grandes objetivos:

Renovação, Qualidade e Competências específicas em dossiers fundamentais para Portugal, tendo em vista a articulação entre o futuro Governo e o Parlamento Europeu.

São áreas prioritárias para o PS: Emprego; União Económica e Monetária; Mar; Energia; Ciência e Tecnologia.

A lista do PS é totalmente paritária, integra três independentes em lugares elegíveis e apresenta quadros qualificados nas áreas consideradas prioritárias.

EFETIVOS

1 - Francisco Assis
2 - Maria João Rodrigues
3 - Carlos Zorrinho
4 - Elisa Ferreira
5 - Ricardo Serrão Santos
6 - Ana Gomes
7- Pedro Silva Pereira
8 - Liliana Rodrigues
9 - Manuel dos Santos
10 - Maria Amélia Antunes
11 - Fernando Moniz
12 - Isabel Coutinho
13 - José Junqueiro
14 - Célia Afra
15 - Diogo Leão
16 - Maria da Luz Lopes
17 - Henrique Ferreira
18 - Maria de Fátima Carvalho
19 - Júlio Barroso
20 - Maria José Batista
21 - Eduardo Lourenço

SUPLENTES
22 - Ana Venâncio
23 - Fernando Cabodeira
24 - Rita Mendes
25 - Adérito Pires
26 - Renata Veríssimo27 - Miguel Rasquinho
28 - Catarina Castanheira
29 - Carlos Granadas

Nota: de destacar que Maria da Luz Lopes, é a presidente das mulheres socialistas do Distrito de Santarém e residente no vizinho concelho de Torres Novas.

terça-feira, março 25, 2014

Tomar passa a integrar o Comité das Regiões da Europa

Em representação da ANMP
Anabela Freitas no Conselho dos Municípios e Regiões da Europa

A presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas, foi convidada para integrar o Comité Director do Conselho dos Municípios e Regiões da Europa, em representação da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), presidida por Manuel Machado.

Trata-se de uma função de responsabilidade acrescida na defesa dos interesses locais, nacionais e do papel das regiões no contexto europeu, com o qual o nosso concelho sai valorizado e que muito honra o Município de Tomar.

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Reforço do Instituto Politécnico de Tomar objeto de deliberação unânime da assembleia municipal

Por proposta da bancada socialista, foi aprovada por unanimidade, a seguinte Moção:

MOÇÃO

Um dos principais pressupostos da criação do subsistema politécnico, na década de 70, prende-se com o contributo que o ensino superior em geral, e o ensino superior politécnico em particular, prestam no desenvolvimento económico e social das regiões em que se inserem. Efetivamente, a presença de instituições de ensino superior no interior do país tem contribuído, em larga escala, para que as assimetrias regionais entre o litoral e interior do país não sejam ainda maiores do que aquelas que se têm verificado.

A este nível o subsistema politécnico tem-se mostrado eficaz na promoção do desenvolvimento regional. Por outro lado, o carácter profissionalizante deste sistema tem contribuído para a dotação das empresas do interior, ao nível de capital humano qualificado, sendo que, ano após ano, na sua globalidade, o subsistema politécnico apresenta taxas de empregabilidade superiores ao seu congénere universitário.

No que diz respeito ao Instituto Politécnico de Tomar constata-se que este tem tido um papel preponderante quer para o concelho de Tomar, como também para a região do Médio Tejo e para o país em geral. Se olharmos para os últimos 25 anos de presença do IPT na região, o balanço é bastante positivo. Ao longo deste tempo foram vários os prémios alcançados quer na área da investigação aplicada, quer na da formação. A recente aposta da IBM no concelho de Tomar veio precisamente validar o trabalho desempenhado por esta instituição.

Neste sentido, as críticas feitas aos institutos politécnicos pelo atual Ministro da Educação e Ciência revelam uma tremenda falta de conhecimento acerca do sistema nacional de ensino superior e em especial pelo subsistema politécnico, escondendo uma agenda ideológica centralizadora e em prol da litoralização do país.


Neste sentido, a Assembleia Municipal de Tomar, reunida no dia 14 de fevereiro de 2014, delibera:

1. Reconhecer e enaltecer o trabalho valioso que o Instituto Politécnico de Tomar tem levado a cabo no concelho de Tomar;

2. Repudiar as declarações do Ministro da Educação e Ciência em relação à qualidade dos institutos politécnicos;

3. Exigir que qualquer reorganização ao nível da rede de ensino superior seja feita em conjunto com as autarquias e com as próprias instituições de ensino superior, tendo sempre em conta a importância que estas têm para o desenvolvimento económico e social do interior do país;

4. Reafirmar a importância que o Instituto Politécnico de Tomar tem no concelho e na região, sendo que qualquer reorganização da rede de ensino superior deverá ter em conta o papel fulcral que esta instituição superior tem tido;

5. Reconhecer que o alcance da meta de, pelo menos, 40% da percentagem da população na faixa etária dos 30-34 anos, que possui um diploma do ensino superior, imposta pela União Europeia, terá que passar por um refortalecimento das instituições de ensino superior, nomeadamente daquelas que se encontram no interior do país (neste momento Portugal é o segundo pior da UE, com uma taxa (em 2012) de 27,2%, muito abaixo da média europeia de 35,8%).

PS quer melhorar a eficiência energética em Tomar

Na assembleia municipal de hoje foi, pela bancada do PS, apresentada a seguinte recomendação:

RECOMENDAÇÃO


A eficiência energética é um dos maiores desafios das sociedades contemporâneas, sendo dessa forma crucial a elaboração de políticas públicas onde o desenvolvimento sustentável é a base de actuação.

A utilização da energia de forma ambientalmente responsável e eficiente leva a ganhos financeiros e económicos, o que no actual cenário macroeconómico é crucial para os municípios, nomeadamente para o município de Tomar.

O nosso município tem realizado um conjunto de medidas de poupança e eficiência energética que estão no caminho correto da sustentabilidade, como por exemplo instalação de variadores electrónicos de velocidade para a melhoria da eficiência energética em piscinas municipais. 

A Médio Tejo 21, Agência Regional de Energia e Ambiente do Médio Tejo e Pinhal Interior Sul, apresentou uma candidatura ao PPEC 2013-2014 (Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Elétrica), tendo sido aprovadas, para Tomar, duas intervenções nas duas máquinas que apresentam maior potencial de poupança do Complexo Desportivo Municipal. instalação de variadores electrónicos de velocidade para a melhoria da eficiência energética em piscinas municipais. 

A Médio Tejo 21, Agência Regional de Energia e Ambiente do Médio Tejo e Pinhal Interior Sul, apresentou uma candidatura ao PPEC 2013-2014 (Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Elétrica), tendo sido aprovadas, para Tomar, duas intervenções nas duas máquinas que apresentam maior potencial de poupança do Complexo Desportivo Municipal. instalação de variadores electrónicos de velocidade para a melhoria da eficiência energética em piscinas municipais. 

A Médio Tejo 21, Agência Regional de Energia e Ambiente do Médio Tejo e Pinhal Interior Sul, apresentou uma candidatura ao PPEC 2013-2014 (plano de promoção da eficiência no consumo de energia elétrica), tendo sido aprovadas, para Tomar, duas intervenções nas duas máquinas que apresentam maior potencial de poupança do Complexo Desportivo Municipal.a instalação de três variadores electrónicos de velocidade para a melhoria da eficiência energética em piscinas municipais em parceria com a Médio Tejo 21, Agência Regional de Energia e Ambiente do Médio Tejo e Pinhal Interior Sul, apresentando uma candidatura ao PPEC 2013-2014 (plano de promoção da eficiência no consumo de energia elétrica).

É importante a continuação destas políticas sustentáveis de eficiência energética no seio do município de tomar, quer na electricidade, gás natural ou produtos petrolíferos.

instalação de variadores electrónicos de velocidade para a melhoria da eficiência energética em piscinas municipais. A Médio Tejo 21, Agência Regional de Energia e Ambiente do Médio Tejo e Pinhal Interior Sul, apresentou uma candidatura ao PPEC 2013-2014 (Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Elétrica), tendo sido aprovadas, para Tomar, duas intervenções nas duas máquinas que apresentam maior potencial de poupança do Complexo Desportivo Municipal. 

Instalação de variadores electrónicos de velocidade para a melhoria da eficiência energética em piscinas municipais. A Médio Tejo 21, Agência Regional de Energia e Ambiente do Médio Tejo e Pinhal Interior Sul, apresentou uma candidatura ao PPEC 2013-2014 (Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Elétrica), tendo sido aprovadas, para Tomar, duas intervenções nas duas máquinas que apresentam maior potencial de poupança do Complexo Desportivo Municipal.Neste sentido, a Assembleia Municipal de Tomar, reunida no dia 14 de fevereiro de 2014, recomenda:


A continuação da assunção por parte do município das mais modernas políticas de eficiência energética.

Assembleia Municipal de Tomar em defesa das freguesias e dos municípios

Foi aprovada, nesta sexta-feira, na assembleia municipal de Tomar, a seguinte Moção proposta pela bancada do PS:

MOÇÃO
EM DEFESA DAS COMPETÊNCIAS DAS AUTARQUIAS LOCAIS

Considerando que entraram recentemente em vigor, as Leis 73/2013 – que instituiu um novo regime de financiamento das autarquias locais e  75/2013 – que procurou criar um novo regime jurídico para as autarquias locais;
Considerando que estas duas leis vieram aumentar substancialmente as competências, nomeadamente das freguesias, sem a correspondente garantia de aumento das verbas disponíveis, podendo produzir assim uma substancial diminuição da quantidade e qualidade dos serviços prestados às populações.
Considerando que a constituição da república portuguesa define como autarquias locais, apenas a freguesia, o município e a região administrativa;
Considerando assim que as comunidades intermunicipais, por mais subterfúgios que os governos procurem encontrar, mais não são que entidades associativas voluntárias entre municípios, para a prossecução e interesses comuns, nomeadamente os relacionados com candidaturas a financiamento comunitário;
Considerando que em momento de dificuldade financeira, as questões sociais ganham uma dimensão cada vez maior, onde as autarquias locais acabam, sempre, por ter um papel preponderante, dada a maior proximidade que têm dos cidadãos.

A assembleia municipal de Tomar, reunida a 14 de Fevereiro de 2014, delibera:
1.      Manifestar o seu repúdio pelas Leis 73 e 75/2013, as quais em lugar de melhorarem a forma de funcionamento das autarquias locais, freguesias e municípios, em prol dos interesses das populações, fazem exactamente o contrário, ao reduzirem os meios e complicando as formas de distribuição das competências entre as diferentes autarquias;
2.      Solicitar aos diferentes grupos parlamentares da assembleia da república que promovam a sua imediata revogação, repristinando o anterior ordenamento jurídico, uma vez que estando esse a permitir um bom funcionamento das freguesias e dos municípios, não se compreende o porquê da sua alteração, a qual só está a prejudicar as populações;
3.      Manifestar o seu empenho no aprofundamento das competências anteriormente existentes nas freguesias e nos municípios, sem ingerência de quaisquer outros níveis da administração central e do associativismo intermunicipal, como sejam as comunidades intermunicipais, níveis e instâncias que deverão manter o seu papel cooperativo na prossecução do interesse público das autarquias – freguesias e municípios, sem a estes se sobreporem ou interferirem, no âmbito das suas competências ou ferindo a salvaguarda constitucional da sua autonomia;
4.      Dar desta deliberação conhecimento aos grupos parlamentares da AR, à CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, do Centro e à Comunidade InterMunicipal do Médio Tejo.


O grupo municipal socialista

domingo, fevereiro 09, 2014

Há um caminho diferente, socialista, na gestão de Tomar

A SINDICÂNCIA QUE FOI PEDIDA À IGF

Na sequência do pedido de sindicância à divisão financeira, avançado pelo PS há algumas semanas, foi a mesma solicitada à Inspeção Geral de Finanças (IGF), pela presidente do município, Anabela Freitas, em virtude do atual executivo se ter deparado com alguns factos de ordem contabilística e financeira que apontam para “sérios indícios de ilegalidades de atos de órgãos de gestão” da autarquia.
Segundo o pedido de ação inspetiva “a própria relevância material destes factos, provoca uma distorção nas demonstrações financeiras quer do exercício a que efectivamente respeitam quer no exercício em que serão considerados”, pelo que, “se efectivamente foram intencionalmente ocultados nas contas do Município valores tão significativos, cumpre aferir da gravidade do caso, pois podem não ser simples erros e, neste caso há que os avaliar e classificar em irregularidades ou mesmo fraudes”.
O pedido enviado à IGF sublinha ainda que “se detetam casos estranhos às boas práticas e procedimento administrativo, desrespeitando os princípios da contabilidade” previstos no POCAL – Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais, “nomeadamente o princípio da especialização (ou do acréscimo)”, e que, dessa forma, “a informação estará distorcida e compromete reiteradamente os parcos orçamentos do Município”.
O PS continua a incentivar esta atitude de apuramento de toda a verdade, desejando que o mesmo não afete o rápido e desejável pagamento a todos os fornecedores locais, sendo certo que se compreende que com uma dívida herdada a fornecedores de cerca de 13 milhões€, difícil é que tal se resolva em poucos anos.

PROMOVER A MUDANÇA É GERIR DIFERENTE DOS ANTERIORES

O PS sempre entendeu e a presidente Anabela Freitas tem-no afirmado repetidamente, que o caminho para a mudança que é necessária operar em Tomar, não é fácil, nem pode passar pela mesma forma de gerir que aqueles que antes nós aqui exerceram o poder durante 16 anos.

Nesse sentido, recorda o PS, que a primeira reunião que a presidente teve após a sua tomada de posse foi com a comissão sindical da autarquia, onde foi assumido a revogação o despacho da implementação da Lei das 40 horas, no entendimento, que é possível compatibilizar o trabalho, com a vida familiar e a sua promoção, e que isso resulta no aumento da qualidade do serviço público prestado.

Esse ato, fundador do início da gestão socialista da autarquia, foi realizado pela afirmação de uma outra forma de gerir o município, mais humana e respeitadora dos direitos dos trabalhadores, a qual, não sendo património de nenhum partido em particular, faz parte também do ADN do Partido Socialista.

Em resultado deste primeiro despacho e dos subsequentes, no exercício total dos poderes exclusivos que a Lei confere a todos os presidentes de câmara, foi promovido o início da reposição de situações de melhor aproveitamento dos recursos humanos do município, através da sua mobilidade entre serviços e carreiras, cumprindo, aliás, o que foi estabelecido entre as duas forças políticas que celebraram o acordo em prol da gestão de Tomar.


BALCÃO ÚNICO MELHOROU SERVIÇOS À POPULAÇÃO

Neste contexto, os atos de gestão já aplicados pelo PS na autarquia, visaram melhorar a prestação dos serviços à população, como por exemplo a criação do TOMAR SIMPLES – balcão único onde qualquer pessoa pode tratar assuntos de seu interesse na relação com o Município. Este é um dos muitos aspetos em que os tomarenses, ao fim de menos de 4 meses de gestão podem comprovar que há trabalhadores mais empenhados e respeitados, cuja motivação é hoje, como nunca o foi no passado, alicerçada numa gestão de recursos humanos valorizadora da pessoa procurando que cada trabalhador faça o que melhor sabe, tendo como enfoque o serviço público.

Atualmente, os trabalhadores da autarquia já sentem que existe em Tomar uma verdadeira gestão de recursos humanos mais justa e transparente, como a sua dedicação transmite para a população o sinal claro de que há outro caminho possível na gestão pública, muito diferente do trilhado pelo governo PSD/CDS.


O EXEMPLO DA TOLERÂNCIA DE PONTO

Na opção recentemente tomada pela presidente Anabela Freitas, em dar um dia de tolerância por mês de compensação a todos os trabalhadores da autarquia e dos SMAS, tendo em conta o “roubo” operado pelo governo em relação aos seus direitos e salários, mais não foi do que fazer o que a Lei me permite no âmbito do seu exclusivo poder de gestão dos recursos humanos. Os presidentes de câmara não têm, ainda, o poder para alterar os salários dos seus trabalhadores, mas podem tomar outras iniciativas que os valorizem. 

Esta iniciativa conta com o total aplauso do PS e é um tipo de política que deve ser continuada, em Tomar e no País: respeitando e valorizando os trabalhadores.

O PS lamenta assim, que outros não se associem a esta estratégia de valorizar, respeitar e fazer respeitar os trabalhadores, especialmente daqueles que por vezes dizendo defendê-los, quando tiveram e têm oportunidade de o fazer, produzem bonitos discursos, mas esquecem-se de os concretizar. Com o PS a MUDANÇA em Tomar é mesmo para concretizar!


O EXEMPLO DO APOIO ÀS EMPRESAS E À ECONOMIA

Com a concretização do Gabinete de Desenvolvimento Económico, o qual finalmente existe, tem interlocutores e tem estratégia efetiva, estando já no terreno a ouvir os empresários do nosso concelho, demonstramos que a MUDANÇA para Tomar já se está a produzir. E para o garantir, os bons trabalhadores que o município tem, mais motivados hoje do que nunca, são a peça essencial para potenciar o desenvolvimento económico do Concelho.

Sem desenvolvimento económico, não há empregos e sem empregos não há futuro para Tomar. E é do futuro dos nossos filhos e netos que falamos, não de fazer acertos com a história.
Para isso conta Tomar com o PS, hoje e sempre.

sábado, fevereiro 01, 2014

Presidente de câmara de Tomar dá um dia por mês aos funcionários para compensar cortes salariais decretados pelo Governo


DESPACHO

O governo de Portugal apresentou à assembleia da República e esta aprovou, por maioria, o actual orçamento de Estado, em vigor desde 1 de Janeiro e válido para o ano de 2014.

No contexto da lei do orçamento do estado assim aprovada, os trabalhadores portugueses continuaram, genericamente, com uma elevadíssima carga de impostos, contendo ainda o mesmo orçamento uma redução do investimento nos serviços públicos essenciais, como sejam os da saúde, educação e assistência social.

Além dos gravosos aspectos deste orçamento de Estado válidos para todos os portugueses, foram os trabalhadores da administração pública, central e local, afectados por uma extensão de redução salarial, a qual anteriormente apenas se aplicava a rendimentos superiores a 1.500€ ilíquidos mensais e que agora se aplica a todos os rendimentos superiores a 675€, começando numa redução de 2,5% o qual atinge os 12% acima dos 2.000€ ilíquidos.

Considerando que esta redução, além de socialmente injusta, visto que afecta especialmente os trabalhadores das administrações públicas, sem ter em conta a sua produtividade e capacidade de prestação de serviços públicos de qualidade, na maioria dos casos, tem na administração local um especial impacto na economia local e na qualidade de vida das populações.

Este não é, infelizmente o único aspecto, que está a ser implementado de forma a reduzir substancialmente o rendimento disponível das mais de 500 famílias de trabalhadores do município e serviços municipalizados de Tomar, onde o aumento do desconto para a ADSE de 2,25%, para 2,5%, agora agravado com o orçamento rectificativo de o mesmo passar a 1 de Março para 3,5%.

A tudo isto não é indiferente uma gestão autárquica, a qual está vocacionada para a valorização da importância que o apoio à família constitui para uma política activa de motivação dos recursos humanos das organizações, com consequências positivas na quantidade e qualidade do trabalho produzido.

Neste contexto, é justo procurar devolver aos trabalhadores, dentro do enquadramento em que a Lei o permite, alguma da dignidade que um governo ingrato e injusto procura, em permanência, tirar.

Sendo sabido que não tem a administração autárquica condições para alterar as remunerações dos seus trabalhadores pode, e deve, encontrar outras soluções que mantenham inalterado o empenho e o desejo de, apesar de todos os ataques sofridos, continuar a dar o seu melhor em prol de Tomar e dos Tomarenses.

Considerando ainda que o dia com menor acesso aos serviços municipais por parte dos cidadãos, é precisamente a segunda-feira e que desde o dia 27 de Janeiro, já se encontra em funcionamento do balcão único (TOMARSIMPLES) no edifício D.Manuel na Praça da República, onde o acesso dos munícipes, aos serviços do município, se fará.

Assim,

  1. No uso da competência própria, definida na alínea a) do nº2 do artº35º da Lei 75/2013, de 12 de Setembro, concedo a todos os trabalhadores do Município, independentemente da modalidade contratual em que se encontrem, tolerância de ponto na primeira segunda-feira de cada mês, enquanto as normas de redução salarial se mantiverem em vigor, ao nível em que a lei do orçamento de Estado para 2014, as colocou.
  2. Da tolerância de ponto nestes dias encontram-se excluídos os trabalhadores que, pela natureza do seu serviço permanente ou pela continuidade da prestação do mesmo, lhes seja superiormente determinado que mantenham o trabalho agendado, nomeadamente os adstritos ao balcão único, gestão de espaços educativos e desportivos, à protecção civil, cemitérios, mercados, recolha de resíduos sólidos urbanos e piquetes de intervenção.
  3. Aos trabalhadores que por força de imperiosos motivos de assegurar serviços essenciais não possam gozar a tolerância dos demais, serão compensados com tolerância equivalente, nos termos previstos no artº24º do regulamento interno de funcionamento, horários e controlo de assiduidade do Município de Tomar, acrescida de 50% do tempo, a ser gozado até ao final do respectivo mês, de preferência às segundas-feiras, em acordo com os respetivos dirigentes dos serviços.
  4. Todos os trabalhadores que tenham férias marcadas para os dias de tolerância, deverão remarcá-las, desde que não o façam para o dia de maior acesso aos serviços municipais – a sexta-feira.
  5. No uso da competência delegada, prevista na alínea ee) do nº1 do artº33º da Lei 75/2013, de 12 de Setembro, bem como do artº5º do regulamento interno de funcionamento, horários e controlo de assiduidade do Município de Tomar, determino o encerramento de todos os serviços municipais, com excepção da Biblioteca Municipal, balcão único (TOMARSIMPLES) e dos serviços mínimos inerentes ao seu funcionamento, na primeira segunda-feira de cada mês enquanto as normas de redução salarial se mantiverem em vigor, ao nível em que a lei do orçamento de Estado para 2014 as colocou.
  6. Mais determino que do disposto no número anterior seja dado público conhecimento, nos termos do Artº56º da Lei 75/2013, de 12 de Setembro.
 Tomar, 28 de Janeiro de 2014

A presidente de câmara
Anabela Freitas

segunda-feira, janeiro 20, 2014

PS EXIGE SINDICÂNCI​A NO CASO DAS FATURAS NÃO REGISTADAS NOS SERVIÇOS FINANCEIRO​S DA CÂMARA

COMUNICADO


Decorreram já três meses desde que todos os autarcas do município de Tomar tomaram posse para um novo mandato de quatro anos e, neste contexto, quer o PS de Tomar agradecer a global colaboração que quase todos têm dado à franca e séria discussão sobre os temas relevantes para o nosso Concelho.
A gestão do município tem procurado tratar com a elementar igualdade as carências das populações, independentemente do local do Concelho onde a ajuda é necessária, ou da cor política da respectiva junta de freguesia. Nesse sentido já se verificaram intervenções em locais tão distintos como Casal de Deus em S. Pedro, Linhaceira ou Manobra (Alviobeira).

O esforço dos mais de quinhentos funcionários e colaboradores do município, nos diferentes serviços municipais, tem sido recompensado pela presidente Anabela Freitas, primeiro com a reposição do horário de 35 horas semanais, depois com a dispensa dos adequados dias pelo Natal e Ano Novo, sem nenhum prejuízo para o público em geral, promovendo a conciliação da atividade laboral e a vida familiar. Iniciou também um processo de reposição da justiça – que vai levar alguns anos a concluir – pondo fim a um longo período em que o município foi palco de claras atropelos no sector da gestão de recursos humanos. Práticas que de forma reiterada violaram os mais básicos direitos dos trabalhadores e de valorização profissional, em reais e comprovadas medidas persecutórias, a algumas dezenas deles. Porém a preocupação de quem sempre foi conivente, pelo silêncio ou ativo pela participação em órgãos do município, é a de tentar que tudo fique como estava. Desenganem-se! O caminho não é por aí! De igual modo foram aplicadas as justificadas adaptações às regras e procedimentos internos, que permitirão prestar, globalmente, um melhor serviço a todos os munícipes a partir dos próximos meses.

Considera o PS, por isso, estranho, que em lugar de propor formas de corrigir os graves erros do passado, durante estes três meses, o centro da preocupação da oposição municipal – que durante 16 anos foi responsável pelo estado a que todos sabemos ter chegado – vise apenas as normais nomeações dos membros do gabinete de apoio político à presidência e vereação, ou com a situação de alguns dos antigos dirigentes da câmara.

O PS e Anabela Freitas prometeram MUDANÇA e acordaram com outros que era o FUTURO que interessava. Quem deseja continuar a andar para trás, terá oportunidade em Outubro de 2017 fazer esse caminho. Até lá, a estratégia na gestão municipal será sempre esta: procurar ser justo e solidário, melhorando a vida de todos, independentemente do poder de influência que tinham ou julgavam ter. Para o PS, Tomar é de TODOS e não apenas de alguns.

Assim, tem o PS a obrigação de informar que logo no primeiro dia de trabalho a presidente Anabela Freitas, foi confrontada com a penhora de viaturas do município, por incumprimento do pagamento de uma dívida de mais de 300.000€, entretanto já paga. Como pagas foram, neste período as dezenas de milhares de euros de dívidas aos bombeiros voluntários e as centenas de milhares de euros às associações de pais, a maioria delas desde Janeiro de 2013. Nesse esforço, foram também saldadas as pequenas dívidas, especialmente aos pequenos fornecedores do Concelho, esforço esse que vai continuar neste primeiro trimestre de 2014.

Conforme tem sido continuamente divulgado, é deplorável a situação em que se encontram os equipamentos, por exemplo de recolha do lixo, sem qualquer investimento significativo nos últimos 16 anos. Fato que levou a roturas constantes na eficaz recolha dos resíduos sólidos, ainda com consequências na saúde dos próprios trabalhadores que em Dezembro chegaram a conduzir viaturas com temperatura interior inferior a zero graus, por avaria permanente dos sistemas de aquecimento. Relembramos também a situação de total incúria relativamente às ambulâncias, ou carência de retroescavadoras para responder às solicitações. Isto tudo por falta de aquisição ou por ausência de pagamento aos fornecedores de serviços de manutenção, durante anos seguidos.

O empenho que a presidente e a vereação têm tido, na qualificação da capacidade produtiva instalada no município, tem passado pela realização do investimento no projeto IBM e futuro Parque de Inovação Tecnológico, junto ao Instituto Politécnico de Tomar e na reformulação e obras tendentes à abertura do mercado municipal de Tomar. Se a isso for aliada a alteração, e adaptação aos novos desafios, do regulamento da zona industrial (de 1983!), se percebe quantos anos de desenvolvimento têm passado, sem que Tomar os tenha aproveitado.

Infelizmente para todos, a situação financeira imediata que se herdou não permite ainda ir muito mais longe e, a existência de 61 processos em demanda judicial, com responsabilidades que podem superar os 10 milhões de euros, colocam em causa muito do que deveria estar já em marcha. Basta lembrar a urgente requalificação de imóveis para habitação social – para quem dela precisa –  ou a reparação de algumas das estradas e arruamentos municipais há mais de uma dezena de anos por terminar, incluindo algumas mesmo dentro da cidade.

Há no entanto uma situação em que o PS não pode deixar de exigir à sua presidente, e de todos os tomarenses, que atue a um nível mais elevado:

Ø  Constatadas que foram, no decurso destes três meses, várias situações anómalas de surgimento de faturas de fornecedores de bens e serviços – as quais ainda sem qualquer conferência ou registo informático –  e ascendendo a dezenas de milhares de euros, o que   colocam em causa, não só o valor real da dívida do município bem como o cumprimento das normas de controlo financeiro e legal junto do Ministério das Finanças; atinge acima de tudo a honorabilidade dos funcionários; e interfere com a capacidade da actual maioria política de esquerda de cumprir a sua missão de desenvolvimento local a que se comprometeu em 17 de Outubro.


Assim, exige o PS que seja solicitado à tutela a realização e uma sindicância ao processo das faturas guardadas e não declaradas nas contas do município, entretanto descobertas.

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Convenção NOVO RUMO reune para preparar futuro Governo de Portugal


Apresentação do novo Rumo para Portugal

25 janeiro de 2014, 15h, CCB Sala Sophia de Mello Breyner (Lisboa)
O Conselho Coordenador da Convenção Um Novo Rumo para Portugal tem a honra de o convidar para a primeira iniciativa a decorrer no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no próximo dia 25 de janeiro, sábado, subordinada ao tema “Boa Governação”.
Portugal precisa de um novo rumo. De uma nova visão.
De um novo impulso cívico. Este é o momento de agir.
PROGRAMA 
15h00 | Abertura dos trabalhos / Debate
ModeradorNuno Cunha Rolo, Coordenador Executivo do LIPP
Arminda Neves, Economista, Professora da Universidade de Évora
Carlos Leone, Investigador do CLEPUL-UL
Manuela Arcanjo, Economista, Professora do ISEG-UTL
José Manuel Correia, Gestor, Presidente da Comissão de Gestão do PS
18h00 | Encerramento
António José Seguro, Secretário-Geral do Partido Socialista

terça-feira, janeiro 07, 2014

Município mantem aposta no Carnaval e avança com "Tomar SIMPLES"

A câmara de Tomar aprovou nesta segunda-feira, por unanimidade, apoiar a realização de atividades de Carnaval, entre os dias 28 de Fevereiro e 5 de Março.
Assim, quer na cidade de Tomar quer na Linhaceira, haverão diversas atividades de Carnaval apoiadas pelo município, desde os tradicionais corsos no Domingo aos bailes, que começarão logo na sexta-feira, até ao enterro do Carnaval na quarta-feira, passando ainda pela tradicional "porcalhota" na Linhaceira, no próprio dia de Carnaval.
 
Com esta decisão o município corrige assim o atraso da decisão do ano 2013, que levou a não existir qualquer investimento nesse ano no Carnaval de Tomar.
Este tipo de atividades tem tido um impacto muito positivo, quer na Hotelaria da cidade, quer na Restauração do concelho, uma vez que a antecipada informação das festividades, potencia o turismo interno.
 
 
TOMAR SIMPLES, um primeiro passo para facilitar o cidadão
 
A presidente Anabela Freitas anunciou nesta reunião de câmara, que em breve será implementado o balcão único de atendimento "TOMAR SIMPLES", dando lugar ao cumprimento de um dos compromissos eleitorais, tendentes à melhoria das condições de atendimento aos cidadãos.

O TOMAR SIMPLES funcionará todos os dias úteis, entre as 9H00 e as 17H00 e ficará situado no rés-do-chão do edifício D.Manuel, na praça da República.
Aí se fará, generiacamente, todo o atendimento do município, não apenas para questões de ordem administrativa ou para pagamento de serviços prestados pela autarquia, mas também para aquelas que se relacionam com o urbanismo, licenças de obras particulares, bem como das águas, esgotos e resíduos sólidos.
 
O TOMAR SIMPLES, contará assim além do atendimento dos SMAS (serviços municipalizados de águas e saneamento), com outros dois postos de atendimento, um vocacionado para as obras particulares e outro para todos os outros tipos de serviço, sejam o licenciamento da ocupação do espaço público ou dos serviços prestados pela proteção civil.
 
No TOMAR SIMPLES, funcionará ainda o GABINETE de APOIO ao CONSUMIDOR, anteriormente conhecido como CIAC (centro de informação autárquico ao consumidor).
 
O TOMAR SIMPLES terá um espaço de atendimento personalizado de obras particulares, o qual contará com técnicos da divisão de ordenamento do território disponíveis em permanência para esclarecimentos. Neste incício do ano, os processos de licenciamento de obras particulares passam a ser recebidos em formato digital, seguindo o bom exemplo de imensas autarquias do País.
 
A principal preocupação do TOMAR SIMPLES, na sequência das recentes medidas implementadas com o sistema Tomar Via Verde, é a de reduzir o tempo da análise dos processos, agilizar os procedimentos administrativos e com isso facilitar a vida aos cidadãos.
 
A concentração, no edifício principal do município da praça da República, destes serviços de atendimento e pagamento, até agora dispersos pela tesouraria da câmara, pelos SMAS, urbanismo e proteção civil, melhora a acessibilidade aos serviços do Município, permitindo aos cidadãos poupar tempo na sua relação com a administração municipal.
 
 
PRESIDENTE e VEREADORES mantêm atendimento todas as Sextas-feiras
 
A presidente e os vereadores mantêm o atendimento aos cidadãos, por marcação, todas as Sextas-feiras da parte da manhã, no edifício D.Manuel, onde se encontram os seus gabinetes de trabalho. As marcações devem ser realizadas através do numero 249.329.810 ou email presidencia@cm-tomar.pt

sábado, janeiro 04, 2014

Eleita nova direção política do PS em Tomar

Em resultado da primeira reunião da comissão política concelhia, de um mandato que se prolonga até 2017, foram eleitas , quer a mesa da comissão política, cuja principal missão é coordenar as suas reuniões quer a nova direção política, o secretariado, com as seguintes composições:
 
Mesa da comissão política - presidente Hugo Costa, secretários João Cardoso e Luisa Patrício
 
Presidente da comissão política - Anabela Freitas
Secretariado - José Pereira, Luis Ferreira, Celeste Nunes, Virgílio Saraiva, Artur Damásio, Susana Faria, Fernando Graça, Ricardo Simões e Mónica Martins.
Inerentes ao secretariado - Nuno Ferreira (coordenador da JS) e Hugo Costa (membro da comissão política nacional)

segunda-feira, dezembro 30, 2013

Orçamento de Tomar para 2014 aprovado sem votos contra

Foi hoje aprovado pela assembleia municipal de Tomar, o orçamento do município para 2014, com 15 votos favoráveis - do PS, da CDU e de um deputado do PSD e as abstenções dos demais eleitos pelo PSD, IpT e BE.

Grandes Opções do Plano 2014/17 e Orçamento para 2014

Preâmbulo

Os documentos previsionais do município de Tomar para 2014 compreendem a gestão de um conjunto de instrumentos financeiros enquadrados em receitas e despesas: Orçamento para 2014 e Opções do Plano 2014/2017.

A câmara municipal de Tomar elaborou o orçamento para 2014 num contexto de crise económico financeira, sob um programa de ajustamento definido pela denominada “troika” caracterizado por grande austeridade, em grande parte acrescida pela política definida pelo governo português, como mais uma vez se torna evidente no orçamento de estado apresentado e aprovado.

Neste contexto, os documentos previsionais que apresentamos apoiam-se em princípios e regras de rigor, contenção, prudência, equidade geracional e transparência, e nas disposições legais contidas nos diplomas em vigor que condicionam a locação de recursos na autonomia da gestão municipal, tendo sempre em conta, apesar de todas as restrições, as necessidades agudizadas dos munícipes e da evolução do concelho.

O orçamento municipal de receita proposto para 2014 apresenta o valor de 44.758.000€. Mas várias são as incertezas que condicionam este orçamento: dos inúmeros processos em tribunal cujo desfecho global é imprevisível, à lei recente de novas atribuições das juntas de freguesia, cuja ambiguidade não permite para já, saber com rigor a dimensão do envelope financeiro a transferir para cada uma delas.

Ainda assim, a relação com estes importantes parceiros na estratégia de desenvolvimento a trilhar, baseada em princípios de homogeneidade do território na qualidade de vida em igualdade para todos – conhecerá uma nova forma de trabalho alicerçado na disponibilidade para o diálogo e na transparência de procedimentos.

Por outro lado, as opções do Plano refletem na despesa os compromissos assumidos ao longo dos últimos anos e para os quais não houve em tempo o conveniente desfecho, ou dos projetos em curso ou do cumprimento financeiro desses projetos.

Despesa Estrutural
Pessoal
10.011.460€
Despesas de funcionamento
10.395.000€
Serviço da dívida (amortização + juros de empréstimos)
3.109.490€
Total
23.515.950€

 
 
 
 
São disso exemplo maior os casos do Parque T, com 4.776.000€, e a obra da Levada com 4.334.600€, obra para a qual se fará um grande esforço de conclusão em 2014, iniciando em paralelo o projeto de musealização ainda inexistente.

É por isso importante ressalvar com grande destaque a despesa estrutural comprometida:

Também na receita essas opções herdadas estão patentes, não só pelo não retorno financeiro da generalidade dos projetos concretizados ou, por concretizar mas cujos compromissos financeiros foram assumidos, mas também pela diminuição de proveitos advindos das diversas taxas municipais, facto demonstrativo do elevado abrandamento económico do concelho.
Com tão fastigioso montante de despesa comprometida, será necessário recorrer a receitas extraordinárias, como seja a venda de património; ou a procura de novas fontes de receita, passando pela aplicação de novas taxas, desde logo no âmbito do parqueamento automóvel em algumas artérias da cidade.

Estas condicionantes não permitirão como se desejaria, para já, um maior investimento no âmbito das funções sociais ou do desenvolvimento associativo, nas áreas da cultura, do desporto e do lazer. Ainda assim, fica clara a aposta na educação e apoios sociais que no seu conjunto totalizam 2.772.000€.

Para mais, fica evidente a opção política da aposta neste âmbito, bem como nas do desenvolvimento económico e consequente criação de emprego e geração de riqueza, base essencial para toda a promoção de uma melhor qualidade de vida dos munícipes. Aqui, a aposta concretiza-se desde logo no projeto Cenit com 800.000€ de investimento e no Mercado Municipal que, para obra, compreende um valor de 650.000€.

Para alcançar melhores resultados há que começar pela base, assim, está em curso um exercício de reorganização dos serviços do município assente desde logo nos princípios de uma melhor eficácia e eficiência destes, racionalização de despesas supérfluas e/ou redundantes no quando das opções e prioridades políticas.

Ulteriormente, destacam-se para 2014 algumas opções políticas:
·         Criar o balcão único de atendimento municipal;
·         Rever o vasto leque de regulamentos em vigor, já desenquadrados da realidade e atrofiadores, e a aprovação de inexistentes em áreas onde se entendam pertinentes;
·         Promover a implementação do gabinete de desenvolvimento económico, com uma forte componente de apoio ao investidor;
·         Apoiar a consolidação do projeto Cenit, propriedade da IBM, como relevante instrumento de criação de postos de trabalho e de atrativo para a fixação de outras empresas de cariz tecnológico;
·         Incrementar a participação do Instituto Politécnico em projectos do município, e a premente maior envolvência dos alunos na comunidade;
·         Apostar na conclusão da obra do mercado municipal, e mais ainda na dinâmica a ali  implementar, como motor não só para a economia primária e a ligação à restauração e ao turismo, mas também como palco para diversos eventos complementares;
·         Entender a cultura e os eventos de forma geral, também, como geradores de desenvolvimento económico para o concelho e de receitas para o município;
·         Concluir a revisão do PDM, importante instrumento de organização do território até aqui entrave ao desenvolvimento;
·         Concluir as obras da Levada e dar início ao projeto para a sua musealização;
·         Procurar soluções para a pesada dívida à Parque T;
·         Apostar no apetrechamento dos bombeiros municipais e da protecção civil, desde logo no equipamento do pessoal e das viaturas;
·         Iniciar a renovação do parque de máquinas do município;
·         Apostar no microcrédito e no empreendedorismo jovem.

Deve ficar bem claro, que este não é o orçamento que gostaríamos de apresentar, mas sim aquele que é possível no momento face ao que está comprometido por opções anteriores, ficando desde já a assunção de proceder à elaboração de um orçamento retificativo no início do segundo trimestre, capaz de reflectir de forma mais evidente o cunho do executivo agora em funções, e a filosofia de mudança na gestão e orientação dos serviços do município que pretendemos implementar.

Os objetivos previstos no orçamento para 2014 impõem princípios de contenção e rigor, ponderação e bom planeamento. E também uma franca disponibilidade democrática para acolher os melhores contributos das forças políticas, no âmbito da câmara e da assembleia municipal, e outros contributos da comunidade tomarense.

Para o esforço que terá de ser coletivo e de orientação una, o envolvimento dos trabalhadores – que não são imunes às dificuldades sociais e económicas que vivemos – o aproveitar das suas experiências e formações, e o reforçar destas, são de importância capital para o alcançar dos objetivos propostos. E a mesma envolvência terá de ser conseguida e implementada, de forma transversal, a toda a nossa comunidade.

Porque a mudança é agora e é o futuro que nos interessa.

sábado, dezembro 28, 2013

Primeira reunião da comissão política, marcada para sábado dia 4 de janeiro

Foi hoje eleita a comissão política conelhia de Tomar, com a participação de 59% dos inscritos e apenas um voto branco.
 
Entretanto, está já convocada a primeira comissão política concelhia, para o próximo Sábado, dia 4 de Janeiro, pelas 10H45, na sede, com a seguinte ordem de trabalhos:
 
1 - Eleição da mesa da comissão política concelhia;
 
2 - Eleição do secretariado da concelhia;
 
3 - Avaliação da situação financeira do Município de Tomar;
 
4 - Outros assuntos de interesse para o Concelho.
 
 
A presidente da concelhia, Anabela Freitas

quinta-feira, dezembro 26, 2013

Candidatos às eleições da Concelhia do PS neste Sábado

Eleição neste Sábado, dia 28/12, entre as 10H e as 14H, na sede

CONSOLIDAR A MUDANÇA, PARA DESENVOLVER TOMAR

Lista de candidatos

Anabela Freitas
Hugo Costa
Luis Ferreira
Anabela Estanqueiro
Hugo Cristóvão
António Alexandre
Fátima Duarte
José Mendes
António Cúrdia
Celeste Nunes
Fernando Graça
Arlindo Nunes
Luisa Henriques
Nuno Ferreira
Vasco Marques
Susana Faria
Virgílio Saraiva
Costa Marques
Mónica Martins
Artur Damásio
Carlos Lopes
Silvia Marques
João Cardoso
Pereira Marques
Silvia Sousa
Manuel Oliveira
João Henriques
Celeste Gouveia
António Oliveira
Ricardo Simões
Clarisse Barrisco
António Carvalho
Leonel Graça
Marta Garcia
Joaquim Serra
Miguel Gonçalves
Filipa Cardoso
Orlando Narciso
Jerónimo Henriques
Maria Luz Sousa
Artur Frias
Luisa Patrício
Luis Brito
Armando Marcos
Patrícia Cristóvão
Moisés Carlos
José Narciso
Ana Alexandre
José Freire
Antonio Nunes
Elisabete Correia
Ernani Batista
Abel Santos
Susana Freire
Eugénia Nunes
Arménio Breia
José Pereira

sábado, dezembro 14, 2013

Futuro dos partidos políticos debatido por Zorrinho em Tomar

Na noite do dia 13 de Dezembro, na sede da Assembleia de Freguesia Urbana, o Partido Socialista procedeu a um importante debate sobre “O Desafio e Futuro dos Partidos Políticos”, onde o convidado foi o Professor Carlos Zorrinho.
Estiveram presentes algumas dezenas de militantes, simpatizantes e cidadãos do concelho que se quiseram associar a esta iniciativa.
O convidado é atualmente deputado do Partido Socialista na Assembleia da República e coordenador do Laboratório de Ideias Para Portugal. O Prof. Carlos Zorrinho tem igualmente uma vasta obra e reflexão sobre os desafios da esquerda democrática e dos partidos políticos no geral, fruto da sua visão académica e de muitos anos de experiência política, onde já foi Presidente do Grupo Parlamentar do PS, Secretário de Estado e Coordenador do Programa Tecnológico. No debate, o convidado começou por sublinhar a sua ligação afetiva a Tomar e a particular satisfação de ver hoje o Partido Socialista a liderar o município, mostrando a sua total confiança no trabalho de mudança protagonizado pela Presidente da Câmara Municipal Anabela Freitas, que moderou a iniciativa na qualidade de Presidente do PS Tomar. Na sua intervenção o Prof. Carlos Zorrinho mostrou como os partidos devem estar abertos à sociedade e ao mundo da comunicação digital dos dias de hoje, referindo igualmente a importância dos movimentos sociais para a consciência política e de cidadania. Referiu ainda a importância de debates como aquele para consolidar os partidos, visto que nem todos os cidadãos conseguem aceder à comunicação digital. Para o convidado, combater a neutralidade em momentos de crise é um dos maiores desafios que os Partidos atravessam. Por fim o convidado respondeu às diversas questões da assistência e apresentou a forma de participação no futuro programa de governo PS.


sábado, dezembro 07, 2013

Reunião da Comissão Política Concelhia, Sexta-feira, dia 13 de Dezembro

Nos termos do regimento e dos estatutos, convoco para a sede do PS, para o próximo dia 13 de Dezembro, Sexta-feira, pelas 17H45, uma reunião ordinária da comissão política concelhia, com a seguinte ordem de trabalhos:
 
1 - Informações;
2- Ratificação do acordo político com o grupo políticos "independentes por Tomar", para a gestão da união de freguesias de S.João Batista e Santa Maria dos Olivais;
3 - Avaliação das condições políticas e das grandes opções doPlano Plurianual de Investimentos e do Orçamento do Município de Tomar e dos SMAS, para o ano de 2014.
 
§ÚNICO: Se à hora marcada não estiver presnete a maioria dos eleitos, a reunião começará 15 minutos depois, com qualquer número de presenças