sexta-feira, dezembro 29, 2006

JANTAR DE FIM DE ANO DO PS, APONTA ESCOLHA DE CANDIDATO ATÉ JUNHO DE 2007



Foi quinta-feira passada, que perto de uma centena de socialistas se reuniram para o seu jantar de fim de ano no salão nobre da Nabantina.



A noite fria aqueceu com as palavras do Presidente Hugo Cristóvão que se referiu ao trabalho em curso no PS que faz aquilo para o qual os tomarenses os escolheram, apresentando propostas e alternativas para os problemas do concelho, na linha do que foi o seu Programa Eleitoral.



Frisou a necessidade de preparar desde já o caminho para as eleições de 2009, aumentando o trabalho, mostrando e credibilizando o PS junto dos tomarenses, mostrando-lhes ser esta a única e verdadeira alternativa ao actual executivo PSD na Câmara de Tomar.



Os tempos de desavenças já lá vão e agora, afirma o líder da Concelhia, o caminho é só um, o de união em torno da discussão profícua, na defesa de um melhor projecto, de uma melhor estratégia para o concelho de Tomar, algo que só no PS os tomarenses poderão encontrar.



Vontade, capacidade, determinação e trabalho colectivo foram os predicados que assegurou possuir este PS para ser o melhor confiante das aspirações e escolhas dos tomarenses, fazendo ainda o recorrente apelo a que mais cidadãos venham contribuir para essa causa.



Anabela Freitas, Presidente da Distrital das Mulheres Socialistas, referiu-se depois à necessidade de uma maior participação das mulheres na política, não apenas nas palavras, mas nos actos, e que as mulheres devem lutar por esse espaço, e não esperar apenas que este lhes seja dado. Falou ainda da necessidade de maior captação de investimento para Tomar, no sentido de criar maior riqueza e postos de trabalho.



António Gameiro, deputado da Assembleia da República, falou do trabalho do Governo, e do ímpeto reformista e necessário que este está a travar contra interesses e desigualdades, o que ainda que por vezes possa desagradar, deve ser reconhecido como a única forma de tornar o país mais competitivo e sustentável, tornando-o também mais justo, mais eficaz, e mais solidário.



Falou ainda da necessidade de Tomar encontrar uma forma rápida e segura de acesso do IC3 à Cidade, para que melhor aproveite as novas acessibilidades, e confessou não compreender como ao longo de todo este tempo isso não foi ainda assegurado ou planeado.



Fechou as intervenções António Rodrigues, Presidente da Câmara de Torres Novas e da Federação Distrital do PS, que recordou os seus tempos de estudante em Tomar, época em que a Cidade era referência para a região, o que hoje não acontece e deve ser motivo de preocupação, até porque a região precisa que Tomar, Torres Novas e Abrantes estejam ao mesmo nível para serem impulsionadoras e complementares no desenvolvimento e progresso da mesma. Falou nas imensas potencialidades de Tomar e da necessidade de as saber aproveitar.



Referiu ainda que Tomar é uma das prioridades para o PS, e que é uma das Câmaras que espera ver reconquistadas em 2009, não só pelos motivos antes referidos, mas também para colocar o concelho em consonância com o Governo do país, no sentido de aproveitar esse caminho reformista e progressista.



Para isso, o PS em Tomar precisa de trabalhar desde já na construção da equipa, e nas escolhas dos protagonistas para os vários órgãos. Unido, numa liderança que não pode ser de “punhos de renda”, o PS em Tomar tem todas as condições para ser a alternativa necessária e por isso afirmou, espera até Junho do próximo ano, mesmo que tal não seja divulgado, ter sido decido o candidato às próximas eleições autárquicas.

O Secretariado da Concelhia do PS Tomar

quarta-feira, dezembro 20, 2006

PS ORGANIZA JANTAR DE FIM DE ANO NA NABANTINA, DIA 28 DE DEZEMBRO

Estamos naquela época em que o apelo da família e do lar são, por entre outros de menos interesse, os valores que se mais sentem e mais se cultivam. Por esse apelo, é também o momento da família socialista se reunir no seu Jantar de Fim de Ano.

Este ano, como símbolo da tradição e do apego às coisas tomarenses, decidimos fazê-lo bem no coração da Cidade, num local cheio de história – a Nabantina. É lá que, no salão nobre, pelas 20.00 horas do próximo dia 28 de Dezembro, a família se reencontra para conviver e conversar.
O PS em Tomar está em regeneração, está em crescimento, está no momento exacto para proceder à mudança de rumo do nosso Concelho.
O Partido Socialista somos todos os que acreditamos nas mesmas causas, na mesma forma de encarar as dificuldades, concebemos a mesma forma de gestão da coisa pública;

Socialistas os que acreditamos num país reformista, dinâmico, equilibrado, onde a Solidariedade, a Justiça e a Igualdade não sejam apenas palavras mas práticas;

Socialistas os que para o nosso concelho defendemos esses mesmos princípios, acreditamos que o colectivo está à frente do nosso ego, e que Tomar merece mais do que aquilo que tem tido;

Socialistas os que acreditam que o PS é o melhor espaço para defesa dos interesses de todos, de luta por um concelho mais desenvolvido, mais preocupado com a sua cultura, a sua história, mas de olhos postos no futuro, futuro esse que se constrói já;

Socialistas que percebem que Tomar perdeu já muito tempo, que muitas oportunidades desde há vários anos têm passado ao lado do nosso concelho, que muito, muito mais e melhor poderia ter sido feito;

Socialistas os que desejam que o PS volte ao poder na Câmara de Tomar, não apenas pelo mero exercício desse poder, mas porque essa é a forma de executarmos os Projectos em que acreditamos, e desenvolvermos os esforços necessários para uma efectiva mudança de perspectiva nas esperanças e ambições dos tomarenses.

Porque acreditamos, porque dizemos presente, porque sabemos que as vitórias de amanhã se constroem hoje, não temos alternativa que não seja a de com convicção e arrojo, seguirmos colectivamente o caminho imprescindível da alternativa que desejamos, afirmando quem somos e o que queremos.
Para redescobrir, para renascer, para reactivar a alma socialista em Tomar, vamos fazer deste encontro, entre jovens e menos jovens, mulheres e homens, históricos e recentes militantes, dirigentes, autarcas, ex-candidatos, e os amigos que cada um de nós deseje trazer, um encontro de sincero júbilo ao sentimento socialista – os que querem, os que acreditam, os que fazem.
O Presidente da Comissão Política Concelhia
Hugo Cristóvão
Confirmações até dia 26 de Dezembro:
Hugo Cristóvão: 917.471.397, Anabela Freitas: 913.000.800, Joana Nunes: 914.995.251 e Hugo Costa (JS): 968.740.520

terça-feira, dezembro 19, 2006

PS DESEJA UMA NOVA POLITICA DE TAXAS EM TOMAR

Na sequência da reunião de Cãmara, realizada hoje, o PS através do seu Vereador Carlos Silva, apresentou a seguinte Declaração de Voto:

Declaração de Voto

Actualização de Tabela de Taxas

O Partido Socialista (PS) ciente da responsabilidade da gestão financeira do município de Tomar, compreende a necessidade de fazer acompanhar as taxas em relação ao Índice de Preços no Consumidor, índice publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e que mede a inflação do país. Necessidade referida no documento a discussão.

Contudo o PS defende, como sempre defendeu a primazia das pessoas. Desta forma pensamos que a “Tabela de Taxas” deve incorporar uma política social activa de benefícios sociais a quem tem menos rendimentos e de promoção do desenvolvimento económico, facto longe de ser visto neste documento e em toda a gestão PSD. Desta forma e pelo exposto o Partido Socialista só se pode abster.


O Vereador do Partido Socialista

Carlos Piedade Silva

terça-feira, dezembro 12, 2006

PROPOSTA DO PS PARA O CRUZAMENTO DO EX-COLÉGIO NUNO ÁLVARES

O Vereador Socialista, carlos Silva, apresentou hoje na reunião de Câmara a seguinte proposta:

Proposta


Em virtude dos graves problemas de circulação e sinistralidade existentes no cruzamento da Praceta Dr. Raul António Lopes com a Rua Manuel de Matos (vulgarmente designado por “Cruzamento do Colégio”), o Partido Socialista de Tomar propõe a resolução do problema através de sinalização vertical.

Na opinião do PS a solução mais indicada é a colocação de um sinal de Paragem Obrigatória (“STOP”) na Rua Manuel de Matos, perspectiva que contudo necessita de ser avaliada tecnicamente pelos serviços da Câmara Municipal competentes para o efeito.

De referir que todo o problema acima descrito é agravado por ser uma zona escolar e de grande tráfego, carecendo por isso a situação de urgente resolução.

O Vereador do Partido Socialista

Carlos Silva

PROMOVER O CONVENTO DE CRISTO - PROPOSTA DO PS NA REUNIÃO DE CÂMARA

O Vereador Socialista Carlos Silva, apresentou hoje na reunião de Cãmara a seguinte proposta:

O Partido Socialista de Tomar congratula-se com facto do Convento de Cristo estar na lista dos vinte e um monumentos propostos por um conjunto de personalidades de âmbito nacional, com objectivo de escolherem as “Sete Maravilhas de Portugal”.
Sabendo da importância que esta iniciativa tem na divulgação do monumento património mundial situado no nosso concelho, propomos que através dos seus órgãos de comunicação institucional o executivo da Câmara Municipal de Tomar informe como se pode participar na votação, incitado os tomarenses a votar no Convento de Cristo.


O Vereador do Partido Socialista

Carlos Silva
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Como complemento informativo:
Lisboa será em Julho do próximo ano palco de mais um evento internacional, a Declaração Universal das Novas Sete Maravilhas do Mundo, uma eleição feita por iniciativa da New7Wonders Foundation, e realizada através de votação por telefone e internet, a partir de todo o mundo. A data para o “mega evento que contará com a presença de altas personalidades mundiais”, segundo comunicado, já está marcada: sete de Julho do próximo ano (07/07/07).

Foi em Atenas, a 5 de Setembro de 2006, feito o anúncio oficial de Lisboa como palco para esta cerimónia, sendo na mesma ocasião dado início a tour mundial em que serão dadas a conhecer as 21 maravilhas candidatas ao grupo final de sete.

A New7Wonders Foundation foi criada em 2001 pelo suíço Bernard Weber, apresentado como ex-produtor de televisão e “aventureiro”, e que se tem dedicado à divulgação e preservação de monumentos mundiais. Weber escolheu Portugal para o evento por ser o país que “dá maiores garantias de êxito”, por factores como a segurança, estabilidade, experiência na organização de eventos, infra-estruturas, e ainda factores como o bom clima, a antiguidade e o peso histórico.

“Portugal, mesmo não tendo nenhum monumento entre os finalistas, ficará para a história como o local onde, mais de 2.200 anos depois, o mundo voltou a eleger sete maravilhas”, declara Bernard Weber, para quem “Portugal é cada vez mais uma escolha óbvia para a recepção de grandes eventos”. Entre os países candidatos a este evento estavam Espanha, Itália, Dubai e Malásia.

A votação pode ser feita através do site http://www.new7wonders.com/, e entre as candidatas às Novas Sete Maravilhas do Mundo estão monumentos como o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, o Tah Mahal na Índia, o templo Sophia Hague na Turquia, a Grande Muralha da China, ou a única maravilha das sete originais que ainda permanece, as pirâmides de Ghizé, no Egipto.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

PS PROPÕE NOVA FORMA DE TARIFAS DAS ÁGUAS E SANEAMENTO

O vereador Carlos Silva absteve-se hoje na votação do Orçamento dos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento, lançando duas propostas para um estudo detalhado para novas formas de tarifação das águas e do sanemaneto no Concelho de Tomar.

DECLARAÇÃO DE VOTO

ORÇAMENTO DOS S.M.A.S

Abstive-me no Plano de Actividades e Orçamento dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Tomar para o ano de 2007, pelas seguintes razões:

1. Considero que o investimento continuado nas redes de saneamento, para o cumprimento das metas da união europeia, é uma meta importante a alcançar;

2. Continuo a discordar da forma de financiamento “cego”, baseada num continuado aumento das tarifas de saneamento e da água, quando tal financiamento deveria assentar numa política de aumento da eficácia dos Serviços, de forma a incorporar essa mais valia nas disponibilidades financeiras para o investimento necessário;

3. Continuo a discordar que as tarifas de água do Concelho de Tomar se baseiem apenas no consumo aferido por contador instalado e não num valor de consumo per capita, deixando de prejudicar assim as famílias mais numerosas e de beneficiar as segundas habitações – sem residentes efectivos no Concelho, logo com baixos consumos anuais;

4. Continuo a discordar que as tarifas de saneamento continuem a tratar de igual forma todo o tipo de comércio e serviços, quando deveria haver um tratamento diferenciado entre diferentes Classificações de Actividade Económica.

A abstenção, que pelo segundo ano consecutivo apresentamos, vai no sentido de chamar à atenção para outros modos de financiamento socialmente mais justos, que possam ser analizados tecnicamente, para que a breve trecho seja possível ter a mesma receita, reduzindo-a a quem menos consome e polui a água.


Tomar, aos 4 de Dezembro de 2006

O Vereador - Carlos da Piedade Silva

PS VOTA CONTRA O ORÇAMENTO DA CÂMARA DETOMAR

Em reunião extraordinária da Câmara Municipal, foi hoje aprovado o Orçamento para 2007, que mereceu o voto contra do Vereador Socialista Carlos Silva, com a seguinte

DECLARAÇÃO DE VOTO


ORÇAMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL 2007

No ano transacto, o Orçamento 2006 foi aprovado com a nossa abstenção porque apesar do PS ter apresentado então propostas de alteração, sustentáveis e concretas, que trariam evidentes melhorias em diversos domínios da gestão autárquica, e terem sido recusadas, estávamos no entanto ainda muito próximos do último acto eleitoral, onde os tomarenses, apesar da forte queda, haviam dado ainda assim nova maioria, e o poder executivo portanto, ao PSD na autarquia nabantina.

Propusemos mais eficientes e transparentes condições de financiamento das Juntas de Freguesia, rigor e critério ao apoio às Associações do concelho; e o incremento da formação dos recursos humanos da autarquia;

Propusemos a criação de parques empresariais, e outras propostas tendentes a favorecer o desenvolvimento económico, essencial como motor para todo o leque de áreas de vivência da comunidade;

Considerámos ainda dever-se atender a problemas antigos, essenciais e urgentes, que muito têm prejudicado a qualidade de vida dos cidadãos, como o Mercado Municipal, a Mata dos Sete Montes, a circulação rodoviária e mobilidade urbana;

Propusemos igualmente o fomento da habitação social, e da autoconstrução com custos controlados;

No domínio das receitas questionámos o regime de taxas da Câmara Municipal, nomeadamente a derrama, comprovando que outros concelhos promovem a sua competitividade com políticas de taxas atractivas.

Ao longo do ano, muitas foram as propostas, recomendações e exigências, que fizemos ao executivo PSD – poucas, para sermos gentis, foram acolhidas.

Ressalvamos apenas a proposta de criação do parque de campismo da Machuca, aceite pela maioria PSD, como hipótese de resolução para um problema que o próprio PSD criou, e que ainda assim, acabámos por ver falhada na sua premissa base, a de estar concluído a tempo da próxima Festa dos Tabuleiros, facto que agora percebemos encontrar-se já fora de alcance – mais umas das provas evidentes de incapacidade de execução e planeamento deste executivo camarário.

E ressalva-se ainda a instauração da Rede Social do concelho, naquele que era já o único do distrito sem este importante instrumento de avaliação e decisão no âmbito social, e que apesar de ter sido durante vasto tempo motivo de gozo por parte do presidente da Câmara, reflexo por certo da sua pouca vocação para estas temáticas, acabou como sabíamos, por ser forçado a perceber como estava errado.

Como nesta, noutras matérias a prova do erro vai sendo evidente, e o mesmo se virá a mostrar em relação a actuais obstinações.

Assim, e depois de reunido o Secretariado, Vereador, Deputados Municipais, Presidentes de Junta, e outros dirigentes, militantes e simpatizantes, o Partido Socialista entende em relação à proposta de Orçamento da Câmara Municipal de Tomar para 2007 o seguinte:

A grande maioria das propostas e exigências que fizemos, quer na apresentação do anterior Orçamento, quer ao decorrer do ano, encontram-se ainda por satisfazer e completamente actuais e pertinentes, sendo que a actual proposta continua grandemente a ser insensível às preocupações que o PS vem manifestando, e que entendemos serem as da generalidade da população.

Continua-se a desviar as atenções dos problemas estruturantes, tais como criação de atractivos e factores competitivos, como estratégia de captação de investimento, absolutamente essencial para o Crescimento Económico, factor determinante para mais apoio à Cultura, ao Desporto, à Juventude e à Terceira Idade, e a toda a Área Social, e de forma global, imprescindível como base forte para um aumento sustentável duma qualidade de vida consolidada.

Claros exemplos da incapacidade da Câmara estão patentes aos olhos de todos e assim continuam a definhar, como adágio de todo o concelho:

O Mercado por onde todos os dias passam centenas de cidadãos, e onde muito outros exercem a sua actividade laboral, em condições muito pouco condizentes com o país que somos e queremos ser;

O Convento de Santa Iria que se desmorona aos olhos de todos, o que não só demonstra a incapacidade de aproveitar recursos importantes, como o desrespeito e desinteresse pela história e imagética tomarense, sendo este um dos mais emblemáticos edifícios da cidade. Como este, vários outros edifícios da responsabilidade camarária;

A Mata dos Sete Montes, os acessos ao Convento de Cristo, a Várzea Grande, o Flecheiro, os bairros Primeiro de Maio e Nossa Senhora dos Anjos;

Da mesma forma, todo o centro histórico continua sem um projecto abrangente e consistente, e que consiga ser um impulso ao empreendedorismo e dinamismo dos comerciantes, e que consiga trazer uma nova vivacidade ao coração de Tomar.

Também aqui se provam o falhanço das visões prometidas e claramente erradas, de desenvolvimento com o parque de estacionamento nas traseiras da câmara e sob o Pavilhão municipal. Não se estaciona para se ir a onde não se quer ir.

O Polis é em Tomar, naquilo que era a filosofia do programa, a requalificação e revitalização dos espaços, criando uma urbanidade melhorada, na perspectiva ambiental e urbanística, na fruição do espaço cidade pelo cidadãos, um redondo falhanço.

Senão questionemo-nos: o é que verdadeiramente mudou que justifique o dinheiro já gasto, na cidade e naquilo que era umas das premissas base, a relação desta com o rio?

Também nas freguesias continuamos a assistir ao abandono e desapego em criar novas formas de vivência social, no usufruto dos espaços. Não temos nem se prevê neste orçamento, qualquer investimento na requalificação dos espaços comuns nas freguesias, não temos uma praça digna desse nome, em qualquer aldeia.

E as pessoas que vivem no meio rural têm os mesmos direitos, pagam as mesmas taxas, e têm até maiores penalizações no seu dia-a-dia, pelo facto de não morarem na cidade.

Quanto às Juntas de Freguesia, é seguido o velho e ultrapassado modelo da distribuição de pouco mais que migalhas, quando no entanto elas são “obrigadas” à execução de muitas missões que a elas não estão consignadas em Lei. Era urgente protocolar mais, transferir com responsabilidade, critério e transparência. As Juntas não são parentes pobres nem devem mendigar pelos necessários apoios.

Continua a não haver aposta credível na Habitação Social ou na Habitação de Custos Controlados, o que continuamos a achar, seria essencial para a fixação de jovens, e para a resolução de outros problemas sociais. Continuamos a achar importante a aquisição de terrenos nas freguesias para esses mesmos fins.

Continua a não existir uma estratégia, para a Identidade e Afirmação Cultural do concelho no contexto regional, nacional e internacional, como aliás não existe globalmente ou não se conhece, para a actuação deste executivo.

Mas a este nível, o de apostar forte na Identidade, como engenho para a diferenciação e captação até de maior riqueza, através por exemplo do Turismo, seria importante reforçar a capacidade das Associações, substancial riqueza humana e económica, para investimento em Projectos que promovam através das suas actividades o nosso concelho. Mas continua aqui a não existir critério, reforço ou estratégia.

Este Orçamento mostra em muitos momentos o seu óbvio irrealismo, por exemplo quando à Festa dos Tabuleiros determina cem mil euros. Todos sabemos que isso é impraticável, então porque não se destina desde já uma verba maior?

Mostra também a sua indiferença em várias matérias, mesmo em função de acontecimentos recentes: onde está a dotação para a criação de um Plano Especial de Emergência de Cheias?

Este é o nono Orçamento apresentado por esta maioria, não podemos olhar para ele como se fosse o primeiro, esquecendo os antecedentes e a forma de actuação até aqui.

Por positivo e enternecedor que parecesse, que a Câmara no início do seu nono ano de mandato, finalmente pareça acolher de forma mais ou menos tímida as propostas da oposição, não é possível já, e depois de tantos erros e tantos investimentos errados, mal planeados e inconsequentes, acreditar nas intenções escritas no papel, porque Tomar já não as pode suportar.

Por mais que se queira negar, por mais que se queira esconder, por mais que o nosso bairrismo se recuse a aceitar, o concelho de Tomar vai ano após ano, perdendo em todos os domínios: perda de população, perda de qualidade de vida, perda de dinamismo social, de dinamismo económico. Perda de reconhecimento.

Por tudo isto, e face a esta proposta de Orçamento do executivo PSD, o PS só pode votar contra.

Tomar, 4 de Dezembro de 2006

O Vereador - Carlos da Piedade Silva