terça-feira, abril 25, 2006

DELEGADOS DE TOMAR AO XII CONGRESSO DA FEDERAÇÃO

São estes os 33 Delegados de Tomar ao XII Congresso Distrital do PS, da Federação de Santarém, entre os 251 com direito a voto (211 eleitos e 40 inerentes com voto):


Inerentes com voto:
(Apoiantes de António Rodrigues) - 3

Anabela Freitas - Presidente do Dep. Federativo das Mulheres Socialistas
Hugo Cristóvão - Presidente da Comcelhia de Tomar do PS
Gonçalo Salgueiro - Representante da JS na Comissão Política Distrital

Delegados eleitos:
(Apoiantes de António Rodrigues) - 22

Arlindo Nunes - Presidente de Junta da Madalena
Fátima Duarte - Assistente Social
José Pereira - Professor
Luis Ferreira - Coordenador do Grupo Socialista da Assembleia Municipal
Joana Nunes - Tecnica de Turismo
António Mendes - Médico
Carlos Silva - Vereador na Câmara de Tomar
Hugo Costa - Coordenador da JS de Tomar
Luisa Henriques - Vogal da Assembleia de Freguesia da Madalena
Paulo Arsénio - Deputado Municipal
Virgílio Saraiva - Coordenador do Grupo de Trabalho das Freguesias
Vera Simões - Assistente Universitária
Joaquim Segorbe - Presidente da Mesa Eleitoral do PS de Tomar
Fernando Carmo - Vogal da Assembleia de Freguesia de S.Pedro
Maria Luz Sousa - Administrativa
Fernando Graça - Presidente da Junta de Freguesia da Sabacheira
Viriato Fernandes - Psicólogo
Mara Joana Costa - Estudante
Leonel Graça - Engº da Qualidade
Paulo Inácio - Tec. Marketing
Susana Faria - Estudante
Costa Marques - Professor

(Apoiantes de Nelson Carvalho) - 8

Carlos Marques - Professor

João Cardoso - Tec. Restauro

Laura Rocha - Professora

Carlos Veloso - Prof.Catedrático

Manuel Paulo - Tec.Optometria

Élia Antunes - Estudante

João Nogueira - Professor

António Carvalho - Bancário Aposentado

domingo, abril 23, 2006

ANTÓNIO RODRIGUES GANHOU EM TOMAR POR LARGA MAIORIA

O Presidente eleito da Federação, ANTÓNIO RODRIGUES, recebeu em Tomar uma expressiva votação, afirmando assim a autonomia de Tomar em relação a um conjunto de interesses que tendo o epicentro noutro Concelho, que têm prejudicado ao longo dos anos o desenvolvimento do Concelho, numa estranha conivência com o poder PSD instalado em Tomar.

António Rodrigues teve 89 votos (74%) e Nelson Carvalho 32 votos (26%).

A Lista A, apoiante de António Rodrigues, teve 90 votos e elegeu 22 Delegados.
A Lista B, apoiante de Nelson Carvalho, teve 32 votos e elegeu 8 Delegados.

sábado, abril 22, 2006

MOÇÃO SOBRE CENTRO HOSPITALAR DO PS, RECUSADA PELA ASSEMBLEIA EM CONIVÊNCIA COM A "MÁ GESTÃO" DA ADMINISTRAÇÃO

Só o Grupo Socialista votou favoravelmente a MOÇÃO, que solicitava a demissão da Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo.

Confirmou-se assim a conivência do PSD, dos Independentes, da CDU e dos Bloco, à má gestão que vem prejudicando Tomar ao longo dos anos no Centro Hospitalar do Médio Tejo.

Tal atitude, injustificável, na defesa dos interesses de Tomar, deverá ser bem avaliada por parte da população: QUEM ESTÁ AFINAL AO LADO DA POPULAÇÃO E QUEM ESTÁ AO LADO DOS INTERESSES?


MOÇÃO

Nos termos da alínea a) do Artº15º e alínea n) do nº1 do Artº24º do Regimento da Assembleia Municipal, o Grupo Socialista da Assembleia Municipal, depois de devidamente analisada e avaliada a situação vivida no Centro Hospitalar do Médio Tejo, dos dados fornecidos pelo documento de trabalho da Comissão Municipal de Acompanhamento do Hospital de Nossa Senhora da Graça e aprovado por unanimidade nesta Assembleia Municipal e atendendo a toda a especulação pública que se tem verificado nos últimos dias sobre os cuidados de saúde prestados ou a prestar às populações no nosso Concelho e considerando:

1. Que a actual Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, não tem sabido gerir de forma clara, justa e aceitável a complementaridade entre os três pólos do Centro Hospitalar do Médio Tejo - Tomar, Torres Novas e Abrantes.
2. Que complementaridade não deve significar dependência. Para Tomar a complementaridade baseou-se até agora em pressupostos ainda não cumpridos.
3. Que o novo Hospital de Tomar presta menos e piores serviços que o antigo.
4. Que para a comunicação social têm sido emitidas diversas tomadas de posição contraditórias, que não têm sido esclarecidas devidamente por essa Administração do Centro Hospitalar.
5. Que com estas atitudes contraditórias fica criado um ambiente de suspeição de favorecimento de uma Unidade em detrimento de outras, o que em nada favorece a opinião dos cidadãos sobre a forma de gestão e administração dos serviços de uso público, nem o trabalho dos profissionais que devem estar preocupados apenas com o exercício da sua profissão.
6. Que a actuação dessa Administração não satisfaz a população, os profissionais e a Sociedade Civil em geral, devendo ser esse o principal objectivo de actuação do Centro Hospitalar, o que neste momento não parece verificar-se.
7. Que a manter-se a actual situação estamos em crer que possa existir uma total desmotivação dos funcionários - médicos, enfermeiros e outros profissionais.
8. Que deverá ser cumprido o Plano Funcional aprovado em 1998 aquando da constituição do Centro Hospitalar, o qual até hoje não foi alterado, mas também ainda não foi satisfatoriamente cumprido, faltando em Tomar as diversas especialidades cirúrgicas e que se tal não for cumprido, será a altura então de considerar a hipótese de separação do Centro Hospitalar e autonomizar cada uma das Unidades Hospitalares.
9. Que praticamente só de Tomar existe pessoal destacado noutros hospitais e que o nosso Hospital é o parente pobre do Centro Hospitalar, tendo sido o armazém ou fonte de recursos para quando algo falta nos outros e que tal situação, quanto a nós, não se pode manter!
10. Que com esta situação poderá estar a ser prestado um mau serviço aos cidadãos, não só do Concelho de Tomar, mas de todos os Concelhos envolvidos.
11. Que o actual Conselho de Administração tem tido uma série de instrumentos de gestão para implementar. Não houve no entanto, até agora, qualquer mostra de saber aproveitar devidamente os recursos físicos e humanos do Centro Hospitalar.
12. Que a experiência do Centro Hospitalar não está a funcionar com eficiência de acordo com os novos padrões que se requer na gestão pública, nem se prevê que funcione a manter-se a actual política de gestão do respectivo Conselho de Administração.
13. Que a verticalização do sistema de saúde, envolvendo os Centros de Saúde e as diferentes Unidades de Saúde Hospitalar, é o modelo que deverá ser seguido e que esta é a visão estratégica que melhor serve os interesses, quer da população do Concelho de Tomar, quer dos restantes Municípios do Médio Tejo,
14. Que Tomar assumiu ao longo dos últimos oito anos os seus compromissos, em matéria de complementaridade Hospitalar e respectivas responsabilidades inerentes, cabendo agora também aos outros assumir as suas.

A Assembleia Municipal de Tomar, reunida em 20 de Abril de 2006, delibera:
1. Exigir que seja cumprido o Plano de Gestão do Centro Hospitalar, optimizando os recursos humanos disponíveis, maximizando as capacidades das diferentes Unidades Hospitalares existentes, de forma a cumprir eficazmente o serviço público a nível dos cuidados de saúde;
2. Exigir a imediata demissão do seu Conselho de Administração, certo de que este, depois da sua completa incapacidade de gerir a situação, não tem quaisquer condições para continuar a merecer a confiança, nem dos cidadãos dos diferentes Concelhos envolvidos.
3. Aprovar esta moção e dar dela conhecimento da mesma ao Ministério da Tutela e transmiti-la à comunicação social.

sexta-feira, abril 21, 2006

PS PROPÕE APURAMENTO DE RESPONSABILIDADES SOBRE PARQUE DE ESTACIONAMENTO DO PAVILHÃO

Nos termos da alínea a) do Artº15º e alínea p) do nº1 do Artº24º do Regimento da Assembleia Municipal, o Grupo Socialista da Assembleia Municipal,

Tendo em conta que a obra do parque de estacionamento do Pavilhão Municipal de Tomar apresenta deficiências graves, assinaladas em pareceres técnicos que põem em causa a estabilidade do edifício e a segurança dos utilizadores;

Considerando que até hoje não foram dadas explicações claras sobre as responsabilidades efectivas nas deficiências existentes;

Estando a Câmara Municipal na eminência de assumir novas despesas suportadas pelo erário público, e mesmo nesta contingência, sem que haja garantias de uma efectiva resolução dos problemas;


A Assembleia Municipal de Tomar, reunida em 20 de Abril de 2006, delibera:

1 – Que seja apurado de forma clara de quem é a responsabilidade pela situação criada;

2 – Que o pagamento das reparações seja imputado aos responsáveis.
(Moção recusada com os votos contra da bancada do PSD e aprovada por todos os outros grupos políticos)

DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO DO CONCELHO - PROPOSTA DO PS VOTADA POR UNANIMIDADE NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Nos termos da alínea a) do Artº15º e alínea p) do nº1 do Artº24º do Regimento da Assembleia Municipal, o Grupo Socialista da Assembleia Municipal, considerando que:

Constituiu recentemente a NERSANT – Associação Empresarial, em conjunto com os Municípios de Almeirim, Azambuja, Cartaxo e Coruche e uma instituição Bancária Nacional, um Fundo de Apoio ao Investimento das Micro Empresas (FAIME);

Tal FUNDO se constitui como um instrumento de apoio à criação e modernização de micro empresas, que permite apoiar os projectos de investimento que venham a ser desenvolvidos por sociedades comerciais e empresários em nome individual, que tenham sede e desenvolvam a sua actividade económica nos concelhos envolvidos;

Mais recentemente ainda abriu o IAPMEI uma nova linha de financiamento às Pequenas e Médias Empresas para a modernização do Comércio, com subsídios não reembolsáveis até 35% do investimento;

O Concelho de Tomar carece de instrumentos avançados de retoma empresarial, capaz de criar riqueza, promovendo assim a fixação dos quadros formados quer nas Instituições de Ensino Superior existentes no Concelho, quer os Tomarenses que obtendo formação e tendo espírito empreendedor, têm dificuldade de obter financiamento para os seus projectos;

Uma das missões primordiais dos organismos públicos, como é a Câmara Municipal, é o de facilitar a vida aos investidores, canalizando de forma célere e eficaz as soluções de investimento necessárias.

A Assembleia Municipal de Tomar, reunida em 20 de Abril de 2006, delibera que:
O Município de Tomar, através da sua Câmara Municipal, obtenha a necessária informação junto da NERSANT – Associação Comercial, no sentido de se associar a este projecto, promovido por esta Associação Empresarial, que se vem ao longo dos anos como motor de desenvolvimento regional, associando-se assim aos Municípios da Região que têm neste novo instrumento mais um factor de competitividade adicional para a criação de riqueza.

Neste contexto, articule quer com a NERSANT, quer com a ACITOFEBA, a IMPLEMENTAÇÃO de um SISTEMA DE APOIO AO INVESTIDOR, capaz de do decurso deste mandato optimizar e expandir o tecido empresarial do Concelho de Tomar.
(Esta proposta foi aprovada por unanimidade - proposta semelhante havia sido recusada anteriormente pelo PSD, que veio agora emendar o erro anterior)

quinta-feira, abril 20, 2006

MOÇÃO SOBRE CRUZAMENTO PARA ALVIOBEIRA APROVADA POR UNANIMIDADE

Nos termos da alínea a) do Artº15º e alínea n) do nº1 do Artº24º do Regimento da Assembleia Municipal, o Grupo Socialista da Assembleia Municipal, considerando que:

1. Foi recentemente inaugurada e aberta ao trânsito a variante à EN238 entre o IC3 na Manobra e Ferreira do Zêzere;


2. Tal facto constitui uma inegável melhoria na ligação rodoviária entre Tomar e Ferreira do Zêzere;

3. Se verifica que o Projecto executado não acautelou devidamente algumas situações de risco para a segurança rodoviária, nomeadamente no cruzamento existente entre a saída do IC3 e a Manobra (Alviobeira), onde os utentes a executar a manobra de atravessamento da variante poderão ser surpreendidos por veículos que no decurso da descida existente no sentido Ferreira-Tomar, possam não ter condições para evitar eventuais colisões;

4. Face ao exposto, este entroncamento é potencialmente perigoso para a segurança rodoviária;

5. Que se torna evidente a necessidade de prevenir consequências eventualmente graves, podendo mesmo haver perda de vidas.

A Assembleia Municipal de Tomar, reunida em 20 de Abril de 2006, delibera que:

Sejam alertados o Instituto de Estradas, o Ministério das Obras Públicas e o Ministério da Administração Interna para esta situação.

Seja solicitado ao Instituto de Estradas que garanta a execução em tempo útil de medidas correctivas e preventivas da segurança rodoviária nesse entroncamento.

segunda-feira, abril 17, 2006

PS TOMA POSIÇÃO SOBRE CENTRO HOSPITALAR DO MÉDIO TEJO

O Partido Socialista de Tomar, avaliada a situação vivida no Centro Hospitalar do Médio Tejo, atendendo a toda a especulação pública que se tem verificado nos últimos dias sobre os cuidados de saúde prestados às populações, decidiu tornar públicas as seguintes posições:

A actual Administração não tem sabido gerir de forma clara, justa e aceitável a complementaridade entre os três pólos do Centro Hospitalar do Médio Tejo - Tomar, Torres Novas e Abrantes.

Complementaridade não deve significar dependência. Para Tomar a complementaridade baseou-se até agora em pressupostos ainda não cumpridos.

O novo hospital presta menos e piores serviços que o antigo.

Para a comunicação social têm sido emitidas diversas tomadas de posição contraditórias, que não têm sido esclarecidas devidamente por essa Administração do Centro Hospitalar.

Com isto, fica criado um ambiente de suspeição de favorecimento de uma Unidade em detrimento de outras, o que em nada favorece a opinião dos cidadãos sobre a forma de gestão e administração dos serviços de uso público, nem o trabalho dos profissionais que devem estar preocupados apenas com o exercício da sua profissão.

Satisfazer a população, os profissionais e a Sociedade Civil em geral, deve ser o principal objectivo de actuação do Centro Hospitalar, o que neste momento não parece verificar-se.

Assim sendo, estamos em crer que possa existir uma total desmotivação dos funcionários - médicos, enfermeiros e outros profissionais.

Para a concelhia de Tomar do PS, deverá ser cumprido o Plano Funcional aprovado em 1998 aquando da constituição do Centro Hospitalar, o qual até hoje não foi alterado, mas também ainda não foi satisfatoriamente cumprido. Faltam em Tomar as diversas especialidades cirúrgicas.

Se tal não for cumprido, será a altura então de considerar a hipótese de separação do Centro Hospitalar e autonomizar cada uma das Unidades Hospitalares.

Praticamente só de Tomar existe pessoal destacado noutros hospitais.

Tomar é o parente pobre do Centro Hospitalar, tem sido o armazém ou fonte de recursos para quando algo falta nos outros. Tal situação, quanto a nós, não pode manter-se!

Com esta situação poderá estar a ser prestado um mau serviço aos cidadãos, não só do Concelho de Tomar, mas de todos os concelhos envolvidos.

O actual Conselho de Administração tem tido uma série de instrumentos de gestão para implementar. Não houve no entanto, até agora, qualquer mostra de saber aproveitar devidamente os recursos do Centro Hospitalar.

Esta experiência do Centro Hospitalar não está a funcionar com eficiência de acordo com os novos padrões que se requer na gestão pública, nem se prevê que funcione a manter-se a actual política de gestão do respectivo Conselho de Administração.

Para o PS de Tomar, a verticalização do sistema de saúde, envolvendo os Centros de Saúde e as diferentes Unidades de Saúde Hospitalar, é o modelo que deverá ser seguido, em consonância com aquilo que são os compromissos eleitorais do PS, sufragados maioritariamente pelo Povo Português no ano transacto!

Tomar assumiu ao longo dos últimos oito anos os seus compromissos, em matéria de complementaridade Hospitalar e respectivas responsabilidades inerentes, cabendo agora também aos outros assumir as suas.

Por último, não podemos deixar de estranhar o silêncio da autarquia de Tomar em relação a esta matéria, a qual parece estar claramente conivente com a situação observada ao longo dos anos, sendo que a esta se exige que pugne pelos legítimos interesses dos cidadãos.

Neste contexto, o PS de Tomar exige que seja cumprido o Plano de Gestão do Centro Hospitalar, optimizando os recursos humanos disponíveis, maximizando as capacidades das diferentes Unidades Hospitalares existentes, de forma a cumprir eficazmente o serviço público a nível dos cuidados de saúde, bem como exige de forma determinada a imediata demissão do seu Conselho de Administração, certo de que este, depois da sua completa incapacidade de gerir a situação, não tem quaisquer condições para continuar a merecer a confiança, nem dos cidadãos dos diferentes Concelhos envolvidos, nem sequer da tutela do Ministério da Saúde.

Certos de que esta é a visão estratégica que melhor serve os interesses, quer da população do Concelho de Tomar, quer dos restantes Municípios do Médio Tejo,

O PS de Tomar aos dezassete dias do mes de Abril do ano Dois mil e seis

terça-feira, abril 11, 2006

POSIÇÕES DO PS NA REUNIÃO DE CAMARA DE 11 DE ABRIL

Com a presença do Arq. José Vitorino, em substituição do Vereador Carlos Silva - ausente do Concelho -, o PS tomou as seguintes posições nesta reunião de Câmara:

3. REDE NATURA 2000 – DISCUSSÃO PÚBLICA DO PLANO SECTORIAL Em relação a este processo propomos que o Instituto da conservação da Natureza, promova, em Tomar, uma sessão pública de esclarecimento do Plano Sectorial.



4.1 EMPREITADA DE AMPLIAÇÃO E REMODELAÇÃO DO PAVILHÃO MUNICIPAL DE TOMAR – IRREGULARIDADES DETECTADAS EM AUTOS DE MEDIÇÃO E CORRESPONDENTES FACTURAS

Os factos em apreço revestem-se da maior gravidade e põem em causa o prestígio das entidades intervenientes perante a opinião pública, o Estado e entidades financiadoras. Tal preocupação é, de resto, referida nos documentos (pg. 4 de “anexo 2” – parecer de “Henrique Abecasis & Andersen Guimarães, Sociedade de Advogados, RL”) podendo mesmo consubstanciar, segundo o mesmo documento, um “ilícito criminal”.

Verificamos, por outro lado, que se corre o risco de deixar prescrever os prazos para uma eventual apresentação de queixa.

Nestas condições, a análise por nós efectuada dos documentos facultados verifica-se insuficiente e deixa demasiadas questões em aberto.

Em face do exposto, propomos que a Câmara Municipal de Tomar promova, com urgência, uma auditoria externa e independente ao processo, sem prejuízo de um eventual pedido de imediata intervenção do Tribunal de Contas.

Por fim, e apenas com carácter de declaração para a acta, manifestamos total repúdio pelos comentários constantes da pg. 3 do “anexo 3” datado de 6 de Março de 2006, e que transcrevemos: “acabou por ser o interesse público da obra e da cidade de Tomar os beneficiados com a situação”. Embora o parecer jurídico refira tal afirmação como reflexo das opiniões da empresa construtora e da fiscalização, considera-a suficientemente relevante para a incluir no documento. Tal forma de ver as coisas não pode ser aceite, pois, a ser assim, estaríamos a defender a total falta de regras com base numa avaliação do interesse público por parte de quem as não cumpre.




4.3. FISCALIZAÇÃO E COORDENAÇÃO DE SEGURANÇA DA EMPREITADA DE AMPLIAÇÃO E REMODELAÇÃO DO PAVILHÃO MUNICIPAL DE TOMAR – PROPOSTA DE SUBSTITUIÇÃO

A solução que nos propõem parece demasiado simplista. A gravidade dos factos deverá conduzir a uma averiguação de todas as circunstâncias e actuações que tiveram as consequências com que nos deparamos.

A evidência dos trabalhos facturados que não foram realizados, como nos mostram os documentos que acompanham o ponto 4.2 da ordem de trabalhos, é tal que será lícito supor que se verificou algum alheamento por parte dos técnicos que conviveram com a obra e seus documentos. Como não notar que faltam quase três mil metros quadrados de calçada, ou quase duzentos metros lineares de corrimão, para referir apenas dois dos sessenta e cinco trabalhos irregulares?

A medida que nos é proposta não resolve nenhum problema e pode parecer, aos olhos da opinião pública, uma forma de encontrar alguém que venha a absorver uma eventual turvação do processo.

Ao contrário, entendemos que a equipa de fiscalização se deverá manter em funções apenas nesta obra, até à sua conclusão, com vista a uma eficaz resolução dos problemas e cabal esclarecimento das circunstâncias que conduziram ao actual estado de coisas.
Com esta solução estaremos igualmente a contribuir para a poupança de verbas na conclusão do processo.




4.4. EMPREITADA DE AMPLIAÇÃO E REMODELAÇÃO DO PAVILHÃO MUNICIPAL DE TOMAR – ANÁLISE TÉCNICA DO PROBLEMA DAS INFILTRAÇÕES

Se a obra apresenta deficiências tão graves como as que se assinalam em pareceres técnicos que classificam a estrutura de “não estável face a situações de maior solicitação”, cremos que deverão ser tomadas medidas que se adeqúem à gravidade do problema. Deverá, nestas circunstâncias, questionar-se se o edifício poderá ser utilizado.

Por outro lado, não ficam claras as causas da deficiência. Pela leitura da alínea 3) da informação O01_64 de 27 de Março de 2006 (ou de 23 de Março de 2006), parece que nesta altura ainda não se sabe se houve erro no projecto ou se foi na obra.

Esta situação é inaceitável. Câmara Municipal, Sociedade TomarPolis, Sociedade Gestora, Empresa fiscalizadora, Empresa de construção, Equipa projectista, não haverá ninguém que possa analisar o projecto e verificar se contém erros? E não haverá relatórios da fiscalização ou actas que nos possam esclarecer se houve erros de execução?

Parece evidente que estas questões deverão ser esclarecidas antes de qualquer tomada e posição em relação à solução a adoptar. Estamos a considerar custos de reparação, excluindo projectos, que podem atingir trezentos mil euros.

Quanto à abertura parcial do parque de estacionamento seria também necessário conhecer os relatórios do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, com vista a avaliar as condições de segurança.




4.9. EMPREITADA DE AMPLIAÇÃO E REMODELAÇÃO DO PAVILHÃO MUNICIPAL DE TOMAR – TRABALHOS A EXECUTAR A CURTO PRAZO

Como já referimos anteriormente o contrato com a empresa fiscalizadora deverá ser mantido até à conclusão do Pavilhão Municipal, e apenas para esta obra. Não existem condições de confiança para alargar a sua actuação a qualquer outro projecto.




5.1. REGULAMENTO DO PARQUE DE ESTACIONAMENTO SUBTERRÂNEO DO PAVILHÃO MUNICIPAL CIDADE DE TOMAR – APÓS INQUÉRITO PÚBLICO

Quanto às alterações nada temos a opor.

Não podemos, contudo, deixar de alertar para o grande desequilíbrio de tarifas entre este parque, se puder funcionar, e o parque da encosta do Castelo. Cremos que a Câmara Municipal estará consciente de que tão distantes custos para os utentes se irão reflectir num grande desequilíbrio de ocupação, por sua vez com reflexo directo na vivência urbana da zona envolvente a cada um deles.

Quanto aos compromissos que a Câmara Municipal assumiu anteriormente com a “Parque T”, vamos esperar este parque e as suas tarifas não se venham a traduzir em indemnizações a pagar.




5.2. CONCURSO PÚBLICO PARA ADJUDICAÇÃO DA LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA PARA SEGURANÇA E VÍDEO VIGILÂNCIA DO PARQUE DE ESTACIONAMENTO SUBTERRÂNEO DO PAVILHÃO MUNICIPAL CIDADE DE TOMAR

Não nos é dado a conhecer qualquer estudo económico que comprove a viabilidade do parque com o regime de tarifas que foi aprovado.

Os montantes em causa são significativos. Tal como a obra, a exploração do parque poderá estar sujeita a posteriores despesas que não se conhecem no momento.

Por outras palavras, as tarifas de ocupação invulgarmente baixas, e mais invulgarmente ainda quando comparadas com os exageros a que a Câmara Municipal submete os munícipes noutros serviços, poderá estar condenada a uma subida vertiginosa a breve prazo.