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quinta-feira, maio 10, 2012

Câmara dá parecer positivo à criação de 2 agupamentos em Tomar

Foi aprovado pela Câmara um parecer positivo, ao que veio proposto do Conselho Municipal de Educação, à constituição de dois Agrupamentos Educativos em Tomar.

Os vereadores do PS, apresentaram a seguinte declaração de voto:

O pedido de parecer solicitado pela Direção Regional de Educação, em relação ao reordenamento da Rede Educativa, constitui quanto a nós um pró-forma, uma vez que é do conhecimento público que é intenção do Governo que haja uma poupança financeira no sector da educação pré-universitária, superior a 100 milhões de euros.

Consideramos ainda que esta implementação, não deve condicionar as opções do Município numa revisão da Carta Educativa, de forma a garantir o equilíbrio entre os agrupamentos ora criados.


Os atores e a comunidade educativa, expressando-se em reunião do Conselho Municipal de educação, em 29 de Abril, considerou que “Apesar de ter sido manifestada preocupação relativamente à eventual diminuição da qualidade de ensino, os presentes CONCORDARAM com as duas agregações constantes da ata, isto é, o Agrupamento D.Nuno Álvares Pereira com a Escola Santa Maria do Olival e os Agrupamentos Gualdim-pais e Santa Iria com a Escola Jácome Ratton."
Assim sendo, apesar de considerarmos que imperou o secretismo na preparação deste processo e que o mesmo poderá desencadear situações de mobilidade e de desemprego, estando os agrupamentos e a comunidade globalmente de acordo, a nossa posição só pode ser de concordância.

quarta-feira, maio 09, 2012

Educação é estratégica para o desenvolvimento regional

No rescaldo do debate realizado na passada Sexta-feira, na Estalagem de Santa Iria, pode-se concluir que, para os socialistas e independentes presentes, o investimento continuado na educação, nos diferentes niveis de ensino e tipologias (escolar e profissional), é estratégico para potenciar o desenvolvimento da nossa Região.

A iniciativa foi organizada pela candidatura de António Gameiro – Juntos para Ganhar 2013, à Federação do PS de Santarém e pela Concelhia do PS de Tomar.
O debate foi muito participado e contou com os oradores previstos no programa.
José Ribeiro Mendes, professor do Instituto Politécnico de Tomar, entre as reflexões deixadas sobre a realidade de duas escolas politécnicas e as suas vantagens, e sublinhou um problema crescente que se está a verificar nos dias de hoje, as dificuldades financeiras dos estudantes, que os está a impedir de cumprir os seus compromissos ou obrigando-os a interromper os estudos.
Luís Filipe Santos, o coordenador regional da zona sul do Sindicato Independente de Professores e Educadores, entre as diversas opiniões deixadas, posicionou-se contra à constituição dos mega agrupamentos escolares, salientado os pontos negativos para a vantagem da educação dos alunos e até na organização das escolas.
Anabela Freitas a presidente do PS Tomar, foi a moderadora do encontro e António Gameiro, candidato à Federação, apresentou as linhas essenciais da sua candidatura e que são afinal muitos dos pensamentos dos socialistas do Ribatejo, assim como preocupado com a discussão de todos os sectores da nossa sociedade, e disponível para contribuir com soluções que possam ajudar na resolução dos constrangimentos.
A importância da defesa da escola pública e do ensino superior com qualidade e excelência no distrito de Santarém, é um vetor que reúne consenso e que os socialistas não abdicam como ponto de partida para sociedades desenvolvidas.

O debate foi vasto e ficou a abertura para próximas discussões, ficando o compromisso de António Gameiro de colocar a Educação no eixo das prioridades do próximo mandato à frente da federação.

terça-feira, maio 01, 2012

Debate sobre Educação e Ensino Superior, Sexta-feira na Estalagem Santa Iria


Debate "Educação e Ensino Superior"

A candidatura de António Gameiro a Presidente de Federação do Partido Socialista "Juntos Para Ganhar 2013", realiza no próximo dia 4 de Maio pelas 21 Horas em Tomar na Estalagem Santa Iria, um
Debate sobre "Educação e Ensino Superior".

Esta iniciativa irá contar com as seguintes presenças:
José Mendes – Professor do Instituto Politécnico de Tomar;
Luís Filipe Santos – Coordenador Regional da Zona Sul do Sindicato Independente de Professores e Educadores;
Anabela Freitas – Presidente do PS Tomar;
António Gameiro – Candidato a Presidente da Federação Distrital do PS Santarém

terça-feira, março 31, 2009

Aquisição de terreno para o centro escolar dos Casais

DECLARAÇÃO de VOTO

O PS fica extremamente satisfeito por passados já vários meses da candidatura e posterior aprovação, do Centro Escolar dos Casais, a financiamento do QREN, ser hoje presente a reunião de Câmara a proposta para compra do terreno para a implantação do mesmo.

Não podemos deixar de nos congratular por este importante facto, que é o de se candidatar uma obra, sem ter terreno, ter a sua aprovação, sem ter terreno e finalmente lembrarem-se de adquirir o terreno.

Com tantos atrasos, não será certamente já no próximo ano lectivo que esta importante infra-estrutura escolar, que conta com um importante investimento da administração central, para a prossecução da política educativa definida pelo Governo, estará em funcionamento.

Aliás, não é de estranhar tal facto, em virtude deste interessante procedimento.

Apesar disso, o Partido Socialista vota a Favor do prosseguimento do processo.

sexta-feira, abril 25, 2008

Abrantes investe em Portateis na Escola


A Câmara Socialista de Abrantes investiu em colocar mais de 750 portateis nas Escolas do 1ºCiclo (1 portátil por cada 2 alunos) e gastou com isso pouco mais do que o Fonte Cibernética e as Lombas na Cidade (2.500.000€).


Porque será?


segunda-feira, março 31, 2008

CARTA ABERTA AOS TOMARENSES

Estimado(a) amigo(a)

O Município de Tomar pretende fazer aprovar uma Carta Educativa que prevê o encerramento até 2012 de todas as Escolas e Jardins de Infância nas Freguesias de Alviobeira, Beselga, Além da Ribeira, Junceira, Olalhas, Pedreira e Sabacheira.

A decisão de encerrar escolas é, dentro dos princípios pedagógicos nacionalmente definidos, uma decisão que cabe totalmente à autarquia. No nosso Concelho não haverá em 2016 uma única Freguesia com menos de 10 alunos. Em todas as Freguesias existirão alunos que justificarão um mínimo de duas salas de 1ºCiclo e uma de Jardim-de-infância.

As Escolas de 1ºCiclo da Cidade estão cheias, em primeiro lugar porque não há ainda boas condições na generalidade das Escolas das Freguesias.

A aposta está em construir Escolas nas Freguesias e reduzir assim a pressão sobre as Escolas da Cidade. Nesta prevê-se ainda encerrar a Escola de Sto.António, construir já uma super-escola na actual Nuno Alvares e na Freguesia de S.João fechar as Escolas das Cabeças e de Carvalhos de Figueiredo, construindo uma Escola na Machuca onde, como todos nós sabemos, não existirão mais do que uma ou duas crianças.

Encerrar ainda as Escolas da Asseiceira, Sta.Cita, Roda, Paialvo, Porto da Lage, S.Miguel e Marmeleiro, significa que os alunos residentes nestas freguesias tenham de percorrer distâncias maiores saindo de casa muito mais cedo, prejudicando o seu percurso escolar, num Concelho que é o melhor da região em todos os indicadores escolares.

Esta Carta Educativa não resolve nenhum dos problemas dos Munícipes, mas poderá vir a criar imensos, como por exemplo obrigar a que as crianças entre os 3 e os 9 anos, passem a frequentar Escolas muito mais longe de casa, sem quaisquer garantias que o transporte é assegurado pela Câmara, por exemplo.

Isto custa mais dinheiro ao Município é certo, levando a que o Ministério coloque mais Professores, o que também é certo.

Mas não valerá o esforço criar melhores condições às nossas crianças, investindo em pelo menos UMA ESCOLA POR FREGUESIA, próximo das famílias, em lugar de estarem “amontoadas” em super-escolas, todas elas localizadas na Cidade ou nas suas imediações?

No PS achamos que sim. Que é preferível apostar nas nossas crianças e jovens em lugar de gastar o dinheiro que deveria ter sido usado para construir 6 Escolas, na construção do Parque de Estacionamento do Pavilhão Municipal ou 1 Escola com o dinheiro gasto nas lombas que foram espalhadas pela Cidade.

Esta Carta Educativa não foi discutida com as Escolas, não foi discutida com os Pais, não foi discutida com as Juntas de Freguesia. É uma má solução que urge parar, em prol das nossas crianças.

Apela-se assim, a que todos possam assistir à Assembleia Municipal que se realiza na Sexta-feira, dia 4 de Abril, pelas 17 horas, afim de ver quem está de facto do lado das crianças do Concelho.

Tomar, 29 de Março de 2008
Becerra Vitorino, Vereador

terça-feira, fevereiro 19, 2008

CARTA EDUCATIVA

Foi aprovado pela Maioria PSD a Carta Educativa do Concelho de Tomar.
O Vereador Socialista Becerra Vitorino, apresentou a seguinte proposta:

Aspectos que deveriam ser revistos [Na Carta Educativa]

Primeiro Ciclo

A localização dos centros escolares deve obedecer a uma resposta criteriosa e eficaz quanto a um conjunto de aspectos relacionados com a realidade actual e previsível dos fluxos de alunos, todos o sabemos. Contudo, deveremos também considerar que tais equipamentos se constituem como pólos de atracção e desenvolvimento, aspecto que não pode ser desprezado no contexto de uma estratégia de ordenamento para o Concelho. Isto também todos sabemos, veja-se o Plano de Pormenor do Fojo.

Sendo assim deverão tais equipamentos participar, como a própria lei define, na estratégia do Plano Director Municipal.

É posição assumida pelo Partido Socialista a promoção de um ordenamento equilibrado de todas as freguesias do Concelho, resistindo ao excesso de centralismo da cidade e consequente desertificação das zonas mais periféricas.

Neste domínio, a proposta apresentada para distribuição do primeiro ciclo, não poderia estar mais afastada desta visão das coisas. Reiteramos a posição que já assumimos, de discordância no que refere à perda de equipamentos educativos prevista quer na zona Noroeste do Concelho, freguesias de Sabacheira e Beselga, bem como na área Nordeste, freguesias de Olalhas e Alviobeira. Não poderemos ignorar, que na maioria destas freguesias se vem sentindo algum poder de atracção, também no domínio da educação, pelos concelhos vizinhos.

Tal equilíbrio deverá articular-se com uma reflexão mais ponderada sobre as propostas dos centros escolares do perímetro periurbano que encerram o perigo de vir a desequilibrar o ordenamento desejado para a cidade.

Um outro aspecto relevante para o qual temos diferente proposta é o que se relaciona com a Escola Nuno Álvares. Tendo sido, durante tantos anos, a face do desprezo e indiferença deste executivo pelas questões da educação, consideramos que as oportunidades foram perdidas, a faixa etária da população escolar baixou e é altura de encarar o problema de forma eficaz. É de uma evidência clara que este edifício já não poderá responder a uma organização funcional moderna, sustentável, inclusiva e amigável. A sua escala e tipologia são inultrapassáveis em qualquer tentativa de adaptação.

É o momento de propor uma catarse e de encarar a construção de uma escola nova, simples e moderna, a localizar na zona preferencial de expansão da cidade, servida por vias de melhor eficácia. Tal localização encontra-se nas Avessadas junto à via circular.
É uma proposta que se traduz na opção de redimensionar e dar prioridade ao Centro Escolar das Avessadas, integrando-o com uma Escola Nuno Álvares 2/3.Para que não se voltem a levantar fantasmas imobiliários (que este executivo também promoveu em tempos) devemos referir que não temos dúvidas quanto à intransigente defesa do actual edifício Nuno Álvares como um símbolo a preservar, dignificando-o pela revelação de todas as sua potencialidades como equipamento ao serviço do município no domínio de uma promoção cultural de que Tomar tanto necessita.
DECLARAÇÃO DE VOTO
A Carta Educativa constitui-se como um documento de grande importância para o futuro do Concelho que virá a influenciar fortemente as directrizes do seu desenvolvimento. Será, por outro lado, a base para a tão procurada qualidade e eficácia do processo educativo, determinando a gestão de recursos, e procurando responder eficazmente ao interesse colectivo.

Os equipamentos educativos encontram-se entre os que maior importância assumem no contexto do funcionamento de uma comunidade, na definição do seu futuro, sendo determinantes nas dinâmicas de desenvolvimento e ordenamento urbano.
Por tais razões, seria do interesse de todos que se procurasse consolidar este projecto numa atitude de consenso. Abrir-se-ia desta forma a via de um envolvimento e empenho generalizados na sua defesa e concretização.

A execução e aprovação das Cartas Educativas foi enquadrada pelo Dec. Lei nº7/2003, tendo a maioria dos municípios compreendido de imediato a abrangência da lei e começado a trabalhar.
Na região do Médio Tejo há apenas dois concelhos que, cinco anos volvidos, ainda não dispõem de uma Carta Educativa aprovada. Obviamente, um deles é Tomar.
Não nos podemos admirar com tal facto. É o fruto do exercício de um poder autárquico sem programa, habituado à navegação de cabotagem, que vê nos documentos estratégicos mais um empecilho ao deambular das decisões que um instrumento de ponderação e definição de rumos para o futuro.
Assim se deixou chegar o primeiro ciclo ao que chegou, com uma população imensa a sofrer da falta de qualidade inerente aos horários duplos, assim se manteve uma irresponsável indiferença perante a profunda degradação física de uma das escolas mais emblemáticas da cidade.
Mas foi também assim que se sacudiu algum controle que estes documentos sempre impõem.
Mantiveram-se tais condições durante cinco anos, propondo-se agora a aprovação de um instrumento que já não vai influenciar significativamente as decisões do actual executivo, pois se projecta fora do tempo deste. Chegou-se a uma altura em que as coisas têm que ser feitas, pois o acesso aos fundos comunitários a tal obriga.

Contudo, o contra senso continua: se até 2008 ninguém achou necessário cumprir uma lei de 2003, agora a aprovação do projecto está a ser feita com inexplicável urgência, impedindo um debate sereno e abrangente que possa conduzir ao tão necessário consenso.
Um projecto que poderia ter sido concretizado com participação e motivação, há anos, vai agora ser imposto sem o envolvimento efectivo dos agentes representativos no domínio da educação. A participação e o consenso, apenas aumentariam a responsabilidade e o empenho dos agentes envolvidos na sua implementação e sucesso.
Conselho Municipal de Educação, Assembleia Municipal, Agrupamentos de Escolas ou outros agentes do processo educativo, todos deveriam ter oportunidade de se pronunciar sem atropelos nem restrições.
Mas não será assim.
Ao Conselho Municipal de Educação foi dado um dia útil entre a apresentação do projecto e a deliberação. Mais grave ainda, foram os membros do mesmo Conselho levados a pronunciar-se com base num conjunto de diapositivos, sem chegarem a ter acesso ao projecto propriamente dito. Dificilmente se poderá demonstrar maior desprezo por um órgão legalmente constituído.
Foi igualmente coarctado o interesse e empenho demonstrado pela Assembleia Municipal em ouvir um conjunto de opiniões determinantes.
Sendo os Agrupamentos de Escolas os agentes essenciais que terão que implementar, dar coerência e dar vida a uma ideia sobre a educação no Concelho de Tomar, foram alvo de total ignorância no processo. Ficaram os seus responsáveis sujeitos a informações não oficiais e sem rigor, quer dizer: ao boato e ao alarme, criando condições para o surgir de uma disputa virtual de territórios educativos. Esta divisão interna dos agentes do sistema só serve quem possui os instrumentos do poder.

Nestas condições, a manter-se o desinteresse na busca de um consenso, teremos que manifestar uma posição que demonstre uma clara demarcação em relação ao processo e, obviamente, à decisão tomada pela força da indiferente maioria.