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terça-feira, março 26, 2013

Aprovada a estratégia do PS para as eleições autárquicas de 2013

Foi aprovada pela Comissão Política Concelhia, na passada Sexta-feira, dia 22 de Março, com apenas uma abstenção, a estratégia para as eleições autárquicas de 2013, nos seguintes termos:


O Partido Socialista de Tomar assume como seus objetivos, nas eleições autárquicas de 2013, a conquista da Presidência da Câmara Municipal, tornando-se o primeiro partido na assembleia municipal e na gestão das juntas de freguesia do Concelho.
O Partido Socialista de Tomar, considera que perante o atual estado do Concelho, bem como a situação de emergência social, económica e de organização, no qual vai o mandato de 2013 a 2017 decorrer, é necessário tudo fazer para a composição de equipas, o mais representativas e abrangentes da realidade concelhia e do sentir do concelho, colocando de forma clara como primeiro e único objetivo salvar o município de Tomar da má gestão e dos maus protagonistas que governaram a autarquia nos últimos 20 anos.
Esta abrangência só se torna possível, se as listas concorrentes aos diversos órgãos integrarem pessoas que sejam marcadamente reconhecidas dos cidadãos, independentemente de serem ou não militantes do partido.
Assim, a Comissão Politica Concelhia do Partido Socialista de Tomar, reunida em 22 de março de 2013 delibera:
1.      Concorrer a todos os órgãos autárquicos do Município de Tomar, com listas próprias ou integrando militantes seus em outras candidaturas, onde estrategicamente, tendo em vista a prossecução dos objetivos enunciados, não concorra diretamente;
2.      Atribuir à Presidente da Comissão Politica Concelhia, um mandato para a constituição das listas concorrentes, a qual será nesta função apoiada pelo Secretariado da Concelhia de forma coletiva e individualmente por cada um dos membros da sua Comissão Política;
Todas as listas de candidatos aos órgãos autárquicos, assim constituídas, serão aprovadas posteriormente, em votação final e global, na Comissão Politica Concelhia.

quinta-feira, dezembro 27, 2012

Anabela Freitas em discurso direto

Entrevista realizada pela candidata a Presidente da Câmara Municipal de Tomar, ao Jornal "O Cidade de Tomar", na sua edição de 28 de Dezembro.


1 - A sua candidatura à Câmara de Tomar significa a concretização de um objetivo delineado há bastante tempo?

A minha candidatura à Câmara de Tomar, significa a assunção de um percurso que considero natural. Já passei por funções executivas e por funções legislativas e entendo que a melhor forma de concretizar projetos, de poder fazer a diferença, de poder mudar a vida das pessoas, é em funções em que exista maior proximidade entre quem decide e quem é alvo dessas decisões. Assim, o trabalho numa autarquia é o que melhor permite aplicar, aferir e eventualmente corrigir, em tempo, as decisões tomadas.

2 - Com todo o ambiente sócio-económico que se está a viver, está preparada para enfrentar a campanha que se prevê difícil?

Será sem dúvida uma campanha disputada num ambiente com contornos diferentes. As pessoas vão exigir dos candidatos respostas. Vão exigir mudança, porque está visto que este caminho que vem sendo seguido não conduz a lugar nenhum. Não só pela conjuntura nacional, mas também pela situação do Concelho de Tomar. Mas por isso mesmo, entendo que deverá ser feita uma campanha diferente das anteriores. Também aqui mudar é um objetivo importante. Eu defendo uma campanha que parta de baixo para cima, que primeiro ouça e depois apresente soluções ou o caminho para a resolução dos problemas. Este é mais o tempo das pessoas e das suas opiniões e menos o tempo das certezas absolutas. Humildade para ouvir, determinação para executar, mudando. Porque não tenhamos dúvidas, a situação que irei encontrar, será uma situação muito difícil, e terei de ser audaz para enfrentar e resolver todos os problemas. E só com as pessoas isso será possível! Mudarei, também aí, a forma como se tem vivido em Tomar nos últimos 15 anos. As pessoas estão fartas do mesmo. E eu também. Ao fim de 46 anos, acho que está na altura de dar o meu determinado contributo para mudar a vida dos outros, para melhor, espero eu!

3 - O que pensa que vai ser mais difícil, uma vez que as pessoas estão cada vez mais fartas de políticos?

O mais difícil vai ser precisamente motivar as pessoas. Quanto a mim, as pessoas estão fartas de grandes promessas, de grandes discursos que depois resultam em nada. É preciso sermos assertivos e falar com verdade. Mudar a forma, mudar o estilo, mudar Tomar. Tem de haver a coragem para dizer que não podemos fazer grandes projetos, temos de falar verdade quando afirmamos o que podemos fazer. Envolver as pessoas neste processo é fundamental, por isso dizia há pouco que o processo tem de ser de baixo para cima. Isto não quer dizer que não saiba, onde entendo que o Concelho de Tomar deva estar daqui a 10 ou 20 anos, mas para aí chegarmos tem de haver um caminho construído em conjunto.

4 - Já definiu a sua equipa? Se sim, trata-se de uma equipa renovada?

A equipa não está formada. Não seria sério da minha parte ter uma equipa feita, antes de ter falado com todas as forças partidárias, tal como anunciei no dia 24 de novembro. E isso, tal como me comprometi, será feito até ao final de Janeiro.

5 - No caso de vencer, está preparada para gerir uma câmara com bastantes dificuldades?

O Município de Tomar tem efetivamente bastantes problemas, não só a nível financeiro, mas também a outros níveis, nomeadamente organizacionais e de posicionamento estratégico. A tarefa de gerir em situações adversas não é fácil. Julgo estar preparada para o fazer, por formação pessoal e por experiência profissional e política. Ao contrário do que sucedeu nos últimos anos, Tomar não  terá, previsivelmente, a possibilidade de acesso a tantos fundos comunitários e portanto o Município terá de ser criativo na busca de soluções. Na área financeira existem outros caminhos, que são inovadores, alguns em parceria com instituições financeiras, outros através de parcerias com a sociedade civil, que merecem ser avaliados.

O meu primeiro empenho virá a ser neste dossier: não podemos continuar a fugir dos problemas financeiros do Município, sob pena de poder ficar em causa, quer o serviço público aos cidadãos, quer a própria sustentabilidade do emprego no Município. As pessoas, cada um dos trabalhadores da autarquia por um lado, cada cidadão que aqui vive ou trabalha por outro, serão sempre o centro da minha atuação. Foi assim que fiz, durante quatro anos, enquanto Diretora do Centro de Emprego de Tomar, e é assim, só assim, que sei trabalhar. Do ponto de vista organizacional, existe um conjunto de práticas de relacionamento com o cidadão que estão disponíveis e ainda não foram aproveitadas. E finalmente no plano do posicionamento estratégico, não basta termos em Tomar a sede de um qualquer organismo, temos de saber onde nos integramos e para onde queremos ir.

6 – O facto de ser mulher é encarado como vantagem ou desvantagem, numa terra ainda, eventualmente, conservadora?

Estamos no século XXI e num dos trinta países mais desenvolvidos do mundo. Reconheço no entanto, que ser mulher, que introduz um fator diferenciador, porque existe uma forma de estar e de fazer, diferente entre homens e mulheres. As principais qualidades que entendo que um político deve ter são: a capacidade de ouvir, provocar compromissos, decidir em tempo útil. Considero que por vezes uma não decisão, tem mais custos que uma má decisão. Se são características só de mulheres, penso que não, mas sei que tenho essas características. Também aqui faz sentido mudar, sendo esta a aposta que o PS fez, ao apoiar a minha candidatura.

7 – Falou recentemente que o PS estaria disponível para um consenso com todas as forças partidárias (à excepção do PSD). Este consenso pode ser visto como uma abertura a uma possível coligação?

É claramente uma abertura a todos quantos queiram contribuir, quer com o seu conhecimento, quer com o seu trabalho, para melhorar o nosso Concelho. Agora se assume a forma de coligação ou outra, isso está ainda em aberto, porque como já disse, estou até ao final do mês de Janeiro a falar com todos. Uma coligação pré-eleitoral, dado o estado em que o PSD vai deixar o Concelho em 2013, seria útil e clarificadora. Precisamos em Tomar de compromisso e de trabalho conjunto, sem exclusão de ninguém. A atual situação exige, de todos, esse esforço e eu continuarei a fazê-lo.

8 – Não bastou a experiência da coligação com o PSD? Voltaria o PS a repetir?

Com o PSD houve, em 2010 e 2011, um acordo de partilha de poder, baseado em pressupostos que não se tendo concretizado, levaram o PS a terminá-lo. Quando foi feito, após as eleições de 2009, resultou de uma leitura honesta e responsável que o PS fez da realidade local. Fazer parte da solução e não do problema, foi na altura assumido. Continua a ser essa a minha postura.

Em Portugal não estamos muito habituados a coligações pré-eleitorais. Mudar o paradigma, também aqui seria, quanto a mim, muito positivo. Entende-se que uma coligação é junção de partes, quando eu entendo que é mais do que isso. Existem partes, muitas das vezes com abordagens diferentes de resolução dos problemas, mas a arte, se me permite, está precisamente em criar compromissos, porque o objetivo ultimo, é sempre a resolução dos problemas e a criação de oportunidades.

9 - Como carateriza os últimos 15 anos de governação em Tomar?

Como um desperdício. Um desperdício de oportunidades. Não nos podemos esquecer que nos últimos 15 anos, foram anos em que Tomar teve acesso a substanciais fundos comunitários, alguns nem sequer foram utilizados e outros desperdiçados. Foram feitas obras, muitas delas discutíveis, as quais se transformam mais num custo do que num investimento. Ficou por concretizar um novo Mercado Municipal, a recuperação do Flecheiro, a recuperação de muitas das estradas municipais do Concelho, das funções económicas nas Freguesias, por exemplo. Mas não só desperdiçamos fundos comunitários.
Não se soube também captar investimento, não se soube promover o Concelho, não se soube aproveitar a capacidade instalada, quer a nível associativo, na cultura e no desporto, quer a nível de património material e imaterial. Muito se falou e pouco se concretizou. Tomar é hoje, 15 anos passados de gestão do PSD, um Concelho mais pobre, mais pequeno, com menos capacidade de atrair pessoas e empresas. Nos primeiros 10 anos, entre 1997 e 2007, segundo dados do INE, Tomar passou do 59º lugar do índice de poder de compra do País para 91º, descendo assim 32 lugares. Foi, no Distrito de Santarém, ultrapassado por Constância, Barquinha, Torres Novas, Alpiarça, Almeirim, Rio Maior e Cartaxo.
Se dúvidas houvesse, basta ter isto presente, para se perceber que é preciso mudar de caminho. E é isso que pretendo e irei fazer!  

10 – No seu entender, o que poderia ter sido feito e a câmara nunca avançou? E o que poderia ter sido evitado?

Muito havia por dizer, mas deixo só alguns exemplos. Como já disse, o primeiro trabalho deverá ser precisamente o planeamento, faço esta obra em detrimento de outra porquê? E quando o planeamento falha, falha tudo. O Programa Polis deixou por concretizar o mais importante: a requalificação do Flecheiro e o novo mercado.  O mercado tem sido tema recorrente quer nas campanhas, quer em muitas das reuniões de Câmara, mas o que é certo é que nada foi feito. Porquê demorar quase 3  anos a cumprir uma deliberação, por unanimidade, para ir fazer esta operação de cosmética? Tanto tempo perdido.
Mudar esta atitude, é o que os tomarenses exigem. Estarei lá para o fazer.
Como dizia há pouco, os custos de uma não decisão, são por vezes superiores aos custos de uma má decisão. E voltando ao Programa Polis, ainda aguarda toda a população por saber qual a fatura que vai pagar. Mas podemos ainda falar de outros projetos que deveriam ter avançado e estão, digamos na gaveta, como a valorização das coleções visitáveis do Brinquedo, dos Fósforos, do Núcleo de Arte Contemporânea, do inexistente Museu Municipal João de Castilho, a requalificação da Várzea Grande, a dinamização do centro histórico, a dinamização de circuitos turísticos, a candidatura da Festa dos Tabuleiros a património imaterial da Humanidade, a gestão parcimoniosa dos edifícios do Município, a revisão do PDM, o apoio às Associações, o financiamento das Freguesias, só para dar alguns exemplos.
Não deveria ter avançado, unilateralmente com a decisão de recorrer a um tribunal arbitral para o ParqT, devido ao impacto financeiro que representa para todos. Enfim, nem todo este Jornal chegaria para enumerar todas as oportunidades perdidas, mas basta passar pelas suas páginas ao longo dos últimos 15 anos, para se poder ler as inúmeras vozes, de todos os quadrantes políticos, em denúncia às situações. Ora é precisamente isso que é preciso em 2013: mudar de rumo. Para isso podem contar comigo!

11 - Concorda com a aposta da autarquia apenas no turismo como ponto forte para o desenvolvimento de Tomar?

Concordo que o turismo deverá ser uma aposta forte para o desenvolvimento do Concelho, mas não deverá ser a única vertente de desenvolvimento. Devemos diversificar a oferta e os mercados que pretendemos atingir. Ficarmos única e exclusivamente dependentes do turismo é redutor e perigoso. Por isso para além do turismo, defendo que é urgente captar investimento, quer nacional quer estrangeiro, que gere postos de trabalho. E penso que aqui o Instituto Politécnico de Tomar terá de ser um parceiro importante. Temos cá o know-how e não o aproveitamos porquê? Tomar tem condições para a instalação de empresas, mas precisa de fazer o trabalho de casa, nomeadamente terminar a revisão do PDM e alterar um conjunto de regulamentos, que entendo que funcionam como um fator de constrangimento à atividade económica.  

12 – Caso fosse eleita, quais as primeiras medidas para “voltar a dar vida” à cidade de Tomar?



 
À cidade e ao Concelho, permita-me, que todos somos Tomar. Quando for eleita, há várias frentes de ataque simultâneas. Primeiro como disse atrás tem de ser feito o trabalho de casa, terminar a alteração do PDM, as alterações de regulamentos e a criação, após 15 anos de promessas do PSD, do sempre falado gabinete de apoio ao investidor. Quem investe precisa de saber onde pode investir, como pode e que quadro regulamentar existe. Mudar o estilo, a forma, a visão, o caminho, com as pessoas, será sempre a minha conduta se merecer dos Tomarenses a confiança que, com eles, espero construir.

13 - Como potenciava a inserção da autarquia nos vários setores que a Administração Central e Regional dispõe em Tomar? Referimos as estruturas agrárias, no seu todo (agricultura, florestas, pecuária e agro alimentar), no turismo e no desenvolvimento regional?

Tomar deve acolher e trabalhar com todas as instituições públicas e privadas que aqui se encontram ou se venham a instalar. Parceria e otimização de sinergias é a palavra-chave. O Município deve liderar o caminho de Tomar, colaborando para que todas as instituições parceiras, trabalhem para a melhoria da economia e da qualidade de vida dos cidadãos do Concelho de Tomar.

14 - Como vê a reorganização administrativa e, no caso de Tomar, as fusões sugeridas pela Unidade Técnica?

O Governo do PSD e do CDS, decidiram criar um problema onde não havia nenhum. Em primeiro lugar, entendo ser necessária uma reorganização administrativa, mas como se trata de todo um “edifício” administrativo e legislativo, deveria ter sido abordado na sua totalidade. Mas começou-se pelas freguesias e no caso de Tomar, as fusões, não sugeridas mas impostas, acentuam algumas assimetrias e causam, pelo menos num caso alguma estranheza. O PSD local nunca teve a coragem de dizer quais as Freguesias que queria extinguir, por exemplo.

Com este modelo, acentuam-se as assimetrias na zona rural porque estamos perante um território que não tem uma cobertura eficaz de transporte interfreguesias, estamos perante uma população envelhecida, que recorre aos serviços das juntas de freguesia, muitas das vezes para tratar de assuntos que ultrapassam as competências das mesmas.
A dificuldade de acesso a um conjunto de serviços, contrariando precisamente um dos pilares que esteve na criação do poder local, que é a proximidade, pode gerar assimetrias sociais. E o caso, por exemplo, da proposta de extinção das freguesias da Beselga e Madalena, deixando Carregueiros como uma “ilha” isolada é um perfeito disparate. É preciso não esquecer que a freguesia assim criada, iria desde as proximidades de Alburitel até às proximidades de Santa Cita, numa distância maior que aquela que separa a cidade de Tomar da cidade do Entroncamento.

15 - Qual a sua posição relativamente à criação de entidades supramunicipais de que o Governo agora fala? Não poderá estar em causa o municipalismo e a identidade dos concelhos? Não será um contra-senso, quando por um lado se diminuem freguesias, e num futuro próximo, municípios?

O que Portugal precisava, neste contexto, era a “instituição em concreto das regiões administrativas”, conforme estipula a Constituição da República Portuguesa. A maior parte das pessoas não sabe, mas há três níveis de autarquias, designadas na Constituição: as freguesias, os municípios e as regiões. Este último nível existe, só a nível de organização do território, sem legitimidade democrática direta, que são por um lado as CCDR’s e por outro as Comunidades InterMunicipais. Uma trapalhada, com a qual nenhum governo até hoje, conseguiu lidar e organizar devidamente, especialmente depois do chumbo do referendo de 1998 sobre as regiões.

O posicionamento estratégico de Tomar deverá ser, no contexto da sua participação na Região de Lisboa e Vale do Tejo, numa ligação preferencial ao maior centro urbano na sua proximidade, a cidade de Leiria, e a otimização do corredor litoral, aberto com o IC9, ligando o património ao mar e do corredor ibérico da A23, para acesso ao maior mercado da península ibérica, a área metropolitana de Madrid.

16 - Fale-nos um pouco do seu percurso profissional e político, abordando a sua experiência como deputada na Assembleia da República.

Iniciei o meu percurso profissional em 1986 no Centro de Emprego de Torres Novas, como administrativa. Entretanto em 1991 abriu um novo Centro de Emprego em Salvaterra de Magos, projeto que considerei estimulante e que abracei. Regressei ao Centro de Emprego de Torres Novas em 1999 e vim para o Centro de Emprego de Tomar em 2005 até 2009, com as funções de diretora, após o que fui eleita como Deputada pelo PS, na Assembleia da República.

Aí integrei as Comissões de Trabalho, Segurança Social e Administração Pública, Ética, Sociedade e Cultura e a Comissão de Assuntos Europeus e mais recentemente as Comissões de Orçamento, Finanças e Administração Pública e a Comissão de Economia e Obras Públicas. Pertenci a um grupo de trabalho e fui coordenadora de outro grupo. Nos cerca de 18 meses de atividade parlamentar, intervim em plenário por diversas vezes e em matérias variadas. Mas a grande mais valia que recolhi da experiência parlamentar, foi sem dúvida a capacidade de obtenção de compromissos, fator essencial na prática legislativa e parlamentar.
Este conhecimento, estes anos de experiência profissional, pessoal e política, conto colocá-la ao serviço de Tomar e dos Tomarenses. Como mulher e mãe, julgo ser essa a minha obrigação.

terça-feira, setembro 29, 2009

Apresentação do Programa das Juntas Urbanas

Com a presença dos principais candidatos do PS à Câmara e Assembleia Municipal, bem como da generalidade dos candidatos do PS às Assembleia de Freguesia de S.João Baptista e Sta Maria dos Olivais, os candidatos a Presidentes das respectivas Freguesias apresentaram os seus Programas Eleitorias, numa cerimónia descontraida e muito participada, na fase das opiniões, sugestões e incentivos.



Uma nova atitude na defesa das populações: Obras e recuperação do Mercado Municipal; Olhar os habitantes da parte rural das duas Freguesias como cidadãos de primeira - do Carrascal a Juncais de Baixo, de Valdonas à Venda da Gaita, passando por Minjoelho, Carvalhos de Figueiredo e Cabeças;



Apostar no Centro Histórico como Centro Comercial de Ar Livre; Zona verde na cidade nova, Parque Desportivo nas Avessadas, Novo Centro Escolar em Carvalhos Figueiredo/Cabeças;



Novas Pontes a ligar as duas Freguesias: na Arrascada e em S.Lourenço; Apoiar as Associações e as Festas, da Sra. da Piedade à de Minjoelho, por exemplo.



No fundo passar a ter uma leitura mais Humana, que do coração do Concelho, a Cidade de Tomar, irradie para todo o Concelhio, sem deixar de olhar para o Rio e a História como mote de vivência e desenvolvimento.





Ideias, compromissos e valores assumidos pelo candidato a Presidente da Câmara José Vitorino, que incentivou estes futuros autarcas a fazerem, com ele, o caminho para a afirmação e trabalho solidário em favor de Tomar.


segunda-feira, setembro 28, 2009

CONSTRUÇÃO DE CONJUNTO HABITACIONAL NA ZONA INDUSTRIAL DE TOMAR – Habitações Sociais

Proposta recusada com os votos do PSD e os votos favoraveis do PS e dos eleitos pelos IpT Américo, J.Simões e J.Júlio e abstenções dos restantes e da CDU.

Considerando que:

- A Câmara vem desenvolvendo desde há algum tempo projecto para construção de conjunto habitacional de 40 fogos a custos controlados;

- Já obteve o Município aprovação do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) para o mesmo Projecto;

- Houve sempre da parte de todos os envolvidos a melhor boa fé, no sentido da mais rápida resolução de um problema endémico de existência de condições de habitação sub-humanas numa determinada comunidade, antes nómada, mas há dezenas de anos instalada à entrada da Cidade;

- Os esclarecimentos produzidos recentemente, quer pelos responsáveis do IHRU, quer pelo Chefe de Divisão de Gestão Urbanística do espaço Rural, obrigam esta Câmara a tomar de forma definitiva uma decisão, visto haver “incompatibilidade” da “operação urbanística” “com a classe de espaço industrial”, onde o mesmo se pretende inserir”;

Considerando ainda que:

- Não é só esta comunidade a estar carente de apoio à solução de habitação social no espaço do Município, havendo inclusive funcionários da autarquia a estarem nessa situação, bem como inúmeras famílias de baixos rendimentos, conforme se pôde constatar recentemente aquando do processo de atribuição de habitações no Bairro 1º de Maio;

- Que a política global da autarquia, neste particular da Habitação Social, tem sido eivada de incapacidade e insensibilidade notória.

- Que desde as reclamações do ano passado, referentes à entrega de casas no Bairro 1ºde Maio, fica a sensação de que a aferição dos “casos sociais”, continua longe de uma matriz de actuação formulada dentro dos ditames da justa e recta preocupação de atender, em tempo útil, as necessidades sociais emergentes no contexto de uma política habitacional no Concelho.

- Que o Município de Tomar continua a não ter Regulamento de Habitação Social, que possa identificar de forma clara condições de atribuição e manutenção de atribuição ao longo do tempo.

Neste sentido se propõe que:

1 – Não seja dado seguimento ao Projecto da construção do Conjunto Habitacional dos 40 fogos a custos controlados, na Zona Industrial de Tomar, Freguesia da Madalena, junto à Estação de Tratamento de Resíduos Industriais aí localizado;

2 – Seja de imediato feito o levantamento de várias localizações possíveis no Concelho, para construção de habitação a custos controlados, seja através de construção nova ou da recuperação de edificado, e presente este levantamento a posterior reunião de Câmara;

3 – Que as novas propostas de localização, levem em linha de conta o acesso à habitação de todos os agregados familiares nas condições previstas no DL 54/2007 e tenham o necessário parecer e acompanhamento realizado pelos competentes serviços da Segurança Social e CLAS (Rede Social);

4 – Que só após isso seja novamente solicitado financiamento do Programa PROHABITA, do IHRU.

5 – Que seja realizado, com carácter de urgência, levantamento de todas as habitações propriedade do Município, seu estado de conservação, seu uso actual, final dos respectivos contratos de locação, bem como lista de todas as famílias em situação de carência habitacional grave ou muito grave, como tal levantadas no âmbito da Rede Social, que a contra gosto, o Município lá criou.

6 - Que seja estudado pelo Município, a possibilidade de disponibilização até um montante máximo de 100.000 euros anual, para atender a necessidades urgentes de locação por parte da Câmara para instalação de agregados em risco ou pequenas obras de adaptação e reconversão urgentes para acomodação, conforme for avaliado pelo serviços respectivos.

7 – Que seja elaborado e proposto ao executivo Municipal, um Regulamento Municipal de Habitação Social.

terça-feira, setembro 15, 2009

Compromissos Ambientais e Culturais para o Concelho

Em conferência de Imprensa, o PS apresentou o seguintes compromissos, sobre o ambiente e a cultura.

[siga depois os links, para uma explanação mais completa]


A. Compromissos na área do Ambiente:

1. Campanha autárquica ambientalmente discreta, com circulação mínima automóvel, sem carros de som, sem caravanas;

2. Aumento da área florestada do Concelho, actualmente cerca de 200Km2 em pelo menos 10%, até 2013;

3. Reduzir ou mesmo isentar quaisquer taxas ás recuperações de edifícios, que melhorem a certificação energética em 2 escalões (P.ex. passagem do escalão E, para C);

4. Ter em 2013, 50% dos veículos do Município sem usar exclusivamente motores de combustão e 50% dos edifícios propriedade do Município com produção de parte da energia que consumam;

5. Carbono ZERO em 2017 - ter um balanço neutro de carbono no Concelho: Certificação de Sustentabilidade para TOMAR;

6. Criação do Eco-Parque do Nabão, com os seguintes pólos iniciais: - Parque Vieira Guimarães (Marmelais);
- Pólo do Sobreirinho (Póvoa-Além Ribeira);
- Centro técnico de canoagem (Vala e Várzea Fábrica);
- Gabinete de monitorização do Rio e da produção de energia (Marmelais e Matrena)
- Mata dos Sete Montes;

Enquadramento e Informações complementares



B. Compromissos na área da Cultura:

1. A criação do Conselho Municipal da Cultura;

2. A elaboração por parte do Município de um Plano de Desenvolvimento Cultural em estreita articulação com o Conselho Municipal da Cultura criado;

3. A reformulação dos serviços de Turismo e Cultura, do quadro orgânico do Município, de forma a preparar a criação de uma Empresa Municipal de promoção Turística e Cultural;

4. Imediata revisão do Programa de apoio ao associativismo;

Enquadramento, Propostas e Informações complementares

quinta-feira, maio 21, 2009

Propostas do PS sobre a Cultura

O Partido Socialista relembra as suas propostas sobre a Cultura, apresentadas na Assembleia Municipal de Tomar, em Setembro de 2006, perfeitamente actuais.

No âmbito da sua candidatura à Câmara (Geração Tomar: Servir Tomar, com seriedade!), está o PS desde há duas semanas a reunir com asAssociações do Concelho, tendo neste momento já realizado 4 reuniões de trabalho sobre este tema.

Felizmente que outras organizações políticas vêm agora dar destaque a esta, nossa preocupação desde há longo tempo. Um tempo novo exige, sempre, quem lidere. Neste caso o PS.

Estas são as propostas:
http://pstomar.blogspot.com/2006/09/contributo-do-ps-para-discusso-sobre.html

segunda-feira, maio 26, 2008

PROGRAMA ELEITORAL 2005-2009

Este foi o nosso Programa Eleitoral, baseado na Agenda para o Desenvolvimento que apresentamos em Junho de 2005, com o qual nos propusemos para este mandato autárquico:

PROGRAMA ELEITORAL 2005-2009


Objectivo 1: Gestão Participada - centralizar nas PESSOAS o evoluir da políticas municipais.

Objectivo 2: Promoção e valorização do Concelho a nível externo

Objectivo 3: Promoção da melhoria das condições sociais, económicas e ambientais da população.

Objectivo 4: Eficácia Administrativa dos Serviços.

Objectivo 5: Apostar num NOVO MODELO de desenvolvimento, que tire partido dos Recursos Humanos e Patrimoniais existentes, promovendo parcerias públicas, público-privadas, no sentido de recolocar Tomar no Mapa.

Objectivo 6: Apostar na atracção e fixação de população.

TRABALHAR ....em Tomar


1. Criar novos Parques Empresariais:
Nordeste: Alviobeira/Pintado
Sul: Santa Cita/Asseiceira
Noroeste: Vale dos Ovos

2. SISTEMA DE APOIO AO INVESTIDOR: desburocratizar e acelerar os procedimentos de criação, instalação e licenciamento das empresas.

3. FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO, SOCIAL E AMBIENTAL:
Captação de investimento;
Criação de Ninhos de Empresas
Bolsa de ideias de negócios

4. Criar o Centro Cívico da Cidade: relocalizar o conjunto de Serviços de atendimento ao Público (das diferentes administrações)

5. Articular a localização dos Serviços Públicos com as acessibilidades, inter-faces de transporte e estacionamento

6. Criar um Departamento de Planeamento Estratégico

7. Promover acções de promoção do Concelho

8. Criar e actualizar permanentemente a presença institucional da Câmara Municipal na Internet, no contexto do Portal do Médio Tejo Digital

9. Promover parcerias com as Associações de Tomarenses, espalhadas pelo Mundo, para promoção permanente

10. Articular com operadores turísticos a promoção de Tomar como destino preferencial

11. Criar um espaço de Feiras

12. Potenciar o desenvolvimento Agrícola e Florestal do Concelho

13. Aproveitar os recursos hídricos, eólicos e solares para produção de energia

14. Criar um plano anual de formação, para todos os funcionários camarários, por forma a aumentar a eficácia dos serviços

15. Criar em todas as freguesias espaços NET
Utilizar as novas tecnologias para aumentar o relacionamento dos cidadãos com a Autarquia



VIVER .... em TOMAR


1. Actualizar o PDM, completando o seu efeito restritivo com propostas concretas de ordenamento: Plano Geral de Urbanização, Plano de Pormenor da Cidade e Planos de Pormenor das Sedes de Freguesia

2. Elaborar o Plano de Mobilidade Concelhio e Regional

3. Implementar a Rede de Transportes urbanos

4. Criar a Circular Urbana – prioridade aos atravessamentos do rio a Norte e Sul da Cidade

5. Criar outros atravessamentos do Rio na Cidade, rodoviários, pedonais e ferroviários

6. Concluir o Plano Director das Águas e Saneamento

7. Melhorar a qualidade das infraestruturas de todo o Concelho

8. Recuperar as infraestruturas do núcleo histórico

9. Supressão de redes aéreas, adossadas às fachadas
Melhoria das redes pluviais
Melhoria da Iluminação Pública
Modernização dos pontos de recolha de resíduos

10. Criar parques de estacionamento

11. Revitalizar os aglomerados urbanos dos espaços rurais do Concelho

12. Criar ciclovias e pedovias na Cidade

13. Implementar uma politica de habitação social e construção a custos controlados

14. Suprimir as barreiras à circulação e ao acesso a edifícios públicos, tendo em vista todos os tipos de restrição à mobilidade –complementar com sinalética apropriada e segura

15. Elaborar PLANOS DE PORMENOR NO NÚCLEOS RURAIS

16. POLIS – Corrigir e concretizar as intervenções na zona abrangida, dando solução a áreas da cidade descaracterizadas ou abandonadas


CRESCER ..... em TOMAR

1. Promover a criação de equipamentos de apoio a crianças

2. Promover a criação de equipamentos a jovens complementares às actividades escolares

3. Celebrar protocolos com Associações e Juntas de Freguesia, a fim de proporcionar a todas as crianças em idade pré-escolar e de 1º ciclo, actividades no âmbito da música, artes plásticas, arte dramática e desporto.

4. Promover a articulação entre as escolas e os parceiros sociais

5. Inventariar e Digitalizar todo o património Arquitectónico, Histórico e Natural

6. Centro Ibérico de Esoterismo (Collegium Templarium), incorporando um Centro de Estudos Templários e sala de congressos

7. Promover a interacção Castelo dos Templários, Convento de Cristo e a cidade

8. Promover a classificação de imóveis e sítios, com especial relevância par Forum Romano e Cerca do Convento

9. Promover a criação de uma rede de Cidades dos Templários e Religiosas

10. Colocar sinalética turística-cultural em todo o Concelho

11. Criar sinalética funcional (directório) nas entradas das ruas do núcleo histórico

12. Criar incentivos às soluções construtivas “amigas do ambiente”

13. Implementar uma politica de habitação social e construção a custos controlados

14. Criar medidas facilitadoras da fixação de jovens no Concelho

15. Diversificar a oferta educativa, ao nível do ensino superior, através da captação de instituições privadas

16. Promover uma utilização racional de recursos pela autarquia:

Racionalizar o sistema de rega público
Implementar energias alternativas na frota de viaturas do município
Implementar a utilização de energias renováveis nos edifícios públicos


Bem- Estar .....em TOMAR

1. Criar o Cartão do Cidadão Activo – para a cultura, Desporto e actividades sociais

2. Criar o Gabinete Técnico permanente de Apoio ao Associativismo

3. Criar um logotipo das iniciativas culturais do Concelho

4. Criar uma Marca Concelhia para as actividades associativas

5. Criar uma Empresa Municipal de promoção Turística e Cultural

6. Promover Semanas Temáticas Desportivas de Tomar

7. Criar uma Casa da Juventude – servindo Associações sem sede e valências várias de apoio à comunidade estudantil

8. Construir um Parque de Campismo

9. Criar uma Pousada da Juventude

10. Promover o desenvolvimento da REDE SOCIAL, estreitando as parcerias ao nível dos Centros de Dia, apoio domiciliário e projectos de prevenção à delinquência juvenil

11. Criar uma estrutura de apoio à toxicodependência

12. Criar o serviço de apoio técnico, administrativo e logístico à população idosa

13. Criar o PROJECTO DE ENVELHECIMENTO ACTIVO- promover a pratica de actividade física e intelectual, através de voluntariado, como PASSAGEM DE SABERES às gerações mais novas

14. Definir uma estratégia de Saúde Pública do Concelho, em colaboração com o sistema de saúde

15. Criar espaços ribeirinhos de lazer: garantir um corredor verde de acesso pedonal, entre o Açude de Pedra e São Lourenço

16. Criar um eixo verde de acesso Várzea Grande- Cerca do Convento- Convento de Cristo

sexta-feira, janeiro 31, 2003

Compromissos Eleitorais de 2009

A. Preâmbulo



Um Programa Eleitoral não é uma construção teórica, retirada de umas noites de reflexão ou de uma maquete saída de um estirador, num momentod e inspiração: é um CAMINHO.


Em 2005, partimos de muitas das Propostas e Programas à Câmara antes apresentados, de 1997 e de 2001, bem como do "Plano Estratégico da Cidade de Tomar", aprovado pela Assembleia Municipal em 1997 e construímos a AGENDA PARA O DESENVOLVIMENTO DO CONCELHO DE TOMAR, de onde retirámos o Programa de candidatura à Câmara de Tomar de 2005.


De então para cá, fomos apresentando nos orgãos do Município um conjunto de Propostas, que podem todas ser consultadas em http://www.tomar.psdigital.org/, que objectivando o Programa então apresentado, o fizeram evoluir.


Parte importante de propostas muito concretas, estão contidas no conjunto de Propostas "CONTRA A CRISE, A FAVOR DE TOMAR", apresentando 17 propostas concretas nas áraes sociais, economicas e do da melhoria administrativa, quase na totalidade recusadas pelo executivo PSD e muitas pelo grupo de independentes.


O COMPROMISSO ELEITORAL DO PS, é hoje portanto a súmula das Propostas, Ideias e Estratégias propostas durante estes anos de trabalho ininterrupto.





B. Ligação com o Governo e Investimento em Tomar


Naturalmente ninguém estranhará que muitas das realizações em Tomar, entre Abril de 2005 e o momento presente, tivessem tido o empenhamento e "lobing" dos socialistas de Tomar. O Governo do Partido Socialista, executando a estratégia do PS, motivado pela resolução de problemas sistemáticos e persistentes do Concelho de Tomar, tiveram quase sempre uma resposta rápida e eficaz para o seu desenlace.

Foi assim possivel promover durantes estes últimos anos:

- O encerramento de algumas passagens de nível e construção de viadutos sobre as linhas do Ramal de tomar e Linha do Norte;

- A instalação na Unidade de Tomar do Centro Hospitalar do Médio Tejo, da Unidade de Cuidados Paliativos;

- O financiamento à construção de 2 novos Centros Escolares de Casais e de Nuno Alvares Pereira;

- A generalização das Refeições Escolares a TODOS os alunos do 1ºCiclo e o Programa Escola a tempo inteiro, com actividades de Enriquecimento curricular para TODOS os alunos;

- A reconstrução QUASE TOTAL da velhinha Escola Industrial (Escola Jácome Ratton) - uma das 100 a nível Nacional;

- A reparação e pintura da frontaria do velho Colégio Nuno Alvares Pereira;

- A abertura do troço do IC3 entre a Atalaia (A23) e a Variante de Tomar (Moinho Novo) e o lançamento do Concurso para a Concessão do Pinhal Interior, que contemplará a conclusão do IC3 entre Alviobeira e Coimbra;

- A abertura do IC9 entre o IC3 e Carregueiros, a construção do troço até à Estação de Fátima e a adjudicação da Concessão Pinhal Litoral, que terminará o IC9 até à Nazaré em Julho de 2011;

- Através do Fundo Florestal Permanente, intervenção de qualificação e limpeza na Mata dos Sete Montes, apoio à instalação de Sapadores Florestais na Associação de Proprietários dos Templários, também criada no âmbito de uma Comissão da Assembleia Municipal, Presidida pelo PS;

- Instalação de um Mini-Campo na Associação das Serras da Sabacheira;

- Intervenções de qualificação para higiene e segurança em instalações desportivas, nas Associações de Vila Nova (Paialvo), Paço da Comenda e Linhaceira;

- Recuperação do telhado e paredes da Igreja de Carregueiros;

- Substituição da cobertura do Pavilhão Desportivo da ACR Santa Cita;

- Obras de adapatação do espaço cedido pelo Município para a nova Sede Social do Sporting de Tomar;

- Apoio à edicção do Díptico Coral, da Associação Canto Firme, de Fernando Lopes Graça e apoio à sua Internacionalização;

- Apoio ao Festival Internacional de Bandas e à Orquestra dos Templários;

- Instalação em Tomar da Loja PONTO JÁ;

- Apoio à Modernização Administrativa para as sedes das Juntas de Freguesia de Junceira, Asseiceira, Sabacheira e Beselga;

- Aumento durante 4 anos em mais de 1 milhão de euros nas comparticipações sociais para as valências de Centro de Dia, Creches, Lares e Apoio a Deficientes, no Concelho;

- Novo Centro de Actividades Ocupacionais do CIRE de Tomar;

- Nova creche da Gualdim-Pais, no Casal dos Frades;

- Comparticipação para aquisição de viaturas para as IPSS de Olalhas, Venda Nova, Paço da Comenda e Gualdim-Pais;

- Novo Tribunal de Trabalho de Tomar;

- Nova Esquadra da PSP de Tomar;

- Abertura do novo edifício das Finanças de Tomar.

C. 7 vertentes para ACREDITAR, TRABALHAR e VIVER em TOMAR



Investir na atracção e fixação de empresas, melhorando a mobilidade e fomentando o crescimento populacional.

Gestão participada—centrar nas pessoas, a aposta das políticas do Município. Orçamento participativo.

Eficácia dos Serviços—responder em tempo útil aos problemas dos cidadãos, associações e investidores.

Afirmação da identidade do Concelho—promover e valorizar o Concelho a nível externo

Implementação de uma Agenda XXI Local—Constituição do Eco-Parque do Nabão, melhorar o ambiente e ao apoio social

Novo Modelo de desenvolvimento—centrado no aproveitamento dos Recursos Humanos, do Município e do Concelho, estabelecendo parcerias com Escolas e com Empresas.

Terminar a Revisão do PDM.



D. 17 propostas para CUMPRIR TOMAR

http://pstomar.blogspot.com/2009/01/pacote-contra-crise-favor-de-tomar.html



E. Compromissos na Area Social e na Economia

http://pstomar.blogspot.com/2009/09/apostar-no-social-apostar-na-economia.html


F. Compromissos com o Ambiente

http://pstomar.blogspot.com/2003/01/ambiente-2009-2013-por-um-concelho.html


G. Compromissos com a Cultura e o Turismo

http://pstomar.blogspot.com/2006/09/contributo-do-ps-para-discusso-sobre.html

DESENVOLVER O TURISMO EM TOMAR

A aposta no turismo é decisiva para a cidade e o concelho de Tomar. Perdeu-se muito tempo e desperdiçaram-se grandes oportunidades para fazer do turismo uma base económica essencial para a nossa qualidade de vida.

O concelho tem recursos patrimoniais e humanos e uma centralidade geográfica que lhe permitem desenvolver o turismo ao ponto de recuperar a posição que teve e que perdeu na região com a indústria.

Existem oportunidades e condições para que o turismo proporcione desenvolvimento económico e social à cidade e ao concelho, gerando de forma sustentável rendimentos, empregos, negócios, cultura, educação e melhor qualidade de vida para a população e para as futuras gerações.

Há que lançar o processo de criação de riqueza pelo turismo, mobilizando as pessoas e as instituições para projectos que captem recursos financeiros e empreendedorismo para transformar os recursos humanos e culturais, o património material e imaterial, a paisagem e a natureza em bens e serviços que atraiam mais e melhores visitantes e turistas nacionais e internacionais, gerando uma economia do turismo sustentável.

O turismo cultural constitui hoje e no futuro a grande área de oportunidade e o grande desafio para criar uma indústria turística rentável e sustentável e com benefícios para as populações. O turismo cultural proporciona meios e motivação para manter e valorizar o património histórico e para desenvolver práticas culturais contemporâneas, enriquecendo o legado que vamos deixar para as gerações futuras.

Como já se confirmou, não basta ter o Convento de Cristo e esperar que o turismo se desenvolva por geração espontânea, os turistas passam por lá e não ficam na cidade, os negócios associados ao turismo não se desenvolvem, o comércio está decadente, o centro histórico não tem vida e cada vez temos menos turistas.

O uso e a apropriação do centro histórico pela população e pelos turistas é uma aposta decisiva que tem de ser assumida, programada e executada de forma sistemática, com a liderança da Câmara Municipal e o envolvimento das pessoas e das diversas instituições.

Não basta dizer que Tomar é a “Cidade Templária”, há que desenvolver o conceito e levá-lo à prática. Tomar tem condições para ser o grande centro da temática templária, com uma imensa visibilidade internacional, em termos culturais, científicos e turísticos. Este é um desafio central e tem sido uma grande oportunidade perdida por falta de visão e de praxis dos responsáveis da autarquia e das instituições que deviam gerir o turismo.

Tomar pode vir a ser um grande pólo de competitividade no turismo cultural se esse desafio for assumido. Além do imenso património do concelho e da região envolvente, dispomos do Instituto Politécnico, com competências e valências únicas no país no turismo cultural, na conservação e restauro, na arqueologia, na fotografia, na pintura e nas tecnologias da informação e comunicação.

Temos a sede da Associação Portuguesa de Turismo Cultural, já com uma projecção interessante e trabalho desenvolvido, temos uma Escola Profissional que prepara jovens para os serviços do turismo, temos a Templar com provas dadas na formação e na gestão de actividades de animação e de operação turística, temos o grupo de teatro Fatias de Cá com grande notoriedade e excelente trabalho, música erudita, a grande figura de Fernando Lopes Graça, jazz e outras artes do espectáculo, artesanato e folclore, doçaria conventual, etc.

Os recursos existem e são muitos, a grande questão reside na criação de condições para articular todos estes actores num processo sistemático organizado com visão estratégica e capacidade de gestão para gerar sinergias. Já se viu que não basta assinar protocolos e tirar a fotografia para publicar na imprensa local…E, além dessa aposta central no turismo cultural, é preciso apostar também na diversificação de ofertas – turismo de negócios, turismo de natureza, turismo rural, turismo activo e desportivo, recreio náutico, gastronomia e vinhos e eventos com grande projecção nacional e internacional.


H. Compromisso com a Organização Interna do Município

Reclassificação dos funcionários com formação adequada a novas ou valorização das suas actuais funções.
Prémios de Productividade, nos termos da legislação em vigor.
Fomento da Formação interna e externa, utilizando todos os tempos previstos na legislação (70-100 horas formação trabalhador/ano)
Reorganização das Divisões, tendo por objectivo a adequação de novo Quadro Orgânico ao serviço das Empresas, das Associações e do fomento económico.
Apoio social alargado aos funcionários em dificuldades, através de protocolo com a Associação dos Trabalhadores.
Desenvolver parceria para a melhoria do trabalho com a Comissão de Trabalhadores, promovendo uma cultura de segurança, empenhamento e serviço ao cidadão.
Criação da "Caixa de sugestões" interna.

I. Compromisso

Os candidatos do PS às autarquias do Concelho de Tomar, nas eleições de 2009, compromtem-se a ter uma atitude colaborante, no exercício dos seus mandatos, tendo por fim a salvaguarda primeira do interesse das populações do Concelho de Tomar.

Comprometem-se a agir com probidade, dentro de uma ética republicana de serviço público e tendo por divisa máxima a resolução dos problemas concretos das populações.

Comprometem-se ainda a desenvolver os valores da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, para o cumprimento do seu Programa e do interesse geral da população.

sexta-feira, janeiro 03, 2003

Ambiente 2009-2013 POR UM CONCELHO SUSTENTÁVEL

Explanação dos Projectos Ambientais

ECO-PARQUE DO NABÃO

Parque Vieira Guimarães
Pólo do Sobreirinho
Centro técnico de canoagem
Gabinete de monitorização do Rio e da produção de energia
Cerca do Convento


A quinta de Marmelais, ou Quinta Vieira Guimarães, foi cedida por este ao Estado com vista a que ali fosse instalado um centro de investigação de olivicultura. Para além de mandar demolir a casa existente, que ao que dizem era mais bonita que a da corredoura, pois tinha até uma réplica da janela do capítulo, não há notícia que outra coisa significativa se tenha levado a cabo naquele espaço.
A quinta possui uma área aproximada de cinco hectares e confina com o rio. Acautelado que seja o respeito pelo espírito de serviço público que enquadra a doação bem como o necessário entendimento com o ministério titular do imóvel, há que potenciar a utilização daquele espaço em favor do concelho e seus habitantes.

Por outro lado é notória a carência em Tomar de um equipamento vocacionado para a educação ambiental, acompanhada por actividades de lazer e recreio sempre relacionadas com o ambiente e os novos comportamentos perante o mundo e seus recursos naturais.

Conjugando os pressupostos acima expostos, apresento na minha candidatura à Câmara Municipal, como um dos pontos de concretização programática, o propósito de levar a cabo a criação de um parque ambiental designado Eco-Parque do Nabão
Tratando-se, numa primeira fase apenas um parque, o Parque Vieira Guimarães, o projecto pretende vir a constituir-se numa rede de equipamentos vocacionados para o lazer e educação ambiental.

Será um espaço polivalente estruturado em torno de um Centro Coordenador de Actividades.

Para além da gestão do espaço e dos seus confortos básicos – cafetaria, equipamentos de ar livre, etc., as acções a dinamizar pelo referido centro terão como tema aglutinador o Vale do Nabão bem como o rio e suas margens.

Desta forma terão enquadramento diversas actividades:
Praticas desportivas nos domínios da pesca e canoagem;
Promoção de actividades de recriação da vida do rio noutros tempos;
Arquivo e exposição de materiais relacionados com o rio;
Promoção de rotas pedestres e circuitos btt dentro do concelho com vista a promover a riqueza patrimonial das zonas rurais – rotas da água, da romanização, açudes e rodas, o rio e a indústria, o rio e a energia, descoberta do aqueduto do Pegões, aldeias do concelho, fauna e flora do vale do Nabão, de entre outras possíveis;
Coordenação e manutenção de pistas para a prática da pesca desportiva.

Todas estas acções deverão cumprir os necessários objectivos quer nos domínios da educação, quer na promoção do ecoturismo e turismo activo.

Igualmente se prevê a instalação de um eco-parque de campismo (os carros ficam à porta) vocacionado para grupos e campos de férias;

Bem como hortas pedagógicas com componente pecuária a serem utilizadas em articulação com as escolas do concelho.

Numa segunda fase prevê-se a construção de um equipamento muito inovador e com grande poder de divulgação de Tomar e consequente atracção de visitantes: uma lagoa específica para banhos dirigida a utilizadores com condicionamentos físicos, nomeadamente visuais ou motores. Trata-se de um tipo de equipamento com recente aplicação, e em expansão em todo o mundo, que permite a este tipo de utilizadores usufruir do banho de lazer em ambiente natural, enriquecido pela informação (e conhecimento directo) especificamente dirigida sobre a fauna, flora e outras características do local. É uma ideia que trará excelentes resultados como proposta de inclusão e oportunidade de fruição para todos.[i]

Como objectivo a cumprir posteriormente, será estabelecido, em articulação com o Eco-parque, o Centro de lazer do Sobreirinho, freguesia de Além da Ribeira. Este centro será determinante como ponto referencial para a exploração das rotas históricas e naturais que são particularmente ricas naquela Zona do Concelho.

Ainda como pólo secundário desta rede de equipamentos dedicados ao ambiente deverá ser considerado, a montante da cidade, na zona da várzea da fábrica de fiação um centro técnico de construção e reparação de canoas e barcos com pesquisa das artes ancestrais, a incluir o estudo da construção das “rodas”.

Todo este projecto deverá ser articulado com a vertente energética e de segurança relativa ao rio sobre o qual se manterá uma permanente monitorização e cuidado na limpeza e melhoria das suas condições.
Haverá uma permanente articulação com o plano de protecção especial de cheias – a implementar
Será encarada a possibilidade do seu aproveitamento na instalação de “mini hídricas” de fio de água onde se verifique possível sem comprometer o perfil do rio nem perturbar os ecossistemas presentes. A par com eventuais instalações de base foto voltaica no concelho, poderá cumprir-se o duplo objectivo da defesa do ambiente e da compensação financeira.

Estabelecer-se-á, desta forma, uma rede de equipamentos que poderão trazer a Tomar um novo prestígio no domínio ambiental, assim como constituir janela de visibilidade para um turismo cada vez mais consciente do respeito pelo ambiente e do respeito pela ideia de inclusão, do derrube de barreiras e direito de fruição para todos.

É um projecto que servirá de base para futuras iniciativas relacionadas com a água e o meio ambiente. As condições específicas do concelho de Tomar poderão determinar uma atitude de vanguarda neste domínio. A albufeira do Castelo de Bode, o vale do Nabão, os pontos chave na nascente e foz do rio, bem como o seu percurso marcado pelos açudes industriais, constituem matéria particular que carece atenção e valorização.



[i] O arquitecto Carlos Mourão Pereira, invisual, tem desenvolvido um trabalho pioneiro nos domínios da água, da sustentabilidade e do design inclusivo. O apoio a banhos de mar da praia de Paimogo, concelho da Lourinhã marca o início, a nível mundial, de mais este derrube de barreiras. Para além de outros projectos em Itália, Eslovénia e Suíça, também em Portugal o município de Grândola já se interessou por esta solução. Vale a pena consultar:

http://www.carlosmouraopereira.com/

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=27774&op=all


OBJECTIVO ZERO 2017

Articulado com agenda XXI local, aprovada por proposta PS em A.M.

Este plano assenta num conjunto de medidas e investimentos que visam atingir uma sustentabilidade plena do concelho de Tomar até 2017.
O objectivo emissões zero será procurado através de três vectores:
. poupança de energia
. produção de energia
. aumento de área de absorção de CO2


Sustentabilidade dos edifícios

. da autarquia através do aumento da eficiência energética dos mesmos e da microgeração de energia – prioridade para os de maior consumo
Piscinas
Pavilhão municipal (parque)
Mas igualmente em escolas

. Apoio técnico e aconselhamento em relação aos edifícios particulares

. Incentivos à obtenção de uma boa classificação energética em edifícios novos e à subida de dois escalões nas construções existentes

. Acções de sensibilização com vista à poupança de energia em edifícios


Intervenção no domínio da mobilidade sustentável – plano de mobilidade sustentável

. Rede eficaz de ciclovias

. Projecto PEDAL-AR
Serviço de bicicletas de utilização pública – 1ª fase – uso turístico com unidades eléctricas para subida ao convento

. Revisão geral da mobilidade rodoviária orientada para a redução de distâncias, criação de percursos mais eficazes, redução de tempos de espera

. Implementar, a partir de 2013, espaços de circulação rodoviária exclusivamente eléctricos

. Redução de veículos municipais a combustão e posterior reconversão para eléctricos
Melhorar a sustentabilidade do território concelhio

. Sustentabilidade dos espaços públicos
Rede de rega com água não tratada
Desenho de espaços públicos e aplicação de materiais de baixa manutenção

. Aumentar a área de coberto arbóreo em 10%, a cada quatro anos
Incentivando a reflorestação
Por acção directa do município

. Incentivar a microgeração de energia


Educar e sensibilizar

. Promover acções, concursos e projectos com vista a uma participação activa da população no Objectivo Zero